março 30, 2009
Vegas Robaina Petit Robustos Edição Regional
Pela primeira vez, desde que há cerca de meia dúzia de anos a Habanos S.A. cria edições regionais exclusivas, Portugal foi contemplado.

Trata-se de um petit robusto, que para além da habitual cinta da marca tem outra onde se lê "Exclusivo para Portugal"
A produção foi de apenas 600 caixas de 25 unidades cada.

Trata-se de um charuto com um formato adaptado aos tempos de hoje, que se fuma em cerca de três quartos de hora, tendo uma fortaleza média, pelo que seria recomendável a iniciantes, não fosse o seu preço de 8 euros por unidade...
Publicado por João Carvalho Fernandes às 04:30 PM | Comentários (0) | TrackBack
julho 20, 2007
BOM FUMO - FUNCHAL
Uma loja de charutos no Funchal. Visitá-la-ei em breve (ehehehe)
Rua do Frigorífico, Edifício Cooperativa Agrícola do Funchal, Bloco B, R/C Loja A
E não deixarei de ir ao Festival.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:15 PM | Comentários (0) | TrackBack
maio 18, 2007
COHIBA BEHIKE

Está a chegar a Portugal a única caixa destes charutos que veio para o nosso país!
Segundo revelou o próprio, foi adquirida pelo Sr. Manuel Ruão, dono da Tabacaria Ruão, em Paredes
Só fiquei com uma dúvida: ficam com o próprio ou é para algum cliente?

Publicado por João Carvalho Fernandes às 06:30 PM | Comentários (4) | TrackBack
março 26, 2007
COMO COMECEI A FUMAR CHARUTOS....
Sem o saber, João Soares Louro foi o responsável por eu ter começado a fumar charutos!
Tinha comprado um livro intitulado "Puro Prazer" onde para além de uma introdução de Alfredo Saramago, havia textos/depoimentos de 37 fumadores(as) de charutos, que explicavam de onde vinha o seu gosto por este tabaco, qual o seu charuto preferido e mostravam alguns dos seus objectos ligados aos charutos (corta-charutos, cinzeiros, livros, etc...).
Desses textos, o que me chamou mais a atenção foi precisamente o do João Soares Louro. E depois de ir experimentando vários módulos e marcas de charutos, a minha preferência acabou por recair precisamente no seu preferido, o Lusitania de Partagas.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:00 PM | Comentários (3) | TrackBack
março 06, 2007
CASA HAVANEZA
Uma surpresa esta semana, ao passear nas Amoreiras. A velhinha Casa Havaneza fez obras!

E finalmente apareceu uma loja arejada, com muita luz e com uma sala de humidificação com larga vitrina, que entra pela loja adiante. Um grande sortido de charutos à unidade, completa o lote. (pena não ter foto)
Não tenho dúvida alguma que as vendas vão ter um crescimento exponencial! O meu amigo Pedro Cunha Martins (da Cigarworld no El Corte Inglês), que se ponha a pau!
Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:30 PM | Comentários (0) | TrackBack
fevereiro 14, 2007
IX FESTIVAL DEL HABANO

Realiza-se em Havana, entre 26 de Fevereiro e 2 de Março o mais importante evento do mundo dos charutos.
Será um ponto de encontro de distribuidores, especialistas e apreciadores do melhor tabaco do mundo e nessa altura serão apresentadas as novidades para 2007 do portfólio de Habanos para 2007.
De realçar no vasto programa a apresentação da nova linha Cohiba Maduro e do Reserva Montecristo.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:30 PM | Comentários (0) | TrackBack
janeiro 25, 2007
COHIBA BEHIKE

Trata-se do charuto mais caro do mundo, uma edição limitada a 4.000 exemplares, vendidos pela “módica” quantia de 15.000 euros uma caixa humidificadora com 40 exemplares.
O nome “Behike” vem da época pré-colombiana, era o nome dado aos feiticeiros e médicos pelos índios Tainos.

Foi uma edição especial destinada a comemorar o 40º aniversário desta marca e apesar do elevado preço a centena de humidificadores disponíveis foi alvo de grande procura.

Todos os 4.000 charutos foram enrolados pela mesma pessoa, Norma Fernandez, a mais antiga funcionária da fábrica El Laguito, em Havana, onde trabalha há 39 anos.
Os charutos foram fabricados no segundo semestre de 2005. Os cem humificadores, em cedro, foram fabricados pela casa parisiense Elie Bleu.
Consta que um destes humificadores terá vindo para Portugal, contra quinze para os nosso vizinhos espanhóis....

Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:30 PM | Comentários (2) | TrackBack
dezembro 14, 2005
VILLA ZAMORANO
Amanhã, 5ª feira 15 de Dezembro, pelas 18h30, no piso 7 do El Corte Inglês, em Lisboa, apresentação pela CigarWorld do charuto "Villa Zamorano", acompanhado por whisky de malte Balvenie Port Wood.

1 - Coronas
2 - Robustos
Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:30 PM | Comentários (1)
dezembro 08, 2005
TORCEDOR CUBANO NA CIGARWORLD
Amanhã, sexta dia 9 de Dezembro, estará presente na Cigarworld, na loja no El Corte Inglês de Lisboa, um torcedor cubano que irá demonstrar como se fazem os charutos.
Será entre as 15 horas e as 20h30.
Algumas fotos de um anterior evento semelhante:




Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:00 AM | Comentários (1)
novembro 18, 2005
LUSITANIAS - PARTAGAS
(ENTRADA nº 2500)
Um charuto double corona, com um comprimento de 194 mm e o diâmetro de 19,45 mm (ring 49).
Trata-se de um charuto para conhecedores, totalmente desaconselhado aos iniciantes, quer pela fortaleza, quer pelo tamanho/duração.
Excelente construção, boa combustão, fortaleza média/elevada.
Com uma capa madura, é fácil de acender e com uma potência que vai subindo, sem nunca se tornar violento.
Um charuto muito equilibrado e saboroso.
Duas horas de prazer garantido.

