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dezembro 15, 2003

RAZÃO DE SER - PAULO LEMINSKI

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

Paulo Leminski

Publicado por João Carvalho Fernandes às dezembro 15, 2003 08:17 AM

Comentários

Bem beijado e mordido, este poema.

Publicado por: Rui em dezembro 15, 2003 09:18 PM

Era o que eu queria dizer e não sabia como...
:)

Publicado por: Cathy em dezembro 16, 2003 12:31 AM

Ele já escrevia maravilhosamente bem. Será que tinha necessidade de explicar. Acho que não.

Publicado por: Flávia em janeiro 7, 2004 08:54 PM

mais leminski:

suprassumos da quintessência

O papel é curto.
Viver é comprido.
Oculto ou ambíguo,
Tudo o que digo
tem ultrasentido.
Se rio de mim,
me levem a sério.
Ironia estéril?
Vai nesse ínterim,
meu intramistério.

Publicado por: thais em junho 24, 2004 06:44 PM