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novembro 28, 2008

Por favor, não façam perguntas ao presidente

Subscrevo inteiramente. Mais uma vez se prova que há gente que considera que há portugueses de primeira e de segunda!

Por favor, não façam perguntas ao presidente

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novembro 27, 2008

"O CAPITALISTA" - FIGUEIREDO SOBRAL

(da minha colecção particular - eheheh)

Figueiredo_Sobral_peq.jpg

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novembro 26, 2008

NATAL - OLAVO BILAC

Jesus nasceu. Na abóbada infinita
Soam cânticos vivos de alegria;
E toda a vida universal palpita
Dentro daquela pobre estrebaria...

Não houve sedas, nem cetins, nem rendas
No berço humilde em que nasceu Jesus...
Mas os pobres trouxeram oferendas
Para quem tinha de morrer na cruz.

Sobre a palha, risonho, e iluminado
Pelo luar dos olhos de Maria,
Vede o Menino-Deus, que está cercado
Dos animais da pobre estrebaria.

Nasceu entre pompas reluzentes;
Na humildade e na paz deste lugar,
Assim que abriu os olhos inocentes
Foi para os pobres seu primeiro olhar.

No entanto, os reis da terra, pecadores,
Seguindo a estrela que ao presepe os guia,
Vem cobrir de perfumes e de flores
O chão daquela pobre estrebaria.

Sobem hinos de amor ao céu profundo;
Homens, Jesus nasceu! Natal! Natal!
Sobre esta palha está quem salva o mundo,
Quem ama os fracos, quem perdoa o mal,

Natal! Natal! Em toda a natureza
Há sorrisos e cantos, neste dia...
Salve Deus da humildade e da pobreza
Nascido numa pobre estrebaria.

Olavo Bilac

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novembro 25, 2008

UMA VERGONHA PARA A MADEIRA

Publicado em simultâneo n' A Cagarra

A nulidade absoluta que faz de conta que preside à ALM (Assembleia Legislativa da Madeira), coadjuvado por gente que é totalmente incompetente e já deveria também ter tirado as devidas ilações do ponto de vista profissional (nem consegue ensinar ao senhor uns rudimentos dos regulamentos) voltou hoje a dar a pior imagem possível da Madeira e da sua Assembleia ao permitir que um desordeiro que há largos anos assombra aquela casa voltasse a fazer das suas!

Jaime Ramos insulta deputado do PCP

"Foram 33 anos passados sob uma democracia vigiada, sob a batuta de um 'Duce', campeão de sucessivas maiorias asfixiantes, rodeado da sua corte", onde quem não concorda "é marginalizado, silenciado, posto de parte ou comprado". Esta foi uma das críticas que o deputado comunista Leonel Nunes teceu hoje contra o "regime jardinista", no seu discurso da sessão comemorativa do '25 de Novembro'.

Jaime Ramos não gostou e insultou o deputado comunista, chamando-o várias vezes de "chulo" e de "fascista". A bancada comunista pediu a intervenção do presidente da Assembleia, Miguel Mendonça, no sentido de por cobro àquele "insulto pessoal", considerado "inaceitável".

Jaime Ramos ripostou e, sob a passividade de Miguel Mendonça, ligou o microfone e justificou as declarações proferidas. "O deputado [Leonel Nunes] usou o meu nome várias vezes e segundo o regimento eu tenho o direito de me defender".

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novembro 24, 2008

BPN E OS FINANCIAMENTOS POLÍTICOS

Será que alguma vez saberemos quais os políticos e partidos que foram financiados (nas Legislativas, nas Presidenciais, nas Regionais, etc) pelo BPN?

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novembro 22, 2008

A SECÇÃO PORTUGUESA DO CLUBE DE BILDERBERG

A secção portuguesa do Clube de Bilderberg reuniu esta sexta-feira na Penha Longa com a presença de alguns membros estrangeiros.

Como é hábito nestas reuniões, foi procurado o low-profile, pelo que poucas notíiciias houve sobre o assunto e quase todas as declarações feitas foram sobre assuntos à margem da reunião.

Estranhamente, ou não, há uma foto dos participantes que foi intitulada "FOTO DE FAMÍLIA"!

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novembro 21, 2008

Cuba - Palabras prohibidas

Via: CUBANET

Leafar Pérez

LA HABANA, Cuba, noviembre (www.cubanet.org) – Existen palabras misteriosas que atemorizan de tal modo que a veces no se mencionan. En Cuba sabemos mucho sobre esto. El espectro es amplio y abarca desde los alimentos, materiales de construcción, política y enfermedades, hasta nombres de escritores y artistas. En un estado autoritario como el nuestro las autoridades son pródigas en prohibir.

Como en un filme de suspense, cuando alguien va a pronunciar una palabra prohibida, mira por encima del hombro por si hay cerca algún guardia o chivato (como se conocen a los colaboradores de la policía); entonces se te acerca al oído y en un susurro dice la frase prohibida:

-Tengo carne de res a dos fulas la libra, y la langosta a quince cañas el paquete.

Fula y caña, sinónimos de pesos convertibles, un híbrido entre dólar norteamericano y peso cubano. Aunque también cualquiera de estos personajes, como buen espía, comenta como quien no quiere la cosa:

-En el almacén de la esquina hay cemento y cabillas, no digas que yo te mandé que hay que mantener el anonimato por si hay algún escache.

En cuanto a palabras sobre temas políticos, hay tantas que se puede elaborar un pequeño diccionario. En voz baja te comentan:

-¿Oíste lo de Valenciaga? Dicen que se escachó por desearle la muerte al Caballo y por decir que el Chino no quiere cambiar nada.

Muchos de estos comentarios contienen una buena carga de especulación, ya que las palabras información y prensa libre están censuradas.

Para este oficio clandestino de pronunciar vocablos prohibidos se requiere de valor. Si la policía política se entera que alguien comentó acerca del último letrero que pusieron en contra del gobierno, o que a Fulano se lo llevaron preso por defender los derechos humanos, tenga por seguro que no la va a pasar nada bien.

La censura llega a límites insospechados. Mucho se habló del fallecimiento de nueve bebés en un hospital de la capital durante el pasado mes de julio, pero siempre en voz baja. Al médico que dio la información por poco lo desaparecen. Sus vecinos lo tildan de loco porque sólo los chiflados se atreven a desafiar al gobierno.

Palabras relacionadas con el sector de la salud como epidemia, leptospirosis, conjuntivitis, paludismo, tuberculosis o dengue forman parte de las innombrables. Aunque las personas están conscientes de que cuando se pronuncian, aunque sea de forma velada, la salud de muchos corre peligro.

La población sabe, dice y comenta que el Primer Secretario del Partido Comunista en la capital, Pedro Sáenz, activó nuevamente al estado mayor de lucha contra los vectores. Que se reunió con las direcciones provinciales de Comunales y Aguas de La Habana para controlar, junto al Ministerio de Salud Pública, la naciente epidemia de dengue que afecta a los habaneros.

Los funcionarios que se encargan de lidiar contra el mosquito Aedes Aegypti ya no hablan de tomar medidas preventivas sino de controlar las zonas de alto riesgo.

