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dezembro 31, 2008

FUNCHAL

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dezembro 24, 2008

Tino ROSSI - Petit Papa Noel

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dezembro 22, 2008

UM PAÍS DE MISÉRIA!

Com a devida vénia ao Política Pura e Dura (fotos)

Mete dó num pseudo-país de sucesso ver dúzias de velhotes a fazerem fila para receber 30 euros. Em boa hora o PND contribuiu para amenizar o Natal de alguns deles. Pena que se gaste tanto dinheiro mal gasto neste país e não sobre nada para quem já está no ocaso da vida e se vê completamente desprotegido por um poder que na esmagadora maioria só pensa em encher-se em vez de defender os desprotegidos.

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Entrevista de Rui Costa Pinto ao jornal Diabo

«O Governo ficou refém das suas próprias hesitações, omissões e contradições»

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Com a devida vénia ao jornal Diabo

Isabel Guerreiro

DIABO — Depois da recente notícia publicada pelo «El Pais», que divulgou um documento secreto que prova que o Governo de Aznar foi informado, em Janeiro de 2002, pela embaixada dos EUA, da passagem por Espanha de aviões transportando prisioneiros acusados de terrorismo para a prisão de Guantánamo — e que, segundo o jornal, outros governos europeus também teriam sido informados, nomeadamente os de Portugal, Turquia e Itália — compreende que o Governo português continue a argumentar com o desconhecimento?

RUI COSTA PINTO — Não. Ninguém com boa-fé o compreende. Houve limites que nunca deveriam ter sido ultrapassados. Desde que Diogo Freitas do Amaral abandonou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Governo ficou refém das suas próprias hesitações, omissões e contradições. Felizmente, o tema tem uma dimensão internacional, a qual lhe confere uma dinâmica que escapa a eventuais comportamentos prepotentes.

- Além destas revelações, a que se juntam, entre outras, as suas conclusões no livro recentemente publicado e o relatório da Amnistia Internacional, como classifica o comportamento das autoridades portuguesas em todo este processo? Não são já provas a mais que confirmam o envolvimento de Portugal?

- No mínimo, politicamente repreensível. É preciso ter estofo de estadista para assumir a participação e o envolvimento, por acção ou omissão, numa tão grosseira violação de princípios de civilização.

Infelizmente, José Sócrates não se compara a José Luis Zapatero ou a Angela Merkel, para citar só alguns dirigentes europeus que tudo estão fazendo para descobrir a verdade.

«Acolher detidos em Guantánamo não apaga o que se passou anteriormente»

- Quem tem estado a ocultar factos e a não dizer toda a verdade?

- Quem tem o dever institucional de revelar tudo o que se passou, ou seja, os órgão do Estado. O Estado não pode nem deve ser confundido com uma qualquer maioria política conjuntural. Nem pode estar à mercê da dúvida sobre a actuação dos Serviços de Informações.

Constato também com tristeza o silêncio de anteriores primeirosministros (António Guterres, Durão Barroso e Pedro Santana Lopes) e do anterior e actual Presidente da República (Jorge Sampaio e Aníbal Cavaco Silva).

- De onde tem partido a maior parte das movimentações para encobrir a verdade?

- O Governo de José Sócrates só admitiu uma parte dos factos depois de Ana Gomes, Eurodeputada socialista, ter revelado dados que o próprio Governo não forneceu em devido tempo. A recente intenção de acolher detidos em Guantánamo (a confirmar-se) é louvável, mas não apaga o que se passou anteriormente. Nunca imaginei assistir a reacções governamentais a reboque de revelações feitas por deputados, jornalistas e governantes de países estrangeiros.

Certamente, não é por acaso que a maioria socialista chumbou os pedidos de constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Aliás, chegou a ser penoso ter de assistir a algumas declarações, sobre a matéria, de Augusto Santos Silva, que me habituei, em tempos, a ver respeitado na generalidade dos meios de esquerda.

- Mas por que motivo os factos não são politicamente assumidos? Por cobardia, por subserviência, por falta de dignidade política?

- É uma pergunta que continuo a fazer a mim mesmo. Cheguei a acreditar que a arrogância política do actual primeiro-ministro, — para não falar da sua inexperiência —, poderia ser uma explicação plausível. Hoje, acho que tem de haver outra razão. Há uns anos, em finais dos anos 90, o País agitou-se por causa da revelação de eventuais ligações de portugueses ao KGB. Hoje, outras ligações à CIA parecem não ter a mesma importância para o poder e para alguns Media.

«Há muitos anos que estou habituado a ameaças mais ou menos veladas»

- Qual o preço que pagou por ter denunciado o transporte de presos ilegais através do território português?

- Um preço elevado, em termos profissionais e pessoais. Mais do que ter ficado desempregado, depois de ter tentado publicar o relato do transporte de presos ilegais através do território português, o que mais me custou foi ter de interromper o que mais gostava de fazer: Jornalismo.

- Já foi alvo de ameaças?

