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julho 29, 2005
TATUAGEM - RUY GUERRA
Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
pra seguir viagem
Quando a noite vem
E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava
Eu quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo te alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teo braço
Repousa frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço
Eu quero pesar feito cruz nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem
Eu quero ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marcada a frio, ferro e fogo
Em carne viva
Corações de mãe
Arpões, sereias e serpentes
Que te rabiscam o corpo todo mas não sentes
Ruy Guerra
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:00 PM
julho 28, 2005
JARDINS DO MONTE

MONTE - MADEIRA - 2005
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:00 PM
julho 27, 2005
O AMOR QUE SINTO - JOSÉ GOMES FERREIRA
O amor que sinto
é um labirinto.
Nele me perdi
com o coração
cheio de ter fome
do mundo e de ti
(sabes o teu nome),
sombra necessária
de um Sol que não vejo,
onde cabe o pária,
a Revolução
e a Reforma Agrária
sonho do Alentejo.
Só assim me pinto
neste Amor que sinto.
Amor que me fere,
chame-se mulher,
onda de veludo,
pátria mal-amada,
chame-se "amar nada"
chame-se "amar tudo".
E porque não minto
sou um labirinto.
José Gomes Ferreira
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:00 PM
julho 25, 2005
CONFIANÇA - MIGUEL TORGA
O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...
Miguel Torga
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:00 PM
julho 23, 2005
BLOGS RECOMENDADOS
Apesar de não estar totalmente ausente daqui, o ritmo nos próximos tempos vai ser substancialmente menor.
Assim, recomendo que vão passando principalmente pelos blogs das categorias "Sempre, Muitas vezes e Sempre que possível", mas em especial por estes:
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:00 AM | Comentários (4)
julho 22, 2005
FÉRIAS
Vou de férias amanhã. Deixo de estar aqui:

Passo para aqui:

Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:00 PM
LONDRES CONTINUA ALVO PRIVILEGIADO DO TERRORISMO
Com a devida vénia à Lusa e BBC:

Londres/Atentados:Scotland Yard confirma que matou homem no Metro
Londres, 22 Jul (Lusa) - A polícia britânica confirmou hoje que agentes da Scotland Yard mataram hoje um homem na estação de Metro de Stockwell da linha Northern, no sul de Londres.
"Podemos confirmar que pouco depois das 10:00 (mesma hora em Lisboa), agentes armados entraram na estação de Stockwell", disse a Scotland Yard.
"Um homem foi interpelado e em seguida alvejado pelos agentes. O serviço de ambulâncias de Londres foi chamado ao local e declarou a morte do indivíduo", acrescentou o porta-voz da polícia metropolitana de Londres.
O homem, descrito por algumas testemunhas como sendo asiático, foi visto a saltar uma barreira e a entrar numa composição do comboio estacionado em Stockwell da linha de Northern do Metro de Londres.
O comboio estacionado em Stockwell foi imediatamente evacuado, enquanto a polícia mandava suspender a circulação nas linhas de Northern e de Victoria.
A estação de Stockwell fica a uma estação da de Oval, onde quinta-feira foi registada uma das quatro explosões de fraca potência que ocorreram em Londres.
Este incidente surge quando está lançada uma vasta operação de "caça ao homem" pelos serviços de segurança para encontrar os presumíveis autores das quatro explosões em três estações do Metro e num autocarro de dois andares registadas quinta-feira em Londres.
Ao contrário dos atentados de 07 de Julho, dos quais resultaram 56 mortos e 700 feridos, os ataques de quinta-feira apenas provocaram um ferido ligeiro.
Para a imprensa britânica, o objectivo dos ataques de quinta- feira em Londres foi conseguido: "Devolver o medo à cidade".
Por seu turno, meios de comunicação social estrangeiros caracterizam os mesmos ataques como "atentados falhados", porque não causaram vítimas mortais.
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que hoje está na residência de campo de Chequers, está a ser informado do desenvolvimento dos acontecimentos, referiu o porta-voz oficial de Downing Street.
Minutos depois deste incidente na linha Northern do Metro de Londres, polícias armados cercaram uma mesquita no leste de Londres e perto do centro financeiro da capital britânica, no bairro de Whitechapel, indicou uma testemunha à cadeia BBC News 24.
Segundo a cadeia de televisão, o cerco foi rapidamente levantado por se ter confirmado que o alerta levantado sobre vários embrulhos suspeitos era falso.
Anteriormente, um líder muçulmano tinha afirmado que a mesquita, uma das maiores de Londres, tinha sido evacuada na sequência de uma ameaça de bomba.
A BBC referiu que as forças de segurança tinham pedido às pessoas que viviam perto da mesquita para não saírem de casa.
MC.
Man shot dead by police on Tube
Police have cordoned off a 200-metre area around the station
A man has been shot dead by police at Stockwell Tube station in south London, as officers hunt four bombing suspects.
Passenger Mark Whitby told BBC News he had seen a man of Asian appearance shot five times by "plain-clothes police officers" with a handgun.
BBC home affairs correspondent Danny Shaw said there were unconfirmed reports officers at the scene had said the man shot was the Oval bomb suspect.
And armed police have cordoned off an area of Harrow Road in west London.
BBC correspondent Graham Satchell, who is at the scene, said the focus of the large police presence appeared to be an internet cafe.
As well as armed officers in body armour, there were about seven police vehicles and an ambulance, he said.
People in the area were "nervous", he added.
Station evacuated
Police have cordoned off a 200-metre area around Stockwell station. The incident followed four attempted bombings in the capital on Thursday at Oval, Warren Street, Shepherd's Bush stations and on a bus in Shoreditch in east London.
Passengers were evacuated from Stockwell station, which is on the Northern Line and Victoria Line.
Teams of forensic officers are working inside the station, and police helicopters are hovering overhead.
Services on the Victoria and Northern lines were suspended following a request by the police.
Mr Whitby, told BBC News: "I was sitting on the train reading my paper.
"I heard a load of noise, people saying, 'Get out, get down!'
"I saw an Asian guy run onto the train hotly pursued by three plain-clothes police officers.
'Bomb belt'
"One of them was carrying a black handgun - it looked like an automatic - they pushed him to the floor, bundled on top of him and unloaded five shots into him.
"I saw the gun being fired five times into the guy - he is dead," he said.
BBC Home affairs correspondent Margaret Gilmore said officers had challenged a known suspect they had been following.
"He ran, they followed him. They say they gave him a warning, they then shot him.
"They brought in the air ambulance. They did everything they can to revive him. He died at the scene."
Police had warned they would shoot to kill if they believed somebody to be a threat, she added.
BBC crime correspondent Neil Bennett said the suspect was being followed as a result of CCTV footage seen by officers investigating Thursday's explosions.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 04:00 PM
BLOGUE DA SEMANA NO COMÉRCIO DO PORTO
O Fumaças é blogue da semana no O Comércio do Porto.
Um agradecimento a quem tornou tal possível e a transcrição:
Blogue da Semana
http://fumacas.weblog.com.pt/
O caminho do realinhamento
Quando José Pacheco Pereira ainda não tinha protagonizado uma pequena revolução no seio da blogoesfera nacional, João Carvalho Fernandes leu um artigo sobre blogues. O tema despertou-lhe interesse, recortou a notícia, guardou-a, mas não ligou muito ao assunto. Meses depois, uma tarde de arrumações levou-o ao reencontro do artigo e começou uma aventura que dura até hoje. Militante do Partido da Nova Democracia (PND) e editor do jornal "Democracia Liberal", o autor sentiu-se atraído pela ideia de construir um espaço onde pudesse "difundir ideias e mostrar coisas, hobbies". A ligação ao partido de Manuel Monteiro não é evidente, mas está lá: "Uma vez por outra, coloco no blogue chamadas de atenção para temas que o partido abordou". Contudo, "já ocorreu ter uma posição diferente do PND e colocar no Fumaças essa ideia divergente". Os critérios que regem a escrita de João Fernandes Carvalho são simples: "falar de tudo o que gosto e evitar imagens chocantes porque sei que o blogue é também lido por crianças". Dois anos e meio depois do arranque do Fumaças, o autor conclui que a blogoesfera "já viveu melhores dias". "Depois do boom, houve gente de valor que se afastou como o Daniel Oliveira e o Paulo Ferreira da Cunha, por outro lado, surgem cada vez menos blogues". No entanto, a blogoesfera deu lugar a uma explosão de opinion-makers da ala liberal, na qual o autor naturalmente se inclui, que antigamente não tinha nem um espaço político, nem um lugar na Comunicação Social para exprimir ideias. Consequências? "A longo prazo é capaz de haver um realinhamento político derivado desse espaço que passámos a ter". A ver vamos...
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:36 AM | Comentários (1)
julho 21, 2005
OS NAZIS DIFICILMENTE DIRIAM ALGO DIFERENTE...
O autor desta frase é um tal de Albino Almeida, presidente da CONFAP -Confederação Nacional de Associações de Pais. Espero que rapidamente seja substituído porque quem diz barbaridades destas só merece ir para a rua...
Foi em intervenção no programa "Tudo em Família", no canal 2, do passado dia 30 de Junho:
Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:00 PM | Comentários (2)
LONDRES - NOVOS "INCIDENTES"
Um ferido no seguimento de "pequenos rebentamentos" no metro (3 estações) e num autocarro:
Via: BBC
Tube cleared after minor blasts

Police have set up cordons round the stations
Minor explosions using detonators only have sparked the evacuation of three Tube stations and the closure of three lines, a BBC correspondent has said.
Police cordoned off large areas around Warren Street, Oval and Shepherd's Bush Tube stations.
A route 26 bus in Hackney Road in Bethnal Green had its windows blown out by a blast. There were no injuries.
Police in London say they are not treating the incidents as "a major incident yet".
One person was injured at Warren Street, although the person's condition is unknown.
The whole of the Northern Line has been suspended, along with the Victoria Line and the Hammersmith and City line.
London Underground went to an amber alert with trains taken to the next station and evacuated.
An eyewitness at Oval station said there had been a small bang, and a man had then run off when the Tube reached the station.
A spokesman for Stagecoach said the driver of the number 26 bus travelling through Shoreditch had heard a bang on upper deck, gone upstairs and seen the windows were blown out. The bus driver was very shaken but said to be fine.
At Shepherd's Bush station, police told reporters that a man had threatened to blow himself up and then ran off.
Sosiane Mohellavi, 35, was travelling from Oxford Circus to Walthamstow when she was evacuated from a train at Warren Street.
"I was in the carriage and we smelt smoke - it was like something was burning. "Everyone was panicked and people were screaming. We had to pull the alarm. I am still shaking."
The BBC's Rory Barnett said there had been no smoke on the platform at Warren St.
Liz Edwards, who works near Warren Street Underground station, said the area was full of activity.
"There are police, fire engines and ambulances all around there. A guy from our office had just come back from the station and said the police were aggressively keeping people away from the station and that you could not get anywhere near it."
Publicado por João Carvalho Fernandes às 02:14 PM
SÃO MIGUEL

SÃO MIGUEL - AÇORES - 2005
Autoria foto: Rita Fernandes
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:30 PM
julho 20, 2005
E VIVA O DESPESISMO! - DEMISSÃO DO MINISTRO DAS FINANÇAS
E poucos dias depois de o Ministro das Finanças ter mostrado estar contra os elefantes brancos da Ota e TGV, é exonerado!
E cá vamos sendo governados pelos despesistas, que ainda vão conseguindo aumentar as receitas mas têm as despesas completamente descontroladas...
Aonde irá isto parar? Temo o pior...
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:29 PM | Comentários (1)
NO FAROL DA GUIA - COUTO VIANA
Pedi ao Farol da Guia,
Pra que a nau não naufragasse
Na noite que fôr o dia,
Que fosse luz e a guiasse.
E pedi mais:
Que baloiçasse no ar
Os sinais
Do tufão que vai chegar,
Pra que ao abrigo do cais
A nau achasse lugar.
E o primeiro farol
De aviso à navegação
No mundo onde nasce o Sol,
Não me disse sim nem não.
Mas a âncora ancorada,
Como fanal de bonança,
Entre os muros da esplanada,
Disse, sem me dizer nada:
- Tem esperança!
António Manuel Couto Viana
Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:30 PM
CHURCHILL - NEVER GIVE IN, NEVER, NEVER, NEVER
Já em tempos aqui publiquei esta história, que está cada vez mais actual....
Via: THE CHURCHILL CENTER:

Never Give In, Never, Never, Never
October 29, 1941
Harrow School
When Churchill visited Harrow on October 29 to hear the traditional songs again, he discovered that an additional verse had been added to one of them. It ran:
"Not less we praise in darker days
The leader of our nation,
And Churchill's name shall win acclaim
From each new generation.
For you have power in danger's hour
Our freedom to defend, Sir!
Though long the fight we know that right
Will triumph in the end, Sir!
Almost a year has passed since I came down here at your Head Master's kind invitation in order to cheer myself and cheer the hearts of a few of my friends by singing some of our own songs. The ten months that have passed have seen very terrible catastrophic events in the world - ups and downs, misfortunes - but can anyone sitting here this afternoon, this October afternoon, not feel deeply thankful for what has happened in the time that has passed and for the very great improvement in the position of our country and of our home? Why, when I was here last time we were quite alone, desperately alone, and we had been so for five or six months. We were poorly armed. We are not so poorly armed today; but then we were very poorly armed. We had the unmeasured menace of the enemy and their air attack still beating upon us, and you yourselves had had experience of this attack; and I expect you are beginning to feel impatient that there has been this long lull with nothing particular turning up!
But we must learn to be equally good at what is short and sharp and what is long and tough. It is generally said that the British are often better at the last. They do not expect to move from crisis to crisis; they do not always expect that each day will bring up some noble chance of war; but when they very slowly make up their minds that the thing has to be done and the job put through and finished, then, even if it takes months - if it takes years - they do it.
Another lesson I think we may take, just throwing our minds back to our meeting here ten months ago and now, is that appearances are often very deceptive, and as Kipling well says, we must "…meet with Triumph and Disaster. And treat those two impostors just the same."
You cannot tell from appearances how things will go. Sometimes imagination makes things out far worse than they are; yet without imagination not much can be done. Those people who are imaginative see many more dangers than perhaps exist; certainly many more than will happen; but then they must also pray to be given that extra courage to carry this far-reaching imagination. But for everyone, surely, what we have gone through in this period - I am addressing myself to the School - surely from this period of ten months this is the lesson: never give in, never give in, never, never, never, never-in nothing, great or small, large or petty - never give in except to convictions of honour and good sense. Never yield to force; never yield to the apparently overwhelming might of the enemy. We stood all alone a year ago, and to many countries it seemed that our account was closed, we were finished. All this tradition of ours, our songs, our School history, this part of the history of this country, were gone and finished and liquidated.
Very different is the mood today. Britain, other nations thought, had drawn a sponge across her slate. But instead our country stood in the gap. There was no flinching and no thought of giving in; and by what seemed almost a miracle to those outside these Islands, though we ourselves never doubted it, we now find ourselves in a position where I say that we can be sure that we have only to persevere to conquer.
You sang here a verse of a School Song: you sang that extra verse written in my honour, which I was very greatly complimented by and which you have repeated today. But there is one word in it I want to alter - I wanted to do so last year, but I did not venture to. It is the line: "Not less we praise in darker days."
I have obtained the Head Master's permission to alter darker to sterner. "Not less we praise in sterner days."
Do not let us speak of darker days: let us speak rather of sterner days. These are not dark days; these are great days - the greatest days our country has ever lived; and we must all thank God that we have been allowed, each of us according to our stations, to play a part in making these days memorable in the history of our race.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:45 PM
julho 19, 2005
COMENTÁRIO POLÍTICO DO DIA NO JUMENTO
Quem será o referido? Será aquele que faz anos depois de amanhã? (as coisas que eu sei....)
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:30 PM | Comentários (2)
Labour discontent, protests spread across Iran
Via: IRAN FOCUS
More than 50,000 workers took to the streets of cities across on Saturday to protest against the government’s labour policies.

The largest protest was in the western city of Ilam, where 17,000 workers took part in a rally.
At least 20,000 workers also rallied in two separate towns of Pakdasht and Varamin near Tehran.
Another 10,000 workers from the province of Golestan, northern Iran, 4,000 factory workers from the eastern province of Khorrasan Jonoubi, and at least 1,000 workers from Iran’s Pars Electric based in Tehran all went on strike.
Transportation facilities in the Iranian capital and the holy city of Qom, central Iran, also suffered a setback when employees joined fellow protesting workers.
Several thousand industrial workers from Bushehr, southwest Iran, Yazd, central Iran, and Shushahr, southern Iran also took part in the mass strikes.
Many protesters blamed the government for not ensuring that workers’ salaries were paid and for systematic deductions in insurance scheme benefits.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 06:00 PM
O CORAÇÃO - TORQUATO DA LUZ
Não se deve esquecer o coração algures,
numa praia deserta ou num jardim público.
O coração tem regras,
embora nem sempre traga manual de instruções.
Já uma vez me esqueci do coração,
numa noite de Inverno, em plena praça,
fechados os cafés e restaurantes.
Chovia a bom chover e nem dei por isso.
Vieram trazer-mo a casa envolto numa estrela,
o que, evidentemente, agradeci.
Torquato da Luz
in: OFÍCIO DIÁRIO
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:30 AM
julho 18, 2005
CUBA - En delicado estado de salud prisioneros de conciencia
Via: CUBANET
CAIBARIEN, Cuba - 15 de julio (Ibrahim Dionisio Rodríguez, Cubanacán Press / www.cubanet.org) - Guido Sigler Amaya, que se encuentra confinado en la prisión de Agüica en Matanzas, comunicó telefónicamente en días recientes a sus familiares el cuadro clínico que presenta.

El prisionero de conciencia mantiene una delgadez extrema, presenta palidez y está siendo afectado por parásitos como macrófagos, giardias, entre otros, que agudizan su gastritis y duodenitis. Además, padece de artrosis cervical, que le dificulta la locomoción, inflamación en la próstata y problemas oculares.
Sigler Amaya ha sido ingresado en varias ocasiones en el hospital "Mario Muñoz" del municipio de Colón en Matanzas, en el servicio de terapia intermedia, y también en el centro de salud de penados del Combinado del Este.
Guido Sigler Amaya es activista del Movimiento Opción Alternativa, fue detenido durante la Primavera Negra de Cuba del 2003, siendo condenado a 20 años de privación de libertad por la Causa #7.
Por su parte, Ana Aguililla Saladrigas, esposa de Francisco Pastor Chaviano González, informó el recrudecimiento de las enfermedades de su cónyuge, recluido en el Combinado del Este.
"Presenta neumonía crónica, asma bronquial y una sombra en el pulmón que parece ser un nódulo", expresó Agulilla, e hizo un llamado internacional por la inmediata liberación de Chaviano González, donde exhorta a hombres y mujeres de buena voluntad, a la Cruz Roja Mundial, Amnistía Internacional, a organizaciones cívicas y a todo el que pueda interceder ante el gobierno cubano para solicitar la libertad de su esposo, junto a la de todos los presos políticos cubanos.
Francisco Chaviano González, fue encarcelado el 7 de mayo de 1994 en la Causa #32, y condenado a 15 años de privación de libertad.
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Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:57 PM
RELÓGIOS...
Enviado por Frederico Benjamim:
O cidadão morreu e foi para o céu.
Enquanto estava em frente a São Pedro nos Portões Celestiais, viu uma enorme parede com relógios atrás dele.
Ele perguntou:
- O que são todos aqueles relógios?
São Pedro respondeu:
- São Relógios da Mentira. Todo mundo na Terra tem um Relógio da Mentira.
A cada vez que você mente, os ponteiros de seu relógio se movem.
- Oh!! - exclamou o cidadão - De quem é aquele relógio ali?
- É o de Madre Teresa. Os ponteiros nunca se moveram, indicando que ela nunca mentiu.
- E aquele, é de quem?
- É o de Abraham Lincoln. Os ponteiros só se moveram duas vezes, indicando que ele só mentiu duas vezes em toda a sua vida.
- E o relógio do José Sócrates?
- Ah! O do José Sócrates está na minha sala. Estou usando como ventilador de tecto...
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:00 PM
julho 17, 2005
ALBERTO JOÃO JARDIM - FINALMENTE O RECONHECIMENTO INTERNACIONAL!
Finalmente, Alberto João Jardim começa a ser reconhecido no estrangeiro, como figura(o) de vulto! Conseguiu a contracapa do El Mundo da passada 5ª feira.
Via: Diário de Notícias da Madeira

El Mundo apelida Jardim de "professor do insulto"
Um artigo publicado quinta-feira no matutino espanhol, fala dos «excessos verbais» de Alberto João Jardim
Alberto João Jardim anda, a bem dizer, nas bocas d’"El Mundo". Um artigo publicado anteontem, naquele que é um dos maiores jornais espanhóis, faz o retrato do presidente do Governo Regional da Madeira, através da escrita da jornalista Sonia Dominguez. Com o título «O professor português do insulto», a página começa com uma frase de apresentação «o zoo do século XXI: Alberto João Jardim/ O presidente regional da Madeira caracteriza-se pelos seus excessos verbais e pelo seu ataque sistemático à metrópole».
Começando a peça jornalística com uma caracterização do povo português, o "El Mundo" considera que este é um povo «muito diplomático que, todavia, mantém tratamentos como "senhor doutor" e "se me dá licença". No entanto, o país treme sempre que ressoam ecos da Madeira, uma vez que o seu presidente tem um comportamento contrário ao do povo português, «dizendo o que lhe chega directamente à cabeça». Na óptica da jornalista, chamar «loucos e incompetentes» aos políticos de Lisboa é apenas o início de «uma lista de impropérios» que pelo meio conta com os «bastardos e filhos da puta» e que nos últimos dias tem culminado com as críticas aos comerciantes chineses. O "El Mundo" refere, neste extenso artigo, que os comentários do líder insular têm provocado uma crise interna e externa que se converteu na actualidade política do Verão. O artigo recorda ainda que o actual líder do partido de Alberto João Jardim foi recentemente eleito e já é considerado pelo madeirense como «"persona non grata" na ilha».
Os espanhóis consideram que esta atitude não é estranha e recordam que, ao longo de todos estes anos de governação, Jardim enfrentou Presidentes da República, primeiros-ministros e líderes do seu próprio partido e há 27 anos que «os portugueses tratam de lidar com as suas excentricidades». Apesar de Jardim ser interpretado como um «cacique, arrogante, autoritário e populista», o artigo do "El Mundo" também refere que lhe é reconhecido o valor de ter fomentado o desenvolvimento económico das ilhas que governa no Atlântico.
As desavenças com Freitas do Amaral, ministro dos Negócios Estrangeiros, a propósito do pedido de desculpas à China, também são abordadas neste artigo que foi publicado na última página do matutino espanhol. A jornalista deixa ainda a expectativa de Jardim voltar a ser «demasiado expressivo» na festa do Chão da Lagoa. A peça jornalística de Sonia Dominguez termina com a explicação de que «em casa, o defendem com capa e espada» e com o reconhecimento de que o Governo Regional da Madeira «tem sabido transformar uma região empobrecida, que vivia do comércio das bananas, num pólo turístico de primeira».
Miguel Torres Cunha
Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:30 PM | Comentários (2)
julho 15, 2005
JARDIM TROPICAL MONTE PALACE