Las avionetas han intensificado las fumigaciones, los inspectores de salud explican que cuando en la cuadra fumigan tres veces a la semana no es porque haya dengue, sino porque hay algunos casos de fiebre, y por eso se mandó a fumigar el área.

Varios hospitales han habilitado salas para los casos que se presentan, como el Salvador Allende. A muchos pacientes se les ha dado de alta antes de tiempo con el argumento de que van a realizar reparaciones, mientras los mosquiteros siguen llegando.

Hay dengue en la capital. Se comenta, hay datos suficientes para confirmarlo. Pero las autoridades no tienen valor para mencionar la palabra, aún cuando está en juego la vida de muchas personas.

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novembro 20, 2008

MAIS UM A QUEM O PORTAS VAI OFERECER UM PAR DE PATINS!

O ditadorzinho não admite dissonâncias, logo Miguel Brito não vai durar muito no CDS...

Líder do CDS-Braga defende regresso de Monteiro ao partido

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Jorge Ferreira, ou o imperativo de tomar partido

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A não perder a entrevista de Manuel Azinhal a Jorge Ferreira no blog o sexo dos anjos:

As nossas elites preferem comer fast ideas, do que dar-se a muitas trabalheiras de pensamento. Quanto à acção, nem falar… O que sinto mais e é sobretudo contra isto que dirijo o Tomar Partido é a cultura medíocre de desancar políticos, futebolistas, manequins nos cafés e andar às palmadinhas nas costas dos mesmos, mal se tem uma oportunidade ou uma câmara de televisão à mão. Isto é a cobardia pura. Bem sei que somos todos primos uns dos outros e que nos encontramos nas mesmas ruas, nas mesmas praças. Esse é o principal factor que leva os portugueses a tomar um partido cúmplice, porque inconsequente. Sucede que numa época de cavalgada dos relativismos, dos permissivismos e da ausência de valores, acho que a atitude de tomar partido é ainda mais necessária. Mesmo que nos custe solidões, pobreza ou desencanto. É como se o círculo mental coimbrão tivesse tomado conta do país. Um professor de Coimbra expõe a tese a favor, a tese contra e depois constrói uma tese própria, que é a “eclética”, que traz um bocadinho de cada uma e assim vamos ficando de bem com Deus e com o Diabo.

Leia integralmente, aqui

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UMA EXCELENTE CARACTERIZAÇÃO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA MADEIRA

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"Uma Assembleia virtual que devora 17 milhões" - José Manuel Coelho (PND).

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novembro 19, 2008

UMA INJUSTIÇA (OU VÁRIAS)

Em poucas horas, fomos confrontados com opiniões vinda do estrangeiro pouco abonatórias sobre dois grandes políticos portugueses:

Fischer ao “El Mundo”

Barroso é “tão frágil” que terá novo mandato

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Teixeira dos Santos é o pior ministro europeu das Finanças no "ranking" do FT

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ENTÃO E ESTE?

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Jaime Silva


E ESTE?

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Manuel Pinho


E ESTA?

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Manuela Ferreira Leite


E ESTE?

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Alberto João Jardim


É UMA INJUSTIÇA! É SEMPRE ASSIM, TANTA GENTE DE VALOR EM PORTUGAL E NÃO SÃO RECONHECIDOS NO ESTRANGEIRO!

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novembro 18, 2008

SANTA MARIA DA FEIRA - CASTELO

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novembro 17, 2008

NO PAIS DA CORRUPÇÃO E DO AMIGUISMO (II)

No bloco central dos interesses, vão-se protegendo uns aos outros...

BPN: PS chumbou pedido de audição de vários ex-administradores para esclarecerem gestão

Não vá vir-se a saber que também há gente do PS implicada... Mas não se preocupem, que o homem diz que não vai falar sobre mais ninguém...

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novembro 16, 2008

NO PAIS DA CORRUPÇÃO E DO AMIGUISMO

Porque será que quase nenhum jornal publicou este despacho da Lusa?

SERÁ FALTA DE INTERESSE OU NÃO INTERESSA?

QUEM SÃO OS POLÍTICOS BENEFICIADOS PELO BPN?

Santa Maria da Feira, 15 Nov (Lusa) - O presidente demissionário do Partido da Nova Democracia (PND), defendeu hoje que é preciso apurar quais são os partidos políticos beneficiados nas suas campanhas eleitorais pelo Banco Português de Negócios (BPN).

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"Independentemente dos erros ou das omissões que o Governador do Banco de Portugal possa ter cometido, está tudo a atirar poeira para cima dele (Vítor Constâncio) para desviar as atenções dos partidos e dos políticos que ao longo dos anos foram financiados e beneficiados pela existência do BPN", disse Manuel Monteiro.

Falando aos jornalistas à margem do Conselho Geral do PND, em Santa Maria da Feira, onde oficializou a demissão do cargo que ocupava desde 2003, Manuel Monteiro frisou que as responsabilidades no caso do BPN não podem ser atribuídas "num único sentido".

"Temos de ter uma direita que diga o seguinte: andam à pressa a nacionalizar o banco, não é para salvaguardar os depósitos dos seus depositantes, nem tendo em vista a estabilidade no mercado financeiro, mas para que as poucas-vergonhas feitas em conluio com a classe política nacional não sejas descobertas", sublinhou.

"Andam à pressa a nacionalizar o banco para que não se ponha a nu aquilo que provavelmente muitos dirigentes partidários dos partidos que estão no paramento sabem e vieram a beneficiar", acrescentou, sem avançar com qualquer nome.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:25 PM | Comentários (2) | TrackBack

novembro 14, 2008

MADEIRA - É ÓBVIO QUE NÃO ESTÁ REPOSTA A NORMALIDADE

Enquanto não houver um parlamento que funcione com normalidade, um parlamento onde as propostas sejam discutidas e votadas pelo seu mérito e não como actualmente em que qualquer proposta da oposição é liminarmente rejeitada pelo poder, por vezes para ser apresentada novamente tal qual e votada favoravelmente pelo partido de AJJ;

Enquanto houver deputados e governantes que chamam a outros coisas como "drogado", "chulo", "pulhas", "rascas" ou "vaca" (e em face disto, "burro", "delinquentes" ou "bando de loucos", já é a normalidade);

Enquanto houver um presidente de governo regional que insulta a seu belo prazer adversários e jornalistas sempre que algo lhe desagrada e que apela à violência popular sobre a oposição;

Enquanto houver deputados que agridem outros (ainda por cima pelas costas...);

Enquanto houver uma maioria prepotente que não respeita os direitos da oposição;

Enquanto for a ALM que responde perante o Governo ao contrário do estabelecido;

Enquanto for cada vez mais limitada a intervenção da oposição, com sucessivas alterações ao regimento;

Enquanto o presidente da ALM e os seus ajudantes não conhecerem as leis e os regulamentos;

Enquanto a Comissão de Regimento e Mandatos tiver dois pesos e duas medidas relativamente a pedidos de levantamento de imunidade;

Enquanto os membros do Governo se eximirem a comparecer na Assembleia para explicar as suas propostas ou para justificarem as suas opções;