- Há muitos anos que estou habituado a ameaças mais ou menos veladas. Para mim, sempre foram um estímulo para trabalhar mais e melhor.

- Mantém o que disse sobre o presidente da Impresa — «de que o dr. Francisco Pinto Balsemão deu cobertura ao que se passou» —?

- É público que assinei a rescisão do meu contrato de trabalho (na «Visão») depois de não ter podido publicar uma reportagem que fiz nos Açores, em que me foi relatado, entre outros assuntos, o avistamento de prisioneiros agrilhoados nas Lajes. Algumas das peripécias da investigação estão reunidas em livro, — «Voos 'Secretos' CIA — Nos Bastidores da Vergonha», que está disponível, em exclusivo, através do site da minha editora (www.rcpedicoes. com). Em relação ao que disse e está escrito sobre Francisco Pinto Balsemão não tenho nada a acrescentar nem a retirar. Não fiz, nem faço juízos de valor. Ao fim de vinte anos de Jornalismo, estou habituado a ponderar cada uma das minhas palavras.

- No «DN» também acabou por ser alvo de censura?

- O centenário «Diário de Notícias» pediu-me uma entrevista e depois não a publicou. Porventura, a direcção editorial do matutino não gostou de algumas respostas. Julguei que podia responder responsável e livremente, mesmo em relação a José Sócrates.

Continuo a ter o mesmo respeito pelo título. Os jornais são mais do que os seus proprietários, administradores e directores. Permita-me que remeta uma resposta mais clara, novamente, para o meu livro e para o excelente Prefácio, assinado por Jorge Ferreira, advogado, e um grande amigo.

«A subserviência, o arbítrio e a hipocrisia»

- Nos «bastidores dos media», o que mais o indignou em toda esta história?

- A subserviência, o arbítrio e a hipocrisia.

- A ERC reuniu com o Rui Costa Pinto no início do ano passado. O que resultou dessa reunião?

- Fui recebido pelo Conselho Regulador da ERC, no dia 31 de Janeiro de 2007. Coloquei em cima da mesa uma questão simples: o que deve um Jornalista fazer perante um decisão editorial que o impede de publicar relatos indiciadores de crimes e abandona fontes de informação? Fiquei à espera de uma resposta. Até hoje... Se calhar, os elementos da ERC têm estado muito ocupados com a cronometragem dos noticiários e com as notícias sobre a licenciatura do primeiro-ministro.

- Entregou a sua investigação à PGR. Que expectativas tem sobre a conclusão do inquérito?

- Pela primeira vez, na minha vida profissional, senti a necessidade de participar ao Procurador- Geral da República uma série de indícios e factos. Tive de proteger as minhas fontes de informação.

Fernando Pinto Monteiro teve a coragem de me receber e de me ouvir. Como cidadão, nunca o esquecerei. Mas também não esqueço os sucessivos adiamentos das conclusões do Ministério Público (MP) em relação aos voos da CIA e ao transporte ilegal de prisioneiros através de Portugal. No início do ano de 2008, a conclusão do Inquérito era iminente. Uns meses depois, passou a estar adiada sine die por causa de diversas informações que chegaram a público. É desprestigiante e não augura nada de credível.

A investigação do MP não se pode limitar ao discurso da falta de meios e a uma dúzia de diligências que esbarram no Segredo de Estado. A credibilidade que ainda resta à Justiça portuguesa não resiste muito mais.

- A única forma que encontrou para publicar as suas conclusões da investigação foi abrir a sua própria editora?

- Os tempos estão a mudar. A Imprensa já perdeu há muito tempo o monopólio da Informação. Hoje, os cidadãos têm alternativas e outros mecanismos de intervenção. Há políticos e chefias editoriais que ainda não o perceberam. É preciso não ter medo do poder, mas também é preciso ter igual atitude em relação a uma determinada Imprensa que se julga à margem do escrutínio. Os critérios jornalísticos não podem ser invocados para justificar decisões opacas.

Um verdadeiro Jornalista nem tem receio de ser escrutinado, nem tenta abafar quem o escrutina. Tem de haver lisura editorial e humildade profissional.

- Abandonou o jornalismo?

- Não abandonei o Jornalismo. Nunca serei capaz de o fazer. Já vi passar vários primeiros-ministros, ministros e 'patrões' da Comunicação Social...

- Há alguns factos de que teve conhecimento e que acabou por não publicar no seu livro?

- Vários. Não tenha quaisquer dúvidas que publicarei mais elementos, a partir do momento em que os considere de interesse público. Seja eu o autor ou o editor

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dezembro 20, 2008

¿Cumpleaños o aniversario?

Com a devida vénia a Yoani Sanchez en Generación Y

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Mientras se preparan extensos dossiers sobre los cincuenta años de la Revolución Cubana, pocos se preguntan si lo celebrado es el cumpleaños de una criatura viva o sólo el aniversario de algo que ocurrió. Las revoluciones no duran medio siglo, les advierto a los que me preguntan. Terminan por devorarse a sí mismas y excretarse en autoritarismo, control e inmovilidad. Expiran siempre que intentan hacerse eternas. Fallecen por querer mantenerse sin cambiar.

