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agosto 31, 2007

EM MATÉRIA DE TERRORISMO, PCP DÁ LUTA AO BLOCO DE ESQUERDA

Para não ficar atrás do apoio dado pelo Bloco a actividades terroristas, o PCP voltou este ano a convidar para a Festa do Avante o Partido Comunista da Colômbia, e por consequência as FARC, organização terrorista que é o braço armado desse partido:

Espaço Internacional

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APROVADO COM VOTOS FAVORÁVEIS DO PS E PSD

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Com a devida vénia ao Diário de Notícias

Publicação de escutas só com OK dos visados

JOÃO PEDRO HENRIQUES

Publicação de escutas dá pena de prisão até um ano

Publicar escutas judiciais vai poder dar pena de prisão até um ano. E para tal nem é preciso que a escutas estejam em segredo de justiça - o que, por norma, criminaliza a publicação de qualquer peça processual ou diligência. Podem até constar em processos judiciais já públicos, como os que estão em julgamento.

Para que o jornalista arrisque prisão basta apenas que os "intervenientes" nas escutas não autorizem "expressamente" a sua publicação. A norma consta, preto no branco, no novo Código de Processo Penal, anteontem publicado no Diário da República . A previsão de "pena de desobediência simples" implica, segundo o Código Penal em vigor, uma pena de um ano de prisão ou multa até 120 dias.

O novo código foi aprovado no Parlamento, com os votos favoráveis do PS e PDS, a abstenção do CDS-PP e os votos contra do PCP, Bloco e PEV. A norma que agora está publicada transcreve na íntegra a que constava no projecto de novo Código de Processo Penal apresentado pelo Governo no Parlamento.

No preâmbulo dessa proposta, o Governo explicava-se. A proibição de publicar escutas, fora do segredo de justiça, sem autorização dos "intervenientes", representaria uma "homenagem ao direito à palavra", visando também "impedir a devassa".

Três advogados ouvidos pelo DN criticaram fortemente este novo artigo. Francisco Teixeira da Mota, que tem entre os seus clientes a redacção do jornal Público, considera-o "gravíssimo". "Revela muito pouca consideração do legislador sobre a importância da liberdade de expressão numa sociedade democrática. E, curiosa- mente, são os socialistas que a promovem."

O mesmo jurista acrescenta que a pena poderá sancionar tanto o jornalista que assinar uma notícia trancrevendo ilegalmente uma escuta como o director do respectivo órgão de comunicação, caso se prove ter autorizado previamente a notícia.

Ricardo Sá Fernandes fala em "absurdo". "Imagine um processo já julgado e com o arguido condenado. Se ele não autorizar, as escutas não podem ser publicadas. É um absurdo e claramente inconstitucional, por violar o princípio da publicidade dos processos", disse ao DN.

António Marinho Pinto, advogado, fala também numa "restrição grave" à informação. "Dantes, para publicar uma escuta, era preciso um requisito prévio: que não estivesse sob segredo de justiça. Agora são precisos dois: que não esteja sob segredo de justiça e que os próprios autorizem."

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agosto 29, 2007

CUBA - Incertidumbres del paraíso

Via: CUBANET

Lucas Garve, Fundación por la Libertad de Expresión

LA HABANA, agosto (www.cubanet.org) - Siempre hay quienes se dejan arrastrar por titubeos. Despliegan un convencimiento inaudito ante cualquier anuncio. Disfrutan de un caudal inagotable de buena fe. A esos están dirigidos los anuncios repetidos de liberación de presos en Cuba.

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Algo que no deja de ser cierto, porque desde el otoño de 2006 excarcelan a presos políticos a cuentagotas. No obstante, los grilletes de las trampas de la fe están listos para que los ciegos voluntarios aplaudan sin cesar y clamen a voz en cuello que una nueva postura refleja una voluntad de cambio en el régimen cubano.

En efecto, todos los encarcelados en julio de 2005 ya regresaron a sus hogares. La mayoría sin que se les haya celebrado juicio, aunque estuvieron más de 12 meses encerrados. Algunos pocos sufrieron el mal rato de ser juzgados, sentenciados y luego excarcelados pues ya habían extinguido sus condenas en la práctica. Sucede en otros casos que el término de la larga condena produjo la excarcelación.