JARDIM TROPICAL MONTE PALACE - FUNCHAL - MADEIRA - 2004
Publicado por João Carvalho Fernandes às 06:30 PM | Comentários (2)
O GRANDE DEBATE....
O grande (e proveitoso...) debate actual da blogosfera:
Eu sou liberal.
Tu não és.
Eu é que sou.
Não porque...
Sim, mas...
Pois, mas entretanto...
Vê-se mesmo que não têm grande coisa para fazer (nem para dizer) e que ainda não perceberam que o combate político a sério é "lá fora"....
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:00 PM | Comentários (1)
UMA FABULOSA SONDAGEM!
Fantásticos os resultados finais da sondagem ontem da Católica! Como se consegue transformar uma desvantagem de dois por cento nos dados brutos em vantagem de cinco por cento no resultado final apresentado!
Já vi este filme antes...
Via: RTP
Carrilho à frente de Carmona em estimativa das intenções de voto - sondagem
O candidato socialista à Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, está à frente do candidato do PSD, Carmona Rodrigues, numa estimativa das intenções de voto para as autárquicas de Outubro, indica uma sondagem publicada hoje.
A sondagem realizada pela Universidade Católica aponta para uma vantagem de cinco pontos entre Maria Carrilho (41 por cento) e Carmona Rodrigues (36 por cento) depois de distribuídos os votos dos indecisos e votos em branco e sem contar com a abstenção.
No entanto, nas intenções directas de voto o candidato socialista perde para o independente que concorre pelo PSD (24 contra 22 por cento).
A estimativa dos resultados eleitorais que dá o favoritismo a Carrilho foi obtida "calculando a percentagem das intenções de voto em cada partido em relação ao total dos votos válidos - excluindo abstenção e não respostas - e redistribuindo indecisos e votos em branco com base numa segunda pergunta sobre intenção de voto", esclarece o Público.
O jornal refere que a apresentação destes resultados exige uma interpretação cautelosa quanto à disputa da presidência da maior Câmara do país, dado que 38 por cento dos inquiridos está indeciso ou diz que se vai abster.
Na sua análise, o Público considera também que a vantagem de Maria Carrilho na estimativa feita está assente em "alicerces pouco firmes" dado que o candidato do PS só está à frente do cabeça-de-lista do PSD porque o socialista consegue alguma vantagem entre os indecisos.
Ou seja, "uma boa parte dos indecisos quando questionada para qual dos candidatos se `inclinava` optou pelo ex-ministro da Cultura", contudo este eleitorado pode ainda mudar de opinião ou nem sequer ir votar, adverte o Público.
O jornal nota igualmente que na intenção directa de voto, sem a distribuição dos indecisos, o candidato do PSD aparece à frente de Carrilho mas apenas por uma diferença de dois pontos percentuais, um valor que é inferior à margem de erro do estudo da Universidade Católica.
Outro dado desta sondagem mostra que Carmona Rodrigues é visto por cerca de um terço dos inquiridos como mais competente, honesto, carismático e com mais bom senso do que Maria Carrilho, que não chega a receber metade das percentagens do adversário nestes itens.
A sondagem foi realizada pelo Centro de Sondagens e Estudos de Opinião da Universidade Católica para a Antena 1, Publico e RTP nos dias 7, 8 e 11 de Julho passado.
O estudo foi feito com base em 989 entrevistas e apresenta uma margem de erro máximo é de 3,1 por cento para um nível de confiança de 95 por cento.
SB.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:30 AM
julho 14, 2005
FUMAÇAS EM INGLÊS!
A partir de hoje, o Fumaças em inglês. É de uma pessoa se escangalhar a rir... Basta clicar sobre a bandeira que surge do lado esquerdo.
Agradecimento especial para o Rui Costa Pinto (Rui Coast Young Chicken) e o Jorge Ferreira (Jorge Blacksmith).
a) João Fernandes Oak
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:00 PM
LONDON'S SILENT TRIBUTE
Via: BBC

Trafalgar Square - two minutes silence
Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:00 PM
BENTO XVI
"Deus está próximo da humanidade, sobretudo dos pequenos e indigentes para levantar o pobre e levar conforto aos necessitados e aos que sofrem”.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 02:00 PM
MANIFESTO ANTI-DANTAS - ALMEIDA NEGREIROS
Uma geração, que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi! É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!
Abaixo a geração!
Morra o Dantas, morra! - PIM!
Uma geração com um Dantas a cavalo é um burro impotente!
Uma geração com um Dantas à prôa é uma canoa em seco!
O Dantas é um cigano!
O Dantas é meio cigano!
O Dantas saberá gramática, saberá syntase, saberá medicina, saberá fazer ceias para cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ele faz!
O Dantas pesca tanto de poesia que até fax sonetos com ligas de duquesas!
O Dantas é habilidoso!
O Dantas veste-se mal!
O Dantas usa ceroulas de malha!
O Dantas especula e inócula os concubinos!
O Dantas é Dantas!
O Dantas é Júlio!
Morra o Dantas, morra! - PIM!
O Dantas fez uma sorôr Mariana que tanto o podia ser como a sorôr Inez, ou a Ignez de Castro, ou a Leonor de Telles, ou o Mestre d'Aviz, ou a Dona Constança, ou a Nau Catrineta, ou a Maria Rapaz!
E o Dantas teve cláque! E o Dantas teve palmas! E o Dantas agradeceu!
O Dantas é um ciganão!
Não é preciso ir para o Rossio p'ra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!
Não é preciso disfarçar-se p'ra se ser salteador, basta escrever como o Dantas! Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar côco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser Dantas!
Morra o Dantas, morra! - PIM!
O Dantas nasceu para provar que nem todos os que escrevem sabem escrever!
O Dantas é um autómato que deita p'ra fóra o que a gente já sabe que vai sair... mas é preciso deitar dinheiro!
O Dantas é um soneto d'elle-próprio!
O Dantas em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum!
O Dantas nú é horroroso!
O Dantas cheira mal da boca!
Morra o Dantas, morra! - PIM!
O Dantas é o escárneo da consciência! Se o Dantas é português eu quero ser espanhol!
O Dantas é a vergonha da intelectualidade portuguesa! O Dantas é a meta da decadência mental!
E ainda há quem não córe quando diz admirar o Dantas!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
E quem lhe lave a roupa!
E quem tem dó do Dantas!
E ainda há quem duvide de que o Dantas não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero!
Vocês sabem quem é a sorôr Mariana do Dantas? Eu vou-lhes contar:
A princípio, por cartazes, entrevistas e outras preparações com as quais nada temos que ver, pensei tratar-se de sorôr Mariana Alcoforado a pseudo autora d'aquellas cartas francesas que dois ilustres senhores desta terra não descansaram enquanto não estragaram para português. Quando subiu o pano também não fui capaz de distinguir porque era noite muito escura e só depois de meio acto é que descobri que era de madrugada porque o Bispo de Beja disse que tinha estado à espera do nascer do sol!
A Mariana vem descendo uma escada estreitíssima mas não vem só, traz também o Chamilly que eu não cheguei a ver, ouvindo apenas uma voz muito conhecida aqui na Brasileira do Chiado. Pouco depois o Bispo de Beja é que me disse que ele trazia calções vermelhos.
A Mariana e o Chamilly estão sozinhos em cena, e às escuras, dando a entender perfeitamente que fizeram indecências no quarto. Depois o Chamilly, completamente satisfeito despede-se e salta pela janela com grande mágoa da freira lacrimosa. E ainda hoje os turistas teem ocasião de observar as grades arredondadas da janela do quinto andar do Convento da Conceição de Beja na Rua do Touro, por onde se diz que fugiu o célebre capitão de cavalos em Paris e dentista em Lisboa.
A Mariana que é histérica começa a chorar desatinadamente nos braços da sua confidente e excelente pau de cabeleira sorôr Ignez.
... veem descendo p'la dita estreitíssima escada, várias Marianas todas iguais e de candeias acesas menos uma que usa óculos e bengala e anda toda curvada para a frente o que quer dizer que é a abadessa. E seria até um excelente personificação das bruxas de Goya se quando falasse não tivesse aquela voz tão fresca e maviosa da tia Felicidade da vizinha do lado. E reparando nos dois vultos interroga espaçadamente, com cadência, austeridade e imensa falta de corda... quem está aí?... e de candeias apagadas?
Foi o vento, dizem as pobres inocentes varadas de terror... e a abadessa que só é velha nos óculos, na bengala e em andar curvada para a frente manda tocar a sineta que é um dó de alma o ouvi-la assim tão debilitava. Vão todas para o coro, mas eis que, de repente batem no portão e sem se anunciar, sobe a escada e entra no salão um Bispo de Beja que quando era novo fez brégeirices com a menina do chocolate.
Agora completamente emendado revela à abadessa que sabe por cartas que há homens que vão às mulheres do convento e que ainda há pouco vira um de cavalo a saltar pela janela. A abadessa diz que efectivamente já há tempos que vinha dando pela falta de galinhas e tão inocentinha, coitada, que naqueles oitenta anos ainda não teve tempo para descobrir a razão da humanidade estar dividida em homens e em mulheres. Depois de sérios embaraços do Bispo é que ela deu com o atrevimento e mandou chamar as duas freiras de há pouco com as candeias apagadas. Nesta altura esta peça policial toma um bocado de interesse porque o bispo ora parece um polícia de investigação disfarçado de bispo, ora um bispo com a falta de delicadeza de um polícia de investigação, e tão perspicaz que descobre em menos de meio minuto o que o público já está farto de saber - que a Mariana dormiu com o Noel. O pior é que a Mariana foi à serra com as indiscrições do bispo e desata a berrar, a berrar como quem se estava marimbando para tudo aquilo. Esteve mesmo para se estrear com um par de murros na corôa do bispo no que se mostrou de um atrevimento, de uma insolência e de uma decisão refilona que excedeu todas as expectativas.
Ouve-se uma corneta tocar uma marcha de clarins e Mariana sentindo nas patas dos cavalos toda a alma do seu preferido foi qual pardalito engaiolado a correr até às grades da janela a gritar desalmadamente pelo seu Noel. Grita, assobia e rodopia e pia e rasga-se e magoa-se e cai de costas com um acidente do qual já previamente tinha avisado o público e o pano também cai e o espectador também cai da paciência abaixo e desata numa destas pateadas tão enormes e tão monumentais que todos os jornais de Lisboa no dia seguinte foram unânimes naquele êxito teatral do Dantas.
A única consolação que os espectadores decentes tiveram foi a certeza de que aquilo não era a sorôr Mariana Alcoforado mas sim uma merdariana - aldantascufurado que tinha cheliques e exageros sexuais.
Continua o senhor Dantas a escrever assim que há-de ganhar muito com o alcufurado e há-de ver, que ainda apanha uma estátua por um ourives do Porto, e uma exposição das maquetes para o seu monumento erecto por subscrição nacional do Século a favor dos feridos da guerra, e a praça de Camões muda em praça Dr. Júlio Dantas, e com as festas da cidade pelos aniversários, e sabonetes em conta "Júlio Dantas", e pasta para os dentes, e graxa Dantas para as botas, e comprimidos Dantas, e autoclismos Dantas e Dantas, Dantas, Dantas... e limonada Dantas - magnesia.
E fique sabendo o Dantas que se um dia houver justiça em Portugal todo o mundo saberá que o autor dos Lusíadas é o Dantas que num rasgo memorável de modestia só consentiu a glória do seu pseudónimo Camões.
E fique sabendo o Dantas que se todos fossem como eu haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.
Mas julgais que nisto se resume a literatura portuguesa? Não! Mil vezes não!
Temos além disto o Chianca que já fez rimas para Aljubarrota que deixou de ser a derrota dos Castelhanos para ser a derrota do Chianca!
E as pinoquices de Vasco Mendonça Alves passadas no tempo da avozinha! E as infelicidades do Ramada Curto! E o talento insólito do Urbano Rodrigues! E as gaitadas do Brun! E as traduções só para homem do ilustríssimo excelentíssimo senhor Mello Barreto! E o Frei Mata Nunes Moxo! E a Ines sifilítica do Faustino! E as imbecilidades de Sousa Costa! E mais pedantices do Dantas! E Alberto Sousa, o Dantas do desenho! E os jornalistas do Século e da Capital e do Notícias e de todos os jornais, todos os jornais! E os actores de todos os teatros!
E todos os pintores das belas artes, e todos os artistas de Portugal que eu não gosto! E os da Águia do Porto e os palermas de Coimbra! E a estupidez de Oldemiro César e o Doutor José de Figueiras Amante do museu o ah! oh! os Sousa Pinto e os burros de Cacilhas e os menús de Alfredo Guisado! E o raquitico Albino Forjaz de Sampaio, crítico da Luta a que o Fialho com imensa piada intrujou de que tinha talento! E todos os que são políticos e artistas! E as exposições anuais de Belas Artes! E todas as maquetas do Marquês de Pombal e as de Camões em Paris! E os Vaz, o Estrela, os Lacerda, os Lucena, os Rosa, os Costa, os Almeida, os Camachos, os Cunhas, os Carneiros, os Barros, os Silva, os Gomes, os velhos, os idiotas, os imbecis, os párias, os ascetas, os arrangistas, os impotentes, os acelerados, os Lopes, os Peixotos, os Mota, os Godinho, os Teixeira, os Camar, o diabo que os leve, os Constantino, os Grave, os Mantua, os Bahia, os Mendonça, os Brazão, os Alves, os Albuquerques, os Sousa, e todos os Dantas que houver por aí!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E as convicções urgentes do homem Cristo pai e as convenções catitas do homem Cristo filho!...
E os concertos do Blanch! E as estátuas ao leme! ao Eça e ao despertar de tudo! E tudo o que seja arte em Portugal! E tudo! Tudo por causa do Dantas!
Morra o Dantas, morra! - PIM!
Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mais atrasado da Europa e de todo o mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus!
O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!
Morra o Dantas! Morra! - PIM!
José Almeida Negreiros, Poeta d'Orpheu Futurista e Tudo
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:00 PM | Comentários (1)
FRANÇOIS RABELAIS
A ignorância é a mãe de todos os males
François Rabelais, Escritor
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:45 AM
julho 13, 2005
JARDIM AFECTA IMAGEM DA MADEIRA - PACHECO PEREIRA
Uma excelente entrevista de Pacheco Pereira ontem, ao Diário de Notícias da Madeira:
Pacheco Pereira considera haver limites para as asneiras dos políticos. Daí que compreenda a actuação de Marques Mendes em nome da retoma de credibilidade do PSD