Enquanto as comissões especializadas não debaterem absolutamente nada, demorando frequentemente apenas alguns minutos, o que significa a negação total da essência do trabalho parlamentar;

Enquanto forem recusadas liminarmente quaisquer propostas de inquéritos parlamentares;

Enquanto a maioria for protelando sine-die o agendamento de propostas da oposição;

Enquanto a oposição vir sistematicamente os seus requerimentos na Assembleia ficarem sem qualquer resposta;

Enquanto o normal funcionamento do mercado for impedido pelo favorecimento aos empresários do regime a quem é inclusivé permitido operar em determinados sectores sem licença ou sem cumprir as regras que são impostas a outros;

Enquanto as forças de segurança na ilha se recusarem a fazer cumprir as leis por estarem enfeudadas ao poder instalado;

Enquanto alguns tribunais se esquecerem que deviam ser totalmente autónomos do poder político e não é perante este que respondem;

Enquanto quem ousa afrontar o polvo for perseguido no seu local de trabalho ou nos seus negócios;

Enquanto continuar a existir delito de opinião nesta ilha;

Enquanto as sucessivas ilegalidades cometidas pelo poder continuarem a ser branqueadas por aqueles que tinham a responsabilidade de ser os garantes de um Estado de direito e pelo cumprimento escrupuloso da ordem e da legalidade;

É ÓBVIO QUE NÃO HÁ QUALQUER NORMALIDADE!

Publicado também n'A CAGARRA, Democracia Liberal e Diário de Notícias da Madeira (cartas dos leitores)

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Cuba - Crisis en la Educación

Via: CUBANET

Miriam Leiva

LA HABANA, Cuba, noviembre (www.cubanet.org) - El VIII Pleno del Comité Nacional de la Unión de Jóvenes Comunistas efectuado a comienzos de noviembre abordó la difícil situación de la educación en Cuba, con la participación de altos dirigentes, según publicó la prensa nacional.

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El sistema educacional ha acusado un deterioro progresivo desde comienzos de la década de 1990, bajo la influencia de la crisis económica resultante del fin de las subvenciones del bloque soviético, por la disminución de los recursos materiales y el traslado masivo de maestros y profesores a otras profesiones, fundamentalmente el turismo para alcanzar mejores salarios y reconocimiento social. En tanto, se intensificó su envió a Venezuela y otros países, como exportación de servicios.

La respuesta gubernamental no fue procurar mejores condiciones para la permanencia de personas capacitadas y la captación de nuevos ingresos, sino la instrucción masiva en pocos meses de miles de ¨maestros emergentes¨ con jóvenes a partir de noveno grado. Para incentivarlos se facilitó la continuación de estudios universitarios, sin suficiente base, y mientras debían continuar su formación docente, preparar clases, impartir todas las materias y adaptarse a vivir en albergues a cientos de kilómetros de sus hogares.

El resultado ha sido superficialidad en la instrucción, la falta de disciplina y respeto entre maestros y alumnos con edades y madurez similares, falta de estímulos para continuar estudios superiores, con especial rechazo a la pedagogía. Estos problemas, entre otros, fueron alertados tempranamente por pedagogos y periodistas independientes, llevados a prisión en marzo de 2003 y condenados hasta 28 años de cárcel.

Pero en el transcurso del presente año, respondiendo al llamado de Raúl Castro a expresar criterios, uno de los asuntos abordados con mayor fuerza ha sido la crisis en la educación. No era cuestión sencilla, pues se conoce que esta esfera y sus planes fueron personalmente guiados por Fidel Castro. El VII Congreso de la Unión de Escritores y Artistas de Cuba (UNEAC) efectuado en abril, escuchó crudas opiniones, como la de Alfredo Guevara: ¿Puede la escuela primaria y secundaria y el preuniversitario tal cual han llegado a ser regentados por criterios descabellados e ignorantes de principios pedagógicos, psicológicos, elementales y violadores de derechos familiares, ser formadora de niños y adolescentes, y por tanto fundar futuro?

La sesión ordinaria de la Asamblea Nacional del Poder Popular realizada en junio abordó el tema. Estuvieron los criterios de la Presidenta de la Asociación de Pedagogos de Cuba, Nidia González, de que “a los jóvenes maestros les falta capacitación y experiencia, y en algunos casos carecen de la adecuada comunicación con sus estudiantes para garantizar la disciplina correcta”.

Para tratar de paliar los graves problemas planteados, el General Raúl Castro aprobó el Decreto-Ley 260 sobre el tratamiento laboral y salarial a maestros y profesores jubilados, para que reanudaran la docencia en el curso que se iniciaría en septiembre. A pesar del cobro de la pensión y el salario correspondiente, en La Habana sólo se han reincorporado 658.

El Pleno de la UJC, con la presencia del Primer Vicepresidente Machado Ventura, el Vicepresidente José Ramón Fernández, los ministros de Educación y Educación Superior, abordó el déficit de maestros, la orientación vocacional y el papel de la UJC para revertir la actual situación. Se trató especialmente la situación en la capital, donde a pesar del traslado de alrededor de 5 mil jóvenes de las otras 13 provincias del país, se necesitan 8 mil 576 maestros; de ellos 2 mil 054 en la enseñanza primaria, 4 mil 396 en secundaria, 927 en la enseñanza técnica profesional (ETP) y el resto en preuniversitario. En la actualidad, ocupan sus puestos profesores en formación, por contrato y otros docentes. Se señalan mayores dificultades aún en inglés, educación física y de profesores generales integrales (PGI) en los institutos preuniversitarios vocacionales de Ciencias Exactas (IPVCE) y en dos centros de ETP.

De acuerdo a las mismas fuentes de periódicos nacionales, la Dirección Provincial de Educación atribuye las causas al éxodo, la inactividad y los bajos niveles de ingreso a la formación pedagógica. Se planificó el ingreso de 575 estudiantes a los institutos superiores pedagógicos este año y sólo se incorporaron 488. Se explica la baja incorporación a ese nivel y a los institutos preuniversitarios vocacionales de ciencias pedagógicas por desmotivación vocacional debido a la carencia de calidad de las clases recibidas, desconcierto al elegir carreras e insatisfacciones laborales. Hay jóvenes que optan por carreras pedagógicas como un escape, pues el servicio militar obligatorio se reduce a 14 meses, pero luego no hacen efectiva la matricula.

El primer secretario de la UJC señaló que ¨la formación del maestro tenemos que asumirla, no como una cuestión emergente, sino con proyecciones permanentes, incentivando y despertando interés.¨ La debacle en el sector más divulgado como uno de los mayores logros de la revolución, parece finalmente llevar al reconocimiento de que los formadores de los técnicos, científicos, intelectuales obreros calificados y ciudadanos en general no pueden crearse a capricho y con precipitación.

Desde hace años se deteriora la impartición de conocimientos, la formación de valores, la disciplina y el respeto que crean las bases para el desarrollo de la sociedad.