Sin embargo, los titulares de la prensa no cesan de ofrecer una imagen inexacta, con algunos reparos.

El primero y más importante es que aún en las cárceles cubanas purgan condenas más de dos centenares de presos políticos y casi un centenar de presos de conciencia. Tras las rejas padecen en celdas angostas, en muchos casos en calabozos tapiados, Oscar Elías Biscet, Adolfo Fernández Sainz, Arnoldo Ramos Lauzurique, Omar Rodríguez Saludes, Pedro Arguelles, Héctor Maseda, Juan Carlos Herrera Acosta, Normando Hernández, Arturo Suárez Ramos, Ángel Moya y un largo etc.

Nombres que identifican a médicos, economistas, contadores, empleados, ingenieros, a profesionales que decidieron ponerse al servicio de la promoción de la democracia.

En segundo lugar, ninguno de ellos fue condenado por atentar contra la vida de sus conciudadanos, ni por explotar artefactos explosivos, ni por poseer armas, ni por sabotaje o por un acto de terrorismo evidente. No. Son hombres de paz. Ajenos a sentimientos de revancha.

Fueron condenados por expresar el reclamo de sus derechos, por declararse libres de pensamiento, por ser personas progresistas. Si examinamos las pretensiones de muchos de ellos, usted podrá afirmar que perseguían verdaderas y profundas reformas sociales. Más igualdad, respeto al trabajador, a la privacidad y al otro.

Por la importancia que reviste cerrar las heridas de la familia cubana para producir el cambio anhelado y la reconciliación necesaria, es imprescindible que la liberación de los presos políticos inicie un proceso tan esperado como inevitable.

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agosto 28, 2007

MERCADO DOS LAVRADORES - FUNCHAL

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agosto 24, 2007

CHEGUEI À JANELA - FERNANDO PESSOA

Cheguei à janela,
Porque ouvi cantar.
É um cego e a guitarra
Que estão a chorar.

Ambos fazem pena,
São uma coisa só
Que anda pelo mundo
A fazer ter dó.

Eu também sou um cego
Cantando na estrada,
A estrada é maior
E não peço nada.

Fernando Pessoa

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agosto 23, 2007

É PERIGOSO CUSPIR PARA O AR.....

Vem isto a propósito de alguns comentários vindos de pessoas afectas ao PS, a propósito do financiamento ilegal da Somague ao PSD.

É que PS e CDS também foram decerto beneficiários, por isso....

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ECLÉTICO e ÚLTIMO REDUTO

Com o fim das férias e o regresso ao trabalho andei um pouco desligado dos outros blogs e ia deixando passar o aniversário de dois dos melhores. Como mais vale tarde do que nunca, aqui vão os meus parabéns para a Margarida Pardal e o Pedro Guedes. Continuem!

Eclético

Último Reduto

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agosto 22, 2007

NO PAÍS DA IMPUNIDADE...

... É perfeitamente normal um partido pseudo-democrático apoiar actividades terroristas, sem ser importunado por isso, chegando a desfaçatez ao ponto de o líder desse mesmo partido se fazer de vítima! Mas não foi a primeira vez, nem decerto a última. Está-lhes no sangue....

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NO PAÍS DA CORRUPÇÃO...

... Faz-me espécie como só agora foi apanhada uma das empresas do regime a financiar ilegalmente um partido político. É do conhecimento público que essa empresa (e muitas mais, principalmente nessa área económica) financiam vários partidos políticos. Aliás o próprio presidente dessa empresa já em tempos tinha declarado financiar simultaneamente PS, PSD e CDS e achar o facto perfeitamente normal! Normalíssimo!

A TROCO DE QUÊ?

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agosto 21, 2007

NO PAÍS DA INCOMPETÊNCIA...

... Destroem-se esforços de anos em segundos, por um iluminado achar que a informação científica constante do arquivo do Centro de Estudos do Pensamento Político (CEPP) no sítio na Internet do ISCSP, escola da Universidade Técnica de Lisboa (paga pelos contribuintes) era antiga e como não tinha actualizações (por falta de financiamento), deveria ser apagada.

A minha solidariedade para com o Prof. José Adelino Maltez . Continue a resistir! Não estará decerto sozinho.