DIÁRIO - Pacheco Pereira tem vindo a ser um crítico em relação ao poder que a comunicação social exerce, pois entende que condiciona a actuação dos políticos e, por vezes, influencia de forma deficiente a opinião pública. Porquê?
Pacheco Pereira – Sou crítico de certos aspectos actuais da comunicação social, especialmente, a tendência para a espectacularidade. Sou, também, muito crítico do comportamento dos políticos. Se se tratasse apenas de um problema da comunicação social e os políticos soubessem assumir o seu papel e a sua dignidade, o problema não existia. Há uma tendência dos jornalistas, políticos e outras pessoas aceitarem uma superficialidade espectacular, uma vida pública sem memória, toda uma série de características que são negativas.
DIÁRIO – Na sua opinião, o sector está mal regulado?
P.P. – Eu não sou partidário da lei de imprensa, nem sequer da existente. Sou a favor do cumprimento da lei geral e o que é crime na lei geral é também crime nos jornais. Sou favorável a mecanismos de auto-regulação dos próprios jornalistas e de um comportamento activo dos consumidores dos jornais.
DIÁRIO – Acha que a concentração e a constituição de grupos detentores de vários órgãos de comunicação social colocam em causa o pluralismo de opinião?
P.P. – A concentração de poder, através da propriedade na comunicação social é negativo e, quer se queira quer não, afecta a prazo o pluralismo. Afecta na medida em que há um conjunto de interesses que são protegidos e a comunicação social não toca nesses interesses. Por exemplo, a nossa imprensa económica não é efectivamente pluralista. Não há grande liberdade para criticar grandes grupos económicos nem o comportamento das empresas na economia.
DIÁRIO – Aceita que o Estado seja dono de jornais, rádios e de dois canais de televisão?
P.P. – De modo nenhum. O Estado não deve ser proprietário de órgãos de comunicação social. Acho que não faz nenhum sentido haver uma rádio e uma televisão pública, num país onde há liberdade de opinião. Na prática, em última instância, são sempre os Governos que controlam aquilo que é fundamental nos órgãos de comunicação social que detêm. Há sempre controlo, manipulação, possibilidade de interferência, nem que seja pela escolha das pessoas que dirigem.
DIÁRIO – A contratação, por parte da RTP, de figuras destacadas da política, algumas delas ligadas ao PS, para fazer comentários políticos é correcta?
P.P. – Sou a favor de colunas de opinião televisivas, não as trato como tempo de antena dos seus responsáveis. Elas estão no mercado como outras, quem quer ver vê, quem não quiser não vê. Elas são feitas por pessoas que têm grande capacidade de comunicação. Infelizmente, quando se trata da televisão pública, ela tenta seguir critérios jornalísticos, o que é bom, mas, na prática, no alinhamento dos telejornais, na importância relativa que dá às matérias a tendência é, por exemplo, fazer debates artificiais com os partidos representados na Assembleia da República. Este é um dilema que não se consegue resolver.
DIÁRIO – O PS e o Governo controlam a RTP?
P.P. – Todos os governos, não só o PS mas os do PSD, controlam a RTP através do seu conselho de administração, das grandes opções económicas, das grandes opções estratégicas sobre o papel que essas televisões têm no espaço comunicacional, não há volta a dar.
DIÁRIO – Acha que Alberto João Jardim teve um comportamento xenófobo ao defender a protecção das empresas madeirenses e a não entrada de empresas chinesas e indianas na Região?
P.P. – Se há alguma região de Portugal, que tem uma importante parte da sua população que optou pela emigração na Venezuela, na África do Sul e em vários sítios do Mundo, essa região é a Madeira. É neste sentido que o Governo Regional e o seu principal responsável devem ter particular cuidado ao dirigirem-se aos nacionais de outros países, que vêm para a Madeira trabalhar. Porque, certamente, nenhum madeirense gostaria de ouvir um responsável venezuelano ou sul-africano dizer, dos portugueses e das empresas portuguesas, o mesmo que o dr. Alberto João Jardim disse acerca das empresas chinesas.
É o tipo de afirmações que fragiliza algo que é fundamental para a Madeira e fundamental para Portugal. São países de imigração, por isso é imperativo proteger a dignidade dos imigrantes. Por mais difícil que seja a competição, esta não é a melhor forma de proteger os interesses das empresas madeirenses nem das empresas nacionais. O presidente do Governo Regional teria feito melhor em falar da necessidade de as empresas madeirenses melhorarem o seu comércio de qualidade e a sua capacidade competitiva.
DIÁRIO – Como é que comenta a actuação de Marques Mendes que condenou, abertamente, as declarações de Jardim neste caso?
P.P. – O dr. Marques Mendes percebeu uma coisa fundamental, que os anteriores líderes do PSD sabiam que existia mas que não tiveram a coragem de enfrentar. É que, em particular, devido aos acontecimentos do últimos governo Santana Lopes/Paulo Portas, o PSD tem uma crise de credibilidade. E uma parte desta crise deve-se ao facto de se ter permitido que alguns militantes enterrassem a imagem do partido ao nível nacional, envolvendo-se em processos, em actividades ou tendo comportamentos que punham em causa a dignidade de homens políticos.
Foi o primeiro dirigente do PSD que teve a coragem de dizer, de forma moderada, que a retoma da credibilidade do PSD exige a demarcação dessas atitudes. O partido chamou a atenção que a política de imigração do PSD não é aquela que estava presente nas declarações do dr. Alberto João Jardim. Acho excessiva a maneira como a estrutura do partido na Madeira reagiu a essas críticas.
DIÁRIO – Criou-se um incidente diplomático com a China. Acha que um governante, com responsabilidades políticas, sociais e económicas, pode agir desta forma?
P.P. – Houve de facto um incidente diplomático. O dr. Alberto João Jardim não seria o primeiro a pedir ao Ministério dos Negócios Estrangeiro português uma intervenção diplomática se algum responsável venezuelano dissesse o mesmo dos portugueses? Claro que seria. O cerne da questão é que um Governo de uma Região Autónoma que tem centenas de milhares dos seus naturais na emigração não pode ter este tipo de posição. Se o dr. Jardim não faz declarações contra o "chavismo" é porque tem interesse em proteger os nossos emigrantes na Venezuela. Há que haver prudência!
DIÁRIO – Como encara a actuação cautelosa do Presidente da República neste caso?
P.P. – É natural que ele tome uma atitude moderada. Mas não tenho dúvidas nenhumas de que o sr. Presidente da República condena as palavras do dr. Alberto João Jardim.
DIÁRIO – Defende que o líder do PSD deveria instaurar um processo disciplinar a Jardim?
P.P. – Não. Essas são questões políticas e têm que ser resolvidas politicamente.
DIÁRIO – Ao ser "desconvidado" da festa do Chão da Lagoa, Marques Mendes foi desconsiderado e sai fragilizado deste episódio?
P.P. – Não acho que o dr. Marques Mendes saia fragilizado. É pena que isso tenha acontecido. O facto de haver um conflito com a Madeira não significa que a maioria dos portugueses e, inclusivamente, dos madeirenses dêem razão ao dr. Jardim. Sem dúvida que é uma desconsideração com líder do PSD nacional.
DIÁRIO – Uma vez que também escreve na comunicação social, sentiu-se atingido quando Jardim falou em bastardos e filhos da puta?
P.P. – É um estilo de actuação que acaba por ser pior para quem o tem. Há o mínimo de boa educação. As pessoas quando estão zangadas devem exprimir essa zanga. Acredito que muitas vezes o dr. Jardim tenha razões para estar aborrecido. É evidente que o dr. Jardim é uma figura importante do país, tem uma obra muito importante na Madeira de que se deve orgulhar e que deve dar dignidade. Ele é, também, responsável pela imagem da Madeira e ao comportar-se assim afecta a qualidade da imagem que a Região poderia ter em relação aos portugueses e a todo o Mundo. Compreendo que os políticos digam uma asneira. Mas há limites.
DIÁRIO – O que achou do Porto Santo? O que mais o impressionou?
Pacheco Pereira – Fiquei muito surpreendido com o Porto Santo. Nunca tinha vindo cá. Fiquei surpreendido por encontrar uma excelente praia, um sítio excelente para passar férias, mas, acima de tudo, uma ilha na qual se nota um cuidado dos governantes, do município, das pessoas, não está estragada. E, para quem sabe, a esmagadora maioria de Portugal está estragada.
DIÁRIO – Prefere férias de praia, ou aprecia mais o turismo cultural?
P.P. – Não faço uma coisa nem outra. Há muitos anos que não passo férias. Normalmente estou em casa a ler e a escrever.
DIÁRIO – O que o motiva, nos curtos períodos em que consegue sair?
P.P. – Não tenho tempo para mudar de rotina. Mas motiva-me, acima de tudo, a curiosidade pelo Mundo. Gosto de conhecer sítios que não conheço.
DIÁRIO – Diga-me um sítio que tivesse conhecido e que o fascinou?
P.P. – Há muitos países que me fascinam. Gosto de Itália, do Reino Unido, eu gosto de cidades como Nápoles, gosto de ver vulcões, gosto de ilhas.
DIÁRIO – E um local do Mundo que deseje conhecer?
P.P. – O Antárctico!
DIÁRIO – O que mais gosta de fazer: política, leccionar, escrever ou investigar?
P.P. – Tudo aquilo que corresponde a uma grande curiosidade que tenho pelas coisas. Não faço separações. Normalmente leio, escrevo, estudo, tenho intervenção políticas.
DIÁRIO – Fora dos palcos mediáticos, o cidadão Pacheco Pereira tem "hobbies"? Pequenos prazeres?
P.P. – O cidadão comum tem alguns "hobbies", mas não gosta de falar disso, porque defendo muito a reserva da vida privada. Como cidadão comum eu não existo para os jornais.
Terrorismo civilizacional
DIÁRIO - Os atentados a Nova Iorque, Madrid e Londres são um sinal de alerta para Portugal. Acha que poderemos ser o próximo alvo?
Pacheco Pereira – O tipo de terrorismo que enfrentamos é cultural e civilizacional. É evidente que a visibilidade de um atentado é maior se for em Londres ou em Paris. É só isso que nos protege, mas protege-nos pouco. Este tipo de terrorismo que nós defrontamos é global, é contra as democracias ocidentais.
DIÁRIO – Portugal tem algum plano de segurança. Como é que o país se pode prevenir? Com que meios e com outra política de alianças?
P.P. – Portugal tem planos de segurança nacionais e outros inseridos ao nível internacional, através de troca de informações para prevenir a existência de atentados. Há aqui um elemento que eu duvido que o actual Governo dê importância. Tem que haver uma consciência do risco na opinião pública. E é um facto que, mesmo que as pessoas reajam com medo a estes atentados, não têm consciência do risco de que hoje padece um país como Portugal. E o Governo, por razões políticas e ideológicas, não faz isso porque tem complexo, pois é um risco que põe em causa a vida dos portugueses.
DIÁRIO – Na sua opinião como é que é possível estancar esta escalada de violência?
P.P. – A primeira forma de combater esta vaga de violência é através da polícia, troca de informações e da actuação repressiva. Há que impedir que estes terroristas tenham bases de apoio, que haja governos que lhes dêem cobertura.
Acho que as declarações do Dr. Mário Soares relativamente a esta matéria são completamente insensatas. Ao contrário do que disse, não é um terrorismo da miséria. Estes terroristas são pessoas cultas, ilustradas. É um terrorismo ideológico, motivado pela religião. É um problema que não se lida através da diplomacia, pois o fundamentalismo religioso é muito difícil de tratar como se tivesse racionalidade política.
Constituição Europeia
DIÁRIO – É um militante activo do "NÃO" no referendo da Constituição Europeia. A questão que se coloca é a de saber qual o tratado que melhor serve os interesses dos 25 Estados.
P.P. – A Europa não tem necessidade de uma constituição. O que é preciso é melhorar a governação europeia. E para isso basta introduzir aperfeiçoamentos no Tratado de Nice.
DIÁRIO – Que futuro perspectiva para uma Europa a 25 e com a anunciada adesão da Turquia? Acha possível manter a coesão?
P.P. – A UE é uma realidade da geografia, por isso faz sentido que inclua a Turquia nas suas fronteiras. Não vejo que possa haver estabilidade na Europa sem associarmos o único Estado de maioria muçulmana. É claro que a Turquia deve cumprir todas as normas de uma democracia, com respeito pelos direitos humanos.
DIÁRIO – Durão Barroso tem tido um bom desempenho?
P.P. – Ainda é cedo para fazer um balanço ao seu desempenho. Ele enfrenta um período muito difícil, tem um problema fundamental, pois possui um poder delegado pelos principais países. Esses países tiraram-lhe o tapete, como fez recentemente a França na altura do referendo, e Durão Barroso está perante uma crise europeia que era mais que espectável.
DIÁRIO – Portugal ganhou com a sua ida para Bruxelas?
P.P. – Não perdeu, mas também não ganhou muito. Não perdeu ao nível europeu, porque, evidentemente, ao nível nacional perdeu muito, porque era o governante legítimo que estava à frente de um Governo que tinha proposto medidas difíceis. Tinha prometido aos portugueses que estaria até ao fim e não o fez.
DIÁRIO - Nos últimos anos foi muito crítico em relação à forma como o seu partido vinha a governar Portugal. O PS de José Sócrates adoptou melhores medidas? Acha que são as mais acertadas?
Pacheco Pereira – Acho que o Governo PS tomou algumas medidas acertadas, que seriam tomadas por qualquer partido que estivesse no poder, nomeadamente as destinadas a controlar o défice público, a diminuir a despesa pública, a limitar privilégios existentes na função pública. Simplesmente, tomou outras medidas que têm a ver com o facto de esse Governo ser socialista. Por exemplo, a decisão de aumentar os impostos é uma opção política destinada a manter um alto nível de despesa. Eu teria optado por uma maior redução da despesa pública. Sou crítico deste plano de investimento. Acho absolutamente absurdo, numa altura em que o défice público não está controlado, em que temos problemas graves com balanças de pagamentos, quando o país compra praticamente tudo ao estrangeiro.
DIÁRIO – Jorge Coelho acusa o PSD de, agora que não está no poder, ter acabado com o discurso da "tanga"...
P.P. – A crítica de Jorge Coelho não tem sentido. O PSD tomou uma atitude de grande moderação em relação a estas medidas do Governo, prestou-se a apoiar o Governo naquelas medidas consideradas de interesse nacional e criticou outras.
DIÁRIO – Como é que vê os incidentes que envolveram a apresentação do Orçamento Rectificativo, a posição de Freitas do Amaral sobre o referendo, dissonante da do primeiro-ministro...
P.P. – São evidentemente trapalhadas que dão a ideia de má qualidade da governação, dão a ideia de que é possível estar no Governo e contra o Governo, que foi o que fez o ministro dos Negócios Estrangeiros, de que é possível cometer erros grosseiros em documentos fundamentais, como os orçamentais. E dá a ideia de que, em alguns aspectos, o primeiro-ministro não tem a autoridade que deveria ter sobre o Governo. Agora, não penso que estas trapalhadas do Governo PS possam ter o mesmo peso na sua avaliação do que as trapalhadas que, de alguma maneira, deitaram abaixo o Governo de Santana Lopes. Ainda é cedo para fazer esta comparação. A consistência dos dois governos é muito diferente. Elas traduzem, evidentemente, problemas de qualidade da nossa governação que a opinião pública deve criticar com severidade.
Sara Moura, no Porto Santo
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:00 PM | Comentários (1)
ZAHRA KAZEMI