Lo que comenzó aquel primero de enero lleva –según muchos– varios años bajo tierra. La discusión parece estar alrededor de la fecha en que ocurrió el funeral. Para Reinaldo, murió aquel agosto de 1968 cuando nuestro barbado líder aplaudió la entrada de los tanques a Praga. Mi madre vio agonizar la Revolución mientras dictaban la sentencia de muerte al general Arnaldo Ochoa. Marzo del 2003, con sus detenciones y juicios sumarios, fue el estertor final que escucharon algunos empecinados que la creían viva aún.

Yo la conocí cadáver, se los digo. Aquel año 1975 en el que nací, la sovietización había borrado toda la espontaneidad y nada quedaba de la rebeldía que evocaban los mayores. No había ya pelos largos ni euforia popular, sino purgas, doble moral y delación. Los escapularios con los que habían bajado de la montaña estaban ya proscritos y aquellos soldados de la Sierra Maestra, se habían vuelto adictos al poder.

El resto ha sido el prolongado velatorio de lo que pudo ser, los cirios encendidos de una ilusión que arrastró a tantos. Este enero la difunta cumple un nuevo aniversario, habrá flores, vivas y canciones, pero nada logrará sacarla del panteón, hacerla volver a la vida. Déjenla descansar en paz y comencemos pronto un nuevo ciclo: más breve, menos altisonante, más libre.

Yoani Sanchez

Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:05 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 18, 2008

ENTREVISTA DO JORNALISTA RUI COSTA PINTO AO DIABO

A não perder a entrevista do jornalista Rui Costa Pinto ao jornal Diabo desta semana.

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Permite ficar com algumas certezas sobre aquilo de que se desconfiava, sobre o verdadeiro nojo em que se tornou a política portuguesa.

Para começar, deixo-vos apenas um sub-título:

"Fui recebido pelo Conselho Regulador da ERC, no dia 31 de Janeiro de 2007. Coloquei em cima da mesa uma questão simples: o que deve um Jornalista fazer perante uma decisão editorial que o impede de publicar relatos indiciadores de crimes e abandona fontes de informação? Fiquei à espera de uma resposta. Até hoje..."

Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:30 PM | Comentários (0) | TrackBack

HISTÓRIA ANTIGA - MIGUEL TORGA

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.

Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

Miguel Torga

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dezembro 17, 2008

AI O ZÉ É CONTRA?

Sá Fernandes defende que é preciso travar candidatura de Santana Lopes à CML

Então vou pensar seriamente em ser a favor...

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dezembro 16, 2008

COMPREENSÃO LENTA

Parece que há por aí um grupo de militantes do CDS/PP que abandona hoje o partido porque "O CDS deixou de ser um partido de valores."

Andaram anos e anos a fio a ver o mesmo filme e agora de repente perceberam. Como diz o adágio popular, "mais vale tarde do que nunca"....

Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:00 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 15, 2008

NÃO PERCEBO!

No meu emprego colocaram um cartaz que diz "Sempre que encontrar algo que não esteja bem, por favor comunique à sua chefia".

Vi isto e cheguei ao pé da minha chefe e comuniquei-lhe que o meu ordenado estava baixo, mas ela não ligou nenhuma...

Publicado por João Carvalho Fernandes às 02:00 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 13, 2008

BILDERBERG - Durão Barroso será o nosso homem na Europa

Agora que alguns fazem de conta de que se discute aquilo que para mim é perfeitamente óbvio, a recondução de Durão Barroso à frente da Comissão Europeia, é interessante reler esta entrevista de Daniel Estulin, um jornalista que há 15 anos persegue esta seita Bilderberg, ao Semanário, em Janeiro de 2006.

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“Durão Barroso será o nosso homem na Europa”
2006-01-02 16:48

Em entrevista ao “SEMANÁRIO, Daniel Estulin, que investiga o clube de Bilderberg há treze anos, fala sobre os portugueses que têm participado nas suas reuniões, na crise política de 2004 em Portugal e da influência de Bilderberg na escolha de Durão Barroso para presidente da Comissão Europeia. Estulin diz que as suas fontes lhe confirmaram que Henry Kissinger, um membro permanente de Bilderberg, terá dito o seguinte sobre Durão: é “indiscutivelmente o pior primeiro-ministro na recente história política. Mas será o nosso homem na Europa”.

Daniel Estulin lançou recentemente em Portugal o livro “Clube Bilderberg, os Senhores do Mundo”, com chancela da Temas e Debates.

Quais os portugueses que participaram na reunião de Bilderberg de Stresa, em 2004?
Francisco Pinto Balsemão, Pedro Santana Lopes, José Sócrates. A lista de participantes portugueses ao longo dos anos é bastante extensa, se considerarmos o tamanho do país.

