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abril 30, 2005

MOLICEIROS (V)

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MOLICEIROS - AVEIRO - 2005

Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:00 PM | Comentários (2)

abril 29, 2005

RECORDAR É VIVER...

in: TSF

Clubes devem deixar de comprar jogadores para pagar Fisco
O ministro das Finanças, Bagão Félix, sugeriu esta quarta-feira aos clubes de futebol que deixem de comprar jogadores para regularizarem as dívidas ao Fisco.

( 15:02 / 22 de Dezembro 04 )

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Numa conferência de imprensa convocada para explicar aos jornalistas a notificação para pagamento de dívidas feita à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e à Liga de Clubes, Bagão Félix admitiu que «como ministro das Finanças e como contribuinte que paga os seus impostos» deve fazer aquela sugestão.

«Os portugueses não percebem que os clubes tenham milhões de euros para comprar jogadores em Janeiro próximo e não tenham para pagar as dívidas ao Fisco», afirmou o ministro.

Interrogado sobre se estava a sugerir que os clubes abdicassem da compra de jogadores para pagar o que devem ao fisco, Bagão Félix salientou que é um amante do futebol, mas observou que, «como ministro das Finanças e como contribuinte que paga os seus impostos», tem de o sugerir.

O Ministro das Finanças sublinhou que no acordo assinado em 1998 pelo presidente da FPF, que se mantém em funções, e com o presidente da Liga de Clubes, actualmente com mandato suspenso, estava previsto que se as receitas cativadas do Totoloto não fossem suficientes para pagar metade da dívida até ao segundo semestre de 2004, a Liga e a Federação deveriam pagar a diferença.

Este é um ponto importante porque «nesta altura toda a gente quer sacudir a água do capote», acrescentou.

Para Bagão Félix, a notificação feita à FPF e à Liga de Clubes «cumpre escrupulosamente» os despachos de membros do governo anteriores e o acordo livremente assinado por aquelas duas entidades no âmbito desses despachos, considerando que houve «reacções normais, naturais, das instituições devedoras».

Publicado por João Carvalho Fernandes às 06:00 PM

SÓCRATES "SURPREENDIDO" COM ADIAMENTO DAS DÍVIDAS AO FISCO

In:Lusa

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje estar "surpreendido" com a possibilidade aberta pelo anterior governo PSD/CDS-PP de os clubes de futebol com dívidas fiscais só acertarem as suas contas com o Estado em 2010.

Segundo o jornal Público, o ex-secretário de Estado Orlando Caliço e o actual director-geral dos Impostos, Paulo Macedo, validaram um despacho de um responsável pela justiça tributária, que prevê o adiamento até 2010 de qualquer exigência aos clubes de futebol pelo incumprimento do "Totonegócio".

Ainda de acordo com o mesmo jornal, esse despacho foi validado pelo anterior Ministério das Finanças uma semana antes de o actual Governo socialista ter tomado posse.

"Fui surpreendido por essa notícia, assim como todo o país", comentou José Sócrates no final do seu primeiro debate mensal no Parlamento como primeiro-ministro, adiantando que o Ministério das Finanças está a "analisar a situação" das dívidas fiscais dos clubes ao fisco.

Depois, o primeiro-ministro fez uma crítica ao anterior executivo PSD/CDS-PP.

"O anterior ministro das Finanças (Bagão Félix) apregoava o rigor, enquanto o seus secretários de Estado faziam despachos desses", apontou o chefe do Governo.

PMF.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:30 PM

MOLICEIROS (IV)

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MOLICEIROS - AVEIRO - 2005

Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:00 PM | Comentários (1)

25 DE ABRIL

No filme sobre o 25 de Abril, com a Maria Medeiros, já perto do fim, é atribuída ao personagem Otelo Saraiva de Carvalho a frase:

"Se eu tivesse lido os livros certos, era o Che Guevara da Europa".

Não me lembro de alguma vez ter ouvido esta frase. Alguém sabe se é memso verdade que tenha sido dita por ele?

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:00 AM | Comentários (3)

abril 28, 2005

CONSTITUIÇÃO EUROPEIA - UM NÃO FRANCÊS FUNDAMENTADO

in: Le Point

Marie-France Garaud*
« Chirac doit cesser de douter de lui-même. »

Le Point : Si le non l'emporte, que peut faire Jacques Chirac ?

Marie-France Garaud : Cesser de douter de lui-même et de chercher ailleurs le remède à ses faiblesses, s'il le peut.

De quelle manière ?

Il faudra revenir à la raison : l'union politique de l'Europe ne peut se faire que par les Etats, car c'est en eux seuls que s'exprime la volonté des citoyens. Il leur revient de déterminer ce que leurs peuples sont prêts à faire ensemble ou non. Alors seulement, on pourra conduire l'Union dans la clarté.

Vous évoquez une « escroquerie à la démocratie de la part de manipulateurs en chambre »...

Je fais un constat. Celui du sacre de l'oligarchie. En démocratie, une Constitution, c'est l'acte par lequel un peuple uni dans une nation organise un Etat. Il me paraît clair que l'Europe n'est pas composée d'un seul peuple prêt à se fédérer en un Etat. Le résultat ? Un ensemble abscons de règles, baptisé « Constitution », qu'on pousse les peuples à adopter dans la confusion. Si les Français sont assez imprudents pour entrer dans ce piège, là où la Commission et les juges européens seront plus que jamais maîtres du jeu, on verrouillera la porte et on jettera la clé à la rivière : la « Constitution » n'est modifiable qu'à l'unanimité des 25 Etats membres ! C'est le mariage forcé, et les mariages forcés finissent mal

* Ancienne députée européenne, elle publie « Oser dire non à la politique du mensonge » (Editions du Rocher).

Publicado por João Carvalho Fernandes às 06:30 PM

GASTR'EAT'

Um novo blog sobre gastronomia.

Segundo a própria caracterização, Local de encontros e desencontros gastronómicos, onde os cheiros e os paladares desfrutam e falam do que é bom...ou nem por isso!

Pelas primeiras entradas, é de seguir atentamente!

Gastr'eat'

Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM | Comentários (1)

MOLICEIROS (III)

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MOLICEIROS - AVEIRO - 2005

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:30 AM

PARABÉNS!

Sem qualquer outro comentário (basta o título) recomendo a leitura desta entrada do João Tilly:

O problema do ensino da matemática é só um: FALTA DE TRABALHO

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:15 AM

abril 27, 2005

FACCIOSO

O meu amigo António Torres tem estado imparável desde que se "deslocalizou"!

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Já conseguiu colocar as Cocos (Keeling) Islands no mapa. São cada vez mais os portugueses que sabem onde se localiza, ao contrário do que se passava há alguns meses. Até me constou que em breve vai ser agraciado pelo Governo da Ilha pelos serviços prestados a esse país! E informaram-me também que teve um convite para escrever um parecer para o Governo das Cocos sobre as implicações para estas ilhas da Constituição Europeia.

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Até estou a pensar montar um negócio com ele na área do turismo; a ideia é comprarmos um avião e fazer uma ponte aérea entre Portugal e as Cocos Island fomentando o turismo (em ambos os sentidos).

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A concretizar-se, esta não será a nossa primeira parceria! Já temos um jornal e um negócio de venda de gelo a esquimós. E posso-vos garantir que o António é um exímio vendedor - estão permanentemente a chover encomendas!


Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:30 PM | Comentários (1)

HÉCTOR MASEDA, DESDE LA CÁRCEL EN CUBA

via: Unión Liberal Cubana

El periodista independiente y prisionero de conciencia Héctor Maseda, condenado a 20 años durante la ola represiva de 2003 y sometido a un régimen especial incrementado junto a asesinos y otros criminales, describió a su esposa, Laura Pollán, el sitio en que se encuentra.

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Santa Clara, 10 de abril - 2005
Prisión provincial Menores "Pre"
Régimen especial incrementado (REI)

Mi bella Afrodita:

Hoy, a uno o dos días de nuestro próximo intercambio, aprovecho una vez más para conversar contigo, al mismo tiempo que trato conozcas un poco más del mundo en que me encuentro, aquí y ahora.

Continúo con salud excelente. No tengo aún el resultado del VIH y tampoco de la hemoglobina. En ambos casos no me preocupan, aunque desearía conocerlos. El VIH acostumbran a darlo cuando hay dudas o confirmación de diagnóstico positivo. Si da negativo, sencillamente no te lo informan. En cuanto a la hemoglobina, yo sé que la tengo alta (hace 6-7 meses era de 15,6). La presión arterial se mantiene en el chequeo semanal. Oscila entre 80 con 130 y 80 con 140. Dice el médico que la alta -para mi edad- es normal hasta 150. También he recuperado un poco de peso. El normal en mí varía de 65 a 74 kilogramos. Llegué al REI con 62, y los primeros días adelgacé hasta 59. Actualmente (me peso todas las semanas también) tengo 69. Me recupero poco a poco.

Me preguntaste en días pasados en qué consistía la bazofia. Es decir, el plato fuerte de casi todos los días. Consiste en un picadillo de carne sin categoría, mezcla de pellejos, tendones, arterias, venas, vísceras, huesos triturados, orejas y bembas de vaca. Y todo esto embebido de sebo y sangre, cuyo olor putrefacto y sabor indefinible que el paladar rechaza y produce deseos inmediatos de vomitar. Esto es lo que yo tuve que ingerir en Manacas y La Pendiente. En el REI los ingredientes sólidos son los mismos. El sebo acompañante también. La única diferencia respecto a las demás prisiones es que al parecer en el REI hierven esta masa para quitarle el abominable olor, y después le ponen un poco de sal, cebolla, ají o tomate para reducirle el desagradable sabor. Por regla general, yo no me lo como. Es más, tengo que dejarlo en la bandeja y recoger en mi pote (vasija) el resto de la comida, llevármela a mi cubículo y cuando dejo de percibir en mis fosas nasales el nauseabundo olor, entonces y sólo entonces puedo almorzar o comer.

Como plato fuerte también pueden dar picadillo de pescado (comible), aporreado de espinas y escamas de pescado (incomible) y masas de pescado salado (ídem anterior). En ocasiones revoltillo de papa y huevo (digerible) y una postica de pollo cada quince días. El resto de la dieta se compone de caldo (chícharos o frijoles blancos), arroz blanco o precocido, harina o puré de papas. En ocasiones, ensalada de algo o postre. En el REI hay merienda (pan y jugo o yogourt) a las 10 pm.

Ahora paso a referirte nombre o apodo, causa, condena si la conozco, fase I o II y áreas donde se encuentran mis compañeros de infortunio en el REI.