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Dos crónicas desde La Habana

Via: Unión Liberal Cubana

Por Félix Antonio Bonne Carcassés, La Habana *

I. 2007: VERANO DE FUEGO

¡Calor, muy intenso calor! 34 ó 35 grados centígrados a la sombra. Según la Televisión
Cubana, llegó en una localidad del Oriente cubano a 37,5 hace un par de días… ¡No, no, no! No es el calor que conocen los europeos, donde en general la humedad relativa es baja. En Cuba —por el contrario— es frecuentemente muy alta; en ocasiones ha llegado al 100%. Aquí llueve casi todas las tardes en nuestro verano; de hecho, en la práctica, hay sólo dos estaciones: la de mucha lluvia, desde mayo hasta fines de octubre; y el resto del año, una estación menos lluviosa llamada de seca. Este año, en particular, el verano se ha presentado despiadadamente fuerte. Un turista extranjero lo sufre mucho menos, pues se mueve en ómnibus o coches climatizados, al igual que el hotel donde reside en cualquiera de los ghettos turísticos que el gobierno ha creado con la finalidad de apuntalar su tambaleante economía después que se evaporó la ultra subsidiada ayuda del llamado Campo Socialista.

Hace mucho tiempo —cerca de 40 años—, el actual reflexionante aún insepulto Máximo Líder, en un discurso junto al luego defenestrado dirigente búlgaro Todor Zhivkov, declaró su total aversión al turismo extranjero como vía de desarrollo para nuestro país. Pero como reza el viejo refrán, la necesidad es capaz de hasta lograr que se paran hijos varones; por tanto, la gran necesidad económica trajo la solución salvadora: el ghetto turístico, al cual le está vedado el acceso al cubano común y corriente. Se creaba así un turismo extranjero no social ni políticamente “contaminante” o —al menos— poco “contaminante”.

En uno de los numerosos interrogatorios a que he sido sometido en mis quince años de disidencia política —luego de haber sido expulsado de mi cátedra de Ingeniería Eléctrica, donde había alcanzado la máxima categoría docente de Profesor Titular gracias a mis 30 años como Profesor de Control Automático—, el seguroso interrogador (seguroso se le llama, con una connotación un tanto lúdico-despectiva a los miembros de la Seguridad del Estado o policía política) me dijo lacónicamente: “El calor excita”. Con ello expresaba su temor a los desórdenes que podría provocar la explosiva combinación del calor reinante con el descontento creciente de una parte mayoritaria creciente de la población cubana: más de cuatro décadas de promesas, represión y propaganda no son pocas. El príncipe Potiomkin, creador de las célebres aldeas ficticias de su nombre durante el reinado de Catalina la Grande, palidecería de envidia ante la imaginación de los medios de propaganda cubanos.

De hecho, durante el verano de 1994 ocurrió el electrizante motín del mes de agosto a lo largo del Malecón habanero, que bordea gran parte de la capital cubana; ese acontecimiento se conoce como el Maleconazo, y desembocó en el éxodo en rústicas balsas de alrededor de 34,000 cubanos que fueron confinados de inicio en la Base Naval norteamericana de Guantánamo, en el extremo sur oriental de la Isla. Aunque —por desgracia— no todos los que salieron llegaron allá, pues —como es usual— muchos fueron devorados por los feroces tiburones que pululan en el Estrecho de la Florida.

Hoy, en el verano del 2007, la situación es mucho más compleja, entre otras razones debido a la larga convalescencia post-operatoria del carismático pero férreo gobernante Fidel Castro Ruz, a quien ya sustituye —en breve hará un año— su hermano, el general de ejército Raúl Castro Ruz, pragmático, eficiente, organizado, menos carismático, pero no menos férreo.