Pero superar los problemas requiere motivaciones diversas, en primer lugar el reconocimiento social del maestro, salarios dignos, condiciones laborales adecuadas con planes docentes modernos y recursos materiales, así como la eliminación del condicionamiento y las reuniones políticas. Igualmente debe recuperarse el papel de la familia en la decisión de la educación e instrucción de niños y adolescentes, muchísimos separados arbitrariamente en escuelas internas.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:30 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 13, 2008

SEPARADOS À NASCENÇA

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PSD na Madeira contrata construção de teleférico antes de estudo ambiental, PS em Lisboa assina contrato para terminal de contentores, antes de estudo ambiental.

Cambada!

Publicado por João Carvalho Fernandes às 06:00 PM | Comentários (0) | TrackBack

O Oásis de Jardim

No blog Hipocrisias indígenas:

O governo regional da Madeira decidiu administrativamente, por portaria, avaliar com “bom” os professores em exercício no arquipélago.
“Para todos os efeitos de avaliação do desempenho dos docentes contratados, de transição ao 6º escalão e progressão na carreira dos docentes do quadro, o tempo de serviço prestado nos anos escolares 2007/08 e 2008/09, considera-se classificado com a menção qualitativa de Bom”, determina o artigo 1º da portaria 165-A/2008, publicada a 7 de Outubro na II Série do Jornal Oficial da região. O segundo e último artigo adianta que “o presente diploma entra imediatamente em vigor”.
Pelo decreto legislativo regional nº 6/2008/M, de 25 de Fevereiro, o executivo de Alberto João Jardim aprovou o Estatuto da Carreira Docente, incluindo o regime de avaliação, a vigorar na Madeira, mas não procedeu ainda à respectiva regulamentação.
“A fim de evitar hiatos legislativos importa contemplar em sede de avaliação do desempenho, a situação dos docentes” no presente e anterior ano lectivo, justifica a portaria assinada pelo secretário regional da Educação.

Alberto João Jardim continua imparável e leva assim ao extremo o seu próprio conceito de avaliação dos professores.
Sem tempo para discussões que isso são mariquices de democracias enfraquecidas e com base em critério de um exemplar rigor....

O Professor Cavaco, mais uma vez, assobia para o ar...................
Força Portugal!

Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:48 PM | Comentários (1) | TrackBack

novembro 12, 2008

BOKASSA DO FUNCHAL APELA À VIOLÊNCIA SOBRE A OPOSIÇÃO

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"Mas, não posso estar em todo o lado e por isso peço ao povo que vá tratando deles enquanto eu vou trabalhando", apelou.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:00 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 11, 2008

Vital Moreira critica "silêncio" de Cavaco Silva sobre caso de deputado do PND na Madeira

Com a devida vénia à RTP

Lisboa, 11 Nov (Lusa) - O constitucionalista Vital Moreira criticou segunda-feira o silêncio do Presidente da República e também da líder do PSD sobre o caso do deputado do Partido da Nova Democracia (PND) impedido quinta-feira de entrar na Assembleia Legislativa Regional da Madeira.

Em declarações à radio TSF, Vital Moreira defendeu que Cavaco Silva já deveria ter falado publicamente para condenar esta situação.

Vital Moreira falou de "conspiração do silêncio" e considerou que o que aconteceu ao deputado do PND foi o "aniquilamento" dos direitos da oposição.

«Penso que se justificava, para tranquilidade pública, para repor a confiança das instituições, que o Presidente da República viesse dizer aquilo que se está a passar», disse», sublinhando que «não podem continuar a ocorrer situações destas».

Para Vital Moreira, o caso do deputado do PND é «inaceitável», representando a "destruição" dos direitos mais básicos da oposição numa democracia.

Entretanto, o deputado único do PND exigiu a comparência do líder parlamentar do PSD/M Jaime Ramos, terça-feira, na conferência de líderes da Assembleia Legislativa da Madeira, para explicar "o estado de sítio que se instalou na Região".

José Manuel Coelho defendeu que a reunião deve ser aberta à comunicação social, apontando que só dessa forma "todos os madeirenses e portugueses podem ter conhecimento directo das posições e posturas nelas assumidas pelos diversos líderes parlamentares".

Tudo, conclui, "num momento em que a Assembleia Legislativa da Madeira está suspensa, funciona de modo ilegítimo e ilegal e é presidida por quem, no exercício de funções, incorreu na prática de crimes graves".

O deputado único do PND está no centro da polémica instalada no parlamento madeirense depois de ter exibido na passada quarta-feira uma bandeira nazi no plenário da Assembleia Legislativa da Madeira, que disse ser um recurso "hiperbólico" para protestar contra "a ditadura na Madeira".

Este acto de José Manuel Coelho levou a maioria do PSD/Madeira a aprovar um requerimento suspendendo-lhe o mandato, decisão que foi considerada ilegal.

O deputado foi ainda impedido, quinta-feira, de entrar nas instalações da Assembleia Lelislativa para participar numa sessão plenária com recurso a seguranças privados.

Por seu turno, o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, afirmou segunda-feira que a polémica em torno do deputado do PND que exibiu uma bandeira nazi no parlamento é um "acontecimento para pessoas que gostam de anedotas".

O líder madeirense declarou ainda que os acontecimentos que marcaram a vida política regional na passada semana não o "preocupam" e criticou a "qualidade do jornalismo" na cobertura destes eventos.

FC.

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novembro 10, 2008

SIM, SR. PRIMEIRO -MINISTRO....

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Sócrates:o país precisa de «entendimentos, de negociações e de compromissos, que são para ser honrados».

Como por exemplo a promessa de fazer um referendo ao Tratado de Lisboa?

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novembro 07, 2008

La economía cubana sin rumbo

Via: Unión Liberal Cubana

Por Elías Amor Bravo, Valencia

SE HAN ENCENDIDO las alarmas económicas en Cuba. El mismo día en que Barack Obama obtenía la victoria en las elecciones presidenciales de Estados Unidos, dos representantes del régimen castrista se han descolgado con sendas declaraciones en las que vienen a confiar en un resultado de la economía cubana positivo para el presente año y el que viene. ¿Propaganda para ocultar la realidad?

Primero, el vicepresidente Carlos Lage afirmó que la economía del país crecerá alrededor de un 4% en el 2008, a pesar del paso de dos huracanes que dejaron pérdidas superiores al 10 por ciento del Producto Interior Bruto (PIB), y añadió con un exceso de optimismo, “va a crear condiciones para seguir avanzando en los años siguientes''. Si eso es así, el descenso del crecimiento económico, oficialmente reconocido, será de la mitad con respecto al año anterior. Un auténtico mazazo para la economía de la Isla.

También, José Luis Rodríguez, ministro de Economía y Planificación, durante la última jornada del III Congreso de Economía de la Salud latinoamericano y caribeño, insistió en la misma línea, al señalar que “el presente año será de crecimiento económico para Cuba, a pesar de que el segundo semestre, por el azote de los huracanes, no arroje los resultados del primero, el cual cerró con un 6%”.

No es fácil compartir ese optimismo de los dos representantes castristas en materia de asuntos económicos. La discusión sobre el crecimiento real de la Isla se viene desarrollando en los últimos años, sobre todo desde que CEPAL renunció a dar por oficiales las cifras ofrecidas por el gobierno cubano al computar con criterios metodológicos distintos a los empleados en Naciones Unidas la magnitud del producto interior bruto y su tasa de crecimiento. Ante la disparidad en las cifras, se ha tenido que aceptar la estimación elaborada por el régimen que, por obra y gracia de los cálculos realizados, coloca a la Isla al frente de las potencias regionales e incluso mundiales, en términos de crecimiento económico, algo que, obviamente, no se observa de forma directa en la realidad social cotidiana de la vida de los cubanos.