Via: Reporters Sans Frontières
Dos años después de la muerte de la fotógrafa Zahra Kazemi, Reporteros sin Fronteras denuncia las manipulaciones de la justicia iraní
"Hace ahora dos años que la familia de Zahra Kazemi espera que el cuerpo sea exhumado y repatriado a Canadá. Hace dos años que todos los defensores de la libertad de prensa, en todo el mundo, esperan que se haga justicia. Presumiblemente las autoridades iraníes han decidido otra cosa. La comunidad internacional tiene que apoyar las gestiones de Canadá, y obligar a Irán a dar cuenta de las circunstancias en que se produjo la muerte de Zahra Kazemi", ha declarado la organización.
El gobierno canadiense se ha implicado particularmente en este caso. Como consecuencia del simulacro de juicio celebrado en julio de 2004, que disculpó al principal sospechoso, en mayo de 2005 Canadá decidió limitar sus relaciones diplomáticas con las autoridades iraníes, hasta que se aclare el caso Kazemi.
Ottawa propuso que tres expertos judiciales -un canadiense, un iraní y un tercero designado por ambas partes- efectuaran la autopsia del cuerpo de la periodista. Las autoridades iraníes nunca han accedido a esta petición.
En este caso hay muchas preguntas sin respuesta. No se ha revelado la identidad de algunos de los que interrogaron a Zahra Kazemi. Como también se falsificaron las actas de algunos de los interrogatorios, y no se tuvieron en cuenta determinados testimonios.
Recordatorio de los hechos
Zahra Kazemi, periodista irano-canadiense de 54 años residente en Canadá, fue detenida el 23 de junio de 2003, cuando fotografiaba a las familias de los detenidos delante de la cárcel de Evine, al norte de Teherán. Golpeada durante su detención, falleció a consecuencia de las heridas el 10 de julio. Tras haber intentado esconder las causas de la muerte, un informe de investigación, hecho público por las autoridades iraníes el 20 de julio, reconocía la muerte violenta pero no precisaba el origen del golpe que resultó fatal. Ahora, solo una autopsia permitiría saber más de lo ocurrido.
El cuerpo de Zahra Kazemi fue inhumado precipitadamente en Chiraz (sur del país) el 22 de julio de 2003, en contra de la voluntad de su hijo, Stephan Kazemi, de nacionalidad franco-canadiense y con residencia permanente en Canadá. La madre de la periodista reconoció públicamente haberse visto presionada para que autorizara el entierro en Irán. Desde entonces, han sido en vano las peticiones de exhumación y repatriación del cuerpo a Canadá.
Tras una investigación parlamentaria, y bajo la fuerte presión de Canadá y de la comunidad internacional, la justicia iraní señaló como responsable de la muerte a un agente de los servicios de inteligencia, uno de los que interrogaron a Zahra Kazemi durante su detención. Fue inculpado antes de que, en un simulacro de julio celebrado el 24 de julio de 2004, fuera declarado inocente.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:00 PM
O SIM DO LUXEMBURGO
O Sim do Luxemburgo à Constituição Europeia e as subsequentes declarações de Durão Barroso e do primeiro ministro luxemburguês vieram dar razão àqueles, como eu, que defendem que esta Constituição não está morta.
O bom senso levaria a que depois de duas recusas de um documento que suspostamente deveria ser aprovado por unanimidade este fosse alterado. Mas bom senso é uma coisa que falta cada vez mais nesta Europa...
E assim, toca a fazer uso do ponto 30 das declarações relativas a disposições da Constituição:
30. Declaração relativa à ratificação do Tratado que estabelece
uma Constituição para a Europa
A Conferência regista que se, decorrido um prazo de dois anos a contar da data de assinatura do Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa, quatro quintos dos Estados-Membros o
tiverem ratificado e um ou mais Estados-Membros tiverem deparado com dificuldades em proceder a essa ratificação, o Conselho Europeu analisará a questão.
É por isto que esta luta contra a Constituição Europeia só acaba quando todos tiverem votado ou quando seis países a tiverem rejeitado. Nunca antes!
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:00 AM
julho 12, 2005
SÓ ME APETECE ANDAR POR AQUI....
Ainda faltam uns dias para ir de férias e enquanto não vou para aqui

já quase só me apetece andar pelo outro blog: MADEIRA
Publicado por João Carvalho Fernandes às 06:00 PM
Fidel Castro: Cuba no aceptará ayuda humanitaria de EEUU ni de Europa
Como habitualmente....
Via: Cubanet
Castro: Cuba no aceptará ayuda humanitaria de EEUU ni de Europa
La Habana, 11 jul (EFE).- El presidente cubano, Fidel Castro, afirmó hoy que Cuba no aceptará ayuda humanitaria de los Estados Unidos ni de Europa tras el paso del huracán "Dennis", que dejó al menos 10 personas muertas a su paso por la isla.
"No queremos ayuda humanitaria de Estados Unidos ni de Europa, advierto a los europeos, por si acaso", dijo hoy Castro durante una un programa especial de la televisión local sobre los daños causados por "Dennis" a su paso por la isla caribeña.
"No aceptaremos ayuda de Europa, ninguna ayuda, de ningún gobierno de la Comunidad Europea, porque al fin al cabo nos quitaron la miserable ayuda que nos estaban dando", insistió, en alusión a las sanciones adoptadas por la UE en protesta por la ejecución de tres secuestradores y las condenas a 75 disidentes, en la primavera de 2003.