Según datos oficiales y de acuerdo a la apreciación de especialistas extranjeros, la macroeconomía está mejor que nunca, gracias a los generosos envíos de petróleo venezolano a cambio de servicios médicos, deportivos y de otra índole. Esos envíos son virtualmente gratuitos en muchos sentidos, pues los venezolanos pagan al contado por los servicios cubanos, mientras que nuestro país tiene hasta quince años para pagar parte de los casi 104 mil barriles de crudo que recibe. Pero hoy en día el barril de petróleo está a prácticamente 80 dólares, y los citados 104 mil barriles no cubren, junto a la producción nacional —petróleo pesado y de alto contenido de azufre—, toda la demanda, y por ello una parte de esa demanda debe ser adquirida a precios de mercado. Se usa combustible diesel para lo que el gobierno llama “revolución energética”, que consiste —entre otras cosas— en generar parte de la electricidad con grupos electrógenos integrados por motores diesel en lugar de con plantas termoeléctricas; debido a la premura con que han sido instalados, ha aumentado la corrupción existente por la vía de la sustracción del combustible diesel, cuyo suministro a dichos grupos electrógenos está deficientemente controlado.

No obstante, el cubano de a pie no aprecia esta supuesta bonanza macroeconómica y —por el contrario— la microeconomía del país lo asfixia. Él tiene un creciente escepticismo en relación con su futuro, se siente asediado —entre otras cosas— por cuatro grandes problemas: el elevadísimo costo de la vida, el virtual colapso del transporte público, la crónica escasez de viviendas y lo que a personas como yo más agobia; esto es, la virtual ausencia de libertades políticas, económicas y sociales.

Hace ya alrededor de nueve años, un 6 de octubre —no puedo olvidar la fecha, pues estaba en prisión y es el onomástico de mi esposa María—, en el periódico Granma, órgano oficial del Partido Comunista de Cuba, el actual dirigente máximo en funciones, el vicepresidente Raúl Castro Ruz, expresó proféticamente: “La construcción del socialismo en las condiciones actuales de nuestro país es un viaje hacia lo ignoto”. Pues bien: ¡Ahora nos encontramos en lo más profundo de lo ignoto!

El escritor polaco-británico Joseph Conrad, en lo que considero su obra cumbre —la novela El Corazón de las Tinieblas—, describió un mundo de horror e injusticia; en algo parecido nos estamos adentrando quizás los cubanos en la actualidad. Trataré de describirlo en las próximas crónicas.


II. EL GATOPARDO CUBANO

“Las cosas tienen que cambiar radicalmente para que permanezcan iguales”, afirma el Barón de Lampedusa en su antológico libro El gatopardo. En su comparativamente poco extenso discurso —pues sólo duró menos de una hora— del pasado 26 de julio, el general de ejército y presidente en funciones, Raúl Castro Ruz, en su alocución leída (no improvisó) afirmó que “nos agobian de manera directa y cotidiana la alimentación, el transporte y la vivienda”; punto de vista este que coincide en lo fundamental con lo planteado por nosotros en la crónica anterior (Verano de fuego).

Haciendo luego hincapié en el altísimo costo de la vida en nuestro país, Raúl Castro continuó diciendo: “El salario aún es claramente insuficiente para satisfacer todas las necesidades, por lo que prácticamente dejó de cumplir su papel de asegurar el principio socialista de que cada cual aporte según su capacidad y reciba según su trabajo”.

Comentando el hecho de que, a pesar de ser la situación cubana un tanto menos que explosiva desde el punto de vista socioeconómico, una diplomática acreditada en Cuba observaba el hecho de que, no obstante esta dificilísima situación, la sociedad cubana en general no aparentaba dar muestras de —por ejemplo— ser receptiva a consignas como Yo no coopero, lanzada inicialmente desde las prisiones cubanas por presos políticos, y hecha suya y propagandizada por importantes y prestigiosos sectores del exilio cubano en Miami.

Desde nuestro punto de vista, esta aparente indiferencia —tratamos con poca suerte de explicarle—, tiene sus causas —para nosotros evidentes— fundamentalmente en los factores siguientes: la carencia casi total de libertad de prensa (el que usemos el casi, y no total a secas, es mérito exclusivo de los valerosos y cada vez más profesionales periodistas independientes cubanos) y la eficacia de la policía política cubana, que trata de sembrar el terror a fin de coaccionar cualquier actitud disidente (recuérdese que en nuestro país impera un régimen totalitario de ideología comunista y que —en consecuencia— el Estado lo controla prácticamente todo —la posibilidad de conseguir trabajo, el acceso a los centros de educación superior— e influye —aunque cada vez con menor éxito— en que no haya manifestaciones de pública aceptación por parte de los atemorizados ciudadanos hacia la disidencia política. La policía política llega incluso a presionar a los familiares de los disidentes a fin de que no les brinden apoyo; lo que incluye hasta a los cónyuges.

