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dezembro 30, 2006
BOM ANO NOVO!
Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:25 PM | Comentários (2) | TrackBack
dezembro 29, 2006
O REFERENDO AO ABORTO
A pré-campanha do referendo ao aborto parece-me um daqueles jogos de futebol em que as duas (ou três...) equipas competem para ver qual é a pior.
Alguns argumentos de uma indigência extrema, de parte a parte, declarações infelizes e uma desinformação total fazem temer o pior. Tal como se deseja que o tal jogo termine rapidamente, decerto os eleitores vão querer fugir deste cenário, pelo que a abstenção será muito elevada - temo que venha a ser ainda mais elevada que quando do primeiro referendo!
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dezembro 28, 2006
LE PREMIER PAS - CLAUDE-MICHEL SCHÖNBERG
Le premier pas,
J'aim'rais qu'elle fasse le premier pas.
Je sais que cela ne se fait pas.
Pourtant j'aim'rais
Que ce soit elle qui vienne à moi,
Car, voyez vous, je n'ose pas
Rechercher la manière
De la voir, de lui plaire,
L'approcher, lui parler,
Et ne pas la brusquer,
Lui dire des mots d'amour
Sans savoir en retour
Si elle m'aimera
Ou refusera ce premier pas.
Le premier pas,
J'aim'rais qu'elle fasse le premier pas.
On peut s'attendre longtemps comme ça.
On peut rester
Des années à se contempler
Et vivre chacun de son coté.
Je la rencontrerais
Au bas de l'escalier,
Puis, comme tous les jours,
Elle me dira : "Bonjour".
Seulement cette fois,
Elle me prendra le bras,
Me conduira dans sa maison
Ou nous ferons
Le premier pas d'amour,
Dans son lit, jour après jour.
Elle me dévoilera son corps,
Me donnera tous les remords
De n'avoir pas dit plus tot le premier mot.
Le premier mot,
J'aim'rais qu'elle dise le premier mot.
La nuit j'en rêve et c'est idiot.
Si elle voulait
Seulement me faire signe tout bas,
Alors je ferais je crois
Le premier pas.
Claude-Michel Schönberg, A.Boublil
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ATRIBULAÇÕES DE UM CIDADÃO NO PAÍS DA BUROCRACIA (V)
Ontem fui a Palmela.
Três portagens, três vezes Classe 2, apesar de na segunda o portageiro me ter pedido para lhe confirmar a marca e modelo...
Total geral até ao momento: 11 portagens - 4 vezes classe 1, 7 vezes classe 2!
E já passou um mês sobre a aquisição e o livrete continua sem aparecer....
Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:30 AM | Comentários (2) | TrackBack
dezembro 27, 2006
NATAL - TORQUATO DA LUZ
Esperei-te contra toda a esperança,
alheio à bruma circundante
e surdo às vozes que me garantiam
a suposta evidência
da tua impossível vinda.
Esperei-te ignorando o nevoeiro
e indiferente ao vendaval
em que quase me perdia.
Até que chegaste um dia
e nunca mais deixou de ser Natal.
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Gobierno cubano llama de urgencia a médico especialista español
Via: Unión Liberal Cubana
Por Wenceslao Cruz Blanco, Madrid
SEGÚN REVELA HOY ELPERIODICO.COM, DE BARCELONA, UN CIRUJANO ESPAÑOL DE PRESTIGIO FUE SOLICITADO DE URGENCIA POR LA DICTADURA CUBANA EL PASADO JUEVES. EL DR. JOSÉ LUIS GARCÍA SABRIDO, JEFE DEL SERVICIO DE CIRUGÍA DEL HOSPITAL PÚBLICO GREGORIO MARAÑÓN DE MADRID, "VOLÓ EN UN AVIÓN QUE EL GOBIERNO CUBANO HABÍA FLETADO AL EFECTO PARA QUE LLEGARA SIN DEMORA A TRATAR AL MANDATARIO GRAVEMENTE ENFERMO. DE LAS GESTIONES PREVIAS PARA CONCERTAR LA VISITA, ASÍ COMO DE LA PLANIFICACIÓN DEL VIAJE HASTA LOS ÚLTIMOS DETALLES, SE OCUPÓ LA EMBAJADA DE CUBA EN ESPAÑA, REVELÓ EL DIARIO ESPAÑOL.
Cuba, cacareada potencia médica, recurre nuevamente a especialistas y médicos occidentales para tratar a los miembros del régimen dictatorial, en este caso al propio dictador. Nada extraño para quienes conocen la hipocresía característica de este tipo de regímenes, lo que si es extraño, que a éstas alturas del supuesto agravamiento de la enfermedad de Fidel, se recurra a un médico -y de urgencia- que ya estuvo en noviembre pasado en un Congreso en La Habana.
La noticia del viaje del médico español a Cuba, por los motivos que menciona el diario catalán, cuestiona la noticia de que Castro falleció, a no ser se trate de una nueva estrategia de la dictadura para poner otra fecha de defunción, ganar tiempo y consolidar la sucesión de Raúl Castro, el hermano e igualmente responsable de los 48 años de tiranía que sufren los cubanos.
Para muchos medios el convencimiento de la incapacidad de Castro para retomar el poder es un hecho contrastado por fuentes cercanas al dictador, sólo esperan por parte de las autoridades cubanas, la confirmación de su muerte o el agravamiento de su enfermedad a niveles irreversibles.
Mientras, en el exterior, los cubanos exiliados están ilusionados por las transfor-maciones que se prevén en la isla. La supuesta incapacidad de Raúl Castro para controlar el poder y las posibles luchas internas que puedan derivarse con la muerte del tirano cubano, les hace tener esperanzas en un cambio para bien en la isla. La confirmación de la muerte del dictador sería el mejor regalo navideño para quienes han sufrido la peor tiranía de América.
La reciente oferta que hizo Raúl Castro al gobierno norteamericano de sentarse a negociar, es una muestra de que busca una aceptación a la dictadura diferente a la llevada por su “inhabilitado” hermano. El establecimiento de un modelo chino que saque a Cuba de la ineficiencia social y económica pero que mantenga intacta la estructura de poder, su aparato represivo y la falta de libertad, es más que una hipótesis deseada por los actuales jerarcas de la dictadura.
Carlos A. Montaner, líder exiliado cubano, consideró la oferta de Raúl a los Estados Unidos, inaceptable y “repugnante”, por ser una oferta platista sobre Cuba. Una oferta rechazada de forma tajante por el actual gobierno norteamericano, argumentando que lo que primero que hay que hacer es hablar con el pueblo cubano.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM | Comentários (0) | TrackBack
EFEMÉRIDES...
Passaram ontem dois anos sobre o tsunami que afectou vários países da Ásia, provocando cerca de 3200 mortos.
E passaram também três anos sobre o terrível terramoto no Irão que provocou mais de 30.000 mortos e destruiu completamente várias pequenas cidades, nomeadamente a histórica Bam.
Ontem, todos os meios de comunicação falaram do primeiro caso, mas o segundo está completamente esquecido....
Porque será?
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PRESÉPIO III

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dezembro 26, 2006
PRESÉPIO II

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PRESÉPIO

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dezembro 25, 2006
DIA DE NATAL - ANTÓNIO GEDEÃO
Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros. coitadinhos. nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra. louvado seja o Senhor!. o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
António Gedeão
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dezembro 24, 2006
FELIZ NATAL!