EEUU promete enviar ayuda al pueblo cubano "directamente"
Washington, 11 jul (EFE).- EEUU prometió hoy enviar ayuda al pueblo cubano "rápida y directamente" para ayudar a las personas afectadas por el huracán "Dennis", después de que el Gobierno de La Habana rechazara una oferta de asistencia de Washington.
En un comunicado, Tom Casey, un portavoz del Departamento de Estado, afirmó que el domingo la Sección de Intereses de EEUU en la capital cubana ofreció al Gobierno "suministros de emergencia" para los damnificados.
Además, propuso el envío de un equipo de evaluación a Cuba para determinar "de forma independiente" las necesidades de los afectados.
"Infelizmente, el Gobierno de (Fidel) Castro rechazó estas ofertas", dijo Casey.
Fuentes de la Sección de Intereses de EEUU en La Habana dijeron a EFE que la ayuda directa e inmediata ofrecida por su Gobierno ascendía a 50.000 dólares.
En el comunicado, Casey señaló que la Casa Blanca seguirá "trabajando a través de organizaciones no gubernamentales apropiadas para llevar suministros de ayuda rápida y directamente al pueblo cubano", señaló.
Añadió que los estadounidenses que quieran enviar ayuda a las víctimas del huracán pueden hacerlo mediante organizaciones humanitarias con una licencia para operar en Cuba.
"Dennis" azotó la isla el viernes pasado y causó la muerte de al menos diez personas y daños materiales graves aún sin cuantificar.
"Estados Unidos expresa sus condolencias a las familias de las personas en Cuba que perdieron la vida como resultado del huracán Dennis", afirmó Casey.
"También expresamos nuestra solidaridad con los muchos otros que sufrieron daño y pérdidas", señaló.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:00 PM
julho 11, 2005
SEGUE O TEU DESTINO - RICARDO REIS
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Ricardo Reis
Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:00 PM
PROIBIDO TOCAR MÚSICA "ALTO"
Via: IRAN FOCUS
Iran declares new crackdown on women, “social vice”
Mon. 11 Jul 2005
Tehran, Iran, Jul. 11 - With the arrival of a top commander of Iran’s Revolutionary Guards as the country’s new police chief, Iran’s state-run media announced a new summer-long crackdown on “social vice” in Tehran targeting in particular young women and runaway girls.
Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei appointed on Saturday Brigadier General Ismail Ahmadi Moghaddam, the number two in the paramilitary Bassij and commander of the force in Greater Tehran, as Iran’s new chief of police.
A senior security official told one of Iran’s state-run news agencies, ISNA, that “mal-veiled or unveiled individuals inside and outside of cars” would be the target of arrests by Iran’s State Security Forces, the paramilitary police force.
SSF in Tehran would also be on the lookout for “open examples of corruption in tourist and recreation resorts”.
The top official said the police would embark on a systematic clampdown on “shops and public places where public chastity and Islamic values are ignored”. Loud music will no longer be tolerated, he said.
Runaway girls and homeless young women would also be the target of arrests, and Tehran’s police force would also identify and crack down on places where “corrupt people gather”, the report added.
The appointment of Ahmadi Moghaddam, who is among the top commanders of the Islamic Revolutionary Guards Corps (IRGC) and a protégé of IRGC Commandant General Rahim Safavi, brings the country’s police force under the complete domination of the Revolutionary Guards and signals a readiness to crack down harder on what the ultra-conservatives see as “deviation” from the country’s rigid religious laws.
Moghaddam was quoted by the state-run daily Kayhan as saying in November 2004, “A country where liberal ideas rule will get no where”.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM
O GENERAL - JOSÉ GOMES FERREIRA
"Depois de fortemente bombardeada, a cidade X foi ocupada pelas nossas tropas.")
O general entrou na cidade
ao som de cornetas e tambores ...
Mas por que não há "vivas"
nem flores?
Onde está a multidão
para o aplaudir, em filas na rua?
E este silêncio
Caiu de alguma cidade da Lua?
Só mortos por toda a parte.
Mortos nas árvores e nas telhas,
nas pedras e nas grades,
nos muros e nos canos ...
Mortos a enfeitarem as varandas
de colchas sangrentas
com franjas de mãos ...
Mortos nas goteiras.
Mortos nas nuvens.
Mortos no Sol.
E prédios cobertos de mortos.
E o céu forrado de pele de mortos.
E o universo todo a desabar cadáveres.
Mortos, mortos, mortos, mortos ...
Eh! levantai-vos das sarjetas
e vinde aplaudir o general
que entrou agora mesmo na cidade,
ao som de tambores e de cornetas!
Levantai-vos!
É preciso continuar a fingir vida,
E, para multidão, para dar palmas,
até os mortos servem,
sem o peso das almas.
José Gomes Ferreira
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:30 AM
julho 10, 2005
JARDIM DOS LOIROS - MADEIRA
Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:30 PM | Comentários (1)
EXTRADITE-SE!
De preferência para um país habituado ao tipo de comportamentos dele, a China ou a Birmânia, por exemplo!
Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:00 AM | Comentários (2)
julho 09, 2005
INTERNE-SE!

Não diz coisa com coisa...
Mais uma vez vem dizer que o combate ao terrorismo se resolve com negociações e ligar os atentados terroristas ao Iraque, Afeganistão, pobreza, neo-liberalismo, etc...
Relembro apenas este facto: O atentado das Twin Towers foi a 11 de Setembro de 2001, a campanha militar no Afeganistão começou em Outubro de 2001 e a invasão do Iraque foi em 2003...
Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:00 AM | Comentários (6)
julho 08, 2005
A CARTA DE UM LEITOR DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA....
Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira
Reproduzo a carta publicada na secção dos leitores:
ZHEN PO VIN HO
Chineses...
Cada vez mais na nossa terra se ouve ladrar enquanto a caravana passa!
Desta vez o alvo são os chineses. E porquê?
– Porque os chineses trabalham para acumular riqueza, dia e noite se for necessário.
– Porque a riqueza assim acumulada serve para valorizar as gerações futuras, numa espiral permanente de progresso e de sabedoria acrescida.
– Porque os chineses não reivindicam mais direitos em contrapartida de menos obrigações e de menor responsabilidade.
– Porque os chineses são incapazes de desrespeitar, insultar e achincalhar quem deles se serve por sórdidos motivos.
– Porque os chineses são discretos e trabalhadores e só aceitam ser avaliados pelos resultados objectivos do seu esforço durante um longo período de tempo e não pelos minutos de audiência em jornais televisivos.
Ou seja, os chineses devem ser um exemplo para todos nós, só que:
– Os chineses não votam.
– Já tantas as asneiras foram ditas e feitas que é necessário inventar asneiras novas.
A verdade é que os chineses criam emprego, pagam IVA e os demais impostos, arrendam lojas e casas, compram carros, importam e exportam, criam valor para eles e para a economia imediata.
É assim com os chineses, os indianos e a grande maioria dos que imigram e se instalam em Portugal. Curiosamente é assim também com a grande maioria dos portugueses emigrados a quem nunca nenhum político decente insultou ou vilipendiou. Muito pelo contrário.
A caravana que entretanto continua imparavelmente a passar chama-se progresso, globalização, juventude, respeito, responsabilidade, trabalho, criação de valor, Internet, comunicação, desencanto com os políticos e os politiqueiros, futuro.
E este não pertence aos que ladram por mais que eles o façam e por mais que o resto da geriátrica matilha encolha a cauda, impunemente.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 02:30 PM | Comentários (2)
O TERROR EM LONDRES
A não perder, no excelente Rua da Judiaria:
Um pequeno excerto:
(entrevista de Omar Bakri Mohammed, autoproclado “líder do Londonistão” e “Teórico da Al-Qaeda na Europa”, à Pública)
P. Como sabemos que um atentado é realmente da Al-Qaeda?
R. É fácil. Em primeiro lugar são sempre operações em grande escala. O texto divino é claro quanto à necessidade de provocar “o máximo dano possível". O operacional tem portanto de certificar-se de que mata o maior número de pessoas que pode matar. Se não o fizer, espera-o o fogo do Inferno.
Em segundo lugar, a Al-Qaeda deixa sempre uma impressão digital: uma pista, como um carro com um Corão ou uma cassete, para ser encontrado pela Polícia.
Terceiro, os ataques são feitos em dois ou três lugares ao mesmo tempo.
Finalmente, a linguagem. Nos comunicados, basta ler uma frase para se reconhecer o seu rigor teórico: não há nenhum sinal de nacionalismo, não se dizem árabes, nem palestinianos, apenas muçulmanos. Falam sempre do martírio, da morte.(…)
P. Mas o que pode justificar matar deliberadamente milhares de civis inocentes?
R. Nós não fazemos a distinção entre civis e não civis, inocentes e não inocentes. Apenas entre muçulmanos e descrentes. E a vida de um descrente não tem qualquer valor. Não tem santidade.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:00 PM
julho 07, 2005
TONY BLAIR:
Com a devida vénia ao Expresso online
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, declarou em Londres que os autores dos atentados bombistas de hoje «agiram em nome do Islão» e que responderão perante a justiça.
«Sabemos que essas pessoas agem em nome do Islão, mas sabemos também que a imensa maioria dos muçulmanos aqui e no estrangeiro são pessoas de bem, respeitadoras da lei, que abominam tanto como nós aqueles que cometem actos destes», declarou Blair, em Downing Street.
O chefe do executivo britânico prometeu uma «acção intensa dos serviços policiais e de segurança para assegurar que os responsáveis responderão perante a justiça».
Blair classificou os atentados como «uma atrocidade das mais terríveis e trágicas, que custou muitas vidas inocentes».
«É um dia muito triste para o povo britânico, mas manter-nos- emos fiéis ao modo de vida britânico», observou.
O primeiro-ministro prestou homenagem ao «estoicismo e espírito de resistência dos londrinos, que reagiram da forma que lhes é habitual».
«É através do terrorismo que as pessoas que cometeram estes actos terríveis expressam os seus valores e é justo que mostremos os nossos, neste momento», sustentou.
«Todos sabemos o que eles estão a tentar fazer. Estão a tentar utilizar o massacre de inocentes para nos intimidar, para nos fazer ter medo de fazer as coisas que queremos fazer, para tentar impedir-nos de fazer a nossa vida quotidiana, a que temos direito, e não vão conseguir», sublinhou Blair.
«Estão a tentar intimidar-nos, mas nós não seremos intimidados», acrescentou.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:03 PM
TERRORISMO
imagens: BBC
Mais um ataque, desta vez em Londres.