Fernando Álvarez de Toledo, el temible duque de Alba, sostenía que “el terror puede a veces ser una buena política”; y eso que el Flandes del Siglo XVI no contaba con un omnipresente “poder mediático” que lo respaldase, cosa que sí ocurre con el actual gobierno cubano.

Le comentábamos a la citada funcionaria que, hace unos años, leímos un artículo de un profesor húngaro —Andrew Arato, catedrático de la Universidad de Nueva York—, quien teorizaba en relación a una hipotética intervención militar del gobierno de los Estados Unidos en Cuba, considerándola no del todo descartable bajo condiciones extremas de inestabilidad social, y expresando que esa hipotética intervención sería apoyada probablemente por algunos países miembros de la OEA. Esta simple especulación punto menos que la escandalizó, pues no la creyó posible. Del modo más cortés que nos fue dado, nos limitamos a señalarle que el general de ejército y presidente en funciones Raúl Castro Ruz —evidentemente— sí la cree posible, ya que afirmó que la gran movilización militar que ha denominado Operación Caguairán —en honor a un árbol tropical también llamado quiebra hacha por su gran resistencia a ésta— durará desde el presente hasta fines del próximo 2008, cuando hayan tenido lugar las elecciones presidenciales en los Estados Unidos. Dicha movilización —según sus palabras— permitirá preparar militarmente a alrededor de un millón de compatriotas, en lo que debe tenerse en cuenta que —según el último censo— nuestra población es de unos once millones y medio de habitantes.

Estuvimos tentados de ironizar, en el sentido de sugerirle a la referida funcionaria que le brindase su opinión al actual mandatario cubano, con lo que quizás lograse convencerlo —cosa harto dudosa— y ahorrarle de ese modo al país el enorme costo de esa prolongada y enorme movilización militar en tiempos tan difíciles para la economía cubana. (El barril de petróleo ronda los ochenta dólares de los EE.UU., y es fácil imaginar el incremento del gasto de combustible que implicarían los camiones, tanques, barcos y aviones militares que sería necesario utilizar. Téngase en cuenta que en muchos puntos de la capital, los desechos diarios de la población tardan hasta una semana en ser recogidos, y lo que se alega es la carencia de combustible para los vehículos recolectores.)

El actual gobernante cubano —no obstante— hizo —a juicio nuestro— una declaración de gran calibre al afirmar que “ante el imperativo de hacer producir más la tierra… habrá que introducir los cambios estructurales y de conceptos que resulten necesarios”. Es de notar que una opinión semejante fue vertida hace ya varios años por un grupo de excelentes y prestigiosos economistas y sociólogos cubanos —casi todos militantes del Partido Comunista de Cuba (PCC)— pertenecientes al Centro de Estudios sobre América, con el resultado de que esta institución fue prácticamente disuelta.

También el actual mandatario hizo promesas acerca de la distribución “más racional” de artículos como la leche (que en nuestro país sólo se garantiza en la actualidad a los niños de hasta siete años). Resulta difícil no recordar las optimistas promesas hechas (a principios de su mandato, al inicio de la década de los sesenta) por su hermano, el presidente Fidel Castro (aún convaleciente, después de un año, tras múltiples operaciones intestinales; pero que casi a diario “reflexiona” mediante artículos que escribe para la prensa). En su momento, Fidel Castro reflexionó acerca de la alegría que daría a nuestro pueblo la abundancia de leche, que sería tanta que llegarían a decirle a los distribuidores “¡Llévatela, que tengo ya demasiada!”….

Sin embargo, los testarudos hechos demostraron lo riesgoso que puede ser para un político el hacer tales promesas. El Presidente en funciones recordó que “llevamos ya más de dieciséis años de Período Especial”. La población cubana probablemente se esté preguntando: “¿Cuánto nos falta aún?” Sin dudas fue profético el Presidente en funciones cuando a finales del pasado siglo afirmó: “La construcción del socialismo en las condiciones actuales de nuestro país es un viaje hacia lo ignoto”.