Nessa reunião, face ao poderio e influência de Bilderberg e ao facto de ser um clube predominantemente europeu e americano, alguém defendeu Durão Barroso para presidente da Comissão Europeia? Recordo--lhe que Durão foi escolhido para a Comissão dias depois da reunião de Bilderberg.
Torna-se importante compreender que é irrelevante quem ocupa a cadeira de presidente da Comissão Europeia. Durão Barroso representa os interesses do "governo mundial". Tanto Kissinger como Rockefeller apoiaram energicamente a candidatura de Durão Barroso para aquele posto.
Barroso também foi amplamente apoiado pelos bilderbergers americanos em Stresa, por este ter apoiado a intervenção americana no Iraque. No entanto, Durão foi resguardado. Recorda-se da tão criticada cimeira dos Açores, justamente antes da Guerra do Iraque? O consenso na altura foi no sentido de não considerar Durão Barroso um verdadeiro participante na cimeira. Agora, começa tudo a fazer sentido. Ele foi afastado para tornar a sua nomeação para a Comissão Europeia mais apelativa. Desta forma, ele não fica ligado ao fiasco iraquiano.
Outro dos apoiantes de Barroso foi John Edwards, candidato a vice-presidente dos EUA, com John Kerry, que também esteve presente nas reuniões de Bilderberg. Como nota de referência, tenho relatórios de várias fontes internas da reunião de Bilderberg que referem a fraca capacidade oral e a fraca personalidade de Barroso. Decidiu-se mesmo limitar as suas aparições em público ao mínimo. Kissinger, um membro permanente de Bilderberg, chegou ao ponto de o chamar, "off the record", "indiscutivelmente o pior primeiro ministro na recente história política. Mas será o nosso homem na Europa".

Santana Lopes esteve presente em Stresa e um mês depois era primeiro-ministro. Há alguma relação nestes dois factos?
Aprendi ao longo dos anos a seguir de perto todos os passos dos bilderbergers nas semanas que se seguem à sua reunião anual. Por exemplo, logo a seguir à reunião anual de Stresa, Itália (3-6 deJunho), gerou-se uma crise política em Portugal, que teve o seu fim no final do mês. Durão Barroso, primeiro ministro (agora presidente da Comissão Europeia), demitiu-se oficialmente a 29 de Junho. O rumor à volta do nome de Santana Lopes como futuro primeiro-ministro é lançado por volta de 28 de Junho. Curiosamente, é nesse dia que ele afirma não ser verdade que tenha sido convidado para participar na reunião anual de Bilderberg. Isso foi até alguém mostrar-lhe uma foto que eu tirei em Stresa.
Muito tem sido dito acerca de Barroso ter escolhido o seu companheiro do PSD, Santana Lopes, para seu sucessor. Essa escolha foi intencional, como toda a confusão que se seguiu. O que as pessoas não sabem é que a falsa noção de democracia é suposto ser isso mesmo - um truque. A esquerda e a direita são propriedade dos bilderbergers, não só em Portugal como em todos os países. Barroso é um bilderberger, assim como Sampaio, Lopes, Sócrates, etc. Na Alemanha, tanto Merkel como Schroeder, estavam presentes na conferência deste ano. Da Espanha, Rato, presidente do FMI e ex-ministro das Finanças de Aznar, esteve presente em Rottach-Egern, este ano. O conselheiro económico-chave de Zapatero, Miguel de Sebastian, também lá esteve. Blair é um bilderberger, assim como Kenneth Clarke, um dos membros-chave dos conservadores britânicos e, supostamente, um dos seus maiores inimigos.
Em relação a Santana Lopes, pude confirmar junto de três fontes independentes que a conversa de final de tarde a 4 de Junho de 2004 (durante a reunião de Bilderberger em Stresa), andou à volta do plano de Santana em mudar a Constituição portuguesa, para criar um nova instituição de poder, um Senado, em que o governo poderia nomear senadores vitalícios. O que conduziu à resposta sarcástica de Richard Haass, presidente da CFR (Trilateral): "Não soa muito a uma tentativa genuína de reforma democrática."

À semelhança de Santana, Sócrates também participou na reunião de Stresa e menos de um ano depois também era primeiro-ministro...
Tive acesso a informação contraditória pelas minhas fontes, algumas delas a dizer que Sócrates foi colocado para criar ainda mais descontentamento dentro das suas próprias fileiras. Outros dizem que o seu verdadeiro propósito ainda está por ser determinado.

Quem levou Santana e Sócrates para a reunião de Bilderberg de 2004?
Pinto Balsemão, o homem mais poderoso em Portugal e um membro-chave do todo poderoso comité de decisão da Bilderberg. Pinto Balsemão é o mais importante bilderberger português. Desde o início dos anos noventa que é um um membro permanente do comité de decisão (steering) de Bilderberger, significando que pertence a um grupo de pessoas que tomam as decisões finais acerca dos proponentes, temas de agenda, etc. Ele é o "homem bilderberger em Portugal". Nenhuma decisão pode ser tomada sem o seu selo de aprovação. Presidentes e primeiros-ministros vão e vêm, mas Balsemão permanece. É a solitária sombra do poder.

