junho 12, 2007

NÃO À OTA, NÃO A ALCOCHETE

Continuo a defender a manutenção da Portela e o aproveitamento, através de ampliação, de um dos pequenos aeroportos (militares ou civis) dos arredores de Lisboa, que seriam utilizados pelas low-coast.

Alcochete é mais barato que a Ota, mas continua a ser um projecto de um país rico, coisa que não somos!

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OTA - ALCOCHETE

Retumbante vitória da oposição, como se ouvia ontem na Assembleia da República!

Pobres de espírito, nem percebem que a única coisa que aconteceu ontem, foi abrir uma auto-estrada para a vitória de António Costa na CML....

Quanto à Portela, mantem-se riscada do mapa....

E nada garante que no fim deste processo todo a escolha final não venha a ser novamente a Ota!

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maio 25, 2007

PARECE-ME QUE A OPÇÃO OTA SE ESTÁ A AFUNDAR!

Destaque Expresso

Previsão avançada em seminário sobre protecção civil
Ota pode afundar em caso de sismo

Valentina Marcelino

Se a área metropolitana de Lisboa for afectada por um sismo a Ota e o Seixal serão as zonas mais devastadas.

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Um alto quadro da Autoridade de Protecção Civil (APC), responsável pela análise de riscos, conferencista no seminário sobre protecção civil que está a decorrer esta manhã em Lisboa, na Escola Prática da GNR, não tem dúvidas que a Ota e o Seixal seriam as zonas mais afectadas caso um sismo atingisse Lisboa.

Durante a sua intervenção, a engenheira, Maria Anderson explicou, com base num estudo concluído em 2005, que Ota e Seixal são zonas onde o solo tem um elevado risco de liquefacção. Ou seja, se um sismo atingir essas áreas tudo o que está sobre os terrenos à superfície corre o sério risco de se afundar.

Segundo um cenário provável traçado pela APC, os concelhos mais afectados em caso de sismo são Lisboa, Almada, Seixal e Vila Franca de Xira.

Os cálculos da PC, baseados em estudos científicos, apontam para 10 mil mortos e igual número de edifícios totalmente destruídos, os desalojados rondarão os 270 mil.

O dia depois de amanhã

Os danos, contudo, não se ficam por aqui, se um sismo de grandes proporções voltar a devastar Lisboa, as infra-estruturas de socorro também serão gravemente afectadas. Dos quartéis de bombeiros existentes 22 por cento serão completamente destruídos, assim como 33 por cento de esquadras de polícia.

Mais de metade dos hospitais, centros de saúde e clínicas também não resistirão à fúria dos elementos, e 57 por cento das escolas primárias e secundárias verão as suas instalações reduzidas a escombros. A pior factura será paga pelos edifícios ministeriais onde, segundo este estudo, o colapso será total.
Numa região que representa 45 por cento do PIB nacional os prejuízos monetários poderão chegar aos 11 mil milhões de euros.

Com Pedro Chaveca


Publicado por João Carvalho Fernandes às 04:10 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 24, 2007

MILHÕES DE PESSOAS?

Mas um dos argumento para a construção de um novo aeroporto não era o excesso de pessoas perto do actual? E na Ota, vivem milhões de pessoas?

O ministro referiu, por duas vezes, que a Margem Sul do Tejo é um sítio "sem gente, sem turismo, sem comércio", um "deserto para onde seria necessário deslocar milhões de pessoas".

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maio 18, 2007

Livro ataca aeroporto na Ota

Com a devida vénia ao Diário Económico

Ana Baptista

Sobem de tom as críticas contra a localização do novo aeroporto na Ota, desta feita num livro que reúne, pela primeira vez, várias vozes contra o projecto. “O erro da Ota e o futuro de Portugal” foi apresentado na Associação Comercial do Porto, e inclui vários textos inéditos e outros já publicados de Vítor Bento, presidente da SIBS, do sociólogo António Barreto, do engenheiro António Brotas ou do arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, entre outros. São personalidades que “abrangem todas as áreas que dizem respeito ao novo aeroporto”, como explicou ao Diário Económico Mendo Castro Henriques, coordenador editorial do projecto.

A obra reúne ainda representantes de várias alas políticas e alguns parlamentares, entre os quais os deputados do PSD Miguel Frasquilho e Pedro Quartin Graça. Nos últimos meses, a contestação ao aeroporto tem sido feita sobretudo pela direita parlamentar, que critica a falta de estudos técnicos que suportem a decisão.

Confrontado com o tema do novo livro, o gabinete de Mário Lino, ministro das Obras Públicas, não quis comentar este novo coro de críticas, preferindo concentrar-se na urgência deste processo. Na última semana, foi notória a pressão do Governo para que o concurso para a privatização da ANA, concessão e construção do aeroporto seja lançado ainda durante o mês de Julho, altura em que ficarão concluídos todos os estudos necessários. Até agora, foram realizados 57 estudos e apenas cinco estão em falta - entre eles o de ordenamento de território e de impacto económico, em desenvolvimento pelo economista Augusto Mateus, que definirá o modelo de aeroporto a ser implantado na Ota.