Desejos de um Feliz Natal para todos os amigos e leitores do Fumaças!
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dezembro 22, 2006
OS 10 MELHORES RESTAURANTES DE 2006 DA LIFECOOLER
A Lifecooler escolheu os 10 melhores restaurantes de 2006.
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A lista:
A Cadeia Quinhentista (Estremoz) - Preso à comida.
Bull and Bear (Porto) - Uma cozinha de aromas.
Casa Arménio (Tentúgal) - A tradição ainda é o que era.
Companhia do Azeite (Cascais) - De Mirandela ao fim da linha.
Espaço Açores (Lisboa) - Uma ilha na cidade.
Pragma Fausto Airoldi (Lisboa) - Espaço gourmet no novo Casino Lisboa.
Quinta de Catralvos (Azeitão) - Modernidade na cozinha portuguesa.
Rolo (Cabeço de Vide) - Um "desembarque" tentador em plena gastronomia alentejana.
Sessenta Setenta (Porto) - Tentação à beira-Douro.
Toca do Mocho (Figueiró dos Vinhos) - Uma família feliz.
Mais pormenores sobre cada um dos escolhidos, em: O melhor de 2006 – Comidas
Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:26 PM | Comentários (2) | TrackBack
POEMA DE NATAL - VINICIUS DE MORAES
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
Vinicius de Moraes
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dezembro 21, 2006
VENEZUELA: El grupo RCTV podría perder la licencia : Reporteros sin Fronteras hace un llamamiento al gobierno para que reconsidere su postura
Via: Reporters Sans Frontieres
Reporteros sin Fronteras está preocupada por la amenaza de no renovar la licencia que pesa sobre el grupo audiovisual privado Radio Caracas Televisión (RCTV). Tras la elección presidencial del 3 de diciembre de 2006, el Ministro de Comunicación e Información, William Lara, anunció que el futuro del canal se someterá a una consulta popular.
“Si el criterio para revocar la licencia de RCTV tiene que ver con el hecho de que el canal se sitúa en la oposición, entonces se trata claramente de un atentado al pluralismo editorial. Dado que el presidente Hugo Chávez ha resultado reelegido por amplia mayoría, no entendemos qué sentido tiene ni sobre todo la oportunidad de tal iniciativa. Por otra parte, un medio de comunicación no tiene la vocación de gobernar un país y por ello su futuro no puede depender de un referéndum. El desarrollo de los medios comunitarios, animado por el gobierno, ¿de qué forma podría ir en contra de la existencia de medios comerciales? Pedimos al gobierno venezolano que reconsidere su postura”, ha declarado Reporteros sin Fronteras.
El 11 de diciembre de 2006, ocho días después de la reelección del presidente Hugo Chávez, el Ministro de Comunicación e Información, William Lara, anunció que se iba a someter a consulta popular la licencia para emitir del grupo audiovisual RCTV. De esta forma, el ministro retomaba parcialmente la sugerencia, formulada por el presidente Hugo Chávez durante la campaña electoral, de someter a referéndum la renovación de las concesiones a los cuatro grandes medios de comunicación privados nacionales: Globovisión, Venevisión, RCTV y Televén. Los cuatro medios, claramente situados en la oposición al gobierno, no escondieron su apoyo al golpe de Estado del 11 de abril de 2002. El grupo RCTV, creado en 1953, es el canal comercial más antiguo del país.
William Lara anunció su iniciativa después de celebrar una reunión con representantes de los medios comunitarios, asegurando que habían sido ellos quienes le pidieron una consulta sobre el futuro de RCTV. Dos semanas antes, el gobernador del Estado de Miranda (Norte), Diosdado Cabello, indicó que 2.000 medios de comunicación independientes estaban interesados en compartir la frecuencia que actualmente tiene atribuida RCTV. En el momento de las votaciones, el diputado Carlos Escarrá, jefe de filas de la mayoría parlamentaria y encargado de la reforma constitucional relativa a la propiedad privada, sugirió que la frecuencia de RCTV se entregue a organismos de tipo cooperativo.
Actualmente, según la ley venezolana las infraestructuras, el equipo y la sede de un medio de comunicación audiovisual son de propiedad privada. Las frecuencias de emisión pertenecen al Estado, que es quien las concede.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:30 PM | Comentários (0)
RESTAURANTE RECOMENDADO
Enviado por Frederico Benjamim
Fazes anos ?
Queres impressionar alguém ?
Queres comer choco frito ?
Queres comer bem?
Então vai ao Restaurante "Floresta", em Campolide-Lisboa.>
Bom apetite
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM | Comentários (0)
HISTÓRIA ANTIGA - MIGUEL TORGA
Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.
Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
Miguel Torga
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:00 AM | Comentários (0)
dezembro 20, 2006
GRANDE VITÓRIA!
De vitória em vitória, até à derrota final!
Vamos apenas perder 10% das quotas de pescada e lagostim!
Cada vez temos menos quota, menos navios, menos pescadores, mas os ministros saiem sempre vitoriosos das negociações!
Ministro satisfeito com negociações das quotas
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:10 PM | Comentários (0)
JA É NATAL!