O ex-ministro Morais Sarmento participou na reunião deste ano de Bilderberg. Também foi Balsemão quem o convidou?
Também foi Pinto Balsemão quem o levou.

Paulo Portas, um ex-ministro do Partido Popular, nunca esteve em Bilderberg?
Portas nunca esteve presente em nenhuma reunião de Bilderberg. Não sei porquê. Balsemão nunca me disse (irónico). No entanto, pelo que pude apurar das minhas fontes, Portas não oferece garantias aos próprios bilderbergs.

O clube tem mesmo influência política a nível mundial ou foi já um mito que se criou?
Para além do que já referi, até sobre Portugal, gostaria de usar como exemplo da influência de Bilderberg as eleições alemãs de 2005. Na conferência de Bilderberger em Rottach-Egern, os bilderbergers queriam mudar a imagem enfadonha de Angela Merkel, a "futura líder" da Alemanha nas eleições alemãs a 18 de Setembro. Um homem bilderberger deu a opinião que para que os eleitores alemães pudessem aceitar Merkel como chanceler seria importante dar uma nova definição do termo valores de família. Bilderbergers alemães bem versados na psique colectiva bavariana acreditavam que a imagem de Merkel, uma divorciada com um doutoramento em física, não seria considerada de "confiança", por forma a atrair votos suficientes nesta firme área conservadora do país. Seria, então, importante enfatizar a importância do conceito de família. E esta estratégia foi aplicada nas eleições.
Sobre Merkel, recordo, ainda, que com os Bilderbergers a colocar de parte Schroeder a favor de um novo candidato, isto poderia significar que após três anos de guerrilha entre bilderbergers americanos e europeus em torno da guerra do Iraque, o clube estaria pronto para colocar em marcha uma política mais coesa. Lembre-se que Schroeder, assim como o Presidente Chirac, eram dos mais vociferantes críticos da intervenção americana no Iraque. Schroeder, representando a esquerda, e Merkel, representando a direita, são propriedade dos Bilderbergers. Apesar de Bush junior não estar presente pessoalmente na reunião secreta em Rottach-Egern, o governo americano estava bem representado por William Luti, Richard Perle e Dennis Ross do Instituto de Washington de Near East Policy.

Os participantes de Bilderberg não falam que estiveram presentes nas reuniões e muitas vezes desmentem mesmo que tenham lá estado...
Os participantes do clube estão explicitamente proibidos de discutir Bilderberg em público.

O que foi discutido em Stresa, em 2004?
Para além do que já disse, outro dos items de Stresa esteve relacionado com a "liberalização dos mercados mundiais". Os bilderbergers sempre estiveram a favor de extremo liberalismo. Estamos a chegar a um nível profundo de liberalismo com tendência a ser restaurado em máxima força nas suas crenças e credo. Historicamente, o liberalismo sempre reivindicou três liberdades: liberdade de mão de obra. Isso não significa que os trabalhadores serão livres, mas que o povo será livre de se mover de um país para o outro, uma região para outra. Para os bilderbergers isso é muito importante. Significa que os patrões terão um livre acesso a uma grande massa de mão-de-obra. Quanto mais global for, melhor. Liberdade de solo: significando que o solo é tão importante como qualquer outra mercadoria. Liberdade de moeda. Em que o dinheiro também é uma mercadoria como qualquer outra. Recordo que a primeira vaga de liberalismo desvaneceu-se entre 1920-1930, após ter feitos muitos estragos nas sociedades americanas e europeias. O seu sistema afirmava que se tudo for livre e as empresas não efectuarem cartéis ou monopólios, com nenhum trabalhador a pertencer às centrais sindicais, o sistema irá enriquecer toda a gente. Isto é uma perfeita utopia, mas baseados nas obras de economistas laureados com o Prémio Nobel da Economia, bem como desenvolvimentos matemáticos, isto parece aos seus olhos verdade. O sistema exige que cada país do mundo seja incluído, e que cada indivíduo seja eficaz. É por isto que o liberalismo e a globalização trabalham tão bem juntos. Como é por isto que existe o grupo Bilderberg.

Portugal recebeu, em 1999, uma primeira reunião de Bilderberg, que teve lugar em Sintra. O que foi aí discutido?
Um dos itens principais teve a ver com o comércio de ouro e a posição da Inglaterra na União Europeia. Em Sintra os bilderbergers decidiram castigar a Inglaterra pela sua contínua resistência em relação ao espírito federal europeu. O método que estavam preparados a utilizar contra os inocentes britânicos seria o de um ataque frontal ao comércio de barras de ouro. Um grupo restrito de Bilderberg, onde estavam Rockefeller, Kissinger, Victor Halberstadt, professor de economia da Universidade de Leiden, Etienne Davignon e Umberto Agnelli, reuniu com os governadores dos Bancos Centrais da Europa. A seguir à reunião de Sintra, a maioria dos Bancos Centrais, em Setembro de 1999, fizeram uma supreendente declaração em que estariam a adiar, por cinco anos, o dumping de ouro, que previamente teriam feito, supostamente porque já não gostavam de ter ouro nas suas reservas. O anúncio causou um tendência de subida nas barras de ouro. O Banco de Inglaterra organizou um leilão de ouro de algumas supostas reservas. O mais impressionante para alguns de nós, não familiarizados com o comércio do ouro e a sua realidade, é que, na realidade, uma barra de ouro quase nunca é comercializada. Dessa forma o Banco de Inglaterra estaria a oferecer ouro "teórico" (apenas em papel), não o verdadeiro ouro que tinha em sua posse. Quando o bilderberger George Soros descobriu, lançou um ataque ao Banco de Inglaterra, causando que o preço do ouro aumentasse para quase 330 dólares a onça.

