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junho 26, 2007
NEGRÃO - A INDIGÊNCIA TOTAL
Não contente de ter copiado o que a Nova Democracia tem dito sobre o assunto (EPUL), o magnífico candidato do PSD confundiu IPPAR com EPUL e esta com EPAL!
É a anedota da campanha!
Fernando Negrão mete os pés pelas mãos em entrevista e confunde EPUL com Ippar e com EPAL
O candidato do PSD à Câmara de Lisboa, Fernando Negrão, enredou-se ontem numa série de equívocos pouco abonatórios do seu conhecimento da autarquia.
Com a devida vénia ao Público
Numa entrevista ao Rádio Clube Português, Negrão começou por defender a extinção do Instituto do Património Arquitectónico(ex-Ippar, actual Igespar) por este organismo ter deixado de construir habitação para os segmentos mais carenciados da população para acabar por declarar que a EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa) “é, como todos sabemos, a empresa de abastecimento de água de Lisboa”.
Contactado pelo PÚBLICO, o candidato explicou que tem “dificuldade em lidar com as siglas”, problema que “se acentuou” com “a pesada estrutura da Câmara de Lisboa”. De agora em diante, tenciona recorrer a um truque: “Vou começar a dizer o nome das instituições por extenso”, para evitar enganos.
Durante a entrevista, o candidato acabou por lançar suspeitas sobre o instituto que tem por missão defender os monumentos nacionais e outros imóveis de reconhecido valor, o antigo Ippar: “Se está no mercado a fazer concorrência directa aos construtores civis e aos promotores imobiliários não tem qualquer razão para existir. Ou regressa à sua vocação inicial, dar habitação a segmentos [da população] sem capacidade económica, ou extingue-se”.
Mesmo depois de o jornalista João Adelino Faria lhe ter chamado a atenção para o engano, Fernando Negrão continuou baralhado: “Eu estava a falar do Ippar, não da EPUL. Queria falar da EPUL”. E, logo a seguir: “A extinção que admito é a do Ippar”. E quando por fim entrou no tema EPUL foi para se alongar sobre os desperdícios de água na cidade, confundindo desta vez a empresa com a EPAL.
“Apoia a liderança de Marques Mendes?”, perguntou-lhe o jornalista. Aqui, Negrão esquivou-se a responder: “Não sou militante do PSD e a minha postura tem sido de colaborar com o partido”.
Publicado por João Carvalho Fernandes às junho 26, 2007 12:11 PM
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