El presente año, con el paso de los ciclones, y la destrucción física producida, no hay margen para el optimismo, sobre todo, si se tienen en cuenta las enormes dificultades que está teniendo Raúl Castro para aplicar las medidas que, a bombo y platillo, anunció al poco de pasar a dirigir los destinos del país. Ni la entrega de tierras ha venido funcionando de forma adecuada, ni la captación de divisas ha dado los frutos apetecidos tras la autorización a los cubanos a utilizar la infraestructura turística reservada sólo a extranjeros, o la venta de determinados tipos de electrodomésticos. Nadie, con unos conocimientos básicos de las reglas de funcionamiento de una economía, puede estar de acuerdo con que este tipo de medidas de parcheo de la realidad, puedan servir para resolver los problemas reales de la Isla: falta de mercado, ausencia de propiedad, predominio del colectivismo, ausencia de productividad, escasez de ventas en el exterior, insuficiente capacidad competitiva. Nada parece ir en la dirección adecuada, ni podrá desplegar sus potencialidades hasta que el régimen no se percate de cuál es la dirección y el sentido de los cambios que se necesitan en Cuba.

Una revisión de los principales sectores de la economía puede ofrecer algunos datos para el análisis. La agricultura, tal y como reconocen abiertamente las autoridades, se encuentra paralizada. El propio Lage subrayó que “los destrozos de los huracanes harán que la agricultura tarde en recuperarse ''meses, tal vez un año'', y ''varios años'' en el caso de la vivienda, pues se calcula que se perdieron medio millón de casas”. Mientras tanto, se recurre a las compras a corto plazo de granos y carne de ave a Estados Unidos o Canadá para afrontar las hambrunas de la población.

El sector turístico de la Isla se ha visto afectado por los ciclones, pero lo peor llegará con los efectos negativos sobre la demanda, provocados por la grave crisis internacional, sobre todo en este último tramo del año y principios de 2009, cuando se concentra la temporada alta en la Isla. También lo reconocen las autoridades; según Lage ''En septiembre [el turismo] bajó un poco, por la situación puntual de los huracanes. En estos momentos está volviendo a crecer y, por lo que se avizora, (será) una temporada alta buena'', agregó (la temporada alta cubana corresponde al invierno del hemisferio norte). Esperemos que ese sentido de la intuición les funcione alguna vez, pero las cifras que manejan los especialistas en turismo no son halagüeñas para el próximo año.

Por la misma razón, las remesas que envían las familias a la Isla, en un entorno de crisis global, se verán reducidas de forma significativa. Un aspecto a tener en cuenta, por cuanto su magnitud en volumen, y su relevancia cualitativa que proporciona capacidad adquisitiva real a una parte destacada de la población, son fundamentales para comprender la capacidad de financiación a corto plazo de la economía cubana.

Las materias primas están en declive ante la caída de la demanda mundial de metales, y el níquel cubano también lo acusa de forma importante, y con ello los ingresos procedentes del comercio exterior. En tales condiciones, la posición deficitaria de la economía se va a acentuar, y la presión ejercida por un gobierno empeñado en producir él solo todos los bienes y servicios, volverá a estrangular las posibilidades reales de la economía cubana, en línea con lo que ha venido siendo su modelo de funcionamiento en estos últimos 50 años.

Por lo tanto, habrá que esperar a ver, pero las previsiones no son optimistas, y cabe esperar que ni siquiera los cambios que la Administración demócrata pueda aplicar hacia los residentes cubanos en Florida vaya a beneficiar en la actual coyuntura a un régimen que se sostiene, y también lo reconocen las autoridades, con el petróleo de Venezuela que, por otra parte, ya está a 60 dólares el barril y en caída libre. Ustedes ya me entienden.

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novembro 06, 2008

A RAZÃO DE JOSÉ MANUEL COELHO - JORGE FERREIRA

Jorge Ferreira escreve sobre os acontecimentos na Madeira, no TOMAR PARTIDO:

A RAZÃO DE JOSÉ MANUEL COELHO (1)

A RAZÃO DE JOSÉ MANUEL COELHO (2)

A RAZÃO DE JOSÉ MANUEL COELHO (3)

A RAZÃO DE JOSÉ MANUEL COELHO (4)

A RAZÃO DE JOSÉ MANUEL COELHO (5)

e por fim, A DEMOCRACIA NA MADEIRA

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Madeira - Confusão na Assembleia

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Veja o VÍDEO da verdadeira oposição na Madeira, a única que percebeu que para lutar contra Alberto João Jardim é necessário usar as mesmas armas.

Deputado impedido de entrar gera nova polémica

Foi mais uma manhã conturbada na Assembleia Legislativa da Madeira. Impedido de entrar por ordens do Parlamento depois de ontem ter exibido uma bandeira nazi no plenário, o deputado do PND gerou nova confusão à porta da Assembleia. José Manuel Coelho foi barrado por vários seguranças de uma empresa que presta serviço para a ALRAM, hoje com contingente fortemente reforçado. Perante a impossibilidade de entrar o deputado, foi o líder do partido que entrou para a bancada da assistência de onde protestou enquanto decorriam os trabalhos. O presidente da Mesa acabou por pedir a evacuação da sala reservada a populares de onde Baltazar protestava e a sessão foi novamente interrompida por largos minutos. Já na porta, Baltazar e Coelho continuavam os protestos a que assistiam dezenas de pessoas, entre os quais alguns turistas que registaram o momento em fotografia.

À porta mantiveram-se os seguranças sob olhar atento de vários agentes da PSP, incluindo alguns oficiais.

Passados vários minutos, os trabalhos foram retomados. Nos corredores do Parlamento era notória a consternação entre os deputados da maioria. Os da oposição mostravam-se divididos. Por um lado discordam da atitude e dos métodos do PND, por outro lado lembravam que este ambiente fortemente crispado resulta de 30 anos de maioria social-democrata.

Os trabalhos decorrem neste momento com alguma normalidade. José Manuel Coelho acabou por abandonar as instalações mas nas duas portas do Parlamento permanecem os seguranças numa imagem pouco habitual na 'Casa da Democracia' da Madeira.

Artur de Freitas Sousa; Miguel Silva

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VÍCIOS PRIVADOS, PÚBLICAS VIRTUDES....

Para além do que já sabiamos sobre o personagem, agora as declaraçoes do amigo (com amigos destes nem são precisos inimigos...):

Entrevista de Miguel Esteves Cardoso à revista Sábado de 30 de Outubro

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É verdade que O Independente se fechava à quinta-feira pela noite fora com muitas garrafas de uísque e cocaína à mistura?

A coca no sentido físico só apareceu na revista Kapa, aí no sexto número. N’O Independente nunca houve. Havia era dinintéis aos caixotes [Dinintel é o nome de uma droga da classe das anfetaminas, vulgarmente denominada de speed, pelos efeitos de estimulação do sistema nervoso. Na época era legal, entretanto foi proibida].

