« FUNCHAL | Entrada | NovaDemocracia aderiu ao EUD »

junho 25, 2006

Bebé que morreu em Badajoz não vai ser trasladado para Portugal

É perfeitamente incrível que o mesmo Estado que encerrou a Maternidade de Elvas dando como alternativa a de Badajoz não assuma em todos os casos que venham a ocorrer os custos deste tipo de acontecimentos!

Via Público:

O corpo da recém-nascida de Elvas que morreu sábado após o parto em Badajoz, Espanha, não vai ser trasladado para Portugal por decisão da família, revelou hoje o Governo Regional da Extremadura espanhol.

Fonte da Junta da Extremadura espanhola explicou que a família portuguesa "decidiu que o feto não fosse trasladado para Portugal e ficasse em Espanha".

"Essa decisão foi tomada pela família, em conjunto com os médicos do Hospital Materno-Infantil de Badajoz", disse fonte dos Serviços de Saúde e Consumo do Governo Regional da Extremadura.

Quanto ao destino do cadáver, a fonte recusou adiantar quaisquer pormenores, garantindo tratar-se de uma questão "que apenas diz respeito à família" da criança. Sepultar, cremar ou doar o corpo para investigação são três das possibilidades, admitiu. "O destino a dar ao corpo é confidencial, em respeito pela privacidade dos pais. É uma matéria de índole privada", limitou-se a acrescentar.

O bebé, uma menina, morreu sábado no Hospital Materno-Infantil de Badajoz, poucas horas após ter nascido devido a malformações congénitas.

Este foi o segundo bebé de Elvas a nascer naquele hospital da raia espanhola depois da sala de partos da cidade alentejana ter sido encerrada dia 12, por decisão governamental, podendo as grávidas optar também pelos hospitais de Évora e Portalegre.

Na última segunda-feira, a Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARSA) revelou que o Estado português suportaria os custos com o transporte do corpo para território nacional, embora tivesse esclarecido que essa era uma "decisão excepcional".

O porta-voz da ARSA, Mário Simões, justificou que a lei espanhola obrigava a que os cadáveres fossem embalsamados antes da trasladação, o que tornava o processo "mais caro".

O protocolo de assistência às grávidas assinado entre as autoridades de Saúde portuguesa e espanhola, para vigorar após o fecho da sala de partos alentejana, não contempla o pagamento, por parte do Estado português, de despesas relacionadas com a trasladação.

Publicado por João Carvalho Fernandes às junho 25, 2006 09:48 AM

Comentários

Comente




Recordar-me?

(pode usar HTML tags)