Area o pasillo # 1. Enrique Hernández Tosca, por hechos reiterados de sangre. Alaín Malpica, rebelión en prisión y varios hechos de sangre. "La China", por atentado contra los militares. José Ramón Bello González, "El negro", por planes de fuga y pertenecer a una banda. Raúl, cadena perpetua por múltiples hechos de sangre. Pedro Cuellar Poucadé "El pintor", fugas e intentos múltiples de fuga y reiterados robos con violencia. Treinta años de condena.

Area o pasillo # 2. Montano, fuga vestido de military de la prisión de Guanajal. Alexey Martínez Martínez, por fugarse en un conduce (salida fuera de prisión custodiado por guardias) y pertenecer a una banda. Lo hirieron con dos disparos en las piernas. Roberto, atentado contra la policía. Rigoberto Valle "El gordo", hechos de sangre y romper un TV Panda propiedad del Estado. "Pitillo", por intentar agredir a un guardia con un arma blanca de construcción artesanal. "Calandraco", hechos de sangre.

Area o pasillo # 3. Isael, asesinato doble, petición de pena de muerte. Pedro Isaac Malpica, por amotinarse y alteración del orden en establecimientos penitenciarios.

Los catorce están en fase I del REI, la de mayor rigor, sin derecho prácticamente a nada.

Area IV, fase II. Rolando Santana Millares, asesinato, condenado a cadena perpetua. Bárbaro Brito Caveda, asesinato, petición de pena de muerte. Ariel López Pérez, hechos de sangre múltiples. Héctor F. Maseda Gutiérrez, motivos (¿?), condenado a veinte años. En total, somos 18 los penitentes. Los que no aparecen con sus sanciones, oscilan en penas entre 25 y 40 ó más años de prisión. Todos han tenido conductas extremas: asesinatos, protagonizar hechos de sangre, rebelión en prisión, fugas (…) Yo soy un elemento anacrónico en esta muestra multifacética de actos condenados por la sociedad cubana. ¿Qué te parece?

Hasta aquí el mundo en que vivo, por ahora. Besos a Laurita y Alex. Abrazos a todos mis hermanos masones, familiares, amigos y vecinos.

Como siempre, tú eres la llama que alimenta mis sentimientos más puros y me ayudas a vivir en medio de la injusticia y la intolerancia ideológica y política que existe en el país.

Te amo dulcemente. Te deseo con todas las fuerzas de mi existencia. Te quiero con la ternura que sólo un cariño verdadero puede unir en empatía perfecta a dos seres iguales como especie y distintos en personalidad y práctica social.

Tuyo,

Héctor

Publicado por João Carvalho Fernandes às 06:30 PM

LUÍS VILLAS-BOAS ACUSA COMISSÃO DE PROTECÇÃO DE DADOS DE DIFICULTAR ADOPÇÕES

In: TSF

O presidente da equipa que acompanha a aplicação da lei da adopção acusa a Comissão de Protecção de Dados de dificultar as adopções, bloqueando a criação de uma base de dados nacional com todas as crianças adoptáveis.

Luís Villas-Boas, presidente da Comissão de Acompanhamento da Lei da Adopção e director do Refúgio Ascensão, em Faro, afirma que a criação de uma base de dados nacional de adopção foi autorizada em Agosto de 2003, aquando da saída da lei de adopção. A lei que iria criar a base deveria ter saído em Novembro passado, através de projecto de Lei do Governo.

Contudo, tal não foi possível devido à oposição da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), que se manifestou favorável a que fosse a Assembleia da República a legislar sobre a matéria e levantou questões sobre a constitucionalidade de algumas disposições, nomeadamente o facto de a lista incluir informação sobre a raça e origem étnica das crianças.

Villas-Boas assegura ainda que a Segurança Social não procedeu ao levantamento das crianças em condições de adopção a nível nacional, o que deveria ter acontecido até ao fim do ano.

De acordo com Luís Villas-Boas, a entrada em funcionamento da base nacional, onde figurariam as mais de 16 mil crianças adoptáveis permitiria que os processos de adopção deixassem de ser regionais «e que, por exemplo, um pai de Bragança adoptasse em Lisboa ou em Coimbra».

Villas-Boas pede por isso ao Governo para que desbloqueie a situação e faça «o diagnóstico real da situação no País» no que respeita à adopção.

Em resposta às acusações de Luís Villas-Boas, fonte da CNPD disse à Lusa que o parecer acerca da base de dados, com data de Outubro passado, remete à Assembleia da República a responsabilidade de legislar sobre a matéria, por estarem em causa os direitos, liberdades e garantias, designadamente no que respeita à raça e origem étnica.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM

O CONGRESSO DO CDS

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O Público na passada sexta-feira dizia o seguinte:

Debate doutrinário e críticas ao PSD devem marcar mudança de ciclo no CDS

"... e como é tradição em cada mudança de líder, o CDS volta a discutir o que deve ser: conservador, liberal ou democrata-cristão."

Não falhou por muito! Só na discussão doutrinária é que não se pode dizer que tenha havido muita... Ambos os candidatos cedo se assumiram democratas-cristãos! De um dos lados ainda houve uma ténue tentativa de defesa de alguns valores mais liberais, prontamente submergida pela onda centrista!

De qualquer forma, este aspecto mostra claramente a "estupidez" da direita em Portugal, que volta constantemente a isto! Após 30 anos de existência, o CDS ainda discute a sua orientação doutrinária! É por isto, que a direita será sempre minoritária em Portugal; o que a divide é sempre mais forte do que o que a poderia unir!

Este Congresso representou também uma derrota histórica da "soberba", de quem se convenceu que por ter o apoio do aparelho e da maioria dos "portistas" tinha tudo no papo. Bastou um discurso inspirado do adversário (que de modo algum se repetiu no domingo), aliado a uma fraqueza evidente do candidato da nomenclatura ao qual se somou uma escolha profundamente infeliz para candidato a secretário-geral, para tudo virar... E como a maioria dos militantes do CDS continua igual ao que conheci em tempos já bem longínquos, isto é, capaz de com a maior descontração votar num congresso numa coisa, no seguinte o seu contrário e no a seguir numa terceira coisa completamente diferente das anteriores, Ribeiro e Castro lá viu a sua moção votada por uma maioria de cerca de 60%.

E após esta votação concludente relativamente às moções apresentadas, seguiu-se a formação das listas. Como já é hábito nestas coisas, alguns cataventos ainda conseguiram passar do lado derrotado para o vencedor, mas no cômputo geral, não tenho dúvidas de que do ponto de vista do carácter os que foram eleitos são mais dignos do que aqueles que foram derrotados.

No entanto e apesar de serem melhores, não acredito que consigam fazer grande trabalho, por duas razões:

Afunilaram a orientação ideológica do partido num sentido que no passado o levou a 4%, com o centrismo, o federalismo e a democracia-cristã.

Vão ter um boicote mais ou menos sub-reptício dos que perderam, que ainda por cima controlam o grupo parlamentar. Aliás foi sintomática a ausência anteontem nas comemorações do 25 de Abril no Parlamento de mais de metade desse grupo... Isto para já não falar de algumas alfinetadas "cirúrgicas" proferidas ontem à noite na Sic Notícias pelo Pires de Lima, que mostram bem o tipo de postura que vai ser seguida por essa gente...

É por isto tudo, que acho que este Congresso foi excelente para o meu partido, Nova Democracia, abrindo-lhe maior espaço de implementação. É muito claro que o PP morreu!

Não queria terminar esta breve análise sem mandar um abraço especial, com desejos de bom trabalho para o Martim Borges de Freitas. E vão duas!

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:30 AM | Comentários (3)

abril 26, 2005

MOLICEIROS (II)

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MOLICEIROS - AVEIRO - 2005

Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:00 PM | Comentários (2)

PARA SER GRANDE, SÊ INTEIRO... - RICARDO REIS

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Ricardo Reis

Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:00 PM

UMA OFERTA

Hoje, decidi oferecer qualquer coisa a um amigo que dela necessita!

Para o meu amigo que é mas não é, um par de óculos para ver melhor a notícia do Democracia Liberal onde estão indicados os nomes da nova direcção do PND. (foi logo a primeira notícia pós congresso)

Se calhar o excesso de livros lidos afectou-lhe a vista e tal como no pré-congresso foi incapaz de ler as moções, continua com problemas de visão!

Uns bons óculos permitem melhorar isso!

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Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:30 AM

abril 25, 2005

A MUDANÇA

Tendo estado ausente neste fim de semana, prometo para amanhã um comentário ao Congresso do CDS.

Por enquanto, deixo o artigo de Rui Costa Pinto, na Visãoonlinept

A mudança

O CDS enterrou o estilo da última liderança, iniciando uma nova era no partido

O resultado do XX congresso do CDS coloca um sério travão a uma qualquer futura manobra interna, do tipo sebastianista. Para surpresa de muitos, os militantes consagraram a máxima de que no partido não há ‘portismo’ sem Portas.

Em vez de afirmar um rumo político, Paulo Portas preferiu fazer de conta, carpiu algumas mágoas e deixou cair alguns queixumes.

Tal como muitos outros líderes, do CDS e de outros partidos, o tempo de Paulo Portas esgotou-se. Apesar de algumas passagens lúcidas, o discurso que fez aos congressistas é uma prova inequívoca do seu fim político, pelo menos enquanto líder partidário.

Dois meses depois de ter sido afastado do poder, Portas averbou a sua maior derrota política, ao ser obrigado a assistir à escolha de um sucessor que não apoiou.

Continue a ler na Visãoonlinept

Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:30 PM

25 de Abril

in: Democracia Liberal

Mais de 30 anos depois da revolução que acabou com a ditadura então existente e nos trouxe principalmente a Liberdade e a Democracia, urge pôr cobro à degradação da sociedade portuguesa, que vem aumentando de dia para dia.

Muita coisa positiva ocorreu com o 25 de Abril de 1974, mas a evolução não tem sido linear e poderíamos estar muito melhor passados estes 31 anos.

Todos podem exprimir as suas ideias, mas é cada vez mais claro que qualquer opinião que se afaste do politicamente correcto e do “mainstream” que nos governa, tem tendência a ser silenciada e omitida.

Há eleições, a que todos podem concorrer, mas depois o tratamento das candidaturas não é uniforme e pretensos critérios editoriais e outros acabam por só permitir que se façam ouvir os que já têm peso, impossibilitando na prática o surgimento de alternativas.

Houve uma grande evolução social e económica e a generalidade das pessoas vive melhor, mas há cada vez mais pobreza e cada vez mais largas fortunas obtidas de forma mais ou menos ilícita. E a conjugação destes dois factores gera revolta…

Há cada vez mais insegurança e sente-se que determinadas zonas do País são verdadeiros barris de pólvora, prestes a explodirem!

