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maio 22, 2007
A PRAÇA - ÁLVARO CAMPOS
A praça da Figueira de manhã,
Quando o dia é de sol (como acontece
Sempre em Lisboa), nunca em mim esquece,
Embora seja uma memória vã.
Há tanta coisa mais interessante
Que aquele lugar lógico e plebeu,
Mas amo aquilo, mesmo aqui ... Sei eu
Por que o amo? Não importa. Adiante ...
Isto de sensações só vale a pena
Se a gente se não põe a olhar para elas.
Nenhuma delas em mim serena...
De resto, nada em mim é certo e está
De acordo comigo próprio. As horas belas
São as dos outros ou as que não há.
Álvaro Campos
Publicado por João Carvalho Fernandes às maio 22, 2007 12:30 PM
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Comentários
Boa tarde :-)
Um dia, ao procurar um poema (já não me recordo qual!) para publicar no meu blog (suspenso há cerca de um mês), casualmente, vim aqui parar.
Ainda bem que o acaso me trouxe a tão aprazível espaço, onde a poesia seleccionada é de um extremo bom gosto.
Parabéns e obrigada pela divulgação.
Publicado por: Maria João em maio 24, 2007 06:57 PM