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janeiro 20, 2006

IGREJA DE SANTA ENGRÁCIA

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Igreja de Santa Engrácia e Panteão Nacional

Campo de Santa Clara

Fundada em 1568 por iniciativa da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, figura ímpar do Humanismo português, aquando da criação da nova freguesia de Santa Engrácia por breve do Papa Pio V, a primitiva igreja foi construída pelo arquitecto Nicolau de Frias, segundo traças aprovadas pelo Arcebispo D. Jorge de Almeida. Nada resta deste templo, que em 1630 foi alvo de um roubo sacrílego e, de seguida, de obras de reconstrução da capela-mor, a cargo de Mateus do Couto (Sobrinho), capela essa que viria a ruír em 1681, o que obrigou a mesa da Confraria dos Escravos do Santíssimo Sacramento, formada por nobres e poderosos, a erigir uma nova e mais sumptuosa igreja. Feito concurso em 1683 para estudo do melhor projecto, foi este ganho pelo arquitecto João Antunes (1642-1712), que dirigirá a primeira fase da construção. O risco de Antunes, tira partido da desafogada situação paisagística do sítio, a meio da encosta defronte do Tejo, e constitui a primeira obra de claro figurino barroco no panorama arquitectónico nacional. O modelo é centralizado, de vastas proporções, definindo uma cruz grega de flancos sinuosos, com associação de quatro torreões-bloco, numa longínqua evocação de San Pietro in Montorio e San Satiro em Milão, de Donato Bramante, e com influências de Guarini (fachada do palazzo Cornaro), acrescido de riquíssimo ornamento mosaicista.

O templo, mostra um desenho encurvado dos braços da cruz grega, formando ábsides que se articulam com o pano murário rectilíneo dos torreões e criam um efeito espacial único, tirando partido da parede-ondulante, tal como as igrejas e palácios romanos e parisienses do século XVII. O portal mostra quatro colunas espiraladas de pedra rósea, com capitéis compósitos e remate de baixo-relevo com a padroeira (talvez de Laprade).

À morte de João Antunes a igreja estava longe de acabada, sendo as obras dirigidas por Manuel do Couto (que cerra a abóbada central) e Santos Pacheco, com intervenções do cônsul-arquitecto Antoine Duverger, até sofrer os efeitos do terremoto. Tais vicissitudes levaram a que as obras só fossem acabadas em meado do século XX (já como Panteão Nacional, criado em 1916), pelos arquitectos da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (Raul Lino, Lyster Franco), sem término das torres e com adjacência de uma abóbada com lanternim, demasiado desproporcionada para a sólida estrutura espacial definida no projecto barroco de Antunes. Mesmo com tais adições, que os atrasos impuseram, houve respeito pela traça aprovada no concurso de 1683, deixando incólume a novidade estrutural daquela que é a primeira igreja portuguesa verdadeiramente barroca.

Horário Terça-feira a Domingo
10:00 - 17:00
Encerra à segunda-feira e nos feriados de 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro.
Ingresso Normal: € 2
Jovens (15 a 25 anos) e reformados: € 1
Portadores do Cartão Jovem: € 0.8
Crianças até aos 14 anos: gratuito.
Domingos e Feriados até às 14:00: gratuito.
Telefone +351 218 854 820
Fax +351 218 854 839
E-mail panteao@ippar.pt
Serviço Educativo Essencialmente dirigido a escolas.
Marcações:
Tel. +351-218 881 529
Fax +351 218 867 317
Visitas Guiadas Vocacionado essencialmente para grupos, através de marcação prévia:
Tel. +351 218 854 820
Fax : +351 218 854 839
Loja Publicações diversas, postais, materiais de divulgação. Réplicas de peças das colecções, objectos de ourivesaria e de porcelana.
Tel. +351 218 854 820
Acessos Acesso a Deficientes:
É possível o acesso de deficientes ao R/C. Para os restantes pisos existe elevador, mas as suas dimensões não são suficientes para cadeiras de rodas.

Eléctrico 28


Publicado por João Carvalho Fernandes às janeiro 20, 2006 09:00 AM

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