Foto Tomás Carvalho Fernandes
Publicado por João Carvalho Fernandes às 02:00 PM | Comentários (2)
NATAL À BEIRA-RIO - DAVID MOURÃO-FERREIRA
É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?
David Mourão-Ferreira
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:00 AM | Comentários (0)
dezembro 19, 2006
Balance de la economía cubana en 2006: análisis y perspectivas
Via: Unión Liberal Cubana
Por Elías Amor Bravo, Valencia
Una vez más las autoridades cubanas han vuelto a dar la nota en materia de asuntos económicos. Al igual que el pasado año, cuando la CEPAL se negó a dar por válidas las cifras relativas al crecimiento de la economía de la Isla en 2005, esta vez ha vuelto a ocurrir el mismo incidente, lo que lejos de aportar serenidad al análisis económico, reafirma la clara apuesta del régimen castrista por ofrecer una imagen, al menos desde las cifras, que no se corresponde con la realidad de pobreza, miseria y penuria que cualquier observador puede precisar al viajar a la Isla.
Pero vayamos por partes. En primer lugar, destacar que, como viene siendo habitual durante el mes de diciembre de cada año, el equipo de prestigiosos economistas de la CEPAL ha vuelto a publicar el documento “Balance preliminar de las economías de América Latina y el Caribe”, en el que se realiza un análisis detallado de las tendencias registradas en los principales indicadores de los 33 países de la región. Un Informe que permite observar, por ejemplo, que en los dos últimos años, y en referencia a la variación del Producto interior bruto, no cabe duda que el continente se encuentra inmerso en una etapa de expansión, con una variación para el ejercicio en curso del 5,3%, animado por un entorno internacional favorable que tira de las exportaciones y que facilita las compras en el exterior a través de una mejor relación real de intercambio. Crecimiento económico que ha ido acompañado de mayores inversiones en infraestructura, así como también a una menor tensión en la evolución de las variables monetarias, lo que ha permitido aumentar el empleo y el nivel de renta real y consumo en la práctica totalidad de países.
Dicho esto, que cabe referir al conjunto de la economía de la región, el Informe presta atención por separado a cada uno de los países, y como no cabría de otro modo, a pesar de las dificultades para definir un modelo estadístico común con las autoridades de Cuba (algo tan simple para los economistas profesionales) el análisis de la economía de la Isla introduce, como viene ocurriendo en tantas ocasiones, una serie de ejemplos de la mala gestión de la economía y de la incapacidad para sacar provecho de un momento coyuntural muy favorable.
Así, por ejemplo, los datos permiten observar que el régimen ha seguido concentrando sus operaciones comerciales con el exterior en sólo dos países, básicamente, Venezuela y China, cuando precisamente la tendencia a nivel regional es la contraria, es decir, diversificar fuentes de aprovisionamiento y de venta de los productos. Con Venezuela, servicios de salud y educación, origen de la polémica en la valoración del Producto interior bruto con CEPAL, ya que el régimen cubano insiste en aplicar unos métodos que a nivel internacional no se pueden aceptar; y con China, básicamente minerales, como niquel, cuyo precio ha experimentado un fuerte aumento durante el año en curso. Acuerdos comerciales que no tienen su origen en la competitividad, sino en los pactos políticos y la “solidaridad”. Y poco más.
Esto explica que el saldo comercial situado en 141 millones de dólares, sea muy similar al registrado dos años atrás, aun cuando es cierto que registre una mejora respecto al ejercicio de 2005, ese que las autoridades cubanas quieren presentar con unas cifras inaceptables para CEPAL. Las reservas internacionales se han vuelto a estancar, con un saldo en la cuenta de capital de 500 millones de dólares, similar a un año antes, lo que no ha servido para cambiar la decisión de los bancos suizos UBS y Credit Suisse de interrumpir sus relaciones crediticias con el régimen, tras los acontecimientos producidos en el verano relativos a la salud del máximo dirigente y el factor de inestabilidad que ello supone.
Como consecuencia, el volumen de dinero en circulación en la economía se ha disparado durante 2006 sin que existan canales eficaces para su traslación a los sectores productivos empresariales, como ocurre en otras economías, y como cabe esperar de estos procesos, una vez más la inflación ha registrado un nuevo crecimiento, situándose en el 5,5%, una tasa que supone dos veces y media la registrada dos años antes, y que no sirve para compensar los aumentos de salarios que se han decretado por las autoridades. El auge de la inflación llega, además, en un ejercicio en el que los deberes en materia de asuntos económicos se han dejado sobre la mesa, sine die, ante la creciente inestabilidad política producida después del verano. No se han producido las necesarias medidas en materia de reformas económicas y la política económica ha seguido dirigida a denunciar el bloqueo/embargo, a una presunta lucha contra la corrupción, con escasos avances, por decir ninguno, en las inversiones públicas que permitan recomponer la imagen deteriorada y paupérrima de un país sin futuro. Las medidas orientadas a reforzar el control centralizado de la economía se han mantenido sin cambios, eliminando cualquier posible iniciativa liberalizadora, lo que muestra que las medidas adoptadas durante el denominado “período especial” ya son pura historia.
A nivel sectorial, una vez más la agricultura vuelve a registrar un nuevo descenso en las cifras de producción, el -7%, a pesar, como dice el Informe de CEPAL de la ausencia de huracanes y del favorable régimen de lluvias. Las controvertidas decisiones relativas al sector del azúcar y el régimen de propiedad estatal siguen lastrando las escasas capacidades productivas del campo cubano para abastecer a una población en aumento. La minería, a pesar de la favorable coyuntura de precios del niquel, apenas aumentó un 1,5%, cifra muy modesta que pone de manifiesto que no se realizan las necesarias inversiones para mejorar la productividad de las explotaciones, a pesar de los fuertes vínculos comerciales con Holanda en este ámbito. El conjunto de actividades manufactureras tan sólo aumentó un 2% según el Informe de CEPAL, lastrado igualmente por la reconversión del sector del azúcar. El sector turístico vió como las cifras de recaudación se han estancado durante el año, y las remesas de las familias exiliadas registraron un descenso significativo, sobre todo, las procedentes de Estados Unidos. Entonces, con estos datos objetivos, ¿cómo es posible que la economía cubana registre un crecimiento del Producto interior bruto del 12,5%, cifra cuestionada y puesta en entredicho por CEPAL? La respuesta a esta pregunta reside en la venta externa de servicios, con un aumento del 53% en servicios profesionales brindados a otros países, sobre todo Venezuela, Bolivia y Centroamérica.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 04:30 PM | Comentários (0)
ATRIBULAÇÕES DE UM WEBLOG.....
Publicado por João Carvalho Fernandes às 03:41 PM | Comentários (0)
dezembro 18, 2006
EN CHANTANT - MICHEL SARDOU
Quand j'étais petit garçon,
Je repassais mes leçons
En chantant
Et bien des années plus tard,
Je chassais mes idées noires
En chantant.
C'est beaucoup moins inquiétant
De parler du mauvais temps
En chantant
Et c'est tellement plus mignon
De se faire traiter de con
En chanson.
La vie c'est plus marrant,
C'est moins désespérant
En chantant.
La première fille de ma vie,
Dans la rue je l'ai suivie
En chantant.
Quand elle s'est déshabillée,
J'ai joué le vieil habitué
En chantant.
J'étais si content de moi
Que j'ai fait l'amour dix fois
En chantant
Mais je n'peux pas m'expliquer
Qu'au matin elle m'ait quitté
Enchantée.
L'amour c'est plus marrant,
C'est moins désespérant
En chantant.
Tous les hommes vont en galère
A la pêche ou à la guerre
En chantant.
La fleur au bout du fusil,
La victoire se gagne aussi
En chantant.
On ne parle à Jéhovah,
A Jupiter, à Bouddha
Qu'en chantant.
Qu'elles que soient nos opinions,
On fait sa révolution
En chanson.
Le monde est plus marrant,
C'est moins désespérant
En chantant.
Puisqu'il faut mourir enfin,
Que ce soit côté jardin,
En chantant.
Si ma femme a de la peine,
Que mes enfants la soutiennent
En chantant.
Quand j'irai revoir mon père
Qui m'attend les bras ouverts,
En chantant,
J'aimerais que sur la terre,
Tous mes bons copains m'enterrent
En chantant.
La mort c'est plus marrant,
C'est moins désespérant
En chantant.
Quand j'étais petit garçon,
Je repassais mes leçons
En chantant
Et bien des années plus tard,
Je chassais mes idées noires
En chantant.
C'est beaucoup moins inquiétant
De parler du mauvais temps
En chantant
Et c'est tellement plus mignon
De se faire traiter de con
En chanson
Michel Sardou -En chantant - no YOUTUBE
Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:23 PM | Comentários (0)
ATRIBULAÇÕES DE UM CIDADÃO NO PAÍS DA BUROCRACIA (IV)
E mais um fim-de-semana, com duas portagens.....
Ida: Classe 1 sem sequer olhar para o carro.
Vinda: Classe 1 após hesitação...
Total geral até ao momento: 8 portagens - 4 vezes classe 1, 4 vezes classe 2!
E claro, o livrete continua a não vir....
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:08 PM | Comentários (1)
dezembro 17, 2006
PARABÉNS CARO (A) LEITOR (A)
É você a personalidade do ano da revista TIME!

Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:39 PM | Comentários (3)
dezembro 15, 2006
BINHOTECA

Um pequeno bar, em Sintra, onde se comem alguns petiscos, acompanhados por alguns dos melhores vinhos de Portugal, servidos a copo. Há uma grande variedade e estão sempre disponíveis para venda a copo dúzias e dúzias de referências entre as mais de duas centenas de vinhos disponíveis. E servidos em copos de qualidade! Também tem alguns excelentes doces conventuais, para terminar a refeição (de preferência acompanhado de um bom Porto).

Alguns dos petiscos: Alheira com grelos; Farinheira grelhada; Rodelas de lombo branco de porco preto; Morcela de sangue e cominhos de maçã; Delicia mista de porco preto (linguiça, farinheira, chouriço e queijo curado) pratos mistos de enchidos(salpicão, chouriço, presunto e linguiça), de presunto Recebo; de presunto de porco preto; de Barrancos; de lombo branco; de Salpicão, de Chouriço assado em aguardente; Tábua de queijos (Beira Baixa Mistura, Queimoso e Ovelha Queimado); queijo de Azeitão e da Serra da Estrela.

Quanto aos (muitos) vinhos, os preços começam nos 2 euros por copo, podendo chegar às várias dezenas (Barca Velha, claro!). Para quem goste de experimentar coisas diferentes é sempre melhor poder beber um copo de cinco vinhos diferentes, do que cinco copos do mesmo vinho..... O aconselhamento é fantástico, bem como o simpático atendimento. E o vinho está garantidamente preservado, pela utilização do «Le Verre du Vin», que é uma máquina que, depois de abertas as garrafas preserva a frescura do vinho durante 21 dias na medida em que lhes retira o ar que ficou entre o líquido e a rolha, evitando assim que o néctar oxide. Foi lá que experimentei variados nectares, que seria mais difícil adquirir à garrafa, ou poder beber no mesmo dia, como Chriseya, Dado, Batuta, Esporão Private Selection ou Quinta do Vale Meão.

O donho é o conhecido "Sr. Vinho do Porto em Lisboa", Paulo Cruz, que desde 1991 tem também em Sintra o Bar-do-Binho, loja especializada em vinho do Porto, onde em 2004 a comitiva do conhecido Abramovitch comprou as mais antigas garrafas de Porto disponíveis, datadas de 1815 e 1820!
Morada: Rua das Padarias, 16 (um pouco acima do meio da rua da Piriquita)
2710 Sintra
Telefone 21 9240849
Publicado por João Carvalho Fernandes às 02:30 PM | Comentários (4)
dezembro 14, 2006
FINALMENTE!

Pode ser que seja desta que a luta contra a corrupção ganhe o destaque necessário para estancar este flagelo que cerca a sociedade portuguesa!
Maria José Morgado assume coordenação da investigação do Apito Dourado
A procuradora-geral adjunta Maria José Morgado vai coordenar os processos relacionados com a operação Apito Dourado, sobre a corrupção no futebol, decidiu a Procuradoria-Geral da República.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:29 PM | Comentários (1)
PORTUGAL - GEORGES MOUSTAKI
Oh muse ma complice
Petite sœur d'exil
Tu as les cicatrices
D'un 21 avril
Mais ne sois pas sévère
Pour ceux qui t'ont déçue
De n'avoir rien pu faire
Ou de n'avoir jamais su
A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
A fleuri au Portugal
On crucifie l'Espagne
On torture au Chili
La guerre du Viêt-Nam
Continue dans l'oubli
Aux quatre coins du monde
Des frères ennemis
S'expliquent par les bombes
Par la fureur et le bruit
A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
À fleuri au Portugal
Pour tous les camarades
Pourchassés dans les villes
Enfermés dans les stades
Déportés dans les îles
Oh muse ma compagne
Ne vois-tu rien venir
Je vois comme une flamme
Qui éclaire l'avenir
A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
À fleuri au Portugal
Débouche une bouteille
Prends ton accordéon
Que de bouche à oreille
S'envole ta chanson
Car enfin le soleil
Réchauffe les pétales
De mille fleurs vermeilles
En avril au Portugal
Et cette fleur nouvelle
Qui fleurit au Portugal
C'est peut-être la fin
D'un empire colonial
Et cette fleur nouvelle
Qui fleurit au Portugal
C'est peut-être la fin
D'un empire colonial
(G. Moustaki / C. Buarque / R. Guerra)
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM | Comentários (0)
Conceden al periodista Guillermo Fariñas el Premio Ciberlibertad 2006
Via: Noticiero Cuba