E álcool? Alguma vez teve a noção de que fechavam o jornal todos bêbados?

Então não?! Quando falas em álcool deves estar a imaginar uma garrafa ou duas ou não sei quê. Eram às caixas, centenas de garrafas, com sacos de gelo! E o Dinintel era às caixas. Na altura era às lamelas. Cada um tomava uma lamela. Toda a gente sem excepção tomava. E depois era quase um saco de gelo por pessoa. Mas não bebíamos qualquer coisa, Eram whiskies irlandeses óptimos, gins, bebidas bem feitas com lima e gelo. Não era como no Expresso. Eram bebidas impecavelmente feitas, com lima, gelo, à maneira!

O Paulo Portas também bebia?

Não. O Paulo era só comprimidos. Fazia imensas directas e andava sempre de jeans. Não era nada betinho, apesar de não beber álcool. O Dinintel sim.

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novembro 05, 2008

HERDEIRO DE AÉCIO

Um blog que apenas descobri recentemente... E já faz hoje 3 anos!

Herdeiro de Aécio

Por acaso até conhecia o autor, foi meu colega na Universidade. Continua igual, cheio de ironia...

Entra directamente para a área do QUADRO DE HONRA pela inegável qualidade!

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BPN - ESTÓRIAS EDIFICANTES (III)

In Público - via Club K Angola

(Abril 2008)

As várias relações existentes entre a Sociedade Lusa de Negócios (SLN), "holding" que controla o Banco Português de Negócios (BPN), e capitais angolanos estão a ser vistas à lupa pelas autoridades de fiscalização nacionais.

Em causa estão não só capitais angolanos geridos pelo BPN, mas também parcerias que a instituição, agora liderada por Abdool Vakil, mantém com empresas no Brasil e em Angola.

Uma das autoridades que estão a investigar o BPN é o Banco de Portugal (BdP), no quadro das suas competências de supervisão. Em causa poderá estar o recurso a fundos africanos para alavancar a actividade (desenvolver investimentos em sectores dispersos e remunerar os accionistas e os clientes com juros acima da média do mercado), situação que o BPN alega não ter "fundamento algum".

O PÚBLICO sabe, no entanto, que o BdP chamou o actual CEO do BPN, Abdool Vakil, de forma a, entre outras coisas, aclarar as ligações entre accionistas do BPN e da SLN, mas também apurar a dimensão e extensão dos negócios que a holding (que detém posições em empresas de áreas muito diversificadas) mantém com a instituição que domina. Na sua acção de auditoria, o supervisor visa igualmente recolher informações sobre os accionistas da SLN (e do BPN) com ligações a off-shores para identificar quem são os reais donos destes veículos.

Confrontado com o facto de o grupo desenvolver negócios estratégicos com o Banco Africano de Investimento (BAI), instituição controlado pela Sonangol e pela Endiama, empresa de diamantes de Angola, o BPN admitiu a relação. O BAI, cujo vice-presidente é o CEO da petrolífera angolana, Manuel Vicente (de acordo com o site do banco), tem cerca de 20 por cento do BPN Brasil. O BAI conta ainda, entre outros, com capitais portugueses, como a construtora Soares da Costa. No final de 2007, o BAI co-liderou uma emissão de obrigações do Tesouro para o Governo de Angola.

O grupo BPN está também aliado à Angola Consulting Resources (ACR) do ramo petrolífero, onde a SLN está presente com vinte por cento do capital. Numa primeira fase, o BPN negou "ter qualquer participação" e "desconhecer" mesmo associação à ACR. Mais tarde, depois de ter sido novamente questionado, desta vez para comentar o facto de o banco Efisa (que está integrado no BPN) ser detentor de 20 por cento da ACR, optou por esclarecer que não era o Efisa, mas sim a SLN que possuía as acções. A ACR, que tem posições em poços de petróleo, é ainda detida, segundo informações divulgadas na imprensa, pelo Banco de Poupança e Crédito (BPC), de capitais públicos angolanos. O BPN esclareceu que, com o BPC, apenas "tem relações interbancárias, normais entre bancos", ignorando a parceria na ACR.

Tal como o BdP, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esteve no BPN a realizar uma auditoria prudencial. A CMVM debruçou-se apenas sobre a gestão de activos na tentativa de saber como são administrados os capitais, designadamente os fundos angolanos à guarda do banco português. O BPN alega, no entanto, nunca ter sido inquirido sobre as ligações com Angola.

A par das autoridades de supervisão, o Ministério Público, actuando no âmbito da Operação Furacão, já convocou accionistas do BPN e da SLN, com assento no conselho geral, bem como gestores das duas instituições, para prestarem declarações. "Temos por hábito colaborar com a Justiça naquilo em que podemos ser úteis prestando esclarecimentos para dissipar eventuais dúvidas que surjam", explicou o BPN. A intervenção policial foi desencadeada em 2004 e envolveu os sectores de private-banking (a área que gere as grandes fortunas) de quatro bancos: BPN, Banco Espírito Santo, Banco Comercial Português e Finibanco. Em causa estão eventuais práticas de crimes de branqueamento de capitais, abuso de confiança, fraude fiscal qualificada, associação criminosa ou apenas incumprimento fiscal.

Nas mãos do Ministério Público está ainda uma denúncia anónima contra o BPN que aponta para ilicitudes no uso de off-shores que poderão envolver branqueamento de capitais. Oficialmente, o BPN opera através de sociedades em paraísos fiscais localizados nas ilhas Caimãs, em Cabo Verde e na Madeira.

As indagações ao BPN e aos seus responsáveis surgem num momento de grande instabilidade accionista depois de Oliveira e Costa ter sido substituído por Abdool Vakil. Joaquim Coimbra, grande accionista do banco, surge também como uma das figuras preponderantes na definição da estratégia do BPN. A actual situação já levou o BdP a aconselhar a SLN a avançar com um aumento de capital, a aprovar na assembleia marcada para a segunda quinzena de Maio.

BAI Europa é representado por Tavares Moreira

Criado em 1996, o Banco Africano de Investimentos (BAI) iniciou a sua internacionalização com a constituição do BAI Europa em Lisboa e com a compra de 20 por cento do BPN Brasil.

O banco, que tem a Sonangol como um dos principais accionistas, detém 2,5 por cento da Fomentinvest (liderada por Ângelo Correia, e que conta com accionistas como Ilídio Pinho, BES, FLAD, CGD e Banif), tendo passado essa participação para o BAI Europa em 2006. Actualmente, o BAI Europa é representado por Tavares Moreira, ex-governador do Banco de Portugal.

Ainda em 2006, o banco angolano liderado por José de Lima Massano fez um aumento de capital para, segundo a instituição, criar condições para o processo de expansão. Com receitas de 142 milhões de dólares e lucros de 44 milhões de dólares em 2006, o BAI está ainda presente em Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe.

Também a Angola Consulting Resources (ACR) tem ligações à Sonangol, sendo sua parceira em, pelo menos, um bloco petrolífero. Liderada por Carlos Amaral, a empresa foi criada em 2003, operando essencialmente na área de consultoria e de serviços, como a gestão de fundos e pagamentos.