Temos uma classe política cada vez mais distanciada do País e para a qual o poder é um fim em si mesmo.

Temos níveis de corrupção que estão a atingir níveis assustadores, sendo as autarquias locais um verdadeiro alfobre de criminalidade, onde raramente qualquer obra é concluída pelo valor inicialmente previsto e se fazem sucessivamente obras cujo único intuito é mais uma “comissãozinha”, como rotundas, passeios e estacionamentos feitos, refeitos e alterados n vezes!

Temos uma Justiça que funciona mal e a destempo.

Por isto tudo e pelo muito mais que fica por dizer, se pode concluir que valeu a pena o 25 de Abril de 1974, mas que andamos a desbaratar aquilo de positivo que nos trouxe.

Necessitamos de mais seriedade, a todos os níveis.

De uma Constituição que seja factor de identidade e unidade dos portugueses e não de divisão.

Precisamos de implementar uma cultura do mérito, acabando com o nivelamento por baixo.

É imprescindível que tenhamos uma Justiça “justa”, rápida e acessível a todos.

Escolas e Universidades que funcionem e onde os alunos tenham aproveitamento real são pedra de toque de uma sociedade com futuro.

Um Estado menos sumptuário e mais criterioso nos gastos tem de ser também uma exigência.

No fundo, uma nova forma de fazer política – a Política a favor do cidadão e não o que tem acontecido nos últimos anos, uma política a favor de uma minoria que por ter sido eleita se julga com o direito de fazer o que bem lhe aprouve e que tem tendência a transformar um estado providência para a maioria num estado providencial para uma minoria.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:52 PM | Comentários (1)

abril 22, 2005

I PAGLIACCI - LEONCAVALLO

Para comemorar a entrada (post) nº 2000, um pouco de erudição!

Uma das minhas óperas preferidas! E que maravilha ouvi-la com o personagem Canio (il pagliaccio) interpretado por inolvidáveis vedetas (no melhor sentido) como Enrico Caruso, Beniamino Gigli, Tito Schipa ou Mario del Monaco!

beniaminogigli_leoncavallo.jpg


PAGLIACCI - RUGGERO LEONCAVALLO

Personaggi

Nedda, attrice da fiera, moglie di... (nella commedia Colombina) soprano
Canio, capo della compagnia (nella commedia Pagliaccio) tenore
Tonio, lo scemo (nella commedia Taddeo) baritono
Peppe, commediante (nella commedia Arlecchino) tenore
Silvio, campagnuolo baritono
Contadini e Contadine

La scena si passa in Calabria presso Montalto, il giorno della festa di Mezzagosto.

Epoca presente, fra il 1865 e il 1870.

pagliacci_monaco.jpg

Um excerto, dos mais conhecidos, do final do Iº acto:

Canio

Recitar! Mentre presso dal delirio
non so più quel che dico e quel che faccio!
Eppur è d'uopo... sforzati!
Bah! sei tu forse un uom?
Tu se' Pagliaccio!

Vesti la giubba e la faccia infarina.
La gente paga e rider vuole qua.
E se Arlecchin t'invola Colombina,
ridi, Pagliaccio... e ognun applaudirà!
Tramuta in lazzi lo spasmo ed il pianto;
in una smorfia il singhiozzo e'l dolor...
Ridi, Pagliaccio, sul tuo amore in franto!
Ridi del duol t'avvelena il cor!

Libretto completo, em : Pagliacci

Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:30 PM | Comentários (3)

ELBERT HUBBARD

Para evitar críticas, não faça nada, não diga nada, não seja nada.

To avoid criticism do nothing, say nothing, be nothing.

Elbert Hubbard Escritor Americano / US author (1856 - 1915)

Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:45 PM

BARCO RABELO

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BARCO RABELO - DOURO, PESO DA RÉGUA - 2005

Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM

IRAN: POLITICAL PRISONER FACING IMMINENT EXECUTION

Via: IRAN FOCUS

Paris, Apr. 21 – Iran’s Supreme Court upheld an execution sentence for a 38-year-old political prisoner from the western Iranian town of Boukan.

img4267fe9d7d447.jpgEsmaeil Mohammadi was informed of the decision through a letter from the authorities, which indicated that his execution would be carried out within the next few days.

Mohammadi, a father of five, has been imprisoned for the past two years in the city of Urumiya (northwest Iran), accused of being a supporter of the Kurdish Komala organisation.

Mohammadi was reported tortured while in prison.

Last year, he was handed down an execution sentence by an Islamic court in Urumiya.

The Iranian regime has stepped up the execution of political prisoners, many of which are carried out in secret, primarily to create an atmosphere of fear among Iran’s rebellious young generation.

Earlier this month Iran’s Supreme Court upheld the death sentence against another long-time political prisoner in Iran.

Hojjat Zamani, 29 years old, has been imprisoned in the notorious Evin Prison in Tehran since the year 2000 for being a member of the main Iranian opposition group, the People’s Mojahedin Organisation of Iran (PMOI).

Both the political prisoners now face imminent execution.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:00 AM

abril 21, 2005

AFONSO DE ALBUQUERQUE - MIGUEL TORGA

Quando esta escrevo a Vossa Alteza
Estou com um soluço que é sinal de morte.
Morro à vista de Goa, a fortaleza
Que deixo à índia a defender-lhe a sorte.

Morro de mal com todos que servi,
Porque eu servi o rei e o povo todo.
Morro quase sem mancha, que não vi
Alma sem mancha à tona deste lodo.
De Oeste a Leste a índia fica vossa;
De Oeste a Leste o vento da traição
Sopra com força para que não possa
O rei de Portugal tê-la na mão.

Em Deus e em mim o império tem raízes
Que nem um furacão pode arrancar...
Em Deus e em mim, que temos cicatrizes
Da mesma lança que nos fez lutar.

Em mais alguém, Senhor, em mais ninguém
O meu sonho cresceu e avassalou
A semente daninha que de além
A tua mão, Senhor, lhe semeou.

Por isso a índia há de acabar em fumo
Nesses doiros paços de Lisboa;
Por isso a pátria há de perder o rumo
Das muralhas de Goa.

Por isso o Nilo há de correr no Egito
E Meca há de guardar o muçulmano
Corpo dum moiro que gerou meu grito
De cristão lusitano.

Por isso melhor é que chegue a hora
E outra vida comece neste fim...
Do que fiz não cuido agora:
A índia inteira falará por mim.

Miguel Torga

Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:30 PM

A DIREITA DOS VALORES...

EM TODO O SEU ESPLENDOR...

Já sei! É evolução...

Enquanto acusam uns de mudar de ideias, eles "evoluem"... Chama-se a isto hipocrisia! É que esta "evolução" ocorre apenas por motivos táticos e não por convicção...

Costumes, moral & família

Publicado por João Carvalho Fernandes às 06:00 PM

CORETO DE CARNIDE

Ou "viró disco e toca o mesmo"!

É espantoso que se possa entrar bem disposto ou mal disposto / de bem com a vida ou de mal com a vida, mas se sai invariavelmente com uma sensação de bem-estar!

O criminosos volta sempre ao local do crime... E desta vez foi exactamente o mesmo que tinha sido em Novembro passado!

logocoreto.jpg

Publicado por João Carvalho Fernandes às 02:49 PM

AMARANTE

AMARANTE.jpg
RIO TÂMEGA - AMARANTE - 2005

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:00 AM | Comentários (2)

abril 20, 2005

LEI DA NACIONALIDADE

Concordo plenamente com a principal alteração de que se fala. E já vem tarde! É claramente um factor de integração e não tinha sentido nenhum que filhos de imigrantes nascidos em Portugal não pudessem optar pela nacionalidade portuguesa.

Com a devida vénia à Lusa

Alto-Comissário diz que Governo vai alterar Lei Nacionalidade

O Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas, padre António Vaz Pinto, disse hoje que o Governo vai alterar a actual Lei da Nacionalidade, uma das principais reivindicações dos imigrantes.

"Tenho indicação do actual Governo que a Lei da Nacionalidade vai ser revista", afirmou o padre Vaz Pinto durante o lançamento da versão portuguesa do "Manual de Integração para decisores políticos e profissionais".

O Alto-Comissário adiantou ainda que as alterações à Lei da Nacionalidade estão em fase de estudo não tendo avançado mais pormenores.

A alteração da Lei da Nacionalidade é uma das principais exigências da Plataforma das Organizações de Imigrantes, que considera a actual legislação "uma dupla negação existencial para milhares de jovens nascidos em Portugal".

Segundo a Lei da Nacionalidade, aos filhos dos estrangeiros nascidos em Portugal é concedida a cidadania dos pais ou, em alternativa, inscreve-se no assento de nascimento "nacionalidades desconhecida".

Também o manual europeu, hoje lançado em Portugal, destaca que "a atribuição da nacionalidade pode ser uma ferramenta de integração".

Segundo a publicação preparada pela Comissão Europeia, promover a naturalização leva "à redução das diferenças entre os direitos dos cidadãos e os dos imigrantes residentes no país há vários anos e pode conduzir a uma maior diversidade de oportunidades para a participação".

O "Manual de Integração para decisores políticos e profissionais", editado em Novembro pela Comissão Europeia, é o resultado de uma compilação de experiências e iniciativas existentes nos diversos locais e países e pretende dar a conhecer e promover "boas práticas" que possam ser inspiradoras.

O padre Vaz Pinto apontou o reconhecimento de habilitações de competências, da unificação familiar, a desburocratização e o apoio social a situações de carência como passos que Portugal tem que dar para uma melhor integração dos imigrantes.

A publicação, que inclui recomendações que devem ser desenvolvidas a nível local, regional, nacional e europeu, destaca que a integração dos imigrantes nas sociedades de acolhimento poderá ser facilitada com a participação na vida política e social.

De acordo com o manual, a integração dos imigrantes poderá ser igualmente melhorada através da simplificação na obtenção de documentos e na criação de associações.

No processo de integração, a religião também poderá ter um papel importante no sentido "de facilitar o diálogo entre as comunidades que professam uma diferente fé", refere o documento.

Além de incluir os melhores projectos desenvolvidos pelos 25 estados-membros, a publicação contém um sumário das sete etapas a seguir na estruturação e implementação de programas de integração no sentido de facilitar a tradução de objectivos políticos genéricos em programas concretos de integração.

O manual destaca vários projectos implementados pelo ACIME como exemplos de boas práticas a serem seguidas na União Europeia.

Os centros nacionais e locais de apoio aos imigrantes, a Linha SOS Imigrante, o Observatório da Imigração e o programa de ensino de português para estrangeiros são alguns dos principais "instrumentos" de trabalho desenvolvidos pelo ACIME e mencionados na publicação.