Del mismo modo fue comprensible su afán solidario para con la gestión anterior a su mandato, al justificar el hecho de que medidas adoptadas en el último año —por ser evidente su necesidad— no hubiesen sido tomadas antes. Así, en otra parte de su discurso, señaló: “Transformar concepciones y métodos que fueron los apropiados en su momento, pero han sido ya superados por la vida”. ¿Se refería acaso al frecuente impago de sus cosechas sufrido hasta hace poco por los campesinos cubanos? ¿O al absurdo peregrinaje de la leche, que constituía casi un viaje turístico?

La prestigiosa revista inglesa The Economist, en uno de sus últimos números, muestra en su portada a un sonriente campesino chino, quien, montado en un tractor, enarbola triunfalmente un título de propiedad de la tierra. ¿Se referiría a algo como eso el general de ejército y presidente en funciones Raúl Castro Ruz al anunciar, en forma un tanto enigmática, “los cambios estructurales y de conceptos” en el citado discurso conmemorativo?

El tiempo dirá la última palabra, y con ello veremos si lo que está sucediendo es o no gatopardismo a la cubana.

* Félix Antonio Bonne Carcassés (Santiago de Cuba, 1939): Durante treinta años impartió Electrónica Industrial, Control Automático y otras asignaturas en la Escuela de Ingeniería Eléctrica del Instituto Superior Politécnico José Antonio Echevarría (ISPJAE), donde llegó a alcanzar la categoría docente máxima de Profesor Titular y formó parte del Tribunal que otorga las categorías docentes. Es autor de dos libros de texto aún utilizados en la enseñanza universitaria. En 1991, a raíz de firmar una carta solicitando reformas democráticas en Cuba junto a otros profesores de dos universidades, fue expulsado del ISPJAE. Junto con algunos de ellos constituyó la organización independiente Corriente Cívica Cubana (CCC), de la que fue y es Coordinador Nacional; a raíz de esto, sufrió numerosas detenciones. Fue uno de los seis miembros iniciales del Grupo Gestor Provisional del empeño unitario de la oposición conocido como Concilio Cubano. También fue uno de los cuatro integrantes del Grupo de Trabajo de la Disidencia Interna (más conocido como Grupo de los Cuatro), que publicó el manifiesto La Patria es de Todos. Por esta causa sufrió prisión por espacio de tres años, de una sanción de cuatro. Fue declarado preso de conciencia por la prestigiosa organización Amnistía Internacional. Fue uno de los tres gestores principales de la Asamblea para Promover la Sociedad Civil, la más nutrida de las coaliciones de organizaciones independientes cubanas (junto a René Gómez Manzano y Martha Beatriz Roque). Actualmente (por receso temporal de ésta última), codirige dicha Asamblea solamente en unión de René Gómez Manzano. Ha recibido, junto a los otros tres integrantes del Grupo de los Cuatro, el Gran Premio a la Libertad de Prensa de la SIP (Sociedad Interamericana de Prensa), el Premio de la Fundación HispanoCubana y el de Concilio Cubano; también fue propuesto para el Premio Nobel de la Paz. Reside en la ciudad de La Habana.

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agosto 20, 2007

AINDA É DIA - TORQUATO DA LUZ

Ainda é dia, é a hora
de me espantar de existir.
Ainda a tarde demora
e não se quer despedir.
Ainda sobre os valados
e os últimos telhados
o sol recusa ir dormir.

Ainda a noite se atarda
e em sua cama o luar
ressona, qual cão de guarda
que se esqueceu de ladrar.
Ainda a velha espingarda
teima em muito disparar.

Ainda é possível ter-te,
coisa que, vou confessar,
mais que todas me diverte.

Torquato da Luz

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agosto 17, 2007

HIBISCUS

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PIERRE LACLOS

"Uma oportunidade falhada, pode reencontrar-se, ao passo que jamais recuperamos uma tentativa precipitada."

Pierre Ambroise François Choderlos de Laclos
França
[1741-1803]
Escritor/Novelista/Oficial

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agosto 16, 2007

PARIS - "BOUQUINISTES"

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PARQUE TEMÁTICO DA MADEIRA - SANTANA

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agosto 15, 2007

FOTO OFICIAL DO 46º ANIVERSÁRIO

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Como podem ver, hesito entre fugir para Paris ou para a Madeira. (para Cuba, não!)

