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agosto 20, 2007
AINDA É DIA - TORQUATO DA LUZ
Ainda é dia, é a hora
de me espantar de existir.
Ainda a tarde demora
e não se quer despedir.
Ainda sobre os valados
e os últimos telhados
o sol recusa ir dormir.
Ainda a noite se atarda
e em sua cama o luar
ressona, qual cão de guarda
que se esqueceu de ladrar.
Ainda a velha espingarda
teima em muito disparar.
Ainda é possível ter-te,
coisa que, vou confessar,
mais que todas me diverte.
Publicado por João Carvalho Fernandes às agosto 20, 2007 09:30 AM
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