Para Rui Marques, Alto-Comissário Adjunto para a Imigração e Minorias Étnicas, o manual europeu "é um contributo importante" para que a integração dos imigrantes seja "aberta e tenha um rosto humano".

As políticas de integração vão desde o acolhimento até à plena integração cívica, concluiu Rui Marques.

CMP.


Publicado por João Carvalho Fernandes às 06:30 PM

MARQUES MENDES AFASTA ISALTINO

Vá lá, alguma coisa de jeito... No entanto convém relembrar que Marques Mendes é um dos principais responsáveis por haver/ter havido um autarca de nome Isaltino de Morais...

In: A Capital

Mendes deverá afastar Isaltino

Marques Mendes manifestou, há dois meses, a sua preferência por uma recandidatura de Teresa Zambujo à Câmara Municipal de Oeiras

MARIANA ADAM E BRUNO SILVA


Isaltino Morais «muito dificilmente» será o candidato do PSD à Câmara de Oeiras nas próximas eleições autárquicas, previstas para Outubro.
Teresa Zambujo, a actual autarca social-democrata, que já se mostrou disponível para se candidatar, deverá ser a escolhida por Marques Mendes, inviabilizando uma recandidatura do ex-ministro do Ambiente, que também já manifestou publicamente o desejo de voltar à autarquia de Oeiras.

O presidente do partido chamou a si a decisão final, tal como confirmou a A Capital Dias Loureiro, coordenador das autárquicas. Contudo, várias fontes no interior do PSD consideram que as hipóteses de Isaltino se recandidatar são muito diminutas.

«O dr. Isaltino, depois dos mais recentes acontecimentos, não terá condições para avançar», admite uma fonte da direcção nacional do PSD, considerando que o ex-autarca de Oeiras «muito dificilmente» será o candidato do partido no concelho. «Teoricamente, a candidatura de Isaltino de Morais implica prejuízos para o partido», defende, por seu turno, um deputado social-democrata.

Outra fonte próxima de Marques Mendes assegurou que em Oeiras deverá ser aplicada a regra pela qual o PSD se quer reger nas próximas autárquicas, ou seja, será dada prioridade à recandidatura dos presidentes em exercício. «O dr. Isaltino Morais renunciou ao cargo, por isso Teresa Zambujo é a candidata natural», afirma a mesma fonte, salientando que «seria complicado para o partido apoiar Isaltino Morais».

A favor da actual autarca parecem jogar vários factores. A relação de proximidade com o presidente do partido poderá ser decisiva, já que Zambujo é uma apoiante de longa data de Marques Mendes, ao contrário de Isaltino de Morais, que se mantém distante em relação ao novo líder do PSD.


Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:00 PM

RIA DE AVEIRO

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RIA DE AVEIRO - 2005

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:00 AM

abril 19, 2005

FACCIOSO

O meu amigo António Torres está imparável! Depois de uma magnífica prosa, das Cocos islands, com a qual colocou muitos a sonhar, mais um texto fabuloso!

Antológico, mesmo: O Gavião dos mares,
e os escuteiros na acção política
.

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Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:20 PM

BENTO XVI

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O novo papa, Bento XVI, apresentou-se hoje à multidão concentrada na Praça de São Pedro como "um humilde trabalhador das vinhas do Senhor".

"Queridos irmãos e irmãs, depois do grande Papa João Paulo II, os cardeais elegeram-me - um simples, humilde trabalhador das vinhas do Senhor", disse.

Na sua breve intervenção, o novo Sumo Pontífice da igreja católica saudou a memória do seu predecessor, João Paulo, após o que deu a sua bênção "urbi e orbi" (à cidade e ao mundo).

A eleição de Bento XVI - no segundo dia do conclave - foi uma das mais rápidas das últimas décadas. O mesmo tempo exactamente durou a eleição de Pio XII, em 01 de Março de 1939.

Ratzinger é o primeiro cardeal alemão em séculos a ser eleito.

Era chefe da Congregação para a Doutrina da Fé desde 1981.

RMM.

Com a devida vénia à Lusa e à AFP

Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:19 PM

PAPA ELEITO

TSF

Fumo branco, novo pontífice eleito

A eleição do novo Papa foi anunciada, esta terça-feira, às 17:50 (16:50 em Lisboa) pelo fumo branco da chaminé da Capela Sistina, mas os sinos da Basílica tardaram a repicar.

Inicialmente, as imagens do fumo transmitidas em directo pelas
televisões induziram em erro - o fumo parecia negro, e não branco, só aos poucos "estabilizando" nesta última cor.

A segunda "cláusula" do anúncio - o repique dos sinos - apenas
alguns minutos depois foi cumprida.


Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:15 PM

O JUMENTO

Sempre certeiro, O JUMENTO descobriu quem era o cardeal "in pectore" designado pelo Papa, sem que alguma vez tivesse sido divulgado o seu nome!

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Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:30 PM

CASTRO RECHAZA NUEVAMENTE LA AYUDA HUMANITARIA DE LA UNION EUROPEA PORQUE «CUBA NO LA NECESITA»

via: La Nueva Cuba

El dictador cubano, Fidel Castro, consideró ayer que la UE se está «desprestigiando» y afirmó que Cuba mantendrá su decisión de rechazar la ayuda humanitaria de la UE porque «no la necesitamos». «Hemos renunciado a la ayuda humanitaria (de la UE) y vamos a seguir renunciando a la ayuda humanitaria. No la necesitamos, quien necesita un poquito de ayuda humanitaria son ellos», dijo Castro a la prensa tras votar en las elecciones municipales celebradas ayer en la isla. Unos comicios que, según el tirano, muestran que su régimen es el «más democrático del mundo».
«Mientras más se desprestigia Europa, más fuerte es la posición de Cuba y más generosos podemos ser con Europa», dijo. El líder cubano renunció a la ayuda humanitaria de la UE en junio de 2003 en respuesta al endurecimiento de la política comunitaria hacia la isla por la represión de la disidencia y la ejecución de tres opositores que trataban de huir de la isla. Tras año y medio de crisis, La Habana y Bruselas normalizaron relaciones el pasado enero, aunque el Gobierno de Castro no volvió a aceptar la ayuda humanitaria europea.
La decisión de la UE de copatrocinar la moción de EE UU de condena a Cuba aprobada el jueves en la Comisión de Derechos Humanos de la ONU provocó duras críticas de Castro, que invitó a los europeos a copatrocinar una resolución sobre la situación de los detenidos en Guantánamo.

EFE
La Razón
España
Infosearch:
Yohan Domo
Jefe de Buró
Latinoamérica
Dept. de Investigaciones
La Nueva Cuba
Abril 18, 2005

Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM

MOLICEIROS

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MOLICEIROS - AVEIRO - 2005

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:00 AM | Comentários (1)

abril 18, 2005

CUBA EM GENEBRA

A não perder o que escreve o João Tunes sobre Cuba:

CUBA EM GENEBRA

Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM

A ESPANTOSA REALIDADE DAS COUSAS - ALBERTO CAEIRO

A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.

Basta existir para se ser completo.

Tenho escrito bastantes poemas.
Hei de escrever muitos mais. naturalmente.

Cada poema meu diz isto,
E todos os meus poemas são diferentes,
Porque cada cousa que há é uma maneira de dizer isto.

Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada.
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.

Outras vezes oiço passar o vento,
E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.

Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;
Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem estorvo,
Nem idéia de outras pessoas a ouvir-me pensar;
Porque o penso sem pensamentos
Porque o digo como as minhas palavras o dizem.

Uma vez chamaram-me poeta materialista,
E eu admirei-me, porque não julgava
Que se me pudesse chamar qualquer cousa.
Eu nem sequer sou poeta: vejo.
Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
O valor está ali, nos meus versos.
Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade.

Alberto Caeiro

Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:00 AM | Comentários (2)

abril 15, 2005

O NOVELO

Um artigo que mostra muito sobre as razões do atraso de Portugal!

in: Jornal de Negócios

Nuno Ribeiro da Silva
O Novelo (I)

Há coisas de que não temos culpa. É a vida? Não temos petróleo ou gás natural em qualidade e quantidade no território nacional, incluindo o offshore. Se existe, não sabemos onde está.

Verdade que nunca fizemos grande esforço para o procurar, ou criámos as condições para que alguém invista na sua pesquisa e prospecção. Pode ser que um dia apareça?

O carvão, que sabemos existir, é de má qualidade e já está «muito escolhido».

Também não temos culpa que se perspective, pelo menos até ao final da década, um cenário muito crítico no que respeita à factura que o País está e irá pagar pela importação dos 85% da energia que consome:

- 3,4 mil milhões de dólares em 2002;

- 4,5 mil milhões de dólares em 2003;

- Cerca de 6 mil milhões de dólares em 2004;

- O que Deus quiser em 2005?;

- Prevendo-se ainda que ? Deus nos ajude nos anos seguintes.

Alguém da psicologia social também me explicou que não há nada a fazer pelo facto de sermos incorrigíveis improvisadores. Afinal, o facto da Agência Internacional de Energia estar, após 26 anos do dramático choque petrolífero de 1979, a elaborar um programa de racionamento do petróleo - não é racionalização, repito, é mesmo racionamento (!) - a fazer um apelo generalizado à conservação e uso racional de energia e a publicar um relatório que intitula «Save oil in a hurry», dizia, este facto, deve apenas ter por base uma crise de nervos e de busca de protagonismo dos especialistas que há mais de 30 anos estudam omundo da energia para todos os países da OCDE.

Logo se vê. Também, se tudo isto da crise energética vier a acontecer alguém nos há-de ajudar e temos tão pouca influência no mercado mundial que não vale a pena preocuparmo-nos em demasia. Já nos safámos de coisas piores?

Alguns até dirão que o petróleo voltará a cair daqui a uns anos, certamente após uma crise económica despoletada pelos elevados preços de energia e o surgimento de novas soluções tecnológicas.

O português olha para isto, senta-se com a mão, à «pensador de Rodin» e conclui: lá terá que ser mais uma crise, logo se vê, entre mortos e feridos alguém se há-de salvar. É «comó» Euro, estamos lá, para o bem e para o mal e alguém há-de olhar por nós.

Se é certo que tudo isto é fado e acreditando que foi Deus que deu aquela voz a Amália, o certo é que ninguém acredita que a sua arte e a do Carlos Paredes se devam apenas à Providência.

Sou assim tentado a sugerir que, apesar de tudo, nos proponhamos ajudar-nos a desembaraçar o intrincado novelo que se criou no nosso sistema energético nos últimos anos.

