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fevereiro 14, 2007
FRIGORIFICO AMARELO
Pelo menos às vezes aquele ditado do "filho de peixe sabe nadar" confirma-se! É este o caso:
Ser ou não ser:
Eis a Utopia (I)
Acordei.
Acordei para um mundo que não é o meu. Um mundo diferente. Um mundo baço, sem brilho. Apenas um reluzir precipitado. Um reluzir diferente. Um reluzir baço, sem brilho próprio. Apenas um brilho exasperado, de quem depende dele para se sentir alguém. Injustamente. Injustamente consciente que se encontra num mundo que não é o seu.
(...)
“Sinto realmente que não pertenço aqui.”
Ao olhar pela janela, foi o primeiro pensamento que me ocorreu.
“Qual é, afinal de contas, a razão de ser, a lógica disto tudo?”
Deveríamos nós ter como marca final, a intenção de tornar o mundo, o nosso mundo, num mundo melhor? Na verdade, nunca me dei ao trabalho de pensar verdadeiramente sobre esse assunto. Talvez por não me importar, talvez por achar que nada do que possa fazer vá alterar o rumo das coisas.
Sim. Quem sabe não é realmente esse o motivo da inércia humana.
Chego à conclusão de que somos realmente indiferentes.
Quantos de nós seriam capazes de arriscar o seu bem-estar em prol do bem-estar alheio? Não muitos, de certo. É por isso que penso que o mundo é realmente injusto. Terão esses homens e mulheres que fazem da sua vida a defesa diária do mundo a recompensa merecida? Esperarão eles uma recompensa? De facto, é provável que não.
Publicado por João Carvalho Fernandes às fevereiro 14, 2007 01:00 PM
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