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dezembro 11, 2008

Una caverna en la ciudad

Via: CUBANET

Rafael Ferro, Abdala Press

PINAR DEL RÍO, Cuba, diciembre (www.cubanet.org) - Esto no es noticia para montañistas ni espeleólogos. Tampoco para arqueólogos. Es una información más sobre el absurdo cotidiano que vivimos.

La ciudad cabecera de esta provincia, Pinar del Río, habitada por 148 mil 500 ciudadanos, cuenta con dos hospitales. Uno de ellos, el Abel Santamaría (el principal), por obra y gracia del abandono y la irresponsabilidad de la administración, se parece cada vez más a una caverna que a un centro médico. Refugio de murciélagos, cucarachas, mosquitos y bandidos. Estos últimos integran la nómina de funcionarios y trabajadores del centro. Roban alimentos destinados a los enfermos, ropas de cama, artículos para mantener la higiene, y no escapan de las fechorías inodoros y lavamanos.

El colega José Hidalgo, quien ingresó a su hija en el hospital hace unos días, ilustra la información:

“Llegué con mi hija embarazada. No imaginé que la estaba internando en un antro. Las tuberías sanitarias están ubicadas en la parte externa de los techos de las salas, tienen filtraciones y salen por ellas, a toda hora, cucarachas, ratones y cualquier bicho que se te ocurra, pero lo que más llamó mi atención fueron las bandadas de murciélagos que pernoctan allí, a la vista de los pacientes y acompañantes asustados”.

El temor rompe toda lógica. Uno puede entrar en el hospital acompañando a un familiar que va a ser operado de apendicitis y contagiarnos ambos de tuberculosis o la llamada enfermedad del ratón.

“Me llamó la atención –continúa Hidalgo- una pequeña sala donde hay equipos antiguos de incubación para recién nacidos. Entré al lugar y observé que en todos los rincones había guano de murciélago. Pensé en mi hija, en mi nieta y sentí un escalofrió de miedo. Lo más doloroso es que las autoridades lo justifican todo con cualquier pretexto. El principal ya se conoce de sobra: el bloqueo norteamericano”.

Para el resto del mundo somos los mejores, los más solidarios; nos atrevemos a regalar lo poco que tenemos y quedarnos sin nada. Nos sobran motivos entonces a los que nos atrevemos a contar estas cosas al mundo.

Un caso como el narrado pertenece más al mundo de la ficción que al de la realidad. Pero en Cuba todo es posible, y también un hospital devenido cueva de murciélagos y otras especies de vampiros que habitan las oficinas, los pasillos y escaleras.

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dezembro 09, 2008

SE EU PUDESSE NÃO TER O SER QUE TENHO - FERNANDO PESSOA

Se eu pudesse não ter o ser que tenho
Seria feliz aqui...
Que grande sonho
Ser quem não sabe quem é e sorri!

Mas eu sou estranho
Se em sonho me vi
Tal qual no tamanho
O que nunca vi...

Fernando Pessoa

Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:00 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 07, 2008

OS PALHAÇOS DO PS

Como houve reacção ao que tentaram fazer, voltaram atrás e o prazo volta a ser até 31 de Dezembro!| E ainda têm a lata de apresentar isso como uma grande benesse!

Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:32 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 06, 2008

OS GATUNOS DO PS - Governo altera o IRC e antecipa cobrança

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Empresas vão ter cinco dias úteis para efectuar 3.º pagamento por conta

O Governo da República fez publicar ontem uma lei - n.º 64/2008 de 5 de Dezembro - que introduziu uma alteração substantiva E surpreendente do n.º 1 a) do art. 96 do Código de Imposto sobre Rendimento das Pessoas Colectivas.

Deste modo , ao contrário do que estava consagrado até a data, as empresas deixam de ter até ao último dia do ano para efectuar o terceiro pagamento por conta, exigindo-se que as empresas o façam até o dia 15 de Dezembro do próprio ano a que respeita o lucro tributável para empresas com ano fiscal coincidente com o ano civil, ou até o dia 15 do décimo mês a que respeita o lucro tributável para empresas com ano fiscal diferente do ano civil.