Comecemos pelos recursos. Aprendi que quem é pobre não desdenha.

Temos sol. Contudo, instalaram-se cerca de 9 mil m2 de painéis em Portugal no ano passado. Na Áustria (!) montaram 200 mil e na Grécia 220 mil. Sem falar em países maiores, ricos e pobres, como a Alemanha e Turquia, que ultrapassaram o milhão!

Temos vento. Contudo, temos 500 MW de turbinas eólicas a funcionar. A Espanha tem 8 mil e é só quatro vezes maior.

Temos biomassa e terra abandonada e de má qualidade, que dava para não deixar arder a lenha nas matas e produzir algum álcool e biodiesel para juntar (ajudar) os derivados do petróleo. A Europa até pensou nisso para diminuir a sua dependência energética e ajudar a encontrar alternativas à velha Política Agrícola Comum.

Temos um recurso ainda maior, a saber, o que desperdiçamos. Lembrava António Costa e Silva que gastamos o dobro da energia da Dinamarca para produzir o mesmo. Descontando o «mau gosto» da escolha de uns tipos muito certinhos que só pensam em trabalhar, a verdade é que - excepto o Luxemburgo, por outras razões - «damos-lhe melhor» no gasto (desperdício) de energia do que os outros todos.

Numa conta simples, podíamos ir aqui buscar, qualquer coisa como, vá lá, 10 milhões de toneladas equivalente de petróleo - mantendo uma intensidade energética em 1/3 superior aos tais dinamarqueses - avaliadas em mais de 2 mil milhões de dólares / por ano. Enfim, arredondemos para uma Ponte Vasco da Gama por ano que podíamos evitar deitar fora.

Fora o lixo, sim, porque não trabalhar para o desperdício evitaria muita poluição e impactes vários, um dos quais - a emissão de CO2 acima da quota que nos está atribuída - nos pode vir a custar à volta de 400 milhões de dólares por ano, a partir de 2008.

Sem dúvida que a nossa principal jazida de energia está?no que desperdiçamos! São números impressionantes.

Claro que dá uma trabalheira e todos temos de colaborar, mas, é possível.

Portanto, sobre isto estamos conversados, o pobre não deve desdenhar, não deve desperdiçar e deve organizar o pouco que tem.

É aqui que também não estamos a levar a coisa a preceito.

Sucessivos Governos, em termos políticos e enquanto accionistas das principais empresas nacionais responsáveis pela oferta de energia, tem gasto o tempo a decidir mal ou a não decidir.

Ficou célebre - e ficou a confusão - o modelo energético adoptado pelo então ministro Carlos Tavares, que pretende redesenhar a EDP, a GALP, a GDP, a REN e a Transgás. Escrevi na altura sobre os riscos do que chamei um mero exercício de «puzzle na energia».

Somam-se, entretanto, actos no mínimo pouco ponderados do Director Geral de Geologia e Energia, claro, com suporte político.

O MIBEL é só comparável em derrapagens à Casa da Música.

Enfim, um enorme novelo que tentarei tratar no próximo artigo.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:30 PM | Comentários (1)

PUBLIC EXECUTION LEADS TO CLASHES IN CENTRAL IRAN

via: SMCCDI (Information Service)
Apr 14, 2005

Another public execution lead, today, to sporadic but violent clashes in the City of Najaf-Abad located in Esfahan province.
Security forces resorted to violence in order to control an angry crowd which tried to oppose the execution of a freedom fighter named Ghobad Sia-Mansoor.

Clubs, chains and tear gas were used against the demonstrators which shouted slogans, such as, "Marg bar Jomhoori e Eslami" (Down with Islamic republic) or "Dolat be in bi edalati, harguez nadide mellati" (Such unjust regime has never been seen by any people).
Several demonstrators were injured or arrested by militiamen who were sent from Esfahan in order to secure the execution of this new victim of the Islamic regime qualified as "armed bandit".

The Islamic regime uses various labels, such as, Drug Smuggler, Spy, Rapist, Bandit or Hooligan in order to qualify its armed opponents in an effort to help its European and Japanese Collaborators in their effort to justify the continuation of their economic relations with the Mullahcracy.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:00 PM | Comentários (1)

SPORTING........

Como não podia deixar de ser e até à final da Taça UEFA, a rádio colocada aqui, passou a ser:

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Rádio SCP !

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:30 AM

abril 14, 2005

UMA EXCELENTE ENTREVISTA

Excelente entrevista do José Adelino Maltez ao jornal "O Diabo":

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"Os que agora elogiam o Governo vão criticá-lo sem piedade"

- "O drama das nossas elites é que elas não são elites, são heranças"; "As festas do "Avante" do PC são uma espécie de sucedâneo da peregrinação a Fátima e a própria Catarina Eufémia é uma espécie de profeta adaptada"; "O BE tem uma cultura de esquerda revolucionária adocicada"; "Foi Cavaco Silva que fabricou este PSD e aplica a "Lei de Gresham" aos seus filhos: Santana, Durão, Mendes e Loureiro"; "O dr. Mário Soares, se tivesse a coragem de Churchill, candidatava-se às presidenciais. O mesmo se aplica a Adriano Moreira ou a Freitas do Amaral. A democracia não pode ter treinadores de bancada". Estas são algumas das ideias-força da entrevista de Adelino Maltez.

Entrevista completa em: Entrevista concedida a Nuno Dias da Silva, semanário "O Diabo"

Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:30 PM

CONCERTO

Sexta-Feira, 15 de Abril de 2005 – 21h30

Sociedade de Geografia de Lisboa

Concerto no âmbito do Lançamento do CD Música Tradicional Açoreana

pelo: Coro Ricercare

Com a participação da: Orquestra Sinfonietta de Lisboa

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Direcção: Pedro Teixeira e Vasco Pearce de Azevedo

PROGRAMA


Prelúdio para cordas (1982) (Orquestra) Alexandre Delgado (1965)

Suite Popular Portuguesa (2004) (Orquestra) Fernando Lopes-Graça / (orq. Vasco Azevedo)

Sete Velhos Corais Portugueses (2004) (Orquestra) Eurico Carrapatoso (1962) / (arr. Vasco Azevedo)

Salvaterra me desterra - Beira Baixa (Orquestra e Coro) Vasco Pearce de Azevedo (1961)

Bela aurora (S. Miguel) (Coro) Vasco Pearce de Azevedo

Dormi, menino dormi (S. Jorge) (Coro) Fernando C. Lapa

Meu coração, fecha, fecha (Flores) (Coro) Fernando C. Lapa

Os Moiros (Santa Maria) (Coro) Fernando C. Lapa

5 Canções das ilhas dos Açores (Coro) Sérgio Azevedo

Ó meu menino Jesus

Vou dizer uma cantiga

Chamarrita

Pézinho da vila

Charamba

Rema para lá lanchinha (Coro) Mário Nascimento

Três Canções Populares Açoreanas Carlos Marecos

Bênção do Pão

Folia do Espírito Santo

Saudade

Saudade (Terceira) (Coro) Nuno Côrte-Real

Chamarrita (S. Miguel) (Coro) Nuno Côrte-Real

Meu bem (Terceira) (Coro) Nuno Côrte-Real

Demo (Graciosa) (Coro) Nuno Côrte-Real

ENTRADA LIVRE

Publicado por João Carvalho Fernandes às 06:00 PM

CHOQUE TECNOLÓGICO

Mais um excelente artigo do José Victor Henriques, publicado no DN Música e em HI-FI CLUBE:

Sócrates apresentou como um dos objectivos do seu futuro governo uma economia à escandinava para Portugal. Até aqui tudo bem: eu também quero.

Agora só falta a educação, a produção industrial «exportável» e o consequente aumento do trabalho e da riqueza sobre a qual se possam então fazer incidir os elevados impostos que pagam a factura do bem estar social, que, por sua vez, induz o aumento da produtividade, num ciclo que, ao contrário do nosso, não é vicioso antes virtuoso.

A verdade é que, na minha área específica, Portugal não produz nada. Não me refiro a multinacionais que instalam aqui fábricas de montagem de televisores, vídeos ou autorádios, cujo valor acrescentado se perde nos incentivos fiscais. Refiro-me ao highend , a alta costura do som, porque, tal como na moda, não são as fábricas de confecções assentes em mão de obra barata que vão fazer o país sair do marasmo económico, estas apenas ajudam as mascarar o problema do desemprego até chegar a hora de se «deslocalizarem» para a China, deixando as operárias com as mãos cheias de cartazes de desesperada ortografia. Nunca teremos capacidade para produzir em massa e competir com o paraíso capitalista em que se tornou a maior nação comunista do mundo.

A solução, dizem os especialistas, está no design , na tecnologia de ponta e no marketing , a partir de PMEs bem geridas e financiadas, com incentivos fiscais à exportação e não ao consumo, e centros de desenvolvimento próprios, em constante interactividade com as universidades e os institutos politécnicos, com o objectivo de exportar para os grandes mercados da Europa e EUA produtos exclusivos de qualidade e elevado valor acrescentado. Produzir pouco mas bom, eis o busílis da questão.

O problema depois é conseguir vender lá fora. Quem é que compra um amplificador, coluna de som highend «made in Portugal» ?, pergunta o potencial investidor desconfiado.

Falta de confiança, é esse o verdadeiro problema de Portugal. Aqui há uns anos quem é que acreditava na moda portuguesa? Ana Salazar, Fátima Lopes, Tenente, entre muitos outros, provaram que Portugal hoje não exporta só jogadores (e treinadores!) de qualidade, depois de décadas de emigração de mão de obra barata e dócil, e já não é mais a coutada onde as grandes marcas de roupa vinham caçar costureirinhas.

Também é possível criar marcas portuguesas de highend , a alta costura do som. O que é preciso é acreditar. Bom, ter alguém que ajude a mexer uns cordelinhos ajuda muito...

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Em 2001, Luís Pires, um engenheiro português, e audiófilo emérito, desafiou-me para ouvir no Forte de S. Filipe, em Setúbal, umas colunas de som misteriosas concebidas e construídas por dois jovens universitários da margem sul (ver em Artigos Relacionados).

Continue a ler, em Choque Tecnológico

Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM

SOMOS MUITO IMPORTANTES!

É incrível a tendência habitual dos portugueses para o exagero: por um lado auto-caracterizamo-nos geralmente com os piores defeitos e por outro, facilmente embandeiramos em arco com feitos que são importantes mas que facilmente passam a verdadeiras epopeias. E damos importância exagerada a algumas coisas:

É o caso da possível eleição de D. José Policarpo como Papa. A esmagadora maioria dos orgãos de comunicação social estrangeiros nem fala dele quando cita os 15/20 mais prováveis, mas cá é favorito claro. E quando algum orgão de comunicação estrangeiro se lembra de falar dele, é citado em Portugal ad nauseum.

