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abril 19, 2007

MADEIRA (II)

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A galinha dos ovos de oiro da Madeira é o Turismo. Mas corre o risco de por excesso de exploração da mesma e por erros vários cometidos, morrer....

Aliás, o turismo madeirense é um pouco a imagem do actual Governo Regional: Muito betão, muita negociata para alguns, muitos entraves à liberalização e muito caos.

É inadmissível que uma das contrapartidas do financiamento do alargamento do aeroporto tenha sido o aumento progressivo das taxas cobradas. Isto numa altura em que por todo o lado se tentam baixar os valores cobrados, de modo a fomentar o tráfego. É urgente renegociar esse contrato, de forma a permitir baixar substancialmente as taxas cobradas no aeroporto da Madeira, para aumentar o fluxo turístico.

Por outro lado, o Plano de Ordenamento Turístico existente na Madeira é um erro – ao contrário do nome, não existe para ordenar, mas sim para limitar. Ou seja, barreiras à entrada de novos concorrentes, em vez de tentar ordenar as construções turísticas existentes e impor limites às novas.... Mais uma vez, proteccionismo, para não dizer compadrio. Exige-se a sua alteração, no sentido de limitar o betão, fomentar a construção para turismo de qualidade, mas tudo isto com uma liberalização total, permitindo a qualquer um poder investir neste sector, desde que cumpra as regras. Fundamentalmente, o POT deverá servir para aumentar a qualidade urbanística.

Também é imprescindível que a promoção da Madeira como destino turístico veja as suas verbas reforçadas. É inadmissível o dinheiro que o Governo Regional gasta em subsídios ao Jornal da Madeira e aos clubes da ilha, comparado com a miséria investida naquela que é a principal fonte de rendimento da Região! Chega a ser caricato saber que o Turismo de Lisboa investe mais por cama, do que o Turismo da Madeira!

Muitos outros assuntos relativos ao Turismo também deverão ser estudados, como a construção indiscriminada de teleféricos por todo o lado, que provocam grande poluição visual, começando o seu número a ser de tal maneira elevado que os efeitos para o turismo são nulos, senão perniciosos.

A Madeira é um destino por excelência de navios de cruzeiro, que normalmente transportam turistas com um poder de compra superior à média. É uma vergonha a estrutura existente para os acolher. Mais que um navio a chegar ao mesmo tempo ao Funchal leva logo a atrasos no desembarque, quer pela exiguidade do cais, quer pelos estrangulamentos à circulação de táxis. E para quem tem poucas horas para estar na ilha, isto resulta em menos dinheiro gasto e má publicidade feita no futuro por estes turistas!

É urgente alterar o estado de coisas. Este Governo já demonstrou não ser capaz de o fazer. E a actual oposição não é muito melhor.

Urge a mudança! A 6 de Maio, a Nova Democracia – PND representa a mudança.

Publicado também no Democracia Liberal

Publicado por João Carvalho Fernandes às abril 19, 2007 05:30 PM

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