A classificação do Fumaças: 5 (/5)
Classificação do Havanoscope 2005: 5
Classificação do Havanoscope 2006: 5
![]()
Preço em Portugal: 11,72 €
Espanha: 10,40 €
França: 15,00 €
Grã-Bretanha: 17,4 £
Preços indicados por Cigar World (Portugal) e L'Amateur de Cigare.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:30 PM | Comentários (0)
novembro 05, 2004
DELICIAS - FONSECA
Um charuto petit corona, com um comprimento de 123 mm e o diâmetro de 15,87 mm (ring 40).

É quanto a mim um dos charutos ideais para quem queira começar e mesmo muitos anos depois, continua a ser-me muito agradável.
Boa construção, boa combustão, com fortaleza média.

A classificação do Fumaças: 3 (/5)
Classificação do Havanoscope 2004: 2
Classificação do Havanoscope 2005: 1
(Nota: a disparidade de classificações deve-se ao facto de o l'Amateur ter considerado as últimas entregas muito amargas - os meus são mais antigos, ainda não experimentei novos - fiquem com esta ressalva)
Preço em Portugal: 1,80 €
Espanha: 1,45 €
França: 2,30 €
Itália: 2,10 €
Preços indicados por Cigar World (Portugal) e L'Amateur de Cigare.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:09 AM | Comentários (2)
outubro 22, 2004
SÉRIE D Nº4 - PARTAGAS
Trata-se de mais um charuto de "formato" robusto. Tem um comprimento de 124 mm e um diâmetro de 19,84 mm (50).

Esta vitola costuma despertar paixões entre os fumadores conhecedores e as últimas produções parecem ter voltado ao esplendor algo perdido de há uns anos atrás.
É um charuto com excelente construção, agradável ao toque e visualmente e com muito boa combustão. Tem uma fortaleza média/forte.

A classificação do Fumaças: 4 (/5)
Classificação do Havanoscope 2004: 4
Classificação do Havanoscope 2005: 5
Preço em Portugal: 7,28 €
Espanha: 7 €
França: 9,50 €
Grã-Bretanha: 11 £
Preços indicados por Cigar World (Portugal) e L'Amateur de Cigare.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:59 PM | Comentários (2)
outubro 07, 2004
FAMOSOS - VEGAS ROBAINA
Trata-se de uma vitola de formato robusto, com o comprimento de 127 mm e diâmetro de 19,1 mm (48).
É um charuto que normalmente tem uma boa construção, com tiragem regular e boa combustibilidade. Tem uma capa com bom aspecto, ligeiramente escura. Tem uma fortaleza média, a puxar para o forte.
Trata-se claramente de um charuto para fumadores habituais (de charutos...), não sendo aconselhável a iniciantes.

A classificação do Fumaças: 3,5 (/5)
Classificação do Havanoscope 2004: 3
Preço em Portugal: 6,6 €
Espanha: 5,1 €
França: 8,1 €
Grã-Bretanha: 10 £
Preços indicados por Cigar World (Portugal) e L'Amateur de Cigare.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:04 PM
abril 30, 2004
CHARUTOS DO BRASIL
Na Grande Reportagem, o Francisco José Viegas, aproveitando a sua estadia no Brasil foi experimentando charutos e fez o favor de partilhar connosco quais os melhores. (Já agora, pedindo desculpa aos outros leitores, um recado: mandei mail a confirmar interesse; fico à espera das respostas)
Esperando qualquer dia também poder degustá-los, eis os indicados nas duas semanas anteriores:
Maduro de Dannemann - "Um corona de de cores escuras, que lembra cacau e café ou açucar e café. Ao contrário de outros exemplares brasileiros, a tensão do charuto é exemplar, e tem um final muito digno, o que é ainda mais raro nos charutos baianos."
Mata Fina, Robusto de Alonso Menéndez - "Provei um destes num café em São Salvador. Voltei dois dias depois para comprar alguns, avulsos. Achei, na altura, que tinha encontrado o aroma perfeito para o Verão. Nem mais".
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:20 PM
abril 05, 2004
10 MARCAS CLASSICAS DE "HABANOS"
Uma interessante descrição sobre dez marcas de charuto cubanas, com uma caracterização de cada uma:
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:41 PM | Comentários (2)
março 19, 2004
FRANCISCO JOSÉ VIEGAS - GRANDE REPORTAGEM (II)
Simpaticamente, na Grande Reportagem do passado sábado, o Francisco José Viegas voltou a citar-me, como "especialista" na conjugação de charutos com álcool. Não me considero tal, apenas um epicurista que tenta conjugar o melhor possível alguns prazeres.
E já agora, uma sugestão:
Que tal um charuto acompanhado por chá? Ainda não experimentei, mas garantem-me que com um chá velho (20 ou 25 anos) ou o famoso pu er , é a conjugação perfeita!
De qualquer forma, nesta associações é preciso garantir que a bebida acompanhante não tenha uma fortaleza tal que ofusque o charuto. (e no caso dos vinhos, por exemplo, quanto menos taninos, melhor!)
E o artigo:
"Diz-se que o sonho de um fumador de charutos é poder encontrar num deles o perfeito segundo terço, aquele momento em que o charuto, já em combustão definitiva e a aproximar-se do seu fim, despedindo-se, revela o perfume mais intenso.
Geralmente, sobretudo quando em conjugação com o álcool que o pode acompanhar, esse segundo terço está condenado a ficar misturado com as cinzas a que foi sendo condenado. Por isso recomendo que haja um certo cuidado na escolha das bebidas (pode ir ao blogue do João Carvalho Fernandes, http://fumacas.weblog.com.pt/, e tomar algumas notas sobre a matéria).
Por mim prefiro muitas vezes um rum maduro e envelhecido, um Porto sereno ou, caramba!, um Madeira (Terrantez) que se reserva para os grandes momentos. Mas, eu sei, existe o whisky. Que seja irlandês. Quanto ao charuto, depois disto, escolhi o Hupmann em versão Magnum, um corona a meio caminho do churchill, rescendendo a chocolate e especiaria. Tem um segundo terço magnífico e essencial." Francisco José Viegas
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:10 PM
março 01, 2004
CURSO DE INICIAÇÃO AOS SINAIS DE FUMO
Mais uma vez, a Revista EPICUR vai realizar, em conjunto com a casa de Charutos Condal & Penamil dois cursos de charutos, no dia 19 de Março, em Lisboa e 20, no Porto.
Os cursos iniciam-se às 18 horas e têm a duração de duas horas. O formador, Jesús Fernandéz-Montes, abordará os seguintes temas:
O que é um Puro? (história; origens; a contribuição espanhola; os "isleños" - Canários; puros modernos; o mercado actual; questões técnicas; conceitos básicos; conservação; estágios; recuperação)
Que necessidades satisfaz o charuto na actualidade (charuto Premium na cultura gourmet; componentes sociais e culturais; cultura do charuto vs cultura do vinho; critérios de apresentação)
Cata organoléptica de charutos (prova de alguns charutos do grupo CITA, manuais e mecanizados, com elaboração de ficha de apreciação).
Segue-se um jantar de degustação, com apresentação de vinhos. O preço é de 125 euros, algo elevado em termos de absolutos, mas justo atendendo ao curso e jantar.
Interessados poderão reservar através da EPICUR, ao cuidado de Marília Campos, tel. 21 310 82 14.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:25 PM | Comentários (2)
janeiro 23, 2004
ALMOINHAS
Também na mesma apresentação referida na entrada anterior, um aspecto muito positivo, que não posso deixar de frisar, foi a decoração da sala, com quadros tendo por base motivos ligados aos charutos.
.
.
.
.
A empresa que realiza estas obras de arte, chama-se ALMOINHAS e a morada é a seguinte:
Rua Rocha nº 424 - Almoinhas Velhas
Malveira da Serra 2755-195 Alcabideche
Fax: 21 485 75 00
e-mail: almoinhas@hotmail.com

Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:40 PM | Comentários (4)
AZORES
Foi ontem apresentada aos aficionados de puros de Lisboa uma nova marca de charutos, a AZORES, da Fábrica de Tabaco Estrella, dos Açores.
A apresentação ocorreu no El Corte Inglês e foi uma organização conjunta da Fábrica de Tabacos Estrella e da Cigarworld, detentora da loja de charutos do mesmo centro.
Entre os convidados para o evento, clientes da Cigarworld e/ou membros do Clube dos Puros, estavam alguns conhecidos fumadores de charutos, como Eduardo Barroso, Antonio Pedro Vasconcelos, João David Nunes e Miguel Ângelo (dos Delfins).
.
.
Da gama de charutos com a marca AZORES, Petit Coronas (caixa de 20 a 36 €), Corona (caixa de 20 a 55 €), Corona Sumatra (caixa de 20 a 55 €), Churchill (caixa de 20 a 85 €) e Robusto (caixa de 20 a 85 €) foi-me possível degustar este último.
.
Trata-se de um charuto elaborado com folhas de tabaco de Cuba, Sumatra, São Domingos e Brasil, com uma boa construção e apresentação. Tem bastante fortaleza, sendo potencialmente um charuto que deverá agradar ao "gosto português", que prefere normalmente os cubanos, por serem habitualmente mais fortes do que os de outras paragens.
Um aspecto muito interessante foi a possibilidade de ver (em frente à loja da Cigarworld) um torcedor açoriano da Fábrica de Tabacos Estrella a trabalhar.
É impressionante ver como um charuto é finalizado em cerca de dois minutos. Até se fica com a ideia (quem não conheça todo o processo) que é uma coisa fácil e rápida de fazer.
Só que até àquela fase final da elaboração, as folhas passam por múltiplos e morosos processos. E mesmo na fase que podiamos ver, qualquer erro é fatal: basta por exemplo que o torcedor dobre inadvertidamente uma folha do tabaco para que resulte com elevada probabilidade um charuto infumável!
Em jeito de conclusão, um fim de tarde bem passado e um charuto que promete!
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:42 PM | Comentários (5)
janeiro 14, 2004
PUNCH-PUNCH - PUNCH
Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:35 PM | Comentários (3)
janeiro 12, 2004
DOUBLE CORONA - PUNCH
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:11 PM
janeiro 05, 2004
CHURCHILLS - PUNCH
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:04 PM | Comentários (1)
dezembro 31, 2003
LUSITANIAS - PARTAGAS
E como último charuto indicado este ano, um dos reis. É também um dos meus preferidos, com o Unicos de Vegas Robaina e o Robusto da Fábrica de Tabacos Estrella.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 04:33 PM | Comentários (1)
dezembro 30, 2003
SÉRIE D Nº4 - PARTAGAS
Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:57 PM | Comentários (3)
dezembro 29, 2003
CORONAS SENIOR (TUBO) - PARTAGAS
Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:44 PM
dezembro 27, 2003
CHURCHILLS DE LUXE - PARTAGAS

Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:05 AM | Comentários (1)
dezembro 26, 2003
8-9-8 - PARTAGAS

Publicado por João Carvalho Fernandes às 03:23 PM | Comentários (3)
dezembro 19, 2003
CHURCHILLS - ROMEU Y JULIETA
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:02 AM | Comentários (3)
dezembro 17, 2003
DON ALEJANDRO - VEGAS ROBAINA
Publicado por João Carvalho Fernandes às 02:08 AM
dezembro 14, 2003
EXIBICION Nº 4 - ROMEU Y JULIETA
Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:59 PM | Comentários (3)
novembro 21, 2003
UNICOS - VEGAS ROBAINA

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:13 AM | Comentários (9)
novembro 07, 2003
FAMOSOS - VEGAS ROBAINA

Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:03 PM
novembro 06, 2003
CLASSICOS - VEGAS ROBAINA
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:17 PM | Comentários (2)
novembro 04, 2003
FUNDADORES - TRINIDAD

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:03 AM
outubro 27, 2003
Nº5 - MONTECRISTO
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:33 AM | Comentários (1)
outubro 21, 2003
ROBUSTO da FÁBRICA DE TABACO ESTRELLA
Conforme tinha sido prometido, uma apreciação a este charuto, para o qual me chamou a atenção, em boa hora, o Francisco José Viegas.
Trata-se de um robusto, maduro, com cerca de 13 cm de comprimento e 2 de diâmetro. Tem um início suave, ganhando progressivamente força, tendo um fim bastante forte. Vem em caixa (algo simples) de 20 unidades, sem cinta. Não é claramente um charuto para iniciação!
Quanto a mim, entra directamente para o lugar de melhor charuto português, ombreando facilmente com alguns dos melhores que se fazem lá fora. São três quartos de hora de prazer garantido. A caixa custa 74 euros.
Entretanto o meu amigo Pedro Gomes assinalou-me a presença no site da CigarWorld de uma caixa dos mesmos charutos, mais luxuosa e com estes cintados! O preço também é ligeiramente superior: 85 euros.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:27 AM | Comentários (3)
outubro 13, 2003
ESPECIALES Nº 2 - MONTECRISTO
Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:47 PM | Comentários (3)
setembro 26, 2003
EPICUR - Nº 36
Saíu o nº 36 desta prestigiada revista.
Realço o editorial de Alfredo Saramago. Eis um extracto:
"Gente como eu vive tempos difíceis. Disse uma vez, e volto a repetir, que, porque gosto de tauromaquia, de caça, de charutos, de bons vinhos, de boa comida e ainda por cima sou gordo, o que já não se usa, lançaram-me para um território onde são colocados os socialmente incorrectos. Claro que também gosto de literatura, de fotografia, de arquitectura, de poesia, faço mais quilómetros para ver exposições de pintura e ouvir concertos do que para ver touradas, mas isso não interessa.
O conceito que veio do politicamente correcto tomou conta de quase todas as manifestações do homem, dividindo-os, através de uma vulgata dualista e bacoca, entre homens correctos e incorrectos."
Para lerem o resto (e vale a pena...) bastam 4 euros! Até porque só tenho autorização para pequenos excertos. Aliás aproveito para agradecer a honrosa autorização concedida ao Fumaças, pela Administradora da revista, Julieta Cordas, Director Alfredo Saramago e Editor, Eduardo Miragaia.
Alguns outros motivos de interesse deste número são os vários artigos sobre caça (sob vários pontos de vista), o habitual painel de prova de puros, este mês dedicado aos charutos Avo e uma entrevista a Costa Martins, da Fábrica de Charutos Estrela de São Miguel, nos Açores.
Em breve falarei aqui do charuto escolhido pelo Costa Martins como sendo o rei dos charutos: o Robusto Estrela. Foi uma surpresa: compete com os cubanos!
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:05 AM | Comentários (3)
setembro 24, 2003
QUERIAS, QUERIAS...
Não há nenhum editor português que edite um dos primeiros livros do Guilherme Cabrera Infante, escrito em inglês e traduzido mais recentemente para espanhol e português (no Brasil), que dá pelo nome de HOLY SMOKE?
A sinopse da edição brasileira:
Fumaça Pura é vários livros ao mesmo tempo: uma história do tabaco que começa com o seu descobrimento, em 1492, por um marinheiro da nau capitânia de Colombo, Rodrigo de Jerez; é também uma celebração do tabaco e do hábito de fumar essa estranha folha; e, finalmente, uma rapsódia tendo como centro o charuto, mas com espaço garantido para o cigarro, o cachimbo e o rapé. Além disso, Fumaça Pura é uma crônica erudita, mas divertida, da relação entre o charuto e o cinema. Não é por acaso que, na capa, aparece a figura de Groucho Marx. Este livro acende o charuto de Groucho para que se transforme em fogo puro, em fumo puro, em cinza pura.