E é também o caso aqui:

In: O JUMENTO

NA PÁGINA DA MONCLOA (Link)

Não encontrei nenhuma referência à passagem de Sócrates por Espanha; e o mesmo sucede no Portal do Governo. Enfim, uma visita tão importante...

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:56 AM

abril 13, 2005

LAMEGO

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SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS - LAMEGO - 2005

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:00 AM | Comentários (1)

abril 12, 2005

ZIBOY

É um dos meus foto-blogs preferidos.

O seu autor é um fotógrafo chinês.

Neste momento tem o valor acrescentado de nos mostrar fotos das manifestações "anti-japonesas" que têm ocorrido na China.

ziboy

Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:00 PM | Comentários (1)

AFINAL NÃO ERA SÓ O PCP...

... Que controlava determinadas pessoas pelas informações comprometedoras sobre elas que detinha...

in: A Capital

Cerca de 3600 nomes de agentes e informadores
Maçonaria guarda nomes ligados à PIDE

A Maçonaria Portuguesa depositou ontem no cofre de um banco um dossiê da antiga Legião Portuguesa com os nomes e as moradas de cerca de 3600 agentes e informadores da PIDE, que mantém em segredo desde 1974.

«Este livro é uma espécie de dinamite porque há muitos agentes e informadores da PIDE que ainda estão vivos. Se fosse divulgado, poderia pôr em risco a paz social e causar uma enorme instabilidade e mal-estar», disse à Agência Lusa o grão-
-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), António Arnaut.

Segundo o grão-mestre, trata-se de um «grande livro dactilografado em formato A4 «que contém informações detalhadas e discriminadas por distritos. Até ser encontrado, há cerca de 30 anos, por um membro da Loja da Liberdade, o dossiê estava guardado no Palácio Maçónico, um edifício no Bairro Alto, em Lisboa, ocupado pela Legião Portuguesa desde que foi proibida a Maçonaria, em 1935, até à revolução do 25 de Abril de 1974.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 02:00 PM

AD INFINITUM EN LA HIPOCRESIA Y LA COBARDIA POLITICA DE FIDEL CASTRO

via: Siglo XXI

CARTA ABIERTA DE LA FUNDACIÓN ANDREI SAJAROV, miércoles 6 de abril del año 2005.

El retablo de pantomimas, burdas y de un cinismo sin paralelos, que está escenificando Fidel Castro en La Habana, en relación al fallecimiento del Papa Santo, Juán Pablo II, lo desnudan en su histórica y cínica duplicidad, de toda su carrera gangsteril, en la política cubana e internacional.

Ese hecho, de que Castro, con cara de perro apaleado y derrotado, apareciera en la Catedral de la Habana, para asistir a una misa en recordación de Karol Woytila, Papa de Papas y discípulo de Jesucristo en la Tierra, es todo un acontecimiento que demuestra las claves, de la hipocresía y de la duplicidad, del mas aberrante cinismo, del que es capaz el comisario mayor, del mayorazgo feudal stalinista de Cuba.

Ese Fidel Castro, presente en la Nunciatura Apostólica en La Habana, a la cabeza de otros de sus sicarios, para manchar el libro de condolencias en Memoriam de Karol Woytila, y firmar exequías con tintas, extraídas de la sangre de las decenas de miles de inocentes, asesinados por su regimen mediante la pantomima de los paredones de fusilamientos y, de los tormentos brutales a que sometió, y sigue sometiendo, a cientos de miles de prisioneros políticos cubanos, muchos de ellos, simplemente, por ser activistas católicos, como son los casos del Padre Miguel Angel Loredo y, del dirigente de la Juventud Católica, de los años sesenta, ex preso de conciencia y, hoy, periodista del diario El Nuevo Herald, de Miami, Pablo Alfonso, son evidencias fehacientes del coro de la muerte y de la peor de las ignominias , y todo ello, en medio de UN MAR de las inmundicias, que rodean el entorno, del confirmado, "supremo comandante", de las legiones de malhechores del caribe.

No existió en todo el planeta, un enemigo mayor que Castro, a las doctrinas de enaltecimiento de los valores supremos y religiosos del ser humano, que predicó Juán Pablo II.

El ahora devariante matarife, Fidel Castro, fue quien órdenó, en el año de l960, el asalto, por parte de sus escuadrones de la muerte, de que fue objeto una celebración católica, en el Santuario a la Virgen de la Caridad del Cobre, de las Calles Salud y Manrique, vandalismo contra la multitud de feligreses, que fue atacada a tiros y a cabillazos, por instrucciones del Jefe Máximo, en ese momento, al entonces teniente de prisiones, engavillado en la Fortaleza de la Cabaña , Carlos Fernández Gondín, quien es hoy, general de división, miembro del alto mando del Ministerio del Interior, Vice Ministro de este engendro y, Jefe máximo, de la policía de Seguridad del Estado y, sucesos de sangre, aquellos, en los que fue asesinado el directivo de la acción católica, Arnaldo Socorro, entre otras víctimas del terror stalinista.

Fue Fidel Castro el que dispuso, expulsar, a patadas, de Cuba, a ese otro santo, que es, el ya desaparecido Obispo, Eduardo Boza Masvidal, al igual que hizo con sacerdotes, como el hoy obispo auxiliar de Miami, Monseñor Agustín Román.

No es otro que Fidel Castro, el que mandó, a comienzos de los años sesenta, al, en esa época, jefe de los burós clandestinos del G-2, y posterior Ministro de Comercio Exterior, Ricardo Cabrizas, para que montara un operativo de extorsión denigrante, para sacar de Cuba al, por esos tiempos, Nuncio Apostólico en La Habana, Monseñor Luis Centoz.

Tal vez, en su senilidad, pueda creer Fidel Castro , que nos existen registros, diarios, pormenorizados, de sus felonias al estilo de Luky Luciano, en torno al historial criminal y gamberril, de su paso por la vida pública cubana, Para su desgracia, Sí Existen esos archivos , y serán parte del tribunal de la Historia, que lo juzgará.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:30 AM

abril 11, 2005

DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO

Interessante o encontro ocorrido no sábado na Igreja de S. Nicolau, entre várias comunidades religiosas portuguesas, que nos é relatado (e mostrado) pelo Marco Oliveira, no blog Povo de Bahá

Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:00 PM

AMOR E ÓDIO - TORQUATO DA LUZ

Umas vezes floresta, outras deserto,
umas vezes cetim, outras cotim,
umas vezes veludo, outras estopa.

Umas vezes de longe, outras de perto,
umas vezes princípio, outras fim,
umas vezes piranha, outras garoupa.

Umas vezes de noite, outras de dia,
umas vezes silêncio, outras ruído,
umas vezes o amor que me alumia,
outras vezes um ódio sem sentido.

Torquato da Luz

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:30 AM

abril 10, 2005

SOCALCOS DO DOURO

DOURO01.jpg
DOURO - RÉGUA - 2005

Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:04 PM | Comentários (1)

abril 08, 2005

A ENTREVISTA DE JOSÉ MIGUEL JÚDICE

Para meditação no fim de semana, fica aqui a transcrição da entrevista do Miguel Júdice, ao Jornal de Negócios.

Pessoalmente, acho mal. Acho que deveria haver adjudicação directa em todos os casos ao escritório de que o José Miguel Júdice fosse sócio!

«Estado devia ter de consultar sempre as três maiores firmas de advogados»
José Miguel Júdice diz que o Estado e as Empresas Públicas deviam ter de pelo menos consultar as três maiores sociedades em Portugal sempre que precisam de advogados.

Pedro S. Guerreiro
psg@mediafin.pt

José Miguel Júdice diz que o Estado e as Empresas Públicas deviam ter de pelo menos consultar as três maiores sociedades em Portugal sempre que precisam de advogados.

Em entrevista publicada hoje no Jornal de Negócios, advogado diz que nenhuma das três «quer privilégios», mas sempre o Estado ou Empresas Públicas têm de escolher advogados, «pelo menos que consultem estas três sociedades.»

Júdice refere-se à PLMJ, de que é sócio, à Vieira de Almeida & Associados e à Morais Leitão, Galvão Teles Soares da Silva & Associados.

«O estranho», continua, «é se em qualquer operação do Estado não nos consultarem. Diria que se não nos escolherem, é preciso que justifiquem.»

Numa longa entrevista, aliás a primeira que dá em Portugal sobre a sua sociedade e nestes moldes, José Miguel Júdice defende que as sociedades de advogados são Centros de Decisão Nacional.

«Só neste escritório trabalham 300 pessoas, é metade da Bombardier. Fala-se em preferência nacional para todos os sectores mas não na advocacia. Porquê?», questiona.

Júdice fala ainda das relações com o Estado e com a banca de investimento, da nova imagem corporativa e da atitude de crescimento da sociedade.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 05:30 PM | Comentários (1)

ANIVERSÁRIO

Muito obrigado a todos os que felicitaram pelo segundo aniversário do Fumaças. Como estive praticamente sem aceder à net durante dez dias, é um trabalho árduo descobrir todos (e a Technorati não ajuda nada...). As minhas desculpas se ficar alguém esquecido.

Nos blogs:

Faccioso
SINTRA GARE
O JUMENTO
Jumento Levezinho
TOU QUE NEM POSSO !!!
Rua da Judiaria
TOMARPARTIDO
PANTALASSA
Tugir em português
Almocreve das Petas
FORUM COMUNITÁRIO
Água Lisa (2)

Nos comentários:

Quero lá saber!
@zul - Em Tons de Azul do Mar
Canzoada - Os cães ladram e a caravana passa
Susana Barbosa
Francisco Nunes - Planície Heróica
Carla - O Direito de Sonhar
Lutz Brückelmann - Quase em português
Francisco Martins - Tou que nem posso!!!
Margarida Pardal - Eclético
Teresa de Lagoa - chuinga
Ângelo Ferreira - PANTALASSA
Jorge Ferreira - TOMARPARTIDO
Jorge Afonso
Nuno M. Almeida - Arte de OPINAR!
Patrick Blese - ANJOS E DEMÓNIOS
Marco Oliveira - Povo de Bahá
Myke
JRA - Absonante
Nuno Ferreira - Estradas perdidas
Victor Reis - Oficina das Ideias

Publicado por João Carvalho Fernandes às 02:00 PM | Comentários (3)

JOSÉ MARIA MARTINS

Boas vindas ao advogado José Maria Martins, que passou a ter um blog.