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novembro 04, 2008

BPN - ESTÓRIAS EDIFICANTES (II)

Público de 16 de Fevereiro de 2005, in: Infoprojecto21

O Amigo Libanês de Manuel Dias Loureiro

Por CRISTINA FERREIRA
Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2005

Num livro publicado em Espanha em 2004, o dirigente social-democrata Manuel Dias Loureiro surge como sócio do libanês Abdul Rahman El-Assir, ali citado como "traficante de armas", e, segundo a imprensa internacional, uma das personalidades mencionadas na mega-investigação que nos anos 80 envolveu um banco ligado ao narcotráfico internacional. Em declarações ao PÚBLICO, Dias Loureiro explicou que deu já indicações a um advogado, em Espanha, para impedir que em futuras edições o seu nome continue a constar como "sócio" de El-Assir, mas reconhece que o empresário o ajudou "a resolver um negócio em Marrocos" e admite manter com ele uma relação de amizade, tendo sido por seu intermédio que conheceu o Rei de Espanha, Juan Carlos.

"Logo que tive conhecimento da existência desse livro, procurei agir de modo a repor a verdade dos factos e a evitar que em futuras edições essa mentira fosse repetida," disse ao PÚBLICO Dias Loureiro, 54 anos, quando confrontado com a informação de que seria sócio de Abdul Rahman El-Assir, conforme consta da obra publicada em Espanha, com o título "Los PPijos". Os autores, os jornalistas Carlos Ribagorda e Nacho Cardero, analisam uma nova geração de políticos/homens de negócio do Partido Popular espanhol, à volta dos 40 anos, agrupada em torno de Alejandro Agag, genro de José Maria Aznar. À data da edição do livro, Agag era oficialmente colaborador do Banco Português de Negócios (BPN), de que é accionista Dias Loureiro.

Após tomar conhecimento da publicação de "Los PPijos", conta o dirigente social-democrata, que encarregou o professor de Direito Penal da Universidade de Valência Javier Beox de accionar os procedimentos necessários a clarificar o seu relacionamento com o libanês. Em declarações ao PÚBLICO, Beox confirmou ter "interposto" um requerimento notarial a solicitar a correcção apenas da informação constante em "Los PPijos", que indica o seu cliente como "sócio" deEl-Assir. Isto, por se entender que a alusão "afecta o seu bom nome". O notário pode aceitar o pedido de Dias Loureiro ou recusá-lo. "[Se for assim], afirma o ex-deputado, depois decidiremos."

O amigo libanês

Contactado telefonicamente pelo PÚBLICO El-Assir afirmou não ter qualquer ligação empresarial com Dias Loureiro, que "é apenas um grande e bom amigo". O empresário libanês confessou não ter lido "Los PPijos" , considerando que "nem tudo o que se escreve é verdade".

A imprensa espanhola ("El Mundo", 16/05/04) menciona o facto de El-Assir, de 54 anos, e com nacionalidade espanhola, estar proibido de entrar na Suíça e nos EUA, uma informação que o empresário contesta, adiantando que tem naquela localidade "residência" e mais de três mil empregados nos EUA, onde é proprietário de uma petrolífera, Gulf. O seu nome consta ainda de vários textos publicados nos últimos anos em "sites" internacionais como tendo estado associado ao escândalo que envolveu nos anos 80 o Banco de Crédito e Comércio Internacional (BCCI), com sede no Panamá, instituição que foi acusada de ligações ao narcotráfico mundial. Nos EUA, esta investigação foi liderada pelo ex-candidato presidencial John Kerry. Confrontado com o facto, El Assir assegura apenas que "nunca teve nenhuma conta pessoal ou empresarial no BCCI".

Dias Loureiro disse ao PÚBLICO que não é "sócio" de El-Assir e "nada" saber "sobre o seu passado". "Não tenho quaisquer razões para pensar mal dele. O seu círculo de amigos é gente respeitável, ele sempre me tratou bem, com amizade e respeito", notou. "[E ainda recentemente] ajudou um meu amigo a entrar em contacto com um médico em Inglaterra."

O ex-deputado ao ser contactado pelo PÚBLICO considerou que o assunto é muito delicado", reconhecendo que mantém uma relação de amizade com o libanês, mas "apenas desde 2001", ano em que este o "ajudou a resolver um negócio em Marrocos", onde estavam "a EDP, a Pleiade e o grupo espanhol Dragados" e ainda um sócio marroquino. Em causa esteve a venda da marroquina Redal (concessão de distribuição de água, de electricidade e de saneamento básico), de que Dias Loureiro era presidente, ao grupo francês Vivendi. Segundo o ex-ministro foi El-Assir que o "pôs em contacto com um responsável de Rabat", o que possibilitou "ultrapassar alguns obstáculos de ordem burocrática" e viabilizar o negócio com os franceses.

O social-democrata conta ter sido apresentado ao empresário libanês por "um cunhado dele", "amigo [de Dias Loureiro] e casado com a irmã da actual mulher" de El-Assir, a espanhola Maria Fernandez Longoria, filha de um ex-embaixador de Espanha no Cairo. Desde 2001, garante o presidente da mesa da assembleia geral do PSD, passaram "a ter uma relação social", não voltando a ter "contactos" profissionais. "Apenas tenho conhecimento de que possui uma empresa ligada ao petróleo nos EUA." Dias Loureiro esclarece que a última vez que falou com o libanês "foi na passagem do ano".

Caçadas com o Rei de Espanha

"El-Assir é muito bem relacionado", observa o dirigente social-democrata. "Ele convidou-me várias vezes para caçar com o Rei de Espanha e jogar golfe." Foi ainda por seu intermédio, conta, que conheceu o ex-Presidente dos EUA Bill Clinton e o presidente do Partido Democrata norte-americano, Terry Macauliffe, o homem que trata das finanças dos democratas. "Jantei com Bill Clinton nas casas dele [El-Assir] em Madrid, Barcelona e Londres." El-Assir é visto regularmente na sua propriedade em Marbella, no Sul de Espanha, onde é vizinho dos pais de Alejandro Agag. "[Ele] é amigo do Rei de Espanha e do neto de Franco [Francis Franco], com quem tenho estado", acrescentou Loureiro, adiantando que já se encontrou "umas seis vezes" com Juan Carlos "em casa" de El-Assir para caçar, "a última das quais foi em Setembro". A "proximidade" do monarca espanhol a El-Assir tem sido aliás objecto de comentários por parte da imprensa espanhola, que põe em causa algumas das ligações de Juan Carlos, observando que três dos seus amigos "mais íntimos", Manolo Prado (envolvido em escândalos económicos), Javier de la Rosa (ligado à KIO) e Mário Conde (ex-presidente do Banesto), estão condenados criminalmente. O referido artigo do "El Mundo" tem mesmo como título: "Abdul El-Assir: outro amigo estranho do Rei."