NC.- El director de la agencia independiente de noticias Cubanacán Press, Guillermo Fariñas, psicólogo y periodista de 43 años, ha sido reconocido por Reporteros Sin Fronteras (RSF) por su lucha por el acceso libre a Internet en Cuba. Este premio se suma a otro recientemente otorgado por la ciudad alemana de Weimar que lo ha distinguido con el premio a los derechos humanos por su “compromiso con la libertad de opinión y la libertad de prensa” en su país.
En esta cuarta edición del premio, la organización RSF quiso reconocer la huelga de hambre que Fariñas inició en febrero de 2006 para pedir que todos los cubanos tengan acceso a un Internet libre. Las autoridades tuvieron que hospitalizarle a la fuerza y hacerle transfusiones para poner término a su acción, que estaba encontrando eco en los medios de comunicación internacionales.
Tras mantenerle varios meses en el servicio de cuidados intensivos, a causa de problemas renales y alteraciones cardíacas, las autoridades ofrecieron a Guillermo Fariñas concederle un acceso “restringido” a Internet. Pero el periodista se negó, explicando que no podía ejercer dignamente su trabajo de periodista consultando solo informaciones filtradas por el gobierno.
La huelga de hambre de “el Coco”, como lo conocen sus más allegados, duró hasta el 31 de agosto, tras estar a punto de morir y perder 15 kilos. Ahora continúa trabajando en Cubanacán y se ha convertido en una de las voces más escuchadas entre los periodistas de la oposición cubana. Por otra parte, sigue informando a los medios de comunicación extranjeros de los atentados a los derechos humanos en su país, y se hace particularmente eco de las medidas de intimidación y acoso que padecen los reporteros independientes.
Cubanacán, fundada en 2003, es la agencia de prensa más importante de la nueva generación de periodistas cubanos. Sin embargo, ninguno de los 17 reporteros que colaboran en ella tiene derecho a utilizar Internet o un fax, para enviar sus artículos al extranjero. Con frecuencia dictan los artículos desde un teléfono público a cobro revertido, pues en Cuba las llamadas internacionales se pagan en moneda extranjera y a un precio exorbitante, es tan caro que el salario medio mensual de un trabajador cubano sólo daría para hablar menos de diez minutos.
Es la cuarta vez que Reporteros Sin Fronteras concede el premio “ciberlibertad”. Los galardonados en años precedentes fueron:
• 2003: Zouhair Yahyaoui, Túnez
• 2004: Huang Qi, China
• 2005: Massoud Hamid, Siria
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:00 AM | Comentários (0)
dezembro 13, 2006
EHEHEHEH.....
Ontem, zero visitas! Tal como antes de anteontem. Mas anteontem tinha tido 1663!
Terrível irregularidade!
E parece que o sistema esteve em baixo na noite de 11 para 12. A noite para a weblog.pt deve-se prolongar até a seguir ao almoço....
Apesar de já sermos poucos na weblog, não esperem por mim para fechar a porta....
Em breve novidades!
Publicado por João Carvalho Fernandes às 03:00 PM | Comentários (1)
LES PETITES FEMMES DE PIGALLE - SERGE LAMA
Un voyou m'a volé la femme de ma vie
Il m'a deshonoré me disent mes amis
Mais je m'en fous pas mal aujourd'hui
Mais je m'en fous pas mal car depuis
Chaque nuit
Je m'en vais voir les petites femmes de Pigalle
Toutes les nuits j'effeuille les fleurs du mal
Je mets mas mains partout, je suis somme un bambin
Je m'aperçois qu'en amour je n'y connaissais rien
Je m'en vais voir les petites femmes de Pigalle
J'étais fourmi et je deviens cigale
Et je suis content, je suis content, je suis content
Je suis content, je suis cocu mais content.
Un voyou s'est vautré dans mon lit conjugal
Il m'a couvert de boue, d'opprobre et de scandale
Mais je m'en fous pas mal aujourd'hui
Mais je m'en fous pas mal car depuis
Grâce à lui
Je m'en vais voir les petites femmes de Pigalle
Tous les maquereaux du coin me rincent la dalle
Je m'aperçois qu'en amour je ne valais pas un sou
Mais grâce à leurs petits cours je vais apprendre tout
Je m'en vais voir les petites femmes de Pigalle
Tous les marins m'appellent l'Amiral
Et je suis content, je suis content, je suis content
Je suis content, je suis cocu mais content.
Je m'en vais voir les petites femmes de Pigalle
Dans toutes les gares j'attends des filles de salle
Je fais tous les endroits que l'église condamne
Même qu'un soir par hasard j'y ai retrouvé ma femme
Je m'en vais voir les petites femmes de Pigalle
C'est mon péché, ma drogue, mon gardénal
Et je suis content, je suis content, je suis content
Je suis content, je suis cocu mais content.
(Il s'en va voir les petites femmes de Pigalle)
(Dans toutes les gares il attend des filles de salle)
(Il fait tous les endroits que l'église condamne)
(Même qu'un soir par hasard il y a retrouvé sa femme)
(Il s'en va voir les petites femmes de Pigalle)
(C'est son péché, sa drogue, son gardénal)
(Il est content, il est content, il est content)
(Il est content, il est cocu mais content)
Serge Lama
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM | Comentários (0)
PERES METELLO - O LUÍS DELGADO DE SÓCRATES
Peres Metello está cada vez mais parecido com o Luís Delgado dos dias de Santana Lopes.
Para ele só há dois tipos de coisas - as que estão óptimas e as que graças à intervenção do governo, para lá caminham!
É irritante (no mínimo) olhar à volta, ver cada vez mais miséria e desemprego e ouvir este tipo de discurso!
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:45 AM | Comentários (1)
dezembro 12, 2006
ATRIBULAÇÕES DE UM CIDADÃO NO PAÍS DA BUROCRACIA (III)
Viagem de estreia de um carro que é simultaneamente classe 1 e classe 2, para efeitos de portagens (é classe 1 com via verde, mas que só é atribuída com o livrete, que não é logo entregue com a aquisição do veículo, mas é classe 2 sem via verde - maravilhas dos burrocratas que nos governam e que ao tentar dar uma benesse aos veículos da Autoeuropa, tiveram de a estender a outros):
1ª portagem: - portageira: Deixe ver, é um Santa Fé, deste ano, portanto é classe 2, certo?
2ª portagem: - Desculpe não o vi chegar, que modelo é a sua carrinha?
- Santa Fé
Classe 1 sem mais hesitações
3ª portagem: classe 2 sem qualquer hesitação.
Regresso :
1ª portagem: (sem qualquer hesitação) Classe 2
2ª portagem: (sem qualquer hesitação) Classe 1
3ª portagem: (Vê chegar, mira, remira, pensa e....) Classe 2!
Balanço desta palhaçada só possível num país amante de burocracias: quatro vezes classe 2 e duas vezes classe 1
Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:17 PM | Comentários (2)
dezembro 11, 2006
Teerão - Estudantes protestam contra Ahmaninejad
Depois de alguns meses de acalmia, fruto quer das muitas detenções que ocorreram, quer de um cerrar de fileiras provocado pelo caso do nuclear, regressam os protesto de estudantes contra o regime iraniano.
Via: Correio da Manhã
Um grupo de estudantes recebeu esta segunda-feira com gritos de "morte ao ditador" o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, durante uma visita à Universidade Amri Kabir, em Teerão.

