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janeiro 17, 2006
SÚPLICA - MIGUEL TORGA
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Miguel Torga
Publicado por João Carvalho Fernandes às janeiro 17, 2006 09:00 PM
Comentários
em q livro de torga está este poema? Obrigado
Publicado por: marisa em novembro 10, 2006 04:21 PM
Olhe o seu poema é muito bonito e estou seriamente emocionada. Sou sua fã. Muitos Parabéns pelo exelente trabalho. Irei acompanha-lo para sempre.
Um abraço forte. Os meus comprimentos. :)
Publicado por: joaquina em maio 3, 2007 11:26 AM
Entre algumas lembranças ewncontrei-me por quase um segundo, nas palavras deste poema. Recordações de um dado momento.
Somente os poetas têem esse dom de exteriorizar e captar a essência humana. Lindo por demais... Sutil, um clamor que na verdade quisera ser respondido.
Parabéns!!!!!
um abraço
karlla
Publicado por: karlla em maio 10, 2007 05:19 AM
O poema mais lindo que já li em toda a minha vida!
Parabéns!
Publicado por: cristiana em maio 31, 2007 06:38 PM