De acordo com os jornalistas, El-Assir deslocou-se em 2003 a Portugal para assistir ao casamento da filha de Dias Loureiro, Joana, com o filho do então secretário-geral do PS, Ferro Rodrigues, João. O ex-ministro de Cavaco Silva confirma-o: "É verdade que esteve nos casamentos das minhas duas filhas e o seu cunhado também." No Convento do Beato, em Lisboa, "junto à nata da política portuguesa [Durão Barroso, Cavaco Silva, Mário Soares...], Agag e a mulher partilharam a mesa com El-Assir: todos velhos conhecidos, todos amigos para convites e para os negócios", escrevem Ribagorda e Cardero. E lembram que o libanês foi igualmente convidado, em 2002, para o casamento de Alejandro Agag com a filha de Aznar, onde estiveram mil pessoas, incluindo um ex-primeiro-ministro português António Guterres, o então chefe de Governo, Durão Barroso, e um ex-ministro da Administração Interna, Dias Loureiro. Daí concluem: "Como se pode apreciar, as conexões de uns e de outros fazem com que tudo fique em casa."

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BPN - ESTÓRIAS EDIFICANTES (I)

in: Clube Fiscal

BPN envolvido em operação de fuga ao Fisco

Segundo o «Expresso», o Banco Português de Negócios (BPN) poderá estar envolvido na operação de fuga ao Fisco pela Euroamer, de Artur Albarran.

Um relatório da Inspecção-geral de Finanças revela que o BPN pode ter servido de intermediário na operação.

A operação respeita à venda de acções da Sociedade Lusa de Negócios (accionista maioritária do BPN) à empresa Planeta das Casas, controlada pela Euroamer. O negócio envolveu cerca de 4,9 milhões de euros – 3,8 milhões de acções, a um euro cada, mais 1,2 milhões de acções aquando do aumento de capital.

No entanto, a empresa registou, contabilisticamente, uma venda no valor de 11,7 milhões de euros, seguida de uma compra pelo mesmo valor.

O BPN vendeu as acções à sociedade Emka Internacional, uma empresa off-shore, que as revendeu no dia seguinte pelos mesmos 11,7 milhões de euros.

A Euroamer vendeu depois as acções à Inland, de Luís Filipe Vieira, por 7,9 milhões de euros, registando uma menos-valia de 3,8 milhões de euros.

Segundo o semanário, «as operações levantaram suspeitas nas Finanças de que se tenha tratado de uma operação de valorização de títulos». Toda esta operação lesou o Estado em um milhão de euros de IRC não cobrado.

11-12-2006

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novembro 03, 2008

FARINHA DO MESMO SACO....

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O OCTOPUS LARANJA

Vejam porque é que o poder instalado persegue o Jumento:

Este texto foi publicado no dia 23 de Março de 2005

O OCTOPUS LARANJA

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Daniel Sanches, Ministro da Administração Interna de Santana Lopes, entregou um negócio à empresa para quem trabalhava antes de ser ministro, que pode atingir o valor de 538,2 milhões de euros, dizem hoje os jornais Portugal Diário e Público.

Se o acto de uma pessoa vincular o Estado num negócio de milhões com o seu antigo patrão é suspeito, mais ainda o é porque foi efectuado dois dias depois das eleições.

Mas tudo se explica se olharmos para o passado. Dizem as más línguas que nos governos Durão Barroso e Santana, o primeiro ministro real era Dias Loureiro, tal o seu poder para indicar nomes para o governo. Um deles foi Daniel Sanches, nomeado Ministro da Administração Interna.

Sanches era director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras quando Loureiro era seu ministro, tendo depois sido director do SIS. Ambos os serviços obtêm e possuem informação privilegiada de carácter secreto, como o Povo diz "sabem muito".

Quando Dias Loureiro sai de Ministro não tinha para onde ir, pois que antes de ser secretário geral do PSD era um modesto e desconhecido advogado em Coimbra. Foi trabalhar para o BPN, um banco minúsculo, mas que cresceu nos últimos anos, foi um caso de sucesso bancário. Nessa altura, para espanto de muitos, Loureiro levou consigo Sanches e Lencastre Bernardo, outro homem dos serviços de informação. O que é que estes dois homens podiam oferecer a um banco?

O BPN era à data dominado por um antigo Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, que teve como assessor um importante quadro actual do BCP, com uma influência cada vez maior na administração fiscal. O actual director de finanças de Lisboa é o antigo chefe de gabinete de Dias Loureiro, e foi nomeado logo que o PSD chegou ao poder.

Quando é formado o governo de Santana, foi público que quem efectuou muitos convites para o governo foi Loureiro, aparecendo Sanches como ministro da administração interna, exactamente o ministério que controla os serviços secretos.

Tudo isto é público, bem como o é um livro publicado em Espanha (Los Ppijos) com estranhas ligações de Dias Loureiro. Eis um interessante tema a acompanhar, no país dos lóbies.

Nós começamos a ter a convicção, cada vez mais sólida, de que a mais importante reforma estrutural de que o país necessita é o conhecimento de quem são os lóbies que minam o orçamento de Estado. Parece que alguns grupos de interesses conseguem fazer transvazes directamente do orçamento para as contas das suas empresas.

Ainda ontem o tema era o reembolso de 42 milhões de IVA ao BCP que a administração fiscal pagou indevidamente, hoje ficámos a saber que mais 582 milhões de euros de todos nós estão prestes a voar. Eu acho que já ouvi Dias Loureiro dizer na televisão que o Estado tem que reduzir despesas, porque gasta muito dinheiro com os ordenados dos funcionários.

Aqui está mais um furúnculo da Administração Pública que tende a ser um cancro com metástases espalhadas por diversos serviços, minando a saúde do Estado e da democracia portuguesa; saberá Socrates usar o bisturi?

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INLAND

Fixem este nome. No meio da confusão toda do BPN talvez ainda venham a ouvir falar nele, se tudo isto não for abafado como (já) parece.

É sina do Benfica gente desta....

Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM | Comentários (0) | TrackBack

NÃO É A FALÊNCIA DE UM BANCO, É A FALÊNCIA DE TODO UM SISTEMA POLÍTICO

Editorial no Democracia Liberal:

A falência do BPN não é apenas a falência de um banco. Trata-se na verdade da falência de todo um sistema político baseado na corrupção, na negociata e no compadrio. E a prova disso é a quase unanimidade política que acompanhou a intervenção do Governo – pudera, figuras gradas do sistema estão implicadas no que aconteceu até à ponta dos cabelos!

O facto de todos os partidos à excepção da Nova Democracia terem aprovado a intervenção efectuada pelo governo é claramente um indício do estado a que o país chegou. O polvo está por todo o lado, há negócios com o Estado que envolvem gente de todos os partidos do sistema, a cumplicidade é a lei – por isso todos aplaudem esperando que o assunto seja rapidamente esquecido e que continuem as negociatas e os financiamentos partidários ocultos que permitem a perpetuação no poder desta gente.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:27 AM | Comentários (1) | TrackBack

novembro 02, 2008

O JUMENTO

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O JUMENTO festeja hoje 5 anos.

Trata-se sem qualquer dúvida do melhor blog actualmente existente em Portugal e que tem travado uma guerra sem quartel à corrupção e aos fascismos, quer de esquerda, quer de direita que têm assolado este país.

Força, tem todo o meu apoio!

Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:00 AM | Comentários (0) | TrackBack