José Maria Martins

E promete, pela Nota de Apresentação, de que transcrevo um excerto:

Ao direito de livre crítica não escapará a Ordem dos Advogados, na tentativa de que todos os advogados sejam iguais perante a sua Ordem , e que esta cumpra os seus deveres na defesa da classe, da dignidade da advocacia, da liberdade de defesa, seja contra que poder for.

Sobretudo para os advogados , a esmagadora maioria, que trabalham ou sózinhos, ou em colaboração com mais dois ou três colegas, sem as influências dos advogados dos grandes escritórios, nacionais e estrangeiros, que usam a influência política para obter vantegens. O Dr. Marinho Pinto sustentou que há tráfico de influências quanto à contratação de serviços de advogados por parte do Estado e seus serviços.

A luta pela ética impõe um combate a esta realidade, que não acenta no mérito mas no "conhecimento", no "favor" político. É importante lembrar o poema de Manuel Alegre : "Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não."

Sei como ninguém o que custa afrontar o Poder , alguns que têm influência política, social, económica. Sei bem a guerra que me tem sido movida, de forma infâme. Quando recusei um juiz o ex- bastonário disse : Haja respeito, numa critica sem sentido. Quando os advogados dos outros arguidos recusaram um juiz e o STJ os acusou no acórdão de terem violado a lei e o Estatuto da Ordem dos Advogados, o ex-Bastonário José Miguel Juidice escreveu um artigo de opinião a defender esses advogados e a criticar os juizes do Supremo!

"Esta não é a ditosa pátria minha amada" que cantava Luis de Camões nos Lusíadas, é o país do amiguismo e do tráfico de influências.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 12:30 PM

FÓRUM PRIOR DO CRATO

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Um interessante clube, apresentado pelo Diário de Notícias anteontem:

Um clube apresenta a selecção de 17 dos mais renomados criadores de Portugal

Jornalista: Duarte Calvão

Pôr 17 dos mais renomados enólogos de um país a provar os vinhos uns dos outros e classificá-los com notas é uma ideia que pode correr muito bem ou muito mal. Em Portugal, o clube de vinhos Fórum Prior do Crato acaba de fazê-lo e, ao que parece, não só tudo correu às mil maravilhas, como quem beneficiará são os enófilos, que agora terão ao dispor algumas das melhores criações dos enólogos, devidamente aprovadas pelos 17.

E quem são eles, para começar? Por ordem alfabética, para não ferir susceptibilidades Álvaro Van Zeller, Anselmo Mendes, David Baverstock, David Guimaraens, Dirk Niepoort, Domingos Soares Franco, Francisco Antunes, João Silva e Sousa, José Gaspar, Luís Duarte, Luís Pato, Manuel Vieira, Nuno Cancela de Abreu, Paulo Laureano, Rui Reguinga, Sandra Tavares da Silva e Vasco Penha Garcia.

Em prova cega, eles classificaram os vinhos que cada um trazia e só entregaram ao clube aqueles que tiveram uma pontuação média acima de 85 pontos, numa escala de 100.

Os sócios do Fórum Prior do Crato, clube fundado em 1991, terão acesso a estes vinhos, pagando um mínimo de 100 euros por ano, valor equivalente à selecção de vinhos entregues. Quem quiser mais informações ou inscrever-se, liga para o telefone 228 314 204 ou envia um email para forum@enoteca.pt.

Além de levarem os seus vinhos e provarem, dando a conhecer aos sócios, numa newsletter, as notas características e sugestões, os enólogos também vão colaborar em encontros, sessões de prova, acções de formação e ainda abrir as casas para onde trabalham a visitas de interessados.

A apresentação da iniciativa decorreu num jantar no Palácio de São Vicente, mesmo ao lado da Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, um espaço recentemente recuperado e belíssimo, incluindo os jardins. Os enólogos circularam de mesa em mesa, apresentando os seus vinhos, alguns deles ainda em amostra de casco, e mesmo os olhares mais cépticos só conseguiram ver a amizade e a boa disposição que reina entre eles. Não há dúvida que o mundo do vinho é diferente...

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:00 AM | Comentários (3)

abril 07, 2005

JORNALISTA E EX-DEPUTADO IRANIANO IMPEDIDO DE VIAJAR PARA O ESTRANGEIRO

via: IRAN FOCUS

Iran journalist leader barred from travelling to international conference

AFP

TEHRAN - Iran's hardline judiciary has barred the head of the journalist's association from travelling to an international conference in the Netherlands, the student news agency ISNA reported Wednesday.

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Rajab-Ali Mazroui, who is also a reformist former MP, had his passport confiscated, the news agency said.

He had been due to to take part in a meeting of the International Federation of Journalists, "so this decision will have repercussions around the world," association spokesman Masoud Houshmand Razavi said.

In a letter to judiciary chief Ayatollah Mahmoud Hashemi Shahroudi, Mazroui protested the travel ban, stressing: "No court has prohibited me from leaving the country."

No explanation was immediately available from the judiciary.

An outspoken champion of press freedom, Mazroui was prevented from defending his seat in parliamentary elections last year, after being blacklisted by the conservative-controlled Guardians Council, which vets candidates for public office.

Last autumn, the judiciary detained his son, Hanif, for his work on reformist websites.

Mazroui has campaigned vigorously on behalf of his son and scores of other journalists and technicians held for their internet work. They were eventually released but only after several had been required to publicly recant and ask the authorities for forgiveness.

Nobel Peace laureate Shirin Ebadi meanwhile announced that she would defend a reformist journalist who has been barred from covering the Iranian parliament for allegedly being "rude" to MPs in the conservative-controlled assembly.

Massih (Masoumeh) Alinejad, lobby correspondent of the reformist daily Hambasteghi (Solidarity) and the Iranian Labour News Agency (ILNA), insists the real reason for her ban is her exposure of the large year-end bonuses MPs awarded themselves last month.

"Publishing the amount deputies receive as a bonus is not an offence," Ebadi said.

"This is why I decided to defend this journalist in the name of the freedom of expression," she told Tehran newspapers.

The issue is a sensitive one as the conservatives took control of parliament last year on a promise to end what they said was wasteful spending of public money on MPs' salaries.

MPs voted themselves an 11 million rial (1,200 dollar) annual bonus, many times more than the 168 dollars awarded to civil servants.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 10:00 PM

CONTOS DE FADAS...

Enviado pela Graça Ferreira:

Num conto de fadas, a bruxa morre e o príncipe casa com a princesa...

Em Inglaterra é ao contrário!

Publicado por João Carvalho Fernandes às 06:30 PM

TAXA ÚNICA (OU MÁXIMA) DE IMPOSTOS - CAUSA LIBERAL

Chamo a vossa atenção, para esta entrada, no blog da Causa Liberal.

Concordo totalmente com o que lá está escrito. Não tenho dúvida nenhuma de que o caminho para o desenvolvimento é esse. A única dúvida é como chegar lá, minimizando os impactos negativos (nomeadamente provável queda de impostos no curto prazo - que seria mais do que compensada no futuro...)

O início do texto, da autoria do Carlos Novais:

Já várias vezes aqui defendi a implementação do que comecei por designar de Taxa Única de Impostos para o IRS, IVA e IRC:

1) Torna mais claras as propostas políticas
2) Põe de lado a falácia de discutir a forma como se colectam os impostos em vez do montante
3) Impede o jogo político do "desce este para subir aquele"

Eu acho que na prática a aplicação desta taxa materializa-se no fundo, na definição de uma Taxa Máxima porque os diversos impostos podem e devem continuar a prever abatimentos e deduções, taxas diferenciadas, etc, ou seja, não sou grande adepto dos "simplificadores".

Continuem a ler, em: Taxa Única (ou máxima) de Impostos

Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:00 PM

LUMINESCÊNCIAS

Um dos mais belos blogs da actualidade.

Parabéns ao Iluminado, pelo bom gosto que demonstra!

Vejam por exemplo a entrada sobre a Mãe D`Água das Amoreiras

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Luminescências

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:00 AM | Comentários (2)

abril 06, 2005

NÃO, NÃO É ÓBVIO...

Ao contrário do que era dito hoje na TSF, não é óbvio que o próximo Papa seja um dos membros do conclave cardinalício!

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Como dizia hoje A CAPITAL: "Qualquer homem baptizado pode, teoricamente, suceder a João Paulo II, mas os últimos séculos da história da Igreja demonstram que o próximo Papa será um cardeal."

É improvável que não seja um dos membros do conclave? É.

Talvez um pouco mais improvável do que a escolha de um Papa polaco depois de 455 anos seguidos de Papas italianos!

Publicado por João Carvalho Fernandes às 07:32 PM | Comentários (1)

FOLHAS DE ROSA - FLORBELA ESPANCA

Todas as prendas que me deste, um dia,
Guardei-as, meu encanto, quase a medo,
E quando a noite espreita o pôr-do-sol
Eu vou falar com elas em segredo ...
E falo-lhes d'amores e de ilusões,
Choro e rio com elas, mansamente...
Pouco a pouco o perfume do outrora
Flutua em volta delas, docemente ...
Pelo copinho de cristal e pata
Bebo uma saudade estranha e vaga,
Uma saudade imensa e infinita
Que triste me deslumbra e m'embriaga
O espelho de prata cinzelada,
A doce oferta que eu amava tanto,
Que refletia outrora tantos risos,
E agora reflete apenas pranto,
E o colar de pedras preciosas,
De lágrimas e estrelas constelado,
Resumem em seus brilhos o que tenho
De vago e de feliz no meu passado...
Mas de todas as prendas, a mais rara,
Aquela que mal fala à fantasia,
São as folhas daquela rosa branca
Que a meus pés desfolhaste, aquele dia....

Florbela Espanca

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:30 AM

abril 05, 2005

O VENTO LÁ FORA e BOMBA INTELIGENTE

Não se pode ir de férias sem net...

Ia deixando escapar os aniversários destes dois blogs!

Ao Paulo Querido e à Charlotte, os meus parabéns e que nos continuem a deliciar com as suas prosas.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 09:08 PM

PENSAMENTO DO DIA

Enviado por Frederico Benjamim:

Um cigarro encurta a vida em 2 minutos

Uma garrafa de álcool encurta a vida em 4 minutos

Um dia de trabalho encurta a vida em 8 HORAS!

Publicado por João Carvalho Fernandes às 06:30 PM

ZOO DE LISBOA

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JARDIM ZOOLÓGICO DE LISBOA - 2004

Publicado por João Carvalho Fernandes às 08:40 AM | Comentários (1)

abril 04, 2005

CUBA - DISIDENTE RAÚL RIVERO ENCUENTRA DE NUEVO EM MADRID LA LIBERTAD

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Via: CUBANET

Por Rafael Molina

Madrid, 3 abr (EFE).- El periodista y escritor cubano Raúl Rivero, recién llegado a Madrid tras haber permanecido encarcelado dos años en Cuba, asegura en una entrevista con EFE que "está descubriendo de nuevo el mundo" y que ha vuelto a "tocar la libertad".