"Morte ao ditador" e "Os estudantes preferem morrer a serem submissos" foram as frases pronunciadas pelos estudantes quando o presidente se preparava para fazer um discurso na universidade. Os estudantes tentaram atacar a tribuna oficial e partiram câmaras da televisão iraniana, de acordo com as agências de informação internacionais.
Por sua vez, a imprensa oficial iraniana não divulgou qualquer informação sobre o protesto estudantil, enquanto a agência de notícias Irna relatou a ocorrência de "tensão por parte de um pequeno grupo de estudantes" durante a visita de Ahmadinejad.
Apesar dos protestos, Ahmadinejad respondeu aos manifestantes, salientando que "a universidade sempre reconheceu os ditadores com qualquer disfarce. Nos Estados Unidos, há um ditador que se disfarçou de direitos humanos".
Em oposição aos protestos, partidários do regime ultra-conservador de Teerão gritavam "Ahmadinejad, apoiamos-te".
Na passada semana, as universidades de Amir Kabir e de Teerão levaram a cabo uma manifestação estudantil a favor das liberdades e da reforma.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:25 PM | Comentários (0)
NÃO VENHAS TARDE
Não venhas tarde
dizes-me tu com carinho
sem nunca fazer alarde
do que me pedes baixinho
Não venhas tarde
e eu peço a Deus que no fim
teu coração inda guarde
um pouco de amor por mim
Tu sabes bem
que eu vou pra outra mulher
que ela me prende também
que só faço o que ela quer
Tu estás sentindo
que eu te minto e sou cobarde
mas sabes dizer sorrindo
meu amor não venhas tarde
Não venhas tarde
dizes-me tu da janela
e eu venho sempre mais tarde
porque não sei fugir dela
Sem alegria
eu confesso tenho medo
que tu me digas um dia
meu amor não venhas cedo
Por ironia
pois nunca sei onde vais
que eu chegue cedo, algum dia
e seja tarde demais!
Letra e música: Aníbal Nazaré, João Nobre
Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:19 PM | Comentários (0)
ATRIBULAÇÕES DE UM CIDADÃO NO PAÍS DA BUROCRACIA (II)
Se há uma base de dados da Direcção Geral de Viação com as características dos veículos, porque é que a Via Verde só aceita classificar estes na presença do livrete? Não será excesso de zelo (e de burrocracia)?
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:30 AM | Comentários (0)
dezembro 10, 2006
BRAGA
Sporting de Braga volta a estar na luta pelo título!
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:24 PM | Comentários (0)
ATRIBULAÇÕES DE UM CIDADÃO NO PAÍS DA BUROCRACIA (I)
Alguém me sabe dar uma boa razão para o livrete de um automóvel novo não ser passado imediatamente?
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:18 PM | Comentários (0)
dezembro 07, 2006
A MAGIA DO CIRCO (IX)

Publicado por João Carvalho Fernandes às 06:30 PM | Comentários (0)
A MAGIA DO CIRCO (VIII)

Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:00 PM | Comentários (1)
A MAGIA DO CIRCO (VII)

Publicado por João Carvalho Fernandes às 03:30 PM | Comentários (0)
A MAGIA DO CIRCO (VI)

Publicado por João Carvalho Fernandes às 02:00 PM | Comentários (0)
A MAGIA DO CIRCO (V)

Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM | Comentários (0)
A MAGIA DO CIRCO (IV)

Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:00 AM | Comentários (0)
A MAGIA DO CIRCO (III)

Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:30 AM | Comentários (0)
A MAGIA DO CIRCO (II)

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:00 AM | Comentários (0)
ÁMEN - JOSÉ RÉGIO
No circo cheio de luz
Há tanto que ver!...
«Senhores!»
— Grita o palhaço da entrada,
Todo listrado de cores —
«Entrai, que não custa nada!»
«À saída é que se paga»
(E eu sou aquele palhaço
Com listras!, e estardalhaço,
Chamando público...)
Na arena,
Está toda a companhia.
E o público contracena
Com a arena,
Como a arena com o público,
Agonias de alegria...
Uma bailarina dança.
A bailarina que dança
Já correu França e Aragança
Dançando do mesmo modo
Com todo o seu corpo todo.
Mas sempre, de cada vez,
Seu pés,
Seus voláteis pés,
Tiveram diverso modo
De raptar da mesma forma
Seu corpo todo!
Os seus movimentos de hoje
São, talvez, iguais aos de ontem,
Aos olhos de quem não vê
Que o gesto feito uma vez
Já se não faz como fez.
Ai!, a vida!
E eu que ouvi que a vida é um dia!
Mas acaba e principia
A cada instante do dia...
(E eu também sou bailarino:
Também danço!;
Também não tenho descanso;
Também cá vivo fingindo
Que só vivo repetindo,
Muito embora
Saiba como a toda a hora
Vario e crio,
Ruo e fluo,
Como um rio...)
Na plateia, um homem bêbado
Tem olhos vítreos do vinho.
Seus olhos vítreos
Pegaram-se às pernas ágeis
Da bailarina.
Seu olhar que foi subindo
A foi despindo...
E ali a cara de todos
Aquele bêbado a goza,
Gemendo, arquejando, rindo...
... De tal modo,
Que, súbito, o circo todo
é um grande leito em festa, a receber
O espasmo daquele homem
Que possui essa mulher.
Que mentira e que verdade
Que é a vida!
(E eu sou, também, esse bêbado
Que a força de desejar
Transformou em realidade
O seu desejo.
Na verdade...,
Sim, na verdade, não vejo
Porque me não enganar...)
O acrobata, que belo,
Cinturado de amarelo!
Que belo
Ser acrobata!
Seu corpo é de oiro e de prata,
Com fogo e gelo a correr...
Pendurado do trapézio,
Crucificado no ar,
Causa angústia e faz prazer
Ver esse corpo bailar,
Voar
Entre a vida e a morte...
E é belo ser assim forte,
Ficando assim delicado.
Ora esse alado elegante
Que sorri com tal desplante
Tem, no entanto,
Há já tanto!,
Uma loucura com ele
Que o impele:
Quer subir
Até onde puder ir;
Além do que puder ir;
Mais e mais!
Seus belos saltos mortais
Desenham cada vez mais
Voos cada vez mais trágicos.
Até que ele há-de chegar
À tristíssima vitória
De não ter mais que avançar.
Então...,
Ele há-de, ainda, sorrir.
Ora verão!
E há-de deixar-se cair.
E há-de deixar-se cair,
Do sétimo céu ao chão.
Ai!, a vida!
Poema da Tentação...
(E eu sou aquele acrobata:
Não subi nem me exibi;
Não me tapei de amarelo,
Nem meu corpo é de oiro e prata,
Nem eu sou belo...
Tenho dó de não ser belo!
Mas sou aquele acrobata.)
Ri, palhaço!
O palhaço entrou em cena,
Ri, cabriola, rebola,
Pega fogo à multidão.
Ri, palhaço!
Corpo de borracha e aço,
Rebola como uma bola,
Tem dentro não sei que mola
Que pincha, emperra, uiva, guincha,
Zune, faz rir!
Ri, palhaço!
Ri..., ri de ti para os outros,
Ri dos outros para ti,
Ri de ti para ti... ri!,
Ri dos outros para os outros...,
Ri, arre!, ri, irra!, ri!
Não!, que não!, que eu não lamente
Quem então, mesmo que o tente,
Não deixa de se exprimir
Tão brutalmente.
Palhaço, ri!
Eu não sei ter dó de ti:
Por miserável que seja,
Não se tem dó do que é belo.
(... Porque,
Será preciso dizê-lo?,
Também sou esse palhaço
Feito de borracha
E aço...)
Ai!, a vida!
Que trambolhões na subida,
Que ascenções pela descida...!
Entre os mil espectadores,
Encolhido,
Pequenino,
— Meu menino, ino, ino... —
Sim, fixo aquele menino.
Seus olhos, duas estrelas,
Acesinhos como velas
E maiores
Que os dos mais espectadores,
São de Menino Jesus
Que dá lição aos doutores.
Esses olhos fazem luz
Sobre todo o circo... São
Duas varas de condão.
Eis como, a luz que eles dão,
Tudo, em redor, se enriquece
De outra significação:
Que linda história de fadas
Se não vai desenrolando!,
Com princesas encantadas
Desencantadas,
E jovens reis escalando
Que muralhas invencíveis
Ao ritmo de árias terríveis,
Enquanto um príncipe excêntrico
Engole espadas e chamas,
Vem divertir o seu povo,
Trava prélios
Com dragões,
Gigantes,
Bruxas,
Anões,
—Criações
Dum mundo novo...
Ai!, a vida!
Maravilhosa historieta!
(E eu sou aquele menino:
Sou poeta...)
Mas em frente,
Do outro lado da arena,
Certa cara mascarada
Foca a cena:
Mascarada de silêncio,
De serenidade e enigma.
Bailados e acrobacias,
Amazonas e corcéis,
Músicas, luzes, e cores,
— Não me parecem que existam
Naqueles ouvidos surdos
E naqueles olhos foscos
De lágrimas,
Sangue,
Suores...
Quem é que ali sabe a história
Destes olhos esvaziados.
Dessa testa de sepulcro,
Daqueles lábios selados?
Porque está ali essa máscara,
Sozinha na multidão,
Fechada no seu caixão
De solidão e silêncio?...
E ai, minha mãe e meu pai!,
Todos que me quereis... ai
Que eu sou também, afinal,
Todo esse frio mortal...!
... Porque eu sou tudo!, — afinal.
E, mais do que bailarino,
Clown, acrobata, menino,
Bêbado ou esfinge, sou
A terra,
O chão que eles pisam,
E o pó que sobe e os envolve...
Moro lá em baixo, enterrado,
Muito lá em baixo!, e calado.
Pairo por cima ondulando,
Ando
No ar
Espalhado...
Ai!, a vida!
Que a vida não tem limites,
E quem vive não tem paz,
Menino, por mais que sonhes!,
Por mais que desejes, bêbado!,
Palhaço, por mais que grites!,
Por ais que vás, acrobata!,
Por mais que vás...!
Ai!, a vida!
... Assim, me surge tão bela,
Tão digna de ser vivida,
Sorvida
Até se esgotar,
Que eu sei que é faminto dela
Que me hei-de matar.
José Régio in As Encruzilhadas de Deus
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dezembro 06, 2006
A MAGIA DO CIRCO (I)

Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:00 PM | Comentários (0)
LOS RIESGOS DE DISENTIR EN LA CUBA REGIDA POR LOS HERMANOS CASTRO
Via: La Nueva Cuba

Ser oposición en una isla regida durante más de 47 años por un régimen que mantiene un férreo control en cada aspecto de la vida de los cubanos no es fácil. Sino, que lo digan las "Damas de Blanco", la agrupación de esposas y madres de 75 disidentes encarcelados en 2003 y condenados a penas de hasta 28 años de prisión por "atentar contra el Estado" y "socavar los principios de la revolución". Vestidas totalmente de blanco, y con una chapa de su pariente encarcelado, estas mujeres se reúnen todos los domingos en la Iglesia Santa Rita, ubicada en Miramar, uno de los pocos sectores de La Habana donde no se ve tanta pobreza. Tras asistir a misa, se juntan en una esquina a rezarle a Santa Rita, "la abogada de los imposibles", y posteriormente, con un gladiolo rosado en la mano, caminan por la Quinta Avenida, recibiendo bocinazos de apoyo, pero también la indiferencia de muchos. El acto termina con un grito unísono: "¡Libertad a nuestros presos!". Este ritual lo vienen cumpliendo ininterrumpidamente desde hace más de tres años, incluso en dos ocasiones soportando un huracán, y han llegado a congregar a 66 mujeres. Pero este domingo sólo fueron 13. ¿La razón? "Al ver que llamábamos la atención del pueblo, el gobierno les ha quitado el carnet de identidad a muchas de las que vienen del interior para que no puedan viajar o las bajan de los buses", afirma a "El Mercurio" Miriam Leiva, integrante del movimiento y señora de Óscar Espinosa Chepe, uno de los 75 cubanos arrestados en 2003. Pero esos no son los únicos obstáculos que deben sortear. Algunas han sido expulsadas de sus trabajos; a otras no se les permite jubilar; sus teléfonos están interceptados; deben soportar días continuos con música a un volumen escandaloso, y sus casas están permanentemente vigiladas. Incluso una de ellas, para poder reunirse los domingos, debe salir de su casa el sábado y quedarse a dormir donde una amiga, así evita ser interceptada por agentes de civil que llegan a su hogar a impedirle su salida. Muchos de los disidentes fueron encarcelados en ciudades distintas a la de sus familias, para dificultar un contacto que ya es escaso. La mayoría de las "Damas de Blanco" sólo puede visitar la cárcel durante un total de ocho horas en el año (cuatro visitas de dos horas). "Es que ustedes hablan muy fuerte", es la respuesta que les dan en el gobierno para justificar esta represión. Pero quienes peor lo han pasado son los 75 disidentes arrestados en 2003. Uno de ellos es el economista Óscar Espinosa, quien trabajó en el Ministerio de Relaciones Exteriores. Cometió el "delito" de mostrar simpatía por la "glasnost" y la "perestroika" y de expresar opiniones que no seguían la línea del gobierno. En 1992 fue expulsado del Banco Nacional y, once años después, apresado. "Llegaron a mi casa a las cuatro de la tarde y estuvieron registrando el lugar hasta las 3 de la mañana. Se llevaron libros, lápices y un fax, y a mí me llevaron detenido, acusado de ser agente de los norteamericanos", relata a "El Mercurio". "Fui trasladado a una celda aislada, con la luz encendida todo el día y sometido a constantes interrogatorios. Perdí el sentido del tiempo", señala Espinosa, y agrega que "una madrugada me condujeron a un edificio sin querer decirme a donde íbamos. Cuando llegamos me dejaron hablar 5 minutos con una persona que me dijeron era mi abogado. Inmediatamente empezó el juicio, tipo 9 de la mañana, y terminó en la madrugada del otro día. Fui condenado a 20 años". Distorsiones: Espinosa recuerda que como pruebas usaron videos de reuniones que sostuvo en La Habana con congresistas norteamericanos. "Pero esas reuniones eran conocidas, incluso salieron en la prensa. Y en ellas yo manifesté mi rechazo a la política norteamericana hacia Cuba", se defiende. Espinosa (66 años) fue excarcelado en 2005 por motivos de salud, al igual que varios otros, pero con una carta de libertad que dice que en cualquier momento puede volver a prisión. Para eso se creó una comisión que estudia permanentemente su "conducta social". Las expectativas que tiene sobre lo que pueda suceder con Raúl en el poder no son muchas. "Desde que Fidel le entregó el poder la represión ha aumentado. Raúl no es tan inteligente como Fidel, pero es más sanguinario", afirma una de las "Damas de Blanco". Espinosa tampoco tiene muchas esperanzas: "No creo que mejore la libertad de expresión, aunque sí espero cambios económicos. El problema es que deberá enfrentarse a los de línea dura que no van a querer cambios. La figura de Fidel Castro no se irá fácilmente ya que es un hombre que durante 50 años lo dirigió todo". Washington responde a Raúl: Estados Unidos no va a "dialogar sólo por dialogar" con Cuba, manifestó ayer en Londres el secretario de Estado adjunto para América Latina, Thomas Shannon, al ser preguntado por las palabras de Raúl Castro, en el sentido de volver a la mesa de negociaciones. "El diálogo más importante" tiene que darse "entre el régimen y el pueblo" cubanos. Este es necesario, a su juicio, "para hacer la transición hacia la democracia". "Si nuestro interés fuera sólo mejorar nuestras relaciones bilaterales con Cuba lo pudiéramos haber hecho hace años. Pero nuestro interés es buscar una manera de ayudar al pueblo cubano a hacer un cambio hacia la democracia". El férreo control a la prensa: "¿Usted trabaja en un diario de Chile? Por favor, regáleme uno para poder saber qué pasa afuera". Al igual que la mayoría de sus compatriotas, Daniel, un guía turístico de La Habana, está totalmente desconectado de lo que sucede afuera de la isla. Su única fuente de información son los estatales diarios "Granma" y "Juventud Rebelde", y los canales de televisión "Cubavisión", "Tele Rebelde" y las señales educativas. Los diarios dan escasas noticias internacionales, y todas ellas son negativas: "En Paraguay el desempleo bordea el 50%" o "crece la corrupción en el Partido Popular español", con el fin de mostrar los problemas que en la isla, supuestamente, no existen. Y en el caso de la televisión, la objetividad también es algo inexistente. El conductor habla de "nuestro partido", y durante gran parte de la programación se recuerdan las hazañas de Fidel Castro. ¿Y qué pasa con internet? Hay escasos lugares de conexión y tiene un valor de US$ 5 la hora, inalcanzable para personas que ganan entre US$ 10 y US$ 15 al mes.
Gonzalo Vega Sfrasani
Enviado especial
El Mercurio
Chile
Cortesía de:
Cuca Cañizares
La Nueva Cuba
Diciembre 6, 2006
Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:00 AM | Comentários (1)
dezembro 05, 2006
JOSÉ ANTÓNIO