E um magnífico texto de Ángel Rodríguez Abad, um dos tradutores do livro para espanhol (!):
PURO HUMO
G. Cabrera Infante
Madrid, Alfaguara 2000, 504 págs.
Holy Smoke es el único libro escrito por Cabrera Infante directamente en inglés, y fue publicado en Londres y Nueva York en 1985. Quince años después aparece Puro humo, su demorada traducción al español, que más que una versión puede calificarse de reescritura. En unas declaraciones a Rosa María Pereda, Cabrera cuenta que un joven profesor, Iñigo García Ureta me mandó un par de folios de prueba. Me pareció que podría hacerlo. Entre los dos hemos traducido el libro. Él, podríamos decir, rompió el libro al español. Yo, durante año y medio, he tomado el libro en mis manos y he reescrito una nueva versión. El autor subraya que Puro humo se debe leer como una obra escrita en español, y nos recuerda que vive en una isla de Gloucester Road, en un apartamento cubano en medio de una ciudad inglesa: En nuestra casa se habla en español, un español rodeado de inglés. En inglés están la televisión, los periódicos, las películas. En español la conversación, la mayor parte de los amigos. El español es el idioma de esta casa, una isla rodeada de inglés. El libro comenzó siendo un artículo para una revista norteamericana que al excederse de espacio se convertiría en un pequeño ensayo sobre el tabaco que acabaría siendo un libro sobre las obsesiones -y no sólo las que echan humo- de Cabrera. Es, sí, una historia del tabaco, su descubrimiento occidental por los españoles y su uso cada vez más amplio, sus variedades y la extensión de su cultivo y la universalización de la fuma. Se nos habla de todo lo que envuelve a la pasión y el rito del fumar: calidades y modos, satisfacciones varias, observaciones históricas, peculiaridades de los cigarrillos, del fumar en pipa y en especial del cigarro puro. Pero no se trata de un tratado aséptico, y el trato del conocedor es sobre todo literario, creador, voluta imperecedera él mismo. Los puros no son cigarrillos y no se fuman igual. No hay que aspirarlos, hay que saborearlos. No son para los labios, son para la boca y los dientes. Hay que dedicarles atención, no se les puede maltratar.
Ligado de manera indisoluble al humo aparece el cine, el reino perpetuo de la sala oscura y de las películas, a ser posible en blanco y negro y en inglés. Los puros, de hecho, son como el cine, un arte que es industria, una industria que hace arte. Como las películas, los puros son el material de que están hechos los sueños. Un libro de Cabrera Infante no podría ser de otra manera: Puro humo se mueve de Cuba en dirección al cine. Ahí es a donde van a parar todas mis cuitas. El doctor Pretorius confiesa al monstruo en La novia de Frankenstein que fumar es su único vicio. Para quienes tenemos como vicio principal el cine, este libro satisface con creces nuestra adicción con los pormenores, que son mayores, de su recorrido. Los iconos cinematográficos del siglo XX iluminan desde la pantalla unas páginas que son la memoria del espectador y voyeur. Un cigarrillo lánguido al final de la muñeca caída de Marlene Dietrich, la colilla ruda entre el índice y el pulgar de Bogart, el clima turbio de maldad en los clásicos de la serie negra como La Dama de Shanghai, Mr. Arkadin o Sed de mal. O bien Cary Grant sosteniendo con elegancia una pipa. Edward G. Robinson como el mejor fumador de puros de todo tiempo y lugar -de Perdición a Cayo Largo- o la pasión y perversión de Joseph Cotten a las órdenes de maestros como Orson Welles en Ciudadano Kane o Hitchcock en La sombra de una duda. También aparecen joyas del cine de hoy. Así, One from the Heart de Coppola. Con una muchacha Kinski doble de Marlene, joven Bergman, Lamarr lasciva, audaz Audrey: délfica, draga entre sus pechos con la mano para extraer un largo cigarrillo. Luego le pide lumbre a Frederic Forrest en la noche alumbrada de neón como si fuera de día de Las Vegas. Y tantas películas más en la lista de nunca acabar. Y Groucho siempre con un puro en la boca, ya desde la portada. Por qué tantas películas viejas, mi viejo? Porque aquellos que olvidan las películas del pasado están condenados a ver remakes.
Fumar es un placer; y un buen fumador, como un buen amante, siempre se toma su tiempo con su puro. La espiral del humo creará un palio vaporoso sobre la cabeza del fumador, con suerte la revelación de un firmamento fulgurante. Lo sagrado de la experiencia, la supervivencia que en el fumar de un tabaco hay de la religión y de la magia ancestrales ya lo puso por escrito otro cubano insigne, Fernando Ortiz, en su Contrapunteo cubano del tabaco y el azúcar: Por el fuego lento con que arde es como un rito expiatorio. Por el humo ascendente a los cielos parece una invocación espiritual. Por el aroma, que encanta más que el incienso, es un sahumerio de purificación. La sucia y tenue ceniza final es una sugestión funeraria de penitencia tardía. Lo cita Cabrera en la larga lista de textos comentados con los mejores humos que coronan este libro, que a estas alturas, se percibe como un ensayo de creación literaria: Ben Jonson, Daniel Defoe, Poe y Conrad, Stevenson, Dickens y Thackeray, Chejov y Mallarmé, Lewis Carroll, Conan Doyle, Raymond Chandler, Hemingway y Scott Fitzgerald, J. M. Barrie, -con el más espléndido título de todos los libros que fuman: My Lady Nicotine- y Jack London, Chesterton, Isak Dinesen, Lorca, Lezama Lima, Colette... todos los nombres que giran en la cabeza feliz del lector, del espectador, del fumador. ³Llamo felicidad a sentarme solo en el lobby de un viejo hotel después de una cena tardía, cuando se han apagado las luces de la entrada y solamente se distingue, desde mi cómoda butaca, al portero en su vigilia. Es entonces cuando fumo mi puro en paz, tranquilo en la oscuridad: lo que fue antaño una hoguera primitiva en el bosque, transformado ahora en las ascuas civilizadas que relucen en la noche como el faro del alma. Así reposa lo que Puro humo es: puro gozo, puro cine, pura vida.
Ángel Rodríguez Abad (artigo publicado na revista Hispano Cubana HC)
Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:23 PM | Comentários (2)
MONTECRISTO ESPECIALES
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 AM
setembro 23, 2003
MONTECRISTO A
Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:00 PM
setembro 18, 2003
CUABA - TRADICIONALES
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:30 PM
setembro 17, 2003
COHIBA - SIGLO IV
Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:22 PM
COHIBA - SIGLO III
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:40 PM
COHIBA - ROBUSTOS
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:00 AM | Comentários (1)
setembro 15, 2003
COHIBA - LANCEROS
Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:53 AM
COHIBA ESPLENDIDO
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:01 AM | Comentários (1)
CHARUTOS - ESTUDO COMPARATIVO
CHARUTOS
Começa hoje a ser publicado um estudo comparativo entre os preços dos melhores charutos cubanos em Portugal, Espanha e mais outros três países europeus.
Os preços indicados estão em euros excepto quando conste o simbolo de outra moeda (a vermelho).
Este estudo está baseado nos preços que são publicados pelas revistas EPICUR (Portugal) e L'AMATEUR DE CIGARE / HAVANOSCOPE.
O critério de escolha é considerar só os charutos melhor pontuados no rankink do Havanoscope, começando pelas marcas mais conceituadas, segundo a classificação oficial cubana (a célebre pirâmide).
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:45 AM
julho 24, 2003
CHARUTOS
CHARUTOS
O The Old Man reclamou por não ter encontrado charutos no Fumaças. Efectivamente tudo o que já foi escrito sobre o tema, passou para o histórico. Mas foi considerada procedente a reclamação (o cliente bem educado tem sempre razão...) e com o pedido de desculpas da gerência:
LINKS CHARUTOS
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:09 AM
julho 08, 2003
COHIBA SELECCIÓN RESERVA
Saíu-lhe o Totoloto? Não sabe em que gastar o dinheiro? Faço uma sugestão:

Cohiba Selección Reserva
Cada caixa, por uns módicos 800 euros, contêm 30 charutos:
6 Coronas Especiales
4 Espléndidos
6 Robustos
8 Piramides
6 Medias Coronas
Relembro que os Cohiba são os únicos charutos cubanos que beneficiam de uma tripla fermentação, o que leva a que o sabor e aroma se libertem de uma forma mais equilibrada.
Infelizmente a caixa da foto não é minha...
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:04 AM | Comentários (1)
maio 30, 2003
PUROS - O PRAZER QUE SE APRENDE (IV)
4ª parte

Se tivesse seguido os conselhos do meu médico e deixado de fumar, como ele me aconselhou, não teria vivido para ir ao seu funeral. Geoge Burns, actor, aos 98 anos
Charutos aconselhados para iniciação:
Montecristo - nº 4 (petit corona) - por causa do tamanho, dos seus aromas clássicos e por não serem muito corpulentos

Posteriormente:
Punch - Punch (corona gorda) - um clássico, equilibrado, potente, sem agressividade

Sancho Panza - Molinos (lonsdale) - subtil, equilibrado, com algumas notas de pimenta, fresco e gostoso

Vegas Robaina - Famosos (robusto) - equilibrado, com raça, aromas de especiarias e mel

Por fim:
Vegas Robaina - Unicos (obus) - nesta categoria, é excepcional, conseguindo um perfeito equilíbrio entre potência e aroma.

Cohiba - Esplendidos (churchill) - elegante, harmonioso, delicado e gostoso, com sabores a baunilha, especiarias e chocolate branco. O preço é uma desagradável surpresa

H. Upmann - Sir Winston (churchill) - rico e profundo, com um equilíbrio perfeito. Estrutura, volume, carácter!

Partagas - Lusitanias (double corona) - Uma legenda! Um bouquet de aromas excepcional, com uma tiragem perfeita. A potência, o aveludado e a glória!

Montecristo - A (especial) - Uma preciosidade, que demora cerca de três (!) horas a ser degustado. Excelente tiragem e regularidade.