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agosto 14, 2007

GIRASSOL

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agosto 13, 2007

Chaviano planea quedarse en Cuba y retomar actividades por derechos civiles

Via: CUBANET

La Habana, 10 ago (EFE).- El disidente cubano Francisco Chaviano González, excarcelado hoy en régimen de libertad condicional tras cumplir 13 años de una condena de 15, afirmó, en una entrevista con Efe, que planea quedarse en Cuba y retomar sus actividades en defensa de los derechos civiles.

Chaviano, de 54 años, maestro de profesión y presidente del Consejo de Derechos Civiles de Cuba, fue detenido en 1994, acusado de revelar secretos de la Seguridad del Estado y falsificar documentos, y condenado a 15 años por un tribunal militar de La Habana en abril de 1995.

Considerado uno de los prisioneros de conciencia más antiguos del mundo, Chaviano fue puesto hoy en libertad condicional tras cumplir 13 años, tres meses y tres días de condena.

Francisco Chaviano explicó que sufre un tumor pulmonar de crecimiento acelerado, que le fue detectado en 2005, obstrucción coronaria y una cardiopatía isquémica que le fue diagnosticada el pasado año y que, apuntó, "es lo que más me preocupa".

La gravedad de estas enfermedades "puede haber influido para la excarcelación", señaló Chaviano, quien subrayó que atendiendo a las leyes cubanas, que permiten una rebaja de pena de hasta dos meses por año, debería haber salido de la cárcel el pasado mayo.

Para el disidente cubano, la prisión de Combinado del Este, en las afueras de La Habana donde cumplió su condena, es "un infierno" en el que, relató, sufrió "golpizas" de los funcionarios en varias ocasiones, pasó largas temporadas en aislamiento y durante varios años le fueron prohibidas las visitas de sus familiares.

En sus planes futuros, afirmó, no figura abandonar el país sino retomar sus actividades en favor de los derechos civiles y en la búsqueda de los desaparecidos en el estrecho de la Florida.

"Voy a quedarme en Cuba. Esta prisión es por haberme querido quedar en Cuba", dijo en la entrevista con Efe mantenida en su domicilio de Jaimanitas, en las afueras de La Habana.

No obstante, admitió que pretende viajar a Estados Unidos para someterse a una revisión médica y, si es preciso, operarse.

"Quiero ir a atenderme los problemas del corazón y del pulmón y operarme en EE.UU., pero de visita médica", aunque "no me voy a ir de Cuba", insistió Chaviano, que recordó que antes de ser condenado fue advertido de que debía abandonar el país.

"En 1991 me citaron y me dijeron: te tienes que ir de Cuba; o te vas, o te vamos a echar 15 años, vas a sufrir un calvario tú y tu familia", relató, pero "si no me fui en aquel momento, no me voy a ir ahora, no va con mis principios, no me voy a ir de Cuba, para bien o para mal estoy aquí", insistió.

A su juicio, su liberación no supone un signo esperanzador para los presos políticos cubanos.

"La disposición del gobierno no es muy buena, lo veo bastante mal. Pienso que el gobierno tiene otros planes, al menos inmediatos no tiene planes de liberar a personas", lamentó.

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agosto 12, 2007

NÃO PASSARÃO - MIGUEL TORGA

No dia em que passam 100 anos sobre o nascimento de Miguel Torga, um dos meus poemas preferidos:

Não desesperes, Mãe!
O último triunfo é interdito
Aos heróis que o não são.
Lembra-te do teu grito:
Não passarão!

Não passarão!
Só mesmo se parasse o coração
Que te bate no peito.
Só mesmo se pudesse haver sentido
Entre o sangue vertido
E o sonho desfeito.

Só mesmo se a raiz bebesse em lodo
De traição e de crime.
Só mesmo se não fosse o mundo todo
Que na tua tragédia se redime.

Não passarão!
Arde a seara, mas dum simples grão
Nasce o trigal de novo.
Morrem filhos e filhas da nação,
Não morre um povo!

Não passarão!
Seja qual for a fúria da agressão,
As forças que te querem jugular
Não poderão passar
Sobre a dor infinita desse não
Que a terra inteira ouviu
E repetiu:
Não passarão!