Até ao momento, só foi formado um grande consórcio, que envolve a Brisa, a MOta-Engil, a Somague, a OPCA, o BES, o BCP e a CGD para concorrer à obra de 3,1 mil milhões de euros. Mas outras empresas, como a australiana McQuarie ou as portuguesas Soares da Costa, Edifer, MSF e Bento Pedroso, já se mostraram interessadas em participar no projecto.

Alheio às críticas, o Governo promete manter o rumo, sem dar sinais de recuo. O próprio ministro Mário Lino arrasou, há uma semana, as outras alternativas à Ota, classificando como “faraónicos” os projectos em Rio Frio e Poceirão. A margem sul tem sido a área mais falada para a construção do aeroporto, pela facilidade em fazer a ligação ao comboio de alta velocidade. Além destas, foram também apontadas como possibilidades Alcochete e Faia, que acabaram por ser descartadas por questões ambientais - principal razão para a escolha da Ota.

Voltar a debater a Ota

Alheios à pressa do Governo, os organizadores garantem que a publicação é apenas mais um passo. Nos próximos meses, outras iniciativas vão seguir-se para relançar o assunto em debates e conferências. “Este livro não pretende mostrar uma localização alternativa”, nem estas pessoas estão vocacionadas para fazer estudos”, prossegue Mendo Castro Henriques. Entre as 271 páginas dispersam-se opiniões sobre o tema, com reparos à gestão política do dossier. “Parece ter emergido uma corrente de pensamento que acredita que a superação da crise pode estar no investimento em grandes obras públicas”, acrescenta Vítor Bento, citando o manifesto de 13 economistas, assinado em 2005. Lá se questionava a utilidade pública de obras como a Ota ou o TGV, dúvidas que, dois anos depois, mantêm razão de ser. É preciso provar ainda “que os projectos são necessários; que não existem alternativas mais eficientes, que têm uma aceitável rentabilidade económica e social; que garantias contratuais ou extracontratuais são aseguradas aos privados”, cita o presidente da SIBS.

Mais à frente, as críticas mudam de tom. “Toda a gente percebeu que a decisão foi mal preparada. Não suficientemente fundamentada do ponto de vista técnico”, escreve o sociólogo e ex-ministro socialista, António Barreto. “Para os ministros, Sócrates incluído, a Ota não suscita quaisquer dúvidas. (…) Estas declarações são sinais inequívocos de insegurança”. Barreto lembra que esta, como muitas outras, é uma decisão política, “uma grande obra”, “o sonho de qualquer governante banal”, o exemplo claro de que “os grandes interesses financeiros e da construção têm uma ilimitada capacidade de manobra”.

Já Mendo Henriques – professor de Filosofia na Universidade Católica de Lisboa e ex-assessor do Instituto de Defesa Nacional – não acredita que o projecto vá avançar, dizendo mesmo que “é imperativo parar o erro que é a Ota”. Na sua opinião, deveria começar-se a pensar na construção de um aeroporto faseado e não de uma cidade aeroportuária, como já foi anunciado. Devia mesmo, acredita, “reservar-se um espaço na margem sul, criar um aeroporto para as ‘low cost’ por exemplo no Montijo, e depois, se ambos estiveram saturados, construir-se um novo aeroporto”.

Recheado de críticas, o livro avança para mais 200 páginas onde se procura provar que a Ota é um erro. E que o o futuro de Portugal deve passar por outro projecto. “É urgente tomar uma decisão acertada e eficaz para uma localização que garanta que Portugal não se vai enfiar, literalmente, num desastroso poço sem fundo como a Ota demonstra ser”, conclui Luís Gonçalves, outro dos autores do livro.

Uma cidade aeroportuária à escala europeia

Augusto Mateus não assume uma postura favorável à edificação do novo aeroporto na Ota, mas partilha da posição do Governo de que é urgente avançar com a construção de uma nova infra-estrutrura e de que a Portela já não tem muito mais anos de vida. “Não é tempo de estar à procura da localização perdida”, disse na semana passada, durante um debate na Ordem dos Engenheiros. Augusto Mateus acredita que as dificuldades da Ota são facilmente ultrapassáveis e que se poderá construir um aeroporto à escala europeia. “Não é possível um aeroporto que transporta 11 mil milhões de dólares de mercadorias não ter um terminal de carga decente”, disse. Esta será uma das estruturas que a ‘sua’ cidade aeroportuária terá. O estudo só estará concluído em Julho, mas na Ota poderão surgir cerca de quatro mil hectares de aeroporto e actividades a ele ligadas, como hotéis, centros de congressos, projectos imobiliários ou centos comerciais. Para o economista, o novo aeroporto tem de ser capaz de impulsionar a economia do país.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:33 AM | Comentários (1) | TrackBack

dezembro 13, 2005

OTA - O GRANDE EMBUSTE (V)

Como é que é possível que se fale em gastar na Portela 400 milhões de euros paralelamente à construção da Ota, quando em 1999 o Ministro das Obras Públicas de então, Ferreira do Amaral dizia que com 20 milhões de contos (um quarto daquela verba....) seria possível (estudo da ANA) recuperar o aeroporto do Montijo para tráfego civil?

Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM | Comentários (7)

novembro 29, 2005

OTA - O GRANDE EMBUSTE (IV)

Quem nos garante que o aeroporto da Ota vai custar os três mil milhões de euros de que se fala?

Alguém se responsabiliza se houver derrapagens? É que no passado este tipo de obras em Portugal (CCB, Casa da Música, Estádios Euro) acabou sempre com dispêndios bem superiores ao orçamentado!

Ainda por cima, o novo aeroporto de Oslo, algo comparável à Ota, está orçamentado em cinco mil milhões de euros de custo!

Publicado por João Carvalho Fernandes às 06:30 PM | Comentários (1)

novembro 28, 2005

OTA - O GRANDE EMBUSTE (III)

Para quê construir um novo aeroporto quando o da Portela pode ser expandido, conforme tem sido provado pelos estudos do especialista em transportes Rui Rodrigues?

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Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:00 AM | Comentários (4)

novembro 25, 2005

OTA - O GRANDE EMBUSTE (II)

Dizem-nos que é impossível ampliar a capacidade da Portela porque não há espaço onde estacionar os aviões.

É ou não verdade que o espaço onde está localizado o aeroporto militar de Figo Maduro seria mais do que suficiente para duplicar a capacidade de estacionamento da Portela? Será que os militares não podem abandonar Figo Maduro? Então porque é que já anunciaram que também querem ir para a Ota?

Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:30 PM | Comentários (1)

OTA - O GRANDE EMBUSTE (I)

É ou não verdade que a pista do Aeroporto da Portela conhecida como "taxi-way" pode ser ampliada, mais concretamente prolongada, ficando do mesmo tamanho da actualmente existente, ou seja duplicando a capacidade de aterragens e descolagens existente?

Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:30 AM | Comentários (1)

OTA - O GRANDE EMBUSTE

Começo hoje uma nova secção exclusivamente destinada a desmontar a grande aldrabice da necessidade de um novo aeroporto na Ota!

Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:00 AM | Comentários (0)

novembro 21, 2005

OTA – A GRANDE ALDRABICE!

(Publicado no Democracia Liberal)

Dizem-nos que o aeroporto da Ota vai ser construído por a Portela atingir a saturação em breve. Então como é possível que o aeroporto de Málaga, com uma área inferior ao de Lisboa e apenas uma pista contra as duas da Portela, esteja em fase de ampliação, que lhe dará mais 15 anos de vida útil? Será que somos mais ricos do que os espanhóis?

Contam-nos que a Ota será muito mais segura do que a Portela, onde há sempre o risco de um desastre, de um avião que caia sobre Lisboa. Mas não nos falam das mortes que ocorrerão na A1 e na CREL com o tráfego acrescido de e para o novo aeroporto. Nem nos falam da crescente densidade habitacional na zona da Ota. E será que os sucessivos presidentes de Câmara de Lisboa foram inconscientes a ponto de terem deixado construir de modo a perturbar as operações na Portela? Também não parece.

É-nos afirmado que Lisboa precisa de um aeroporto mais moderno. Mas será mesmo necessário, numa altura de grande crise económica? Prevê-se o dispêndio de cerca de 5 mil milhões de euros quando por cerca de 100 milhões de euros (2% do custo da Ota!) a Portela poderia durar mais 15 a 20 anos. E será que compensa ter um aeroporto mais moderno e menos fiável a nível meteorológico? É que na Portela é possível aterrar quase a integralidade dos 365 dias do ano. Na Ota tal será decerto impossível, por ser zona de nevoeiros.

Argumentam-nos que os aviões fazem muito ruído em Lisboa. E o barulho provocado apenas pelos automóveis na segunda circular? É bem superior! E cada vez os aviões são mais silenciosos, por imposições internacionais.

Quanto é que o país vai perder com o desaparecimento do tráfego turístico e de congressos gerado pela próximidade da Portela ao centro da cidade? Actualmente a maioria do tráfego (66%) é gerado por pessoas que se dirigem à cidade de Lisboa, 75% oriundos da Europa e com uma permanência média de 2,2 dias. Com a deslocação de e para a Ota, grande parte deste tráfego estará perdido!

O projecto da Ota terá apenas 11% de financiamento europeu. Os projectos na área ferroviária, bem mais úteis e reprodutivos, como a conversão da rede ferroviária nacional à bitola europeia teriam 80%. É claro que grande parte dos 89% não cobertos pela União Europeia terá de ser pago por todos. Por muito que nos digam que serão privados a pagarem... Já sabemos como é... Não foi assim no Centro Cultural de Belém, não foi assim na Casa da Música, não foi assim na Expo 98... E sempre nos foram “vendidos” como projectos auto-suficientes! Porque é que deveremos acreditar que desta vez será diferente?

Por estas razões todas, pelo facto de estarmos em plena crise económica e por haver investimentos decerto mais reprodutivos, é urgente (e enquanto ainda é possível), travar este projecto megalómano!

Assine a petição contra a Ota, aqui

Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:01 PM | Comentários (0)