E como habitualmente já estão a surgir os "idiotas úteis", que ainda não perceberam que isto é um ataque sem quartel à nossa civilização e que a seguir aos Estados Unidos, à Espanha e ao Reino Unidos outros serão atacados no futuro...
Relembro só o que aqui foi publicado em tempos:
"We are not fighting so that you will offer us something. We are fighting to eliminate you." Hussein Massawi, antigo líder do Hezbollah
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:50 PM
CONTINUA LA PERSECUCIÓN RELIGIOSA EN CUBA
via: La Nueva Cuba
Presentado en Roma el Informe 2005 sobre Libertad Religiosa en el Mundo
Violencia, imposiciones, persecuciones...La situación de la libertad religiosa en el mundo todavía es crítica, según aparece reflejado en el «Informe 2005 sobre Libertad Religiosa», editado por el Secretariado italiano de «Ayuda a la Iglesia Necesitada». Guerras, dictaduras o terrorismo han motivado que, durante 2004, se haya agravado la situación en países como Cuba, China o Nigeria, donde se vulneran los derechos humanos, y donde los asesinatos, el secuestro de sacerdotes, religiosos y religiosas ocurren casi a diario. En Latinoamérica, la situación de violencia y vulneración de los derechos humanos y religiosos se agrava en Colombia. Durante el año 2004 murieron asesinadas más de tres mil personas por motivos políticos, mientras que cerca de seiscientos han desaparecido, y cerca de dos mil doscientos han sido secuestrados. Amnistía Internacional, en su informe anual sobre Derechos Humanos en el mundo, también informaba del empeoramiento de la calidad de vida en Cuba. «Durante estos años, ha señalado el director de AIN en Italia, Atilio Tamburrini, el Informe sobre Libertad Religiosa ha recibido la felicitación desde ambientes seglares y católicos, así como una atención creciente del mundo eclesial y político». «La singularidad de este trabajo --añadió Tamburrini--, consiste en el hecho de que una Asociación católica se preocupa por la situación que sufren los creyentes de otras confesiones religiosas». «El derecho a la libertad de culto es un derecho natural. Además, no se debe ignorar el hecho de que este informe debe verse dentro del contexto del trabajo que realiza año tras año 'Ayuda a la Iglesia Necesitada'», explicó. El Informe 2005 proporciona un análisis de la situación de cada país basado en informaciones directas, declaraciones, documentos oficiales, servicios de agencias de noticias, periódicos, revistas o noticias proporcionadas por organismos involucrados en la defensa de los Derechos Humanos. El Informe 2005, que recorre todos los continentes país por país, se ha convertido en un instrumento muy útil para la comprensión del panorama religiosos internacional, así como del respeto a la libertad de culto en todos los rincones del planeta. El Informe 2005 sobre Libertad Religiosa en el Mundo se presentó este jueves, 30 de junio, en Roma, con la participación del cardenal Renato R. Martino, presidente del Consejo Pontificio Justicia y Paz.
EWTN
Roma
Italia
ZENIT.org
Infosearch:
Yohan Domo
Jefe de Buró
Latinoamérica
Dept. de Investigaciones
La Nueva Cuba
Julio 7, 2005
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:00 PM
Um país em que o crime compensa
Um artigo que dá para pensar, de autoria do jornalista Rui Camacho, no JN de hoje:
Um país em que o crime compensa
por Rui Camacho JORNALISTA
Estamos num país em que o crime (muitas vezes) compensa. É o resultado de a sociedade portuguesa estar a desenvolver uma cultura de transgressão, como já tem sido assinalado, a propósito de temas tão diferentes como a corrupção, a fuga sistemática aos impostos e, até, a condução criminosa.
É evidente que, em todos os países, há quem cometa os mesmos delitos mas, nos mais civilizados, guarda-se disso segredo, não só por receio da condenação dos tribunais como, fundamentalmente, da exclusão social. Por cá, os transgressores vangloriam-se dos seus actos nas rodas de amigos e não recebem deles qualquer reprovação, antes palmadas nas costas como prémio à sua valentia e, se conseguirem escapar à justiça, à sua inteligência. Aberração que aflora na grande parte da população há pouco chegada ao consumismo, mas ainda distante do civismo, esse aplauso ao delito e a reverência e simpatia pelos transgressores estão a reflectir-se na esfera da política de uma forma que faz perigar o interesse das populações em geral. Basta reparar-se que todos os candidatos às autárquicas arguidos em mediáticos processos de burla, estão destacadamente à frente nas sondagens às preferências dos eleitores. Dirão que já eram populares e, até serem julgados, se presume estarem inocentes. Poderão estar, de facto, mas, em muitos países, bastariam as suspeitas para estarem de quarentena até cabal esclarecimento...
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:30 AM
julho 06, 2005
MAIS ACUSAÇÕES AO RECÉM-ELEITO PRESIDENTE DO IRÃO
Via: IRAN FOCUS
Austrian probe of Iran’s Ahmadinejad angers Tehran
Tehran, Iran, Jul. 6 - Iran’s clergy-dominated regime reacted angrily to Austria's announcement on Tuesday that it was investigating claims that the newly-elected ultraconservative president was involved in the assassination of an Iranian Kurdish dissident.
Foreign Ministry officials summoned Austria's ambassador in Tehran to lodge a strongly-worded protest against the investigation.
"One should not allow the good relations between the two countries to be disrupted by allegations provided by Zionist elements”, Ebrahim Rahimpour, director-general of the Foreign Ministry for Western Europe, told the Austrian ambassador.
In a sign of the Iranian leaders’ nervousness over the probe, Iran has been warning Austrian companies that their multi-million dollar contracts would be in jeopardy if Vienna went ahead with the investigation, the state-run website Baztab reported.
Austrian prosecutors on Tuesday said they were investigating new information in the 1989 slaying of Iranian Kurdish politician Abdul-Rahman Ghassemlou brought to their attention by an Austrian lawmaker who claims Iran's president-elect was linked to the assassination.
Ghassemlou and two colleagues were gunned down July 13, 1989, in Vienna.
A spokesman for the Vienna prosecutor's office confirmed an investigation was under way as a result of new information provided by Peter Pilz of the opposition Green party concerning the assassination of Ghassemlou.
"We must check the information to see if the information provided by the witnesses is correct," said the spokesman, Ernst Kloyber.
Prosecutors want to interview several witnesses now believed to be in France, their spokesman said. Pilz said that among them is a former Iranian journalist who interviewed one of the alleged killers.
Pilz said he gave Austrian authorities details of statements made by witnesses with information he suggested only people involved in the case might know.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:00 PM
PORTO SANTO