Para além de efectuar esta alteração, que terá efeitos devastadores sobre as empresas portugueses e madeirenses em particular, pois faz publicar no dia 5 uma lei que terá de ser cumprida até o dia 15, ou seja dando cinco dias úteis às empresas para cumprir as suas obrigações legais, o diploma produz ainda efeitos retroactivos desde 1 de Janeiro de 2008.

Assim, as empresas com um volume de negócios superior a 500 mil euros estão obrigadas a pagar, em três prestações, 85% do valor de IRC pago o ano passado, enquanto as que facturam menos de meio milhão de euros pagam 75%.

A medida discreta do governo, publicada em Diário da República numa sexta-feira à tarde, vem alterar tudo o que tinha sido escrito na lei do Orçamento de Estado 2008, não tendo sido publicitada por nenhum membro do governo.

As alterações introduzidas estende-se ao artigo 81º , com o legislador a aumentar para o dobro a taxa - que passa a ser de 10% - sobre os encargos dedutíveis relativos a despesas de representação e os relacionados com viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, motos ou motociclos, efectuados ou suportados por sujeitos passivos não isentos subjectivamente e que exerçam, a título principal, actividade de natureza comercial, industrial ou agrícola.

Altera-se, igualmente "a taxa de 5%, os encargos dedutíveis, suportados pelos sujeitos passivos mencionados no número anterior, respeitantes a viaturas ligeiras de passageiros ou mistas cujos níveis homologados de emissão de CO2 sejam inferiores a 120 g/km, no caso de serem movidos a gasolina, e inferiores a 90 g/km, no caso de serem movidos a gasóleo, desde que, em ambos os casos, tenha sido emitido certificado de conformidade.

São tributados autonomamente, à taxa de 20 %, os encargos dedutíveis respeitantes a viaturas ligeiras de passageiros ou mistas cujo custo de aquisição seja superior a 40 000 euros, quando os sujeitos passivos apresentem prejuízos fiscais nos dois exercícios anteriores àquele a que os referidos encargos digam respeito.

Nesta alteração discreta de impostos, o governo mexe com o código de IRS, alterando a redacção do artigo 73º, que transpõe para a esfera pessoal o princípio atrás descrito para as empresas, como seja as despesas de representação e de viaturas ligeiras e motociclos, como se destaca ao lado.

IRS foi alterado

Passam a ser tributados autonomamente os encargos - suportados por sujeitos passivos que possuam contabilidade organizada no âmbito do exercício de actividades empresariais ou profissionais - dedutíveis relativos a despesas de representação e a viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, motos e motociclos, à taxa de 10 %, bem como os encargos dedutíveis relativos a automóveis ligeiros de passageiros ou mistos cujos níveis homologados de emissão de CO2 sejam inferiores a 120 g/km, no caso de serem movidos a gasolina, e inferiores a 90 g/km, no caso de serem movidos a gasóleo, desde que, em ambos os casos, tenha sido emitido certificado de conformidade, à taxa de 5 %.

Reacção: Federação da construção indignada com aumento impostos sobre as empresas

A Federação Portuguesa da Construção manifestou-se "indignada" com as medidas fiscais anticíclicas publicadas em Diário da República, por traduzirem um "aumento dos impostos" sobre as empresas.

"Os construtores constatam com estranheza e profundo desagrado que o decreto-lei n.º 64/2008, publicada em Diário da República a 5 de Dezembro, contém medidas que, ao invés de reduzir a carga fiscal e os constrangimentos de tesouraria que impendem sobre as empresas, traduzem um agravamento das respectivas obrigações", refere a FEPICOP em comunicado.

Adicionalmente, refere, a aplicação retroactiva a 01 de Janeiro de 2008 das alterações introduzidas é, para os construtores, "revelador de falta de sensibilidade, ao quebrar as expectativas dos contribuintes face ao apuramento do lucro tributável".

Embora considerando "positiva e oportuna qualquer iniciativa que vise implementar medidas fiscais anticíclicas, fundamentais para a economia em geral e para o sector da construção em particular", a FEPICOP entende ser "perfeitamente desajustada a intenção de aumentar a tributação destes encargos".

A decisão, acrescenta, é "ainda mais descabida quando inserida num diploma que se apresenta como tendo por objectivo a introdução de medidas anticíclicas que desagravem a situação das empresas e famílias, face à grave crise que a economia nacional atravessa".

Relativamente à realização do terceiro pagamento por conta, a FEPICOP considera "incompreensível" a antecipação em 15 dias da exigibilidade daquele pagamento face ao prazo actualmente em vigor, "ainda mais tendo em atenção que tal incidirá num período de encargos laborais acrescidos, designadamente relativos ao pagamento do subsídio de Natal".

Miguel Torres Cunha

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dezembro 05, 2008

TOMAR PARTIDO

O magnífico blog do meu amigo Jorge Ferreira completou 5 anos! O próprio só se lembrou no dia a seguir, o que só prova que a idade não perdoa! Deixa lá, no meu caso lembrei-me do 5º aniversário deste estaminé 2 meses depois!

TOMAR PARTIDO

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POEMA DE NATAL - VINICIUS DE MORAES

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Vinicius de Moraes

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dezembro 04, 2008

O AUTOR DE: “Uma mentira repetida muitas vezes passa a ser verdade.”

No seguimento de um desafio que lhe coloquei, o meu (reencontrado) amigo A. Teixeira, escreveu um belo texto cuja leitura recomendo:

Assim, dos quatro suspeitos que ele me apontou (por ordem alfabética: Goebbels, Hitler, Lenine e Mao), qual Comissário Maigret de cachimbo nos queixos, justificando as fumaças, vou procurar, pelo que conheço dos retratos psicológicos dos suspeitos, justificar porque elegi um deles para suspeito principal desta investigação.

E sem querer transformar este assunto em mais uma daquelas cadeias da blogosfera, convido o João Tunes a dizer de sua justiça sobre este mesmo tema!

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dezembro 03, 2008

¡Tremenda respuesta!

Via: CUBANET

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Juan Carlos Reyes Ocaña, Holguín Press

HOLGUIN, Cuba, diciembre (www.cubanet.org) - Si a una persona que vive en un país libre y democrático le dijeran que debido a la crisis económica de una determinada nación el gobierno organizó un grupo de respuesta rápida, quizás lo asocie con team de economistas, empresarios y personas de negocio que intentan inyectar capital u otras medidas racionales para sacar a flote esa economía.

Pero si le explicaran que el llamado grupo no es más que cierta cantidad de individuos armados con garrotes para reprimir a los ciudadanos que critiquen abiertamente la pasividad de ese gobierno ante dicha crisis, entonces quedaría estupefacto y comprendería lo eufemístico que es el nombre de tan repugnante grupo.

El sistema económico y financiero en Cuba atraviesa por uno de sus peores momentos. Los tres últimos ciclones que devastaron gran parte de la isla, vinieron a agudizar más la crisis ya existente. A esto se suma la negativa del clan Castro de permitir alguna apertura económica.

Toda esta problemática ha generado gran malestar dentro de la sociedad civil. Muchas personas dejan el miedo a un lado manifestando públicamente su descontento. Por su lado, el régimen, temeroso de perder su poder, muestra su lado más obscuro echando a las calles los llamados grupos de respuesta rápida.

Fue por eso que en días pasados se desarrolló en la escuela deportiva Pedro Díaz Coello, en Holguín, una reunión con el primer secretario del partido, en la cual participaron los cabecillas de esas brigadas paramilitares en conjunto con otros factores asociados a ellos.

Dentro del recinto deportivo quedó estructurado el plan de acción, así como las plantillas y misiones a seguir de cada integrante de grupo, quedando conformado de la siguiente manera:

Cada zona o localidad municipal debe tener una turba de respuesta rápida de no menos de 50 miembros. Éstos serán ejecutivos del Comité de Defensa de la Revolución (CDR) y otros cederistas de "prestigio y autoridad" de la zona. Es decir, los más delatores y comprometidos con el régimen.

El primer jefe será el coordinador de la zona, quien viene siendo la segunda figura política después del delegado del barrio; como segundo jefe se designó al responsable de vigilancia.

Los grupos serán activados y dirigidos por el Partido Comunista en cada municipio, y ante cualquier emergencia deben tener un plan de aviso, y lo más importante, los instrumentos a utilizar para la defensa. Aquí se incluyen los garrotes, cabillas y piedras para reprimir.

La misión de los "brigadistas rápidos" es "enfrentar y liquidar cualquier manifestación contrarrevolucionaria en su área o fuera de ella". Entiéndase por contrarrevolucionaria cualquier manifestación de crítica pública o reclamo popular hacía el régimen.

Como último punto se acordó en dicho encuentro entregar a cada coordinador un listado de los posibles desafectos al gobierno para que se establezca una constante vigilancia y seguimiento de cada individuo.

Nada, que esta puede ser la respuesta para algunos mandatarios ilusos que confían en el nuevo gobernante cubano y piensan que en un futuro inmediato, realice cambios dentro de la isla. No acaban de entender que seguir perpetuándose en el poder es su único objetivo, aunque para lograrlo tengan que apalear a un pueblo entero.

Así que, ¡cubanos, a prepararnos!, porque el que se atreva a criticar los métodos del general recibirá como respuesta más de 50 garrotazos y cualquier cantidad de epítetos por parte de las brigadas. ¡Tremenda respuesta!

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dezembro 02, 2008

OFÍCIO DIÁRIO

O blog onde Torquato da Luz reproduz os seus excelentes poemas e fotos, fez quatro anos. Espero que continue por muitos mais!

Saltar o muro

Quando se quebra o encanto e não há nada
mais a fazer que suportar a dor,
quando a noite não traz a madrugada
e o mundo se acinzenta e perde a cor,
quando parece ser o fim da estrada
e qualquer coisa diz que a caminhada
poderia ter tido outro sabor,

é mais que tempo de saltar o muro
e retomar a busca do futuro.

Torquato da Luz

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