Uma pequena homenagem a alguém cujo percurso profissional se confunde com o circo e com o Coliseu: o Director de Pista, José António. Desde que comecei a ir ao circo lá, que me lembro dele!
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:00 PM | Comentários (0)
CARLOS VAZ MARQUES lança MPB.pt



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dezembro 04, 2006
WEBLOG
Esta entrada é colocada agora porque não o consegui quando mais me apetecia nos últimos três ou quatro dias. O serviço está cada vez pior, não são dadas explicações e até se devem rir de quem tem blogues pagos....
ICONOCLASTAS, ZULUS, OSTROGODOS, PROTOZOÁRIOS!
Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:50 PM | Comentários (0)
TOMAR PARTIDO
O Jorge Ferreira está hoje duplamente de parabéns:
Pelo aniversário do Tomar Partido e pelo facto de ter casa nova (livrou-se do mau serviço da weblog).
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:00 PM | Comentários (0)
4 de Dezembro - a vergonha da democracia portuguesa

Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro
* Porto 19.7.1934 + Camarate 4.12.1980

Adelino Manuel Lopes Amaro da Costa
* Lisboa, 18.4.1943 + Camarate 4.12.1980
Passam hoje 26 anos sobre os acontecimentos de Camarate com o avião onde se deslocava o então primeiro-ministro de Portugal, Francisco Sá Carneiro, o ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa e acompanhantes.
A partir do momento em que alguém confessou a autoria material do atentado já ninguém pode mais alegar que foi um acidente como muitos quiseram fazer querer ao longo destes anos, nomeadamente o vice-primeiro ministro de então, Diogo Freitas do Amaral.
Este processo todo fica como uma nódoa indelével da democracia e justiças portuguesas. Prova-se finalmente que as investigações feitas foram incompletas, que o poder político, com uma Assembleia da República com comissões de inquérito que andaram 25 anos a oscilar entre as teses do atentado e do acidente foi ineficiente e que o poder judicial não deu a este assunto a importância que merecia.
Mas o mais grave é que tudo isto é uma imagem do que tem sido a justiça em Portugal nos últimos anos: desleixada, ineficiente e incapaz de fazer jus ao seu objectivo - JUSTIÇA!
E sem Justiça célere, fiável e eficaz, não há verdadeira Democracia. Pobre Portugal!
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:00 AM | Comentários (0)
dezembro 01, 2006
NÃO PASSARÃO - MIGUEL TORGA
Este poema de Miguel Torga era lido todos os anos na manifestação que Vera Lagoa organizava no 1º de Dezembro.
NÃO PASSARÃO - MIGUEL TORGA
Não desesperes, Mãe!
O último triunfo é interdito
Aos heróis que o não são.
Lembra-te do teu grito:
Não passarão!
Não passarão!
Só mesmo se parasse o coração
Que te bate no peito.
Só mesmo se pudesse haver sentido
Entre o sangue vertido
E o sonho desfeito.
Só mesmo se a raiz bebesse em lodo
De traição e de crime.
Só mesmo se não fosse o mundo todo
Que na tua tragédia se redime.
Não passarão!
Arde a seara, mas dum simples grão
Nasce o trigal de novo.
Morrem filhos e filhas da nação,
Não morre um povo!
Não passarão!
Seja qual for a fúria da agressão,
As forças que te querem jugular
Não poderão passar
Sobre a dor infinita desse não
Que a terra inteira ouviu
E repetiu:
Não passarão!
Miguel Torga in Poemas Ibéricos, 1965
Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:00 PM | Comentários (0)
1º DE DEZEMBRO - VERA LAGOA
Para mim, este dia ficou para sempre indelevelmente associado a Vera Lagoa. Inesquecíveis as manifestações que desciam a Avenida da Liberdade. Contra-manifestações, provocações de vária ordem e até bombas nada conseguiram!
Uma voz que ninguém conseguiu calar! A falta que ela faz à política e democracia portuguesas!

Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:13 PM | Comentários (3)