Miguel Torga in Poemas Ibéricos, 1965

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agosto 10, 2007

FAJÃ DOS PADRES - CABO GIRÃO (MADEIRA)

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BOXEADORES DESERTORES FUERON AMENAZADOS POR EL REGIMEN

Via: La Nueva Cuba

Los dos boxeadores cubanos que huyeron durante los Panamericanos de Rio y después fueron deportados a Cuba por el gobierno brasileño, recibieron amenazas contra su familia por parte de La Habana , dijo el empresario Ahmet Oner al diario Folha de Sao Paulo del jueves. "Ellos querían ir para Alemania para profesionalizarse, por el dinero. Sólo cambiaron el discurso porque no aguantaron la presión", afirmó Oner, quien reconoció que promovió la fuga. Oner, turco residente en Alemania, representante de la empresa alemana Arena Box Promotion, aseguró que Guillermo Rigondeaux, 26 años, y Erislandy Lara, 24, recibieron mensajes del gobierno cubano de "que por culpa del intento de deserción harían esto y aquello a sus familias". "Son muy jóvenes y no soportaron", opinó. Según versiones de los diarios brasileños, los deportistas huyeron de la Villa Panamericana porque estaban fuera de peso y temían ser sancionados, y después encontraron dos hombres que los drogaron. "Nunca, ni yo ni las personas que fueron a encontrarlos en Brasil jamás haríamos eso. No somos ese tipo de gente. Ellos bebieron y estuvieron con danzarinas porque quisieron, por voluntad propia", replicó Oner. Arena Box Promotion representa a otros boxeadores cubanos desertores: Yan Barthelemy, Yuriolki Gamboa, Odlanier Solís, Juan Carlos Gómez. Antes de deportar a Rigondeaux y Lara el pasado fin de semana, las autoridaDes brasileñas aseguraron que ambos expresaron su deseo de retornar a Cuba. "Dos días antes, los cubanos no hablaban en volver", informó en tanto el diario O Globo, en una nota donde describió detalladamente la velada con mujeres que los boxeadores y los empresarios mantuvieron en el interior de Rio de Janeiro, la noche antes de ser encontrados por la policía. En un artículo publicado en Granma, y atribuido al dictador vitalicio cubano Fidel Castro anunció el miércoles que su país estudia ausentarse del Campeonato Mundial de Boxeo en Chicago para no dar "carne fresca" a los "tiburones" del deporte rentado, tras declarar la muerte deportiva de Rigondeaux y Lara. Castro afirmó que se analizan "estrategias y tácticas como cambiar la lista de boxeadores o no enviar delegación" al torneo clasificatorio para los Juegos Olímpicos de Pekín-2008, que se realizará del 18 de octubre al 3 de noviembre.

Washington
Reuters
Infosearch:
Jose F. Sanchez
Analista
Jefe de Buro
Cuba
Dept de Investigaciones
La Nueva Cuba
Agosto 10, 2007

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agosto 09, 2007

OUTRA VEZ A GROUNDFORCE!

Agora no regresso da Madeira, mais um exemplo do "excelente" trabalho da Groundforce para a TAP:

Avião descola com ligeiro atraso, chega a Lisboa no horário e fica um quarto de hora estacionado ao lado de uma manga à espera que esta seja ligada!

Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:00 PM | Comentários (2) | TrackBack

agosto 08, 2007

BRISA MAR

E depois de umas horas na praia da Laje, nada como ir comer um filete de espada ( dois...) com banana, batata frita e arroz de lapas, ao Brisa Mar, no Seixal.

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PRAIA DA LAJE - SEIXAL - MADEIRA

A minha praia preferida na Madeira....

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Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:31 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 03, 2007

O QUE TENHO FEITO.....

Muito trabalho, muito trabalho, quase que nem consigo vir aqui....

Estive nas comemorações do quarto aniversário da Bom Fumo, no Funchal:

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Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:00 AM | Comentários (1) | TrackBack

agosto 01, 2007

A GANÂNCIA DO PODER....

É incrível como a ganância do poder leva alguns a transformar em pouco tempo o que era pequeno, em minusculo!

Faz-me lembrar aquele sketch "Eu é que sou o presidente da Junta!"

Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:14 PM | Comentários (2) | TrackBack