Nota: Por razões ligadas ao template não foi possível a reprodução em tamanho real, sendo utilizado cerca de 80%.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:19 AM
maio 21, 2003
AH, VALENTE!
AH, VALENTE!
"O meu pai não fumou nada até muito tarde. E já depois de bem entrado na idade é que começou a fumar (charutos) mas eu disse-lhe que, com aquela idade, já podia fazer tudo o que quisesse, não valia a pena haver restrições."
Diogo Saraiva e Sousa (distribuidor da Moet & Chandon) in Revista de Vinhos - Maio 2003
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:39 AM
maio 13, 2003
PUROS - O PRAZER QUE SE APRENDE (III)
PUROS - O Prazer que se aprende
3ª parte
Uma mulher é apenas uma mulher, mas um bom charuto pode ser fumado.
Rudyard Kipling
A taxa de humidade de um charuto é a quantidade de água nele contida. Acima de 15 % o charuto apodrece; abaixo de 8 %, seca.
O nível óptimo de humidade de um charuto (cerca de 13%) obtem-se com uma humidade relativa de 70 a 75 % no ambiente.
Os charutos devem ser conservados num humidificador, que os mantenha a esse nível desejado de humidade, para manterem as suas características.
A força de um charuto é inversamente proporcional ao seu diâmetro. O tamanho não tem directamente a ver com a sua potência, nem com o sabor. Módulos maiores permitem uma maior diversidade e complexidade aromática.
Conselhos para aqueles que se querem iniciar:
Escolham coronas ou pequenos coronas, que são módulos curtos, mas com um diâmetro correcto.
Previlegiem vitolas pouco corpulentas, onde a gama aromática seja mais importante do que a potência.
Comprem os charutos à unidade, se possível dois de cada, para os degustar em diferentes momentos.
Desenvolvam uma aproximação aventureira, sem ficarem crispados nas vossas escolhas iniciais.
Tenham um pequeno caderno para anotar as vossas notas pessoais, que vos irá ajudar a desenvolver a memória gustativa.
Todas as noites, após o jantar, vou com os meus dois cães para a Park Avenue passear o meu charuto.
Gay Talese, escritor Nova-Iorquino
Algumas classificações tradicionais:
Especial - os mais longos charutos cubanos, com 235 mm. Cerca de três horas de prazer.
Double Corona - um grosso módulo de 194 mm.
Churchill - desenhado para homenagear o Velho Leão britânico, 178 mm.
Lonsdale - o mais elegante dos havanos, com 150 a 170 mm.
Corona - 142 mm.
Robusto - o seu importante diâmetro, 20 mm para um comprimento de 124 a 127 mm permite uma abundante libertação da potência aromática.
Petit Corona - Com uma largura de 125 a 135 mm, tem uma combustão de cerca de meia hora.
Por vezes um charuto, é apenas um charuto.
Sigmund Freud
Publicado por João Carvalho Fernandes às 06:47 PM
maio 06, 2003
CURSO DE INICIAÇÃO AOS CHARUTOS - EPICUR
CURSO DE INICIAÇÃO AOS CHARUTOS EPICUR
Para quem se queira iniciar - em grande! Passo a transcrever:
O conceito que temos desenvolvido junto de leitores, assinantes e amigos da Epicur centra-se na ideia alargada de um encontro epicurista à volta dos prazeres.
O Curso começa às 18:00 e termina geralmente por volta das 20:00. Serve-se depois um aperitivo e cerca das 20:30/ 21:00 segue-se sempre um jantar de degustação num restaurante / hotel por nós escolhido e que nos dá garantia de oferecer uma refeição de muito boa qualidade. A refeição consta geralmente de uma entrada, um prato de peixe e outro de carne, sobremesa, café e digestivos. São sempre apresentados vinhos de um produtor, o qual, (por vezes é o enólogo) está presente durante o jantar no sentido de ir falando sobre as características dos vinhos.
Cada caso é um caso, mas tentamos sempre que o jantar seja um espaço de continuação do debate sobre outros prazeres, convidando para isso (quando se proporciona, pois nem sempre é possível) outros oradores. Tem muito a ver com a localização do evento e com a época do ano.
Quanto ao curso, ele é orientado por um representante de uma marca/ origem de charutos.O clima é geralmente informal onde todos estão à vontade para a troca de ideias.
Fumam-se charutos durante e após o jantar.
O minimo de pessoas para lançar o evento é de 15 e o máximo varia entre as 25/30.
Costumam ser à 6a feira ou ao Sábado.
Se tiver um grupo de amigos interessados, e mesmo que não sejam os 15, não hesite em nos contactar (podemos sempre juntar 1 ou 2 grupos).
Contacto : Epicur - Em nome da Escrita, Edição Lda - a/c Julieta Cordas - Rua das Salgadeiras, 36 -1º dto 1200-396 Lisboa
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:00 AM | Comentários (2)
abril 30, 2003
PUROS - O PRAZER QUE SE APRENDE (II)
PUROS - O Prazer que se aprende
2ª parte
Um bom charuto fecha a porta às vulgaridades da vida.
Franz Listz
Pequeno léxico:
Capa: A folha grande que constitui a parte exterior de um charuto
Cinta: Banda de papel que envolve os charutos
Corona: Formato de charuto que se tornou o standard dos habanos, com 142 mm de comprimento, 16,67 de diâmetro e um peso de 9,3 gramas
Havano: Charuto feito apenas com tabacos de Cuba
Hecho totalmente a mano: Designação genérica dos charutos produzidos integralmente à mão e que consta das caixas, quado for o caso
Humidificador: Caixa, armário ou sala, usados para conservar os charutos com a humidade ideal (70 %)
Liga: Mistura de tabaco que constitui a tripa
Módulo: Conjunto das características físicas de um charuto - comprimento, diâmetro e peso
Puro: Palavra espanhola para designar um havano
Tripa: Mistura das folhas de tabaco que formam o interior de um charuto
Vitola: É a resultante da conjugação do módulo pela marca que o produz.
Fumo com moderação. Só um charuto de cada vez.
Mark Twain
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:33 AM
abril 16, 2003
PUROS - O PRAZER QUE SE APRENDE
PUROS - O Prazer que se aprende
1ª parte
Um dia, Churchill irritado com o marechal Montgomery que lhe dizia: "Não bebo, não fumo e durmo bastante. É por isso que estou 100 % em forma" replicou: "Pois eu bebo muito, durmo pouco e fumo charuto atrás de charuto. É por isso que estou 200 % em forma".
Fumar um charuto deve ser sempre um prazer, mas é um prazer que se aprende. O melhor de um charuto não se obtem imediatamente.
Os charutos não foram feitos para satisfazer o vício do tabaco. Constituem um prazer para os olhos, para o nariz, para o palato e para o tacto.