"Estoy con el sentimiento de deslumbramiento por ver Madrid, por tocar la libertad y por haber sido recibido aquí con tanta ternura, con tanto afecto", dijo el disidente cubano, que fue condenado en 2003 por el régimen de Fidel Castro a 20 años de cárcel por un delito de conspiración con EEUU.

Rivero, que llevaba sin salir de la isla más de veinte años, señaló que tratará de hacer en España, donde piensa instalarse, "lo mismo que hice en Cuba durante los últimos quince años, es decir, trabajar en el periodismo, en la poesía, pero con sosiego".


Entre sus planes más inmediatos figura iniciar alguna colaboración en medios españoles, participar en varios festivales literarios y publicar un libro.

"En este terreno, en el del periodismo y la literatura, tengo todas las posibilidades y todo el apoyo", agregó.

Pero en su pensamiento también están los 61 anticastristas de los 75 que fueron encarcelados junto a él hace dos años y que aún están en prisión por diversas razones en Cuba, veinte de ellos periodistas y el resto integrantes, en su mayor parte, del grupo disidente que dirige Osvaldo Payá.

"Salgo con el compromiso de ayudar a esas personas, que son amigas mías y que están repartidas en diversas cárceles del país. Me he propuesto trabajar por ellos de una forma profesional, sin escándalos, con respeto, con los amigos que tengo en España y en otros países de Europa", subrayó

"Espero promover la libertad de esas personas y establecer un movimiento solidario con sus familias, aunque de una forma discreta y sin politizar el asunto, por pura solidaridad", añadió.

Rivero recordó su primer año de cárcel en Cuba, "once meses muy duros, encerrado en una celda de castigo en condiciones críticas, enfermo y sin ver el sol", narró.

Pero también reconoció que las autoridades cubanas siempre le dieron un trato respetuoso y no fue tratado con violencia física.

Cuando habla de su liberación dice que siente un "agradecimiento idéntico y paritario" hacia el anterior Gobierno español que presidió José María Aznar, y hacia el actual del socialista José Luis Rodríguez Zapatero.

Aznar "hizo una campaña muy vigorosa para promover mi excarcelamiento a través de la fundación hispano cubana, difundieron mis libros y mis textos en España, y citaba mi caso cada vez que participaba en un acto internacional", en el que se hablaba de Cuba.

Pero también, el cambio de política con respecto a Cuba que ha promovido Rodríguez Zapatero, "ha supuesto una disminución de las tensiones, la eliminación de la crispación entre ambos países, con la promoción del diálogo, lo que también ha facilitado que yo pudiera salir de allí".

Rivero cree, no obstante, que Rodríguez Zapatero, con quien mantuvo ayer una entrevista, defiende la "misma actitud enérgica" con respecto al régimen de Fidel Castro que su antecesor en el cargo, pero ha promovido un acercamiento a Cuba que está dando resultados positivos.

"Esta política es quizás más idónea, porque el régimen cubano es de alguna manera 'machista', se produce con mucha violencia verbal y con mucha energía contra EEUU o contra cualquiera que se le oponga y, con ese mismo lenguaje, no se le puede combatir", señaló el periodista en otro momento de la entrevista.

"Tienes que llegar a Cuba, como mínimo, como amigo, como una persona que quiere un acercamiento normal, esa es la única manera de conseguir algo del régimen de Castro, porque la confrontación no sirve", reiteró.

Rivero está "esperanzado" con el hecho de que la nueva política que el Gobierno de Rodríguez Zapatero promueve en Europa con respecto a Cuba "consiga que salga más gente de la cárcel".

Sobre el futuro de Cuba sin Castro, el disidente aseguró que se "instalará una especie de fidelismo durante un tiempo, porque las estructuras del poder son muy cerradas y se dejarán las cosas muy atadas para que haya continuidad".

Sin embargo, en opinión de Rivero, poco a poco se irá resquebrajando esa unidad dentro del poder, en el que ya hay algunas disensiones, y se pasará a un régimen más aperturista.

"Dentro del poder, hay posiciones muy duras y estrictas, y otras no tanto, que piensan que la sociedad está cambiando y este tipo de situaciones tendrán que aflorar cuando ya no esté Fidel", concluyó el escritor, quien tiene permiso de las autoridades de Cuba para permanecer en España dos años.

Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:00 PM

abril 02, 2005

JOÃO PAULO II - 1920 - 2005

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Morreu um homem que mudou a face do mundo.

Foi um profundo defensor da Liberdade e da Democracia. Contribuiu muito com as suas posições para a queda do Muro de Berlim e do comunismo.

Quebrou barreiras marcantes, tendo levado o diálogo com outras religiões a pontos nunca antes imaginados.

Mostrou na fase final do seu pontificado que o sofrimento tem significado. Obrigou uma sociedade que para além de evitar esse sofrimento o esconde quando ocorre, a encará-lo de frente. Foi um encorajamento para todos os idosos e doentes.

Paz à sua alma!

Publicado por João Carvalho Fernandes às 11:16 PM | Comentários (1)

PEDIDO DE DESCULPAS

Um pedido de desculpas ao Prof. Paulo Ferreira da Cunha a quem imputei erradamente o poema publicado no passado dia 29. O verdadeiro autor é Paulo F. Cunha e nada tem a ver com o "nosso" Paulo Ferreira da Cunha. Erros de quem prepara um pouco à pressa uma semana inteira do blog, para ir de férias...

Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:00 AM

abril 01, 2005

JOÃO PAULO II

Em jeito de homenagem, repesco um texto aqui escrito há algum tempo:

NÃO TENHAIS MEDO!

Com estas palavras , proferidas na sua primeira visita à Polónia, em 1978, como sumo pontífice, o Papa João Paulo II deu o mote para a mudança que viria a ocorrer mais tarde em todo o bloco soviético.

Essa visita, deu um empurrão decisivo ao Solidarność e, a prazo, contribuiu para a queda do comunismo na Polónia e no resto da Europa.

Só por isto os seus 25 anos à frente da Igreja Católica já teriam valido a pena.

Mas houve mais, muito mais, como o diálogo com outras religiões, mais de uma dúzia de encíclicas (de elevada qualidade), a missão pastoral levada a quase todos os cantos do globo (e o que as viagens do Papa fizeram pela Igreja...) e a renovação doutrinal ocorrida (mas com firmeza!).

Destaco a encíclica "Laborem exercens", de 1981, transcrevendo um excerto:

I. INTRODUÇÃO

1. O trabalho humano a noventa anos da « Rerum Novarum »

Dado que a 15 de Maio do corrente ano se completaram noventa anos da data da publicação — que se ficou a dever ao grande Sumo Pontífice da « questão social », Leão XIII — daquela Encíclica de importância decisiva, que começa com as palavras Rerum Novarum, eu desejo dedicar o presente documento exactamente ao trabalho humano; e desejo mais ainda dedicá-lo ao homem, visto no amplo contexto dessa realidade que é o trabalho. Efectivamente, conforme tive ocasião de dizer na Encíclica Redemptor Hominis, publicada nos inícios da minha missão de serviço na Sede Romana de São Pedro, se o homem « é a primeira e fundamental via da Igreja », e isso precisamente sobre a base do imperscrutável mistério da Redenção de Cristo, então é necessário retornar incessantemente a esta via e prossegui-la sempre de novo, segundo os diversos aspectos, nos quais ela nos vai desvelando toda a riqueza e, ao mesmo tempo, tudo o que de árduo há na existência humana sobre a terra.

O trabalho é um desses aspectos, perene e fundamental e sempre com actualidade, de tal sorte que exige constantemente renovada atenção e decidido testemunho. Com efeito, surgem sempre novas interrogações e novos problemas, nascem novas esperanças, como também motivos de temor e ameaças, ligados com esta dimensão fundamental da existência humana, pela qual é construída cada dia a vida do homem, da qual esta recebe a própria dignidade específica, mas na qual está contido, ao mesmo tempo, o parâmetro constante dos esforços humanos, do sofrimento, bem como dos danos e das injustiças que podem impregnar profundamente a vida social no interior de cada uma das nações e no plano internacional. Se é verdade que o homem se sustenta com o pão granjeado pelo trabalho das suas mãos — e isto equivale a dizer, não apenas com aquele pão quotidiano mediante o qual se mantém vivo o seu corpo, mas também com o pão da ciência e do progresso, da civilização e da cultura — então é igualmente verdade que ele se alimenta deste pão com o suor do rosto; isto é, não só com os esforços e canseiras pessoais, mas também no meio de muitas tensões, conflitos e crises que, em relação com a realidade do trabalho, perturbam a vida de cada uma das sociedades e mesmo da inteira humanidade.

Celebramos o nonagésimo aniversário da Encíclica Rerum Novarum em vésperas de novos adiantamentos nas condições tecnológicas, económicas e políticas, o que — na opinião de muitos peritos — irá influir no mundo do trabalho e da produção, em não menor escala do que o fez a revolução industrial do século passado. São vários os factores que se revestem de alcance geral, como sejam: a introdução generalizada da automação em muitos campos da produção; o aumento do custo da energia e das matérias de base; a crescente tomada de consciência de que é limitado o património natural e do seu insuportável inquinamento; e o virem à ribalta, no cenário político, povos que, depois de séculos de sujeição, reclamam o seu legítimo lugar no concerto das nações e nas decisões internacionais. Estas novas condições e exigências irão requerer uma reordenação e um novo ajustamento das estruturas da economia hodierna, bem como da distribuição do trabalho. E tais mudanças poderão talvez vir a significar, infelizmente, para milhões de trabalhadores qualificados o desemprego, pelo menos temporário, ou a necessidade de um novo período de adestramento; irão comportar, com muita probabilidade, uma diminuição ou um crescimento menos rápido do bem-estar material para os países mais desenvolvidos; mas poderão também vir a proporcionar alívio e esperança para milhões de homens que hoje vivem em condições de vergonhosa e indigna miséria.

Não compete à Igreja analisar cientificamente as possíveis consequências de tais mutações para a convivência humana. A Igreja, porém, considera sua tarefa fazer com que sejam sempre tidos presentes a dignidade e os direitos dos homens do trabalho, estigmatizar as situações em que são violados e contribuir para orientar as aludidas mutações, para que se torne realidade um progresso autêntico do homem e da sociedade.

Encíclica completa em:

Laborem exercens

Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:00 PM | Comentários (1)