« Cuba: Salarios, productividad y eficiencia: lo que hay que hacer | Entrada | TOMAR PARTIDO »

abril 21, 2008

CANÇÃO - CECÍLIA MEIRELES

Não te fies do tempo nem da eternidade,
que as nuvens me puxam pelos vestidos,
que os ventos me arrastam contra o meu desejo!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te vejo! Não demores tão longe, em lugar tão secreto,
nácar de silêncio que o mar comprime,
ó lábio, limite do instante absoluto!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te escuto! Aparece-me agora, que ainda reconheço
a anêmona aberta na tua face
e em redor dos muros o vento inimigo...
apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te digo...

Cecília Meireles

Publicado por João Carvalho Fernandes às abril 21, 2008 03:00 PM

Trackback Pings

TrackBack URL para esta entrada:
http://fumacas.weblog.com.pt/privado/titracke.cgi/169999

Comentários

Comente




Recordar-me?

(pode usar HTML tags)