Da forma como for aceso vai depender a qualidade da tiragem.
O corta-charutos deve trinchar claramente uma secção suficientemente larga para evitar uma concentração nociva de nicotina.
Deve-se acender um charuto com um fósforo de madeira ou um isqueiro a gás. Primeiro, virá-lo lentamente, deixando-o queimar levemente a ponta, depois dando duas ou três fumaças continuando a virá-lo e por fim soprando um pouco na extremidade incandescente. O charuto, impecavelmente aceso, exalará um fumo azul, subtil.
O fumo do charuto não deve ser inalado. É suficiente e plenamente satisfatória a sensação deixada pelo gosto do fumo na boca.
Se não puder fumar charutos no Céu, não irei para o Céu. Mark Twain
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:11 AM
abril 03, 2003
COHIBA
COHIBA
Em especial para o Waldorf do Blogue dos Marretas, alguns considerandos sobre charutos. Prometo desde já para daqui a alguns dias um texto mais pormenorizado. Os preços indicados são os de Espanha, dado que apesar de sucessivas baixas de preço em Portugal, ainda compensa, para quem compre duas ou três caixas de cada vez, a deslocação a Espanha.
Apesar de ter registado grandes melhorias de qualidade nos últimos tempos, a relação qualidade/preço dos charutos COHIBA continua a não ser a melhor, dado que os preço são dos mais elevados entre as várias marcas de charutos cubanos.
Para iniciação, entre os mais recomendáveis está decerto o charuto mais vendido no mundo, o MONTECRISTO nº 4.
Possui um bom equilíbrio entre a potência e o aroma e é muito regular. Custa (em Espanha) 3,65 ..
Para quem já esteja mais habituado aos charutos, sugiro um Punch-Punch da PUNCH, muito potente e equilibrado (mas desaconselhado aos amantes de suavidade). Custa 6,20..
Também é muito boa aquisição o robusto da VEGAS ROBAINA, Famosos de seu nome. Custa 4,80. , tem aromas de especiarias e mel e muita raça!
Por fim, para fumadores habituais de charutos (comecem com um destes e ficam mais verdes do que uma bandeira do Sporting!), recomendo o Lusitanias da PARTAGAS. Um senhor! Equilibrado, denso, saboroso, com um magnífico acabamento e uma tiragem perfeita. Custa 9,30.. (Não há equivalente na COHIBA, mas apenas para comparação, a vitola mais próxima - Esplendidos - custa 16,95.)
Também recomendo o Unicos da VEGAS ROBAINA. Custa 6,40. e é rei na categoria dos "obus". Esteticamente perfeito, com boa cadência e algum sabor a pimenta verde.
Tal como disse no início, em breve voltarei a este tema de forma mais pormenorizada nomeadamente explicando os vários conceitos deste mundo dos charutos.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:35 AM | Comentários (1)
março 31, 2003
A DEMOCRACIA A QUE ALGUNS TÊM DIREITO
A DEMOCRACIA A QUE ALGUNS TÊM DIREITO
Entre as várias publicações estrangeiras sobre charutos, uma das mais prestigiadas é a francesa "L'Amateur de Cigare". Existe há doze anos e tem contribuido fortemente para a divulgação dos charutos cubanos em França.
Pois o que é que lhes aconteceu no passado mês de Fevereiro aquando da realização do anual "Festival del Habano" em Havana?
Presentes com um stand, como ocorria desde a primeira edição desta manifestação, as coisas começaram a correr mal quando se aperceberam 2 dias antes da inauguração que um dos caixotes embarcados em Paris com revistas tinha desaparecido. Como? Mistério....
No dia da inauguração, têm a impressão de que a delegação oficial passa ao lado do pavilhão deles. Talvez coincidência?
Passados poucos momentos recebem a visita de um sujeito que diz ser grande apreciador de charutos e que lhes pede uma revista e se vai embora. Alguns minutos mais tarde, volta, agitando um cartão da DTI (segurança política cubana - a Pide lá do sítio...). Informa-os que têm de retirar todas as revistas dado que no número de Dezembro tinham sido publicados uns cartoons com o Che que não tinham agradado aos cubanos!
Após mais algumas peripécias (apreensão do material do stand, etc...), conseguem ser recebidos pelos organizadores (a Habanos S.A.), mais concretamente pelo director jurídico, que lhes comunica que foram eles próprios que pediram à polícia a apreensão da revista!
É altamente censurável que uma organização comercial, como a Habanos tenha posições destas, principalmente da forma como tudo se passou (bastante humilhante).
Igualmente, mais uma vez, se vê qual o conceito de liberdade de Cuba: qualquer crítica é proíbida e os seus autores perseguidos.
Há faltas mais dramáticas de liberdade de expressão pelo mundo? Claro que há (a começar por Cuba), mas esta é muito sintomática do que se passa por aqueles lados!
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:34 AM
março 26, 2003
CONSERVAÇÃO DE CHARUTOS
A pedido de um Amigo, umas pequenas indicações sobre como conservar charutos:
CONSERVAÇÃO DE CHARUTOS
Os charutos, como produto "vivo", necessitam absolutamente de envelhecer em boas condições
É um produto que gosta da escuridão, temperatura constante (entre 15 e 20 º) e sobretudo de humidade.
Reunidas estas duas últimas condições, um charuto pode conservar-se mais de 10 anos sem problema, mesmo que, ao contrário de alguns vinhos, nada ganhe com isso.
UM CLIMA PARECIDO COM O DAS CARAÍBAS
A escuridão e o calor são dois parâmetros fáceis de respeitar. Agora uma taxa de humidade entre 70 e 75% requer a compra de uma caixa humidificadora.
Uma dessas caixas, com o seu sistema de humidificação (e um higrómetro para verificar o nível de humidade) é o único meio para conservar correctamente charutos.
A venda de humidificadores têm-se expandido, havendo muitos modelos à venda, por exemplo em tabacarias. Infelizmente os preços não são geralmente muito razoáveis.
Para estar na sua plenitude, um charuto necessita de um clima semelhante ao das Caraíbas (durante todo o seu crescimento uma planta de tabaco vive num meio com uma taxa de humidade a oscilar entre os 70 e 80%), senão as folhas secam, estalam e perdem todo o seu aroma.
ERROS A NÃO COMETER:
· Guardar os charutos no frigorífico: o frio seca o charuto e acaba por o destruir.
· Fechar os charutos num saco com pedaços de cenoura ou batata: não garante a humidade (legumes secam depressa) e vai captar o cheiro. (Que desperdício um charuto com cheiro ou sabor a cenoura!)
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:06 PM | Comentários (2)