PORTO SANTO - MADEIRA - 2004
Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:30 PM
BLOGUÍTICA e ADUFE
Algo atrasados (o tempo para ler tem sido muito escasso) os meus parabéns a mais dois blogs que festejaram o segundo aniversário.
BLOGUITICA, imprescindível a quem não queira limitar a visão da política a apenas um dos lados...
Adufe.pt, onde o Rui Branco tem sempre uma visão peculiar e a ter em conta sobre a actualidade.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM
julho 05, 2005
ESTOU TÃO ARREPENDIDO.... (parte II)
A segunda parte deste episódio, com alguns comentários:
Via - PortugalClub - lista de discussão da emigração portuguesa na net - e-mail: portugalclub@cardigos.com.br
SEGUNDA CARTA DO EMBAIXADOR FRANCISCO SEIXAS DA COSTA
Brasília, 1.7.05 Senhor Senador
Tomei boa nota das palavras que teve a amabilidade de me enviar, que encerram uma atitude de grande dignidade, à altura do apreço e consideração em que esta Embaixada e as autoridades portuguesas sempre tiveram V. Exa. O dito popular "quem não se sente não é filho de boa gente" aplica-se-nos a nós, Portugueses, que temos muito orgulho no que somos, no que fomos e no que ajudámos a ser, como é o caso deste magnífico País amigo que é o Brasil. Aos meus compatriotas que me contactaram ao longo do dia de hoje, marcados mais pela tristeza do que pela ofensa, não deixarei de dar conta da cavalheiresca resposta de V. Exa.
Creia-me, Senhor Senador, com a maior consideração
Francisco Seixas da Costa. Embaixador de Portugal
*************************************************
Aquando da época em que o Brasil queria se separar de Portugal houve a criação de alguns esteriótipos que despertassem a animosidade pela metrópole e, igualmente, pelos metropolitanos, o pessoal do reino. Era preciso depreciar tudo que era lá do outro lado do oceano.Le Bon("Psychologie des Foules",Paris"), explica que atrás das causas explícitas de nossos atos, existem causas secretas desconhecidas. Na multidão, apagam-se as diferenças individuais. Aparece a base incosciente comum a todos. Ignora-se a razão e conhece-se apenas as racionalizações.Há confusão entre realidade e mundo irreal. Movimenta-se no plano mítico.É um produto do inconsciente. Foi Walter Lippemann quem forjou a palavra "estereótipo" em seu livro "Public Opinion(l922). Um estereótipo, "stricto sensu", é um molde de metal a partir do qual se pode produzir inúmeros exemplares. Yung define o estereótipo no campo da psicologia social como "conceito classificatório, ao qual está sempre ligada uma intensa tonalidade afetiva de agrado ou desagrado". Geralmente o estereótipo reduz-se a uma palavra: negro, judeu, alentejano, saloio, comunista, espanhol,etc. O estereótipo é persistente. Do ponto de vista histórico, não é raro que permaneça durante várias gerações. É latente e basta basta uma situação de conflito para reativá-lo. O estereótipo situa-se, portanto, na plano da fantasia. Os preconceitos raciais e nacionais, que se nutrem de estereótipos, chegam as vezes a expressar-se através de ações violentas(marchas pelas ruas contra emigrantes, ciganos, etc). Os estereótipos fazem parte de uma cultura, são de difícil extirpação. Disto isto, tenho absoluta certeza que as piadas que se contam dos portugueses no Brasil só são acredidatas como verdadeiras por quem realmente não compreende este processo inconsciente: da Espanha nem bons ventos...o fogo está tão bom para assar um judeu...coisa de negro...os culpados são os emigrantes...os alentejanos são burros, etc.etc. O que nos causa espécie é que o tal senador Suasuna usasse de termos comparativos que depõe contra um povo para proceder a analogias bufas. Mas, tenho absoluta certeza que trata-se de um arroubo de ignorância mais do que a vontade de velipendiar aos portugueses. Alimentar tal banalidade não leva a nada. No programa do Jô houve-se frequentemente tais comentários e é corrente no Brasil. Não swe trata, absolutamente de menosprezar os portugueses. As pidadas são de polacos, judeus, negros, padres etc. Levar isto a sério é que não deve ser coisa que leve a algum lugar. Pelo contrário, é acirrar ânimos que podem causar maiores danos. Os senadores e deputados brasileiros já estão tão na lona que não vale a pena písar em cachorro morto.
J.Defreitas
*************************
Caro irmão Carlos Filho:
Sempre é nisso que dá: anedotas, piadas, brincadeiras sem pensar escondem preconceitos, às vezes, de origem histórica, como no caso das anedotas de portugueses que são contadas no Brasil. Ora, como sabemos, foram os próprios portugueses que as difundiram no Brasil, quando contavam anedotas já preconceituosas com os alentejanos (ALENTEJO é uma região ao sul de Portugal economicamente menos forte que outras partes do país)... os brasileiros quando as passavem à frente generalizavam e diziam os portugueses.
É de espantar tal comentário sair da boca de um senador da república, que melhor do que muitos deve reconhecer o quanto devemos, somos e estamos ligados a Portugal.
"Atualmente o Brasil está a sofrer o mesmo processo de invasão, dominação e colonialismo cultural experimentado pelos índios após 1500, porém com muito mais força, sem que os invasores necessitem se apropriar da terra, vir pessoalmente ao país ou destruir fisicamente seus habitantes, como no passado fizeram os portugueses, não esquecendo dos espanhóis, franceses, holandeses e ingleses, todos muito mais gananciosos que os lusos, mas que souberam verter nossa ira apenas contra portugueses e que persiste hoje em dia, curiosamente apoiada pelos meios de comunicação social e informático, entre os brasileiros incultos ou que vivem do passado sem considerar o contexto histórico daqueles acontecimentos, ou pior, entre aqueles que se prendem a notícias sensacionalistas "produzidas" para afastar-nos dos portugueses, sem claridade de objetivo, sem o devido por quê, apenas com uma grande dose de preconceito etnocentrista aqui e lá."
Por outro lado, lembro a patrícia Karla Santoro, que também tenha cuidado com suas antipatias ao povo argentino porque ao que me parece o Brasil, e muito mais o eixo Sudeste-Sul do país, que controla boa parte da economia que concorre com a argentina ou quer dominá-la, também tenta verter nossa ira para todo um povo, uma nação, irmã sulamericana e o que é pior, usa o esporte, mas precisamente o futebol (ópio do povo brasileiro!) para a tal "guerra" contra a Argentina. Que bom ! ganhamos da Argentina ! 4 X 1 demos uma surra "neles" (e são eles os selvagens, que só sabem dar porrada, segundo a nossa imprensa). Ora, meus irmãos, convenhamos... não sejamos tão ingênuos ao ponto de acreditar em tamanha artimanha xenófoba. Se ao menos tivéssemos com os argentinos os problemas históricos que Portugal tem com Espanha, talvez até pudesse se tentar justificar, mas mesmo assim, longe de argumentos cristãos e humanos, claro está. Gente boa e ruim há em toda parte, como muito bem colocou nosso irmão JdFreitas.
Moisés Bonifácio - BRASIL
Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:15 PM
CUBA - Continuos apagones provocan descontento en Villa Clara
Via CUBANET
SANTA CLARA, Cuba - 1 de julio (Félix Reyes y Niurvys Díaz, Cubanacán Press / www.cubanet.org) - Letreros que decían "Abajo Fidel", pintados con creyón negro, aparecieron en la mañana del 27 de junio en las columnas exteriores de la cafetería Alameda, situada en la céntrica Avenida de los Mártires esquina a Ramiro Lavandero, en Ranchuelo.
Diversas fuentes comentaron que la aparición de carteles antigubernamentales está motivada por los constantes apagones de diez y doce horas diarias que afectan a la municipalidad desde inicios del pasado mes de mayo.
Miembros de la Policía Nacional Revolucionaria (PNR), dirigidos por Eduardo Lozano, segundo jefe de la unidad policial municipal, se personaron en el lugar de los hechos, transcribieron las escrituras en una agenda e inmediatamente rasparon las columnas para borrar los letreros.
Últimamente se han venido realizando acciones similares por igual razón en varios municipios de la provincia central.
Por su parte, un vecino de Santa Clara, molesto por el calor y la tortura de los mosquitos, señaló: "Todo lo que dicen por televisión es mentira, vamos a ver qué razones inventan para apagarnos durante el verano".
Durante tres días consecutivos, los vecinos del barrio santaclareño Sub Planta, perteneciente al circuito #17, sufrieron afectaciones por interrupciones del fluido eléctrico.
El jueves no hubo electricidad hasta las doce de la noche por programación, el viernes desde las 6 de la tarde hasta las 9 de la noche por rotura, y el sábado el retiro del servicio de seis horas en la noche se extendió hasta las 2 de la madrugada, según se dijo debido a una "emergencia nacional".
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Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM
A BENÇÃO DA LOCOMOTIVA - GUERRA JUNQUEIRO
A obra está completa. A máquina flameja,
Desenrolando o fumo em ondas pelo ar.
Mas, antes de partir mandem chamar a Igreja,
Que é preciso que um bispo a venha baptizar.
Como ela é concerteza o fruto de Caím,
A filha da razão, da independência humana,
Botem-lhe na fornalha uns trechos em latim,
E convertam-na à fé Católica Romana.
Devem nela existir diabólicos pecados,
Porque é feita de cobre e ferro; e estes metais
Saem da natureza, ímpios, excomungados,
Como saímos nós dos ventres maternais!
Vamos, esconjurai-lhes o demo que ela encerra,
Extraí a heresia ao aço lampejante!
Ela acaba de vir das forjas d'Inglaterra,
E há-de ser com certeza um pouco protestante.
Para que o monstro corra em férvido galope,
Como um sonho febril, num doido turbilhão,
Além do maquinista é necessário o hissope,
E muita teologia... além de algum carvão.
Atirem-lhe uma hóstia à boca fumarenta,
Preguem-lhe alguns sermões, ensinem-lhe a rezar,
E lancem na caldeira um jorro d'água benta,
Que com água do céu talvez não possa andar.
Guerra Junqueiro
Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:30 AM | Comentários (1)
julho 04, 2005
CHINESES: «EU NÃO OS QUERO AQUI»
Mais uma do Alberto João Jardim. Por mim, não tenho nada contra eles e não me importo nada de que emigrem para cá, desde que cumpram escrupulosamente as leis existentes em Portugal...
via: Diário de Notícias da Madeira
....Quando falava da situação difícil do país e das medidas «erradas» adoptadas pelo Governo de José Sócrates, Jardim disse que Portugal está sujeito à concorrência de países europeus e de fora da Europa. «Os chineses estão a entrar por aí dentro, os indianos estão a entrar por aí dentro»...
Do meio da assistência alguém faz um sinal, ao que Jardim retorquiu: «Está-me a fazer sinal porquê? Estão aí uns chineses?! É mesmo bom para eles ouvirem». Ligeira hesitação de quem vai retomar o discurso. «É mesmo bom porque eu não os quero aqui», palavras do presidente.
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:30 PM
ESTOU TÃO ARREPENDIDO....
... Mais uma piada de (sobre) português, no Brasil, que deu barraca!
Via - PortugalClub - lista de discussão da emigração portuguesa na net - e-mail: portugalclub@cardigos.com.br
De : Carlos Fino
A MADRUGADA PASSADA, NO DECORRER DO DEBATE DA CPI DOS CORREIOS, O SENADOR NEY SUASSUNA, QUERENDO SIGNIFICAR QUE A POLÍCIA BRASILEIRA AGE, POR VEZES, DE FORMA POUCO INTELIGENTE, DEIXOU ESCAPAR O SEGUINTE COMENTÁRIO : "ATÉ PARECE POLÍCIA PORTUGUESA...".
O EMBAIXADOR DE PORTUGAL NO BRASIL, FRANCISCO SEIXAS DA COSTA, ENVIOU DE IMEDIATO UMA MENSAGEM AO EX. SR. SENADOR, QUE RESPONDEU HOJE, AO FINAL DA TARDE. SÃO ESSES DOIS TEXTOS QUE EM SEGUIDA SE TRANSCREVEM.
Brasília, 1 de Julho de 2005
Senhor Senador
Tomei nota, com um sentimento de espanto e tristeza, do comentário com que V. Exa. atingiu os Portugueses, há poucos minutos, durante o debate na CPI dos Correios. Portugal e os Portugueses que aqui vivem, e que muito deram e dão para a construção deste grande País, não eram merecedores que um representante político do seu gabarito recorresse a preconceitos que nos habituamos a ver ecoados nas graçolas de
baixo nível, nos cómicos de televisão ou por escribas recalcados. Nem a Polícia portuguesa, cuja estreita cooperação a sua congénere brasileira se não cansa de elogiar, merecia ser tratada como o foi.
Dirá V. Exa. que se tratou de um comentário sem intenção, sem sentido insultuoso, na passada do discurso. Mas o comentário lá ficou, feito por um político altamente responsável, representante qualificado de um partido político central da democracia brasileira. Como embaixador de Portugal, não posso deixar de o lamentar e registar.
Com respeitosos cumprimentos
Francisco Seixas da Costa
Embaixador de Portugal no Brasil
Senhor Embaixador,
Infelizmente, a palavra lançada, flecha que fere, não se pode recolhê-la.
Não sabe Vossa Excelência o quanto me dói constatar a sabedoria embutida nesse provérbio popular, de origem ancestral, quando reconheço a infelicidade do comentário que fiz durante a minha interpelação ao Deputado Roberto Jefferson, pela injustiça à amada Pátria portuguesa e a sua gente irmã e amiga, nossos ascendentes diretos.
Dói-me mais profundamente por não refletir o meu pensamento e a minha relação de respeito, cordialidade e admiração pelo povo e pela nação portuguesa, mãe saudosa do nosso jovem país, de quem sem dúvida herdamos, pelo exemplo, alguns dos nossos melhores atributos.
Senhor Embaixador, acredito que não serão as palavras, mas o sentimento de enorme desconforto que ora me aflige que poderá redimir-me perante a delicada e acolhedora alma portuguesa.
Aceite as minhas sinceras desculpas, transmitindo-as ao povo e ao Presidente de Portugal, e à colônia portuguesa aqui residente, que com extraordinário talento, entusiasmo, generosidade e força de trabalho foi determinante na construção do Brasil.
Respeitosamente,
Senador Ney Suassuna
Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:30 PM | Comentários (1)
PANTALASSA
Fez dois anos este blog que é um dos meus preferidos, desde os tempos em que se chamava ainda PurPrazer. A todos os seus actuais autores, os meus parabéns!
A não perder o que o seu fundador, Ângelo Ferreira escreve sobre o que o levou a começar. É isto a verdadeira Lusofonia:
Comecei a escrever o PurPrazer...
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:00 PM
julho 03, 2005
TERESA ZAMBUJO
A ser verdade esta notícia do D.N. de hoje, há mais uma razão forte para os eleitores de Oeiras votarem em Teresa Zambujo, que é o facto de ela contribuir para a necessária limpeza da política portuguesa através do afastamento de determinados indivíduos menos sérios .
"É a actual liderança da Câmara de Oeiras que envia documentos e dossiers para a Polícia Judiciária e para o Ministério Público (MP)", afirma Isaltino Morais ao DN. Reagindo à manchete do Expresso de ontem, que titulava "Ligações perigosas com empreiteiros", Isaltino acusa a câmara, presidida por Teresa Zambujo, de "pôr cá fora este tipo de informações". Instada a reagir, Zambujo não quis prestar quaisquer declarações.
Aquele semanário noticiava que o Departamento Central de Investigação e Acção Penal estaria "a passar a pente fino as licenças de construção atribuídas pelo Departamento de Urbanismo da Câmara de Oeiras durante a presidência de Isaltino Morais". Em causa estarão, sobretudo, "as autorizações concedidas a empresas dos construtores civis José Guilherme, Mateus Marques e Mário Magalhães".
Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:00 PM
julho 02, 2005
A ARTE DA FUGA
Comemora hoje o seu primeiro aniversário o A ARTE DA FUGA, que veio "tarde" mas para ficar!
Parabéns aos seus dois autores!
Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:59 PM | Comentários (2)
julho 01, 2005
A REFORMA DAS REFORMAS
Um oportuno artigo de Jorge Ferreira, publicado no Público (sem link).
Às vezes é necessário esperar anos para assistir a uma vitória política. Lançam-se as ideias, fazem-se as propostas e as mais das vezes assiste-se a uma reacção crítica que parece votá-las ao fracasso. Até que, quando menos se espera, aparece alguém que por qualquer razão conjuntural vai ao baú do passado e agarra a velha ideia.
Transcrição integral no Democracia Liberal, em: A REFORMA DAS REFORMAS
Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:00 PM | Comentários (1)
A DISCUSSÃO DO SEXO DOS ANJOS
A discussão do sexo dos anjos na política portuguesa já avançou: Já se passou da fase em que se discutia quem eram os culpados do défice para outra também muito útil sobre erros nas contas e sobre se o défice é de 6,83% ou 6,72%.
E se discutissem algo realmente útil, como formas de baixar as despesas do Estado ( e não de aumentar as receitas...)?
Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:00 PM | Comentários (1)
UNS - RICARDO REIS
Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.
Por que tão longe ir pôr o que está perto —
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.
Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
o dia, porque és ele.
Ricardo Reis
Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM
A CANDIDATA DO PPM À CÂMARA DE CASCAIS....

ELSA RAPOSO
Com candidatos destes, é caso para dizer como fazia este conhecido personagem na segunda metade da década de 70:

"Ruim por ruim, vota